Parecer do MPF, acolhido pelo TRF1 obriga a União restaurar a Casa de Saúde do Índio em São Luís/MA

Desde 2014, o MPF pede na Justiça a adequação da estrutura às regras da Vigilância Sanitária, como princípio de direito digno dos povos indígenas

A União deverá apresentar, em prazo máximo de 180 dias, plano completo para a reestruturação da Casa de Saúde Indígena (Casai) de São Luís, no Maranhão. O projeto deverá contemplar aspectos relativos à adequação do local às exigências da Vigilância Sanitária, ao fornecimento adequado de materiais de uso comum e pessoal para os indígenas e à oferta de refeições em quantidade e qualidade adequadas para quem ali se hospeda. Foi o que estabeleceu a 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que, por unanimidade, acolheu parecer do Ministério Público Federal (MPF) e rejeitou apelação apresentada pela União contra decisão da primeira instância que determinava a elaboração do plano.

Unidades integrantes do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, as Casais recebem pessoas vindas do interior para tratamento médico-hospitalar nas capitais ou em cidades maiores. A necessidade de reestruturação completa da Casai de São Luís foi constatada em 2013, após inspeção realizada no local pelo MPF, pela Vigilância Sanitária e pelo Departamento de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS). A visita documentou a falta de condições adequadas para o recebimento de pacientes indígenas, alojamentos inapropriados, além de aspectos de segurança, higiene e limpeza bem abaixo dos padrões de saúde exigidos. Também foram registradas inúmeras reclamações de indígenas com relação à alimentação e à estrutura do local, principalmente considerando que as pessoas ali abrigadas estão em tratamento de saúde.

Em 2019, após ação civil pública ajuizada pelo MPF, a Justiça Federal concedeu liminar para obrigar a União a sanar as irregularidades encontradas imediatamente. Também estabeleceu prazo para elaboração do plano de reestruturação da Casai São Luís. Entretanto, a União recorreu ao TRF1 alegando perda de objeto, uma vez que um novo imóvel para a Casai foi alugado em 2014, e violação ao princípio da separação dos poderes.

Em manifestações enviadas ao TRF1 contra o recurso da União, o MPF lembrou que a simples mudança da sede da Casai não indica que todos os problemas estão resolvidos, principalmente quanto às condições sanitárias, cuja melhoria depende de um conjunto de mudanças a serem adotadas pelo Poder Público. Além disso, o MPF destaca que, pelo menos desde 2009, os órgãos responsáveis pela Saúde Indígena no Maranhão têm postergado a adoção das medidas necessárias à adequação das instalações da Casai São Luís às normas previstas na legislação sanitária, como ficou registrado na sentença de primeira instância.

O MPF aponta omissão da União no caso, com prejuízo ao direito à saúde dos indígenas atendidos pela estrutura. E lembra que, segundo entendimento do TRF1, nessas situações, o Poder Judiciário pode determinar a implementação de políticas públicas nas questões relativas a direitos fundamentais sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos Poderes. “No caso, está em discussão a violação de direito fundamental, tal como o direito à saúde dos povos indígenas, afeto ao núcleo mínimo essencial que compõem a dignidade do ser humano, logo não há espaço para discricionariedade da Administração Pública”, conclui o parecer.

Ao rejeitar o recurso da apelação, o TRF1 manteve a sentença da primeira instância que estabelecia o prazo para apresentação do plano.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal

 

Pela primeira vez a Justiça Federal condena a União por erro de ministro do STF, no caso Alexandre de Moraes

A Justiça Federal do Paraná determinou que a União indenize o ex-deputado estadual Homero Marchese (Novo). A decisão destaca um “erro procedimental” do ministro Alexandre de Moraes, que manteve bloqueado o perfil do ex-deputado no Instagram. A sentença, que ainda está sujeita a recurso, foi emitida pela 1.ª Vara Federal de Maringá.

O bloqueio dos perfis de Homero Marchese ocorreu em novembro de 2022, no contexto do malfadado inquérito das fake news. Na ocasião, o ex-deputado estadual do Partido Novo havia compartilhado sobre a participação de ministros do STF em um evento nos Estados Unidos, acompanhado apenas da frase “Oportunidade imperdível”.

A publicação foi vista por Alexandre de Moraes como um estímulo à hostilização dos ministros, levando manifestantes a protestarem em frente ao hotel onde estavam hospedados. Embora o bloqueio tenha sido considerado necessário pelo juiz prolator da sentença, o juiz José Jácomo Gimenes observou que o ministro Alexandre de Moraes (STF) cometeu um “erro” mantendo bloqueada a conta do ex-deputado bloqueada no Instagram, mesmo depois de liberar as contas de Homero Marchese no Facebook e no X/Twitter em dezembro de 2022.

Esse é o primeiro caso de uma decisão da Justiça Federal de primeira instância que condena a União por um erro de um ministro do STF. A defesa de Marchese recorreu ao STF na época, solicitando esclarecimentos sobre o bloqueio no Instagram. Contudo, o caso só foi analisado em janeiro de 2023, após o término do mandato de Marchese na Assembleia Legislativa do Paraná, o que resultou na perda de foro e no encaminhamento do processo para a primeira instância. Em maio de 2023, a Justiça Federal finalmente restabeleceu o acesso de Marchese à conta do Instagram.

A sentença ressalta que, devido ao erro do ministro Alexandre de Moraes, o ex-deputado ficou quase seis meses sem acesso à sua conta, gerando “grande perda de comunicação, transtornos, constrangimentos e frustração consideráveis”.

A decisão judicial enfatiza a importância da rede social para a carreira política, profissional e pessoal de Marchese, apontando que a demora no desbloqueio ultrapassou o “mero dissabor” e causou “abalo moral” significativo.

Para o juiz, o problema “poderia ter sido resolvido com o imediato desbloqueio” em dezembro de 2022.

“Diante disso, parece claro a este Juízo que houve um erro de procedimento, primeiro por não constar na decisão do STF (de 24/12/2022) a determinação expressa de desbloqueio autorizado, exigindo embargos de declaração; e segundo, pela demora excessiva no encaminhamento do caso ao juízo competente ou na complementação da decisão omissa, evidenciando a possibilidade de responsabilidade objetiva do Estado.”

Jornal da Cidade Online

 

Teto de vidro da participação das mulheres na política tem início dentro dos partidos

Quanto mais alto o cargo político, menor a chance de uma mulher ocupá-lo. Essa é a realidade que se impõe no Brasil, um país em que o teto de vidro da participação política feminina começa bem antes das urnas: dentro dos partidos. Essa conclusão é de um dos grupos de pesquisa organizados pelo Tribunal Superior Eleitoral para debater, estudar e produzir material sobre eleições. Os resultados preliminares do trabalho foram apresentados em evento promovido no último dia 16, na sede da corte.

A presença feminina não é desproporcional apenas entre as eleitas. Apesar de serem maioria no eleitorado (53%, contra 47% de homens), as mulheres estão em minoria entre filiados a partidos políticos (46%) e nos cargos de direção em nível estadual (33%) e nacional (16%) das legendas. Os dados foram levantados tendo como base a data de 1º de julho de 2022, com informações de todos os partidos com representação na Câmara dos Deputados, em todos os estados e no Distrito Federal.

Essa data de corte é relevante porque se coloca momentos antes do início das convenções partidárias — que em 2022 ocorreram entre 20 de julho e 5 de agosto —, ocasião em que as legendas escolhem quem serão seus candidatos. Esse é um momento em que as lideranças partidárias exercem grande influência. “Se na composição dessas lideranças não tiver participação de mulheres, fica bem complicado mudar esse cenário que persiste na política brasileira”, avaliou Marina Martins Santos. Servidora do TSE, ela é uma das pesquisadoras, ao lado de Adriana Soares Alcântara (TRE-CE) e Daniela de Cássia Wochnicki (TRE-RS). O grupo ainda vai complementar a pesquisa com dados dos diretórios municipais dos partidos. O trabalho contará com sugestões e orientações de procedimentos para aperfeiçoar os processos de registro e para aumentar a participação feminina nas máquinas partidárias, e será elaborado um artigo acadêmico com os resultados levantados.

Visão mais ampla

Os resultados preliminares mostram que o teto de vidro é regular em todo o Brasil. Não há diferenças significativas quando os dados são analisados em relação às Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. O material oferece uma visão mais ampla do problema. E o que mais se discute hoje é a diferença entre mulheres que concorrem a cargos e aquelas que são efetivamente eleitas. Em 2022, 34% das candidaturas foram de mulheres — percentual que mal ultrapassa o mínimo de 30% por gênero exigido para os cargos proporcionais pelo artigo 10º, parágrafo 3º, da Lei das Eleições. O resultado das urnas foi ainda mais desproporcional: 18% dos eleitos foram mulheres.

A pesquisa deu alguns passos atrás para analisar a sub-representação feminina no interior das organizações partidárias. E o problema é mais grave nos espaços decisórios das legendas. Nos órgãos estaduais temporários, que são indicados pelas direções nacionais, em processos totalmente fechados e não democráticos, a sub-representação feminina é mais ampla do que nos definitivos, formados por votação. As mulheres são 32% nos órgãos definitivos e 25% nos temporários ou interventores. Quando se trata dos cargos de presidente, vice-presidente, tesoureiro e secretário — os mais importantes nas executivas partidárias —, também é possível constatar que a presença feminina é desproporcionalmente pequena: 22% nos cargos executivos estaduais definitivos, 19% são definitivos e apenas 16% nas executivas nacionais. Segundo Adriana Alcântara, a precariedade da organização dos diretórios partidários caminha junto com a falta de inclusão de mulheres em suas estruturas. “Quanto mais precário, menor é a inclusão.”

Fonte: CONJUR

Lula é novamente derrotado e “veto da liberdade” contra fake news é mantido

O plenário do Congresso Nacional refutou mais um ataque à liberdade de expressão. O veto do ex-presidente Jair Bolsonaro foi mantido. O trecho cortado pela gestão passada tipificava como crime a comunicação enganosa em massa, conhecida como fake news, com pena de até cinco anos de reclusão.

No veto presidencial, Bolsonaro justificou que o texto não deixa claro qual conduta seria objeto da criminalização, se o de gerar a notícia ou de compartilhar. Outro ponto importante: Quem iria definir o que é ou não fake News?

Derrubar o veto 46, de Bolsonaro, era o sonho dourado da esquerda. Foram derrotados novamente.

Sobre o assunto, o comentário do jornalista Cláudio Dantas é cirúrgico:

“Por 317 a 139, Congresso manteve o veto 46, evitando a criminalização do que se convencionou chamar ‘comunicação enganosa em massa’ – apenas um ardil para calar os críticos. A mensagem é forte, pois o governo precisava de 257 votos.

Depois do enterro do PL das Fake News e agora com a manutenção do veto, o Supremo deveria se recolher e o governo Lula parar de covardia contra quem não se rende a seu projeto hegemônico de poder.

A democracia exige liberdade de pensamento e expressão. Ela é barulhenta, sim! Quem quer o silêncio das ditaduras deveria tentar a sorte na Venezuela. É bem aqui do lado.”

Jornal da Cidade Online

 

Congresso derruba veto de Lula e acaba com saidinhas de presos

O governo Lula sofreu mais uma contundente derrota no Congresso Nacional na noite desta terça-feira (28). Parlamentares derrubaram o veto do presidente Lula e acabaram com a saidinha de presos. O plenário da Câmara dos Deputados, que abrigou posicionamentos e votos de senadores e deputados, liderados pelo presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) se mostrou dividido quanto às orientações das bancadas. Mas abriu placar com vantagem considerável nos votos individuais. Na Câmara o placar que derrubou o veto presidencial foi de 314 votos a 126, já no Senado o resultado 52 favoráveis à queda do veto, contra 11 pela manutenção do veto e ainda uma abstenção.

A vitória da oposição repercutiu entre parlamentares. O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) celebrou a decisão como um avanço na segurança pública.

“A derrubada deste veto é um marco na defesa da segurança pública e dos direitos dos cidadãos de bem. Garantir que presos não tenham essas saídas temporárias é essencial para evitar abusos e proteger a sociedade”, afirmou Valadares.

Na mesma linha, a deputada Silvia Waiãpi (PL-AP) destacou a justiça da medida para as vítimas de crimes.

“A derrubada deste veto é um verdadeiro alívio para as vítimas e suas famílias, que muitas vezes se sentem inseguras com as saídas temporárias dos presos. Em um momento de tantas dificuldades, esta medida traz segurança e proteção para quem foi afetado por crimes”, enfatizou Waiãpi.

O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) também expressou seu apoio, ressaltando o impacto positivo da medida na confiança dos cidadãos nas instituições de segurança.

“A derrubada deste veto é um passo importante para garantir que a população se sinta segura. Proibir essas saídas temporárias mostra um compromisso claro com a segurança pública e o bem-estar das famílias brasileiras”, disse Nogueira.

O deputado Sargento Portugal (Podemos-RJ) também celebrou a decisão, enfatizando a importância da ordem e da segurança.

“Proibir as saídas temporárias é fundamental para garantir a segurança no campo e nas cidades. Estamos protegendo os cidadãos de bem e enviando uma mensagem clara de que o Brasil não tolerará mais desrespeito à lei e à ordem”, afirmou Sargento Portugal.

Outro parlamentar que também enalteceu a derrubada do veto foi o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN).

“O povo brasileiro merece viver com segurança e ter seus direitos respeitados. A derrubada deste veto é um grande passo nessa direção”, acrescentou Sargento Gonçalves.

E finalizou o deputado Coronel Telhada (PP-SP): “uma vitória para o Brasil. Basicamente: os criminosos não terão mais essas benesses. Estamos enviando uma mensagem clara de que a Lei deve ser respeitada e que a segurança dos cidadãos é uma prioridade”, concluiu

Diário do Poder

Quanto maiores são os discursos e propagandas, mais perversa e contundente é a criminalidade no Maranhão

O registro de feminicídio em 2024 já ultrapassou os 20, os assassinatos são bem acentuados e resultantes de conflitos por drogas roubos, furtos, assaltos e outras práticas covardes, que já estão dentro do contexto da bandidagem, em que despontam os assaltos a coletivos, motoristas de táxis e de carros de aplicativos em latrocínio, sem falarmos nos casos em que muita gente perde a vida por simples desentendimentos e as vítimas de policiais. A verdade é que a população está cheia de discursos evasivos e propagandas que não se sustentam

O Sistema de Segurança Pública do Maranhão, que já vinha caminhando lento, foi praticamente trucidado no governo Flavio Dino, quando ele passou a alugar veículos com pagamentos mensais de milhões de reais e canalizou um problema sério para todo o sistema, quer perdura atualmente. Quando havia o atraso no pagamento da locação, as viaturas eram recolhidas e devolvidas após o acerto da conta. A frota pertencente à Segurança Pública era de veículos sucateados, sem falarmos nas delegacias, nas unidades militares e nas instituições de apoio, que ainda continuam não oferecendo condições mínimas para um exercício técnico, muito embora existam profissionais da mais elevada competência.

           A violência que assusta e começa a ser banalizada é denunciada pela população

Muitos dos casos de violência criminal registrada nos mais diversos bairros e em comunidades mais longínquas de todo o Maranhão, chegam as redes sociais e a mídia pelos próprios comunitários, muitos dos quais geralmente acionam o aparelho policial. Se na capital, o problema é sério, mesmo com o número do efetivo aquém, equipamentos, viaturas, mesmo como suporte de motos, os gestores públicos não atentam para o aumento da população, o desemprego é crescente de acordo com o IBGE e a implacável droga que pode ser vista como a maior epidemia existente no Maranhão. Cadê os semeadores, cobradores e demagogos de políticas públicas, em que muitos estão na Assembleia Legislativa do Estado, outros na Câmara e Federal  e três no Senado Federal, que diante da realidade atual se escondem como covardes e não se posicionam para os eleitores que os elegeram.

A realidade colocada para a população, quando o governo anuncia nomeação de policiais militares e civis é que estão aumentando o efetivo e no discurso estão fazendo segurança. Não é verdade. Os efetivos estão altamente defasados, diante do reduzido número, com a observação de aposentadorias, licenciamentos, a maioria por doença e os casos mais graves estão na Polícia Militar em que muitos militares apresentam doenças mentais e imediatamente são afastados para tratamentos psiquiátricos. Na Polícia Civil, o número é bem menor.

               Os casos de violência que ocorrerem em um município e o registro tem que ser feito em outro    

Mais de um terço dos municípios maranhenses não existem delegados e quanto muito um cabo e dois soldados e uma delegacia improvisada em uma casa alugada geralmente pelo prefeito e se houver viatura é ele que abastece o veículo e dá hospedagem aos militares, que acabam ficando reféns do dirigente do executivo municipal.

A séria problemática já diminuiu na Polícia Civil em decorrência da organização dos movimentos associativos, como o Sindicato dos Policiais Civis e da Associação dos Delegados que têm conseguido nomeações através de pressões classistas para diversos municípios do Estado e a importante participação do Ministério Público e de Juízes de Comarcas, que através de ações proporcionam a que o Estado seja obrigado a construir delegacias e manter efetivo militar e civil em algumas cidades. Há casos em que um fato se registra numa cidade e a ocorrência tem que ser feita na cidade próxima.

Para manter a violência em plena ascendência, mais um motorista de aplicativo foi assassinado em São Luís, num caso de latrocínio, registrado no bairro do São Cristovam. Eles fizeram um movimento na cidade cobrando efetiva segurança para a categoria e para a população e chegaram a fazer crítica, quando foram intimidados pela Polícia Militar.

Fonte: AFD

 

 

OAB e Senado vão incluir na Constituição obrigatoriedade de sustentações orais nos tribunais superiores

A proposta da Ordem dos Advogados do Brasil para incluir na Constituição a obrigatoriedade das sustentações orais e julgamentos nos tribunais superiores, será colocada em tramitação no Senado Federal, afirmou nesta segunda-feira (27), o senador Rodrigo Pacheco. Isso se trata de um novo movimento da OAB e Rodrigo Pacheco contra Alexandre de Moraes. E é mais um gesto de Pacheco contra atos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes tem negado a palavra aos advogados em julgamentos de recursos com base no regimento interno do STF, principalmente nos casos dos presos do 8 de janeiro.

Ao receber Pacheco no plenário da OAB, o advogado Beto Simonetti, presidente da instituição, afirmou que “optamos pela via legislativa, em busca de uma Emenda que deixe essa nossa prerrogativa cravada no texto da própria Constituição”. Ele ainda explicou que só recorreu ao Congresso porque o diálogo com o STF se mostrou “insuficiente” para conseguir uma solução para o caso. Sem citar o ministro Alexandre de Moraes, o presidente da OAB disse que “infelizmente, alguns agentes insistem em passar por cima da legislação”. “Uma Emenda, portanto, deve colocar fim a essas ilegalidades”, completou.

Jornal da Cidade Online

 

Truque do Nubank barra saída de cliente insatisfeito

Banco digital usa burocracia analógica contra migração para concorrentes

O Nubank deixou roxa de raiva a clientela ao fechar a corretora Nuinvest, primor de simplicidade e eficiência, e obrigando investidores a operar em seu app, aliás, muito ruim. Complicou o que era simples. Pior: quem tenta migrar para outra corretora descobre que o Nubank dificulta a saída dos insatisfeitos usando o truque de adotar práticas burocráticas, como preencher formulários. Aposta em inibir a saída do cliente fazendo exigências arcaicas, que negam a condição de banco digital “inovador”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A atitude do Nubank faz parecer temor da concorrência. Bancos como XP e BTG, ao contrário, facilitam o exercício do direito a portabilidade. A B3 oferece em seu site o serviço em que o investidor troca de corretora em poucos cliques. Mas não no caso do Nubank, ainda “indisponível”. O cliente do Nubank sofre para achar, no menu, a área de portabilidade. Parece proposital dificultar a vida de quem deseja simplesmente vazar.

Diário do Poder

 

Plataforma de pagamento Mercado Pago é condenada por bloquear serviços de usuária

Mercado Pago suspendeu a conta e a máquina de cartão da usuária

A plataforma financeira Mercado Pago foi condenada a indenizar uma usuária em 3 mil reais, a título de dano moral. Conforme sentença proferida no 4º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, a demandada bloqueou a conta digital e a máquina de cartão da usuária, sem nenhum motivo aparente. Na ação, a autora narrou que tem vínculo com o Mercado Pago através de uma conta digital e máquina de cartão de crédito, e que utiliza a máquina de cartão para venda de roupas. Alegou, ainda, que o dinheiro das vendas cai na conta digital. Seguiu relatando que, em 29 de janeiro deste ano, o Mercado Pago efetuou o bloqueio da conta digital e da máquina de cartão de crédito.

Diante disso, ela entrou em contato com a empresa, quando foi informada que o bloqueio se deu por questões de segurança, mas em nenhum momento informaram o fato que gerou esse bloqueio por motivo de segurança. A mulher ressaltou que recebeu uma notificação da plataforma “Acordo Certo” sobre a negativação de seu nome em decorrência do não pagamento do cartão de crédito, bem como teve seus negócios prejudicados em função do bloqueio. Daí, entrou na Justiça, requerendo indenização por danos morais. Requereu, ainda, que a demandada seja condenada a excluir seu nome do SPC, bem como restabelecer a conta digital e a máquina de cartão. Em contestação, o Mercado Pago alegou que conta foi suspensa devido a supostas atividades suspeitas.

RELAÇÃO DE CONSUMO

“De início, cumpre esclarecer que a relação jurídica em questão se classifica como sendo de consumo (…) O cerne da questão consiste em verificar se houve motivação para que a requerida impedisse a utilização da conta pela parte autora (…) No caso, a requerida juntou com a contestação algumas telas de supostas atividades suspeitas na plataforma, mas não explica detalhadamente o que significam as mesmas (…) Ademais, a demandada não pode usar como base a genérica alegação de suspeita de fraude para proceder ao bloqueio de plataforma utilizada pela autora para vendas”, observou o juiz Licar Pereira.

Para o magistrado, ainda que por lucrar diretamente com o sistema de pagamento por ele desenvolvido e operado, deve a requerida assumir os riscos de eventuais falhas em tal sistema, sem transferir para o seu cliente, o lojista/vendedor, o risco próprio da sua atividade empresarial. “Portanto, cabível a obrigação de fazer no sentido de que a conta digital e máquina de cartão sejam desbloqueadas ante a ausência de justificativa para tanto (…) Os danos morais ficaram demonstrados, quando a autora teve sua conta bloqueada de forma indevida, além da negativação do seu nome nos cadastros restritivos ante a cobrança que foi impedida de quitar”, decidiu o juiz, confirmando uma decisão liminar concedida no início do processo.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

 

SET e SMTT desafiam a justiça e tripudiam com idosos, deficientes e outros portadores de gratuidade

A verdadeira esculhambação criada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos – SET e a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, representante legal da Prefeitura de São Luís e responsável pela fiscalização e fazer valer direitos dos usuários dos transportes e atentar para o zelo aos portadores de gratuidades, em que estão em número bem elevado, idosos e deficientes, proporcionou muita revolta.

Foram e continuam com bastante intensidade as denúncias de que existe uma postergação para a entrega dos cartões de transportes, em que eles chegaram a estabelecer prazo, que naturalmente não iriam, o que possibilitaria a que os cartões perderiam a validade e eles seriam obrigadas a pagar passagens para locomoção.

                Justiça manda desbloquear cartões de gratuidade e o SET E SMTT ignoram decisão

O juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara dos Direitos Difusos e Coletivos, determinou ao SET e a Prefeitura de São Luís, o desbloqueio de todos os cartões de gratuidade e criasse mecanismos favoráveis a que idosos, deficientes e outros portadores de direitos tivessem acesso aos novos cartões. O magistrado já havia recebido a denúncia de que dezenas de idosos e deficientes estavam dormindo nas entradas de terminais de integração, com vistas a atendimentos, com casos em que muitas mães de crianças com autismo e outros transtornos, que têm direito a gratuidade, chegavam pela madrugada nos terminais em busca dos cartões, levando consigo as suas crianças doentes.

O doloroso e perverso com total responsabilidade do SET e SMTT é que muita gente chegava a passar o dia com fome e muitas vezes no final da tarde recebiam um cartão que não funcionava nos coletivos, os obrigando a pagar passagem e passar constrangimento, e voltar no dia seguinte ao sofrimento

                     Votaram a bloquear os cartões antigos e portadores de gratuidade são penalizados

O que tem causado grande indignação às pessoas vítimas do autoritarismo e total desrespeito do SET e SMTT é que a decisão judicial não foi revogada e praticamente quase todos os coletivos já tiveram a troca efetuada dos leitores de cartões que fazem o registro para o sistema, o que significa que os cartões antigos estão bloqueados, contrariando uma decisão judicial ou melhor desrespeitando uma ordem da justiça.

Diante do clamor público, sem falarmos na indignação popular contra o SET e SMTT, levando-se em conta, que os empresários desrespeitam constantemente a Prefeitura de São Luís, eles possam tentar mostrar que têm força para a justiça. Agora, resta esperar até onde a população portadora da gratuidade nos coletivos será penalizada.

Fonte: AFD