A extrema desonestidade do governo Lula de politizar a situação dos índios Yanomamis

A situação dos índios Yanomamis é séria e precisa de todas as políticas públicas necessárias, mas é possível perceber a politização do fato e uma certa desonestidade intelectual do governo atual. As fotos de índios com desnutrição severa impressionam, mas o que quase ninguém noticiou é que muitos deles vieram da Venezuela, fugindo do colapso econômico e social dos nossos vizinhos.

Grande parte do território Yanomami está localizado no sul do país de Nicolás Maduro, fazendo divisa com os estados de Roraima e Amazonas. Eles estão sofrendo com a crise política e humanitária da ditadura socialista e por isso buscam algum refúgio e assistência no Brasil. Contando todos os venezuelanos – indígenas ou não -, de janeiro de 2017 a março de 2022, o Brasil recebeu 325.763 venezuelanos que permaneceram aqui. Cerca de 750 pessoas atravessam para o lado brasileiros todos os dias.

Por mais que a esquerda esteja tentando usar essa crise contra o governo passado, o fato é que durante a gestão de Bolsonaro era enviado regularmente alimentos para os Yanomamis brasileiros. Em uma reportagem da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, publicada em dezembro de 2021, existe o registro do envio de 22,5 toneladas de alimentos a comunidades que vivem na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Foram entregues 1 mil cestas básicas a famílias indígenas em situação de vulnerabilidade social. Essas ações eram corriqueiras, sendo conduzidas pelas Forças Armadas.

No contexto da pandemia, a Funai investiu cerca de R$ 90 milhões em ações, entre elas a garantia da segurança alimentar das comunidades indígenas. Só em Roraima, foram quase R$ 3 milhões investidos e cerca de 10 mil cestas básicas entregues nas aldeias do Estado. Desde o início da pandemia foram distribuídas cerca 1,1 milhão de cestas de alimentos a mais de 200 mil famílias indígenas.

O que intriga é: em alguma reportagem foi perguntado para os “líderes” yanomamis onde foram parar os alimentos entregues? Existe uma tentativa clara de construir narrativas e não explorar todos os lados dessa situação.

Um outro ponto estranho é a subnutrição na reserva Yanomami. O território, no Brasil, tem o tamanho do estado de Pernambuco, que alimenta 9 milhões de pernambucanos; e a reserva dos índios tem 20 mil índios. Será que não tem peixe, não tem frutas, não tem terra para plantar? Não tem animal para comer?

Independente de quem tenha culpa, é preciso evidenciar o outro lado da moeda desse problema, que infelizmente ninguém mostra. É preciso, sim, agir, mas não com propaganda política.

Thiago Lagares

Jornalista

Mais armação de empresários e rodoviários para aumentar as tarifas dos coletivos velhos de São Luís

A cidade de São Luís enfrenta atualmente o pior serviço de transporte coletivo dos últimos 10 anos, sem um mínimo de qualidade com ônibus velhos, panes mecânicas diárias e neste período de inverno, os passageiros que não tiverem guardas chuvas dentro dos coletivos não sentirão a diferença entre estar na rua ou melhor nas paradas sem coberturas ou dentro dos coletivos. O problema assume uma dimensão ampla de total desrespeito aos usuários dos transportes coletivos, pela incompetência na gestão de um serviço da maior importância para trabalhadores, estudantes e todos os cidadãos que desejem exercitar os seus direitos de ir e vir.

A gestão municipal vem dando constantes demonstrações de fragilidades e em algumas ocasiões parece até refém de empresários e rodoviários, quando eles se impõem com cobranças ao poder público, e sempre são bem recompensados com subsídios dos cofres do município e repasses do governo federal. A esculhambação é tão grande que as panes mecânicas diárias causam sérios desconfortos e prejuízos a muitos usuários, e a prefeitura de São Luís é totalmente omissa em não adotar providências enérgicas. Há quem afirme, a existência de algum acordo vergonhosos, em que o contumaz infrator pratica atos e o fiscalizador faz de conta que não vê, o que é a hipocrisia diária nos serviços de transporte coletivo.

Lamentável sob todos os aspectos é que a população de São Luís vive um completo abandono, quanto aos seus direitos aos serviços de qualidade de transportes coletivos. A prefeitura mostra declaradamente uma exacerbada falta de compromisso e por outro lado a Câmara Municipal não é indiferente. Chegou a criar uma CPI dos Transportes Coletivos, mas se desconhece qualquer resultado positivo em favor dos usuários.

A população que se prepare para um novo aumento de tarifas e com os velhos, manjados e viciados discursos, de que o reajuste seria muito maior, mas o poder executivo municipal entrou com uma contrapartida como subsídio. Vamos ficar acompanhando, mas se não houver uma organização comunitária para fazer enfrentamento a questão dos transportes coletivos, o problema tende a aumentar, uma vez que tanto a prefeitura como a câmara municipal não defendem interesses coletivos, muito pelo contrário, olham para o povo e mais precisamente para os usuários, apenas nos períodos eleitorais. Depois de conquistarem os cargos almejados, viram-lhe as costas com boas bananas explicitas nos braços.

Fonte: AFD

 

Orçamento secreto e Alcolumbre atrapalham Rodrigo Pacheco na eleição no Senado

Senadores do PL dizem que insatisfeitos com distribuição do orçamento secreto feita por Rodrigo Pacheco estariam aderindo a Rogério Marinho

Após ajudar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a se eleger presidente do Senado em 2021 pela primeira vez, as emendas de relator, base do chamado “orçamento secreto“, viraram o “calcanhar de Aquiles” do senador mineiro em sua tentativa de reeleição ao comando da Casa em 2023. Senadores do Centrão e aliados de Rogério Marinho (PL-RN), principal adversário de Pacheco na disputa desta quarta-feira (1º/2), avaliam que um “erro” do grupo do atual presidente do Senado na distribuição dessas emendas, quando elas ainda eram permitidas, teria afastado senadores de Pacheco.

O erro, dizem, teria partido de Davi Alcolumbre (União-AP), principal fiador da candidatura de Pacheco. Segundo parlamentares que apoiam Marinho, Alcolumbre teria privilegiado seus aliados, irritando outros senadores que não foram contemplados da mesma forma generosa.

Nesse cenário, aliados de Marinho dizem que a candidatura do ex-ministro ao comando do Senado cresce acolhendo os insatisfeitos com Alcolumbre. E, após o STF derrubar o orçamento secreto, Pacheco não teria mais o instrumento para tentar atrair os senadores de volta.

Além da questão das emendas de relator, senadores reclamam da articulação de Alcolumbre para se reeleger ao comando da CCJ no próximo biênio e para ser o sucessor de Pacheco na disputa pelo comando do Senado em 2025. “Ele quer tudo”, criticou um parlamentar do Centrão.

Como noticiou a coluna, aliados de Marinho diziam, na terça-feira (31/1), que ele teria 43 votos para vencer a disputa pela presidência do Senado. Já a campanha de Pacheco contabiliza aproximadamente 50 votos. A conta não fecha, uma vez que a Casa tem apenas 81 senadores.

Há dois anos…

Na eleição de 2021, parlamentares dizem que Pacheco usou o orçamento secreto para conquistar apoio. Em entrevista ao Estadão, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) chegou a afirmar ter recebido R$ 50 milhões em emendas de relator, em troca do apoio à eleição do mineiro.

Coluna do Igor Gadelha – Metrópoles

 

 

Alexandre de Moraes está insatisfeito com o ministro José Múcio, diz a Veja

O novo comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, foi indicado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação teria sido feita em dezembro, antes da posse do Lula. Entretanto, na ocasião, Lula teria optado pelo critério de antiguidade, daí a nomeação do general Júlio Cesar de Arruda, nome defendido pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Ainda no primeiro mês de governo, o general Arruda foi demitido do cargo e a indicação do ministro do STF acabou sendo acolhida.

Eis que agora, segundo a Revista Veja, Alexandre de Moraes tem externado contrariedade com a postura do ministro da defesa.

Eis um trecho da matéria:

“O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nunca admitirá em público, mas tem externado a um número cada vez maior de interlocutores contrariedade com uma suposta postura do chefe da pasta da Defesa José Múcio Monteiro de terceirizar para o Judiciário o papel de bater de frente contra militares (…).”

E prossegue o texto:

“Na mais recente bronca, Moraes ficou ressabiado com a sugestão de que compartilhasse com o Executivo as investigações que envolvem o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e investigado no STF por produção e divulgação de fake news. Cid havia sido indicado em maio passado para assumir a chefia do Batalhão de Ações e Comandos de Goiânia, mas seu nome encontrava forte resistência de integrantes do Supremo.”

E diz ainda:

“O magistrado também demonstrou incômodo com a hipótese, discutida reservadamente na sexta-feira 20, de que deveria partir dele uma espécie de atestado confirmando que Cid era, sim, alvo de um inquérito que investiga a participação de Bolsonaro e de auxiliares próximos, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, no endosso às fake news que afirmam que as urnas eletrônicas e as eleições brasileiras não são seguras. Para Alexandre, deveria partir de Múcio, e não dele, a reunião de elementos e a decisão política de impedir que o militar ligado ao ex-presidente assumisse um cargo tão estratégico para o Exército.”

Por fim, a matéria revela que “na caserna há o sentimento de que o magistrado do STF representa a ‘senha da indignação’ dos militares em relação ao Judiciário”.

Fonte: Revista Veja

Lula oferece cargos de 2º escalão por votos para Rodrigo Pacheco no Senado

Palácio do Planalto oferece cargos de segundo escalão em troca de votos para reeleger Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a presidência do Senado; Posições seriam principalmente superintendências estaduais que ainda não foram ocupadas; Pacheco disputa o comando da Casa Alta contra Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para conseguir a vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na reeleição para a presidência do Senado, o Palácio do Planalto tem disponibilizado cargos de segundo escalão ainda não ocupados. Pacheco está na disputa contra Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL) e aliado do ex-presidente.

Segundo informações da CNN Brasil, aliados do senador mineiro e fontes do governo confirmaram que os cargos estão sendo disponibilizados na busca por votos de parlamentares indecisos. As posições estão nos estados, como superintendências e dezenas de cargos ainda não preenchidos.

O ponto de maior atenção é o próprio partido de Pacheco, o PSD, com grupo contrário a promessa feita a Davi Alcolumbre, atual presidente do colegiado, de assumir a Comissão de Constituição de Justiça. Dos 13 senadores do partido, cinco cogitam votar em Marinho, indica apuração da CNN Brasil.

Também é ponto de atenção o União Brasil, partido de Alcolumbre, que teria alguns membros incomodados com o controle exercido por ele em cargos da CCJ, além das negociações com o governo.

Apesar do crescimento da campanha de Marinho nos últimos dias, a expectativa de aliados de Pacheco ainda é de vitória do atual presidente da Casa Alta.

  • Pelas contas, o representante do PSD teria 55 votos, contra 45 do aliado de Bolsonaro. Em 2021, ele foi eleito com 57 votos.
  • Por outro lado, o grupo próximo a Marinho acredita na virada dele até a quarta-feira (1º), quando ocorre a eleição. Em favor do membro do PL estão ainda cerca de quatro votos destinados a Eduardo Girão (Podemos-CE) que deve desistir da candidatura.

Aliados de Marinho descartam a tese de a eleição para o Senado seria um segundo turno da disputa presidencial entre Lula (PT) e Bolsonaro. Para eles, a mudança é sobre o grupo que comanda Casa. Tendo em vista que Alcolumbre presidiu o Congresso em 2019 e indicou Pacheco para substituí-lo em 2021, a reeleição do senador mineiro seria uma nova alternância entre os dois.

Yahoo Notícias

 

Manifestação de militares sobre a criação da Guarda Nacional de Lula e Flavio Dino

Integrantes do Exército brasileiro, que conversaram reservadamente com reportagem do jornal ‘Gazeta do Povo’, se disseram preocupados e descontentes com a Guarda Nacional que o ministro da Justiça de Lula (PT), Flávio Dino (PSB), deseja montar rapidamente. O governo teria ficado desconfiado e desconfortável com as manifestações contrárias ao petista, que culminaram em uma série de depredações de prédios públicos.

Em virtude desses atos, o Partido dos Trabalhadores tenta colocar em prática medidas reacionárias que são consideradas como censura e cerceamento da liberdade de expressão. A proposta de Dino é retirar do ar conteúdos que sejam avaliados como “terroristas ou antidemocráticos”. Além disso, a cúpula do PT planeja, supostamente, proteger melhor o Distrito Federal. Mas, para isso, não utilizará mais o contingente dos militares. Prefere criar uma Guarda Nacional, que vai cuidar da segurança no DF e do alto escalão do governo.

Os militares, no entanto, entendem que a criação da Guarda Nacional é uma afronta política à missão das Forças Armadas e da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), prevista na Constituição desde 1988; quando os militares foram reconhecidos como o Poder conciliador.

A verdade é que Lula quer governar o Brasil sozinho e não deseja administrar o país com o receio de um “segundo comando”. Assim, ele se apressa para enfraquecer o inimigo tal qual está fazendo com parte dos deputados e senadores de direita eleitos democraticamente nas últimas eleições.

Jornal da Cidade Online

 

Planalto e STF de prontidão para intervir na eleição do senado contra Rogério Marinho

O Planalto projeta de 51 a 55 votos para Rodrigo Pacheco, mas teme mudanças de rumo.

O Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que somente um terremoto de grandes proporções poderia fazer Rogério Marinho levar a presidência do Senado nesta quarta-feira (1º/2) e derrotar Rodrigo Pacheco. Mas como abalos sísmicos são possíveis na política a articulação política de Lula e os ministros do STF com mais atuação política estarão de plantão até Pacheco sagrar-se vencedor.

O Planalto projeta de 51 a 55 votos para Pacheco. E acha que dificilmente isso mudará até amanhã. Mas, caso isso aconteça, Padilha abrirá o cardápio de cargos ainda não preenchidos e chamará os senadores que estão em dúvida para conversar e a troca de cargos por votos será a solução, com a corrupção bem clara

E, num ainda mais improvável cenário de terra arrasada, em que cargos não seriam capazes de captar votos, ministros do STF também estão dispostos a chamar alguns senadores para conversar. Um diálogo que se daria em outros termos, claro.

Coluna do Guilherme Amado – Metrópoles

 

México rejeita proposta de Lula de moeda única na América Latina

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, decidiu que não vai compor o bloco a favor da moeda única na América Latina, nem que seja somente para transações comerciais. – Não estaríamos de acordo. Nós temos muitas razões para continuar mantendo o dólar como referência – esclareceu, despachando o convite.

Lula (PT), agora presidente do Brasil, havia reafirmado, em visita na Argentina, do socialista Alberto Fernández, o desejo de criar a moeda comum para unificar e simplificar os negócios entre os países que compõem a América Latina. Mas, Obrador não achou uma boa ideia.

O mexicano, aliás, desprezou tanto a invenção que não quis nem saber os detalhes de como seria a adesão. O México é o primeiro país a se manifestar contra a moeda comum e a dizer ‘não’ publicamente.

Jornal da Cidade Online

 

Lula completa um mês de governo com aceno ao passado, crises políticas e denúncias

Presidente ameaça país de sofrer novo calote ao prometer recursos para o exterior e bate cabeça com equipe

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa um mês nesta terça-feira (31), marcado por decisões que remontam à época em que o Brasil emprestou dinheiro a ditaduras da América Latina que até hoje devem ao país e por crises políticas.

Logo na primeira agenda internacional do chefe do Executivo federal, quando visitou a Argentina, há uma semana, Lula disse que fará um “esforço” para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a financiar projetos de países vizinhos. Ele pretende ampliar financiamentos do banco principalmente em países da América Latina, mas os parceiros atuais do BNDES somam R$ 5,1 bilhões em dívidas com a instituição. Os principais calotes são dos governos ditatoriais de Cuba (R$ 1,1 bilhão) e Venezuela (R$ 3,5 bilhões).

Uma das nações que devem ser privilegiadas pelo governo é a Argentina. O Brasil pretende emprestar dinheiro para a construção de um gasoduto na região de Vaca Muerta, na Patagônia, que tem a segunda maior reserva de gás de xisto do mundo e a quarta maior em óleo de xisto.

A expectativa da Argentina é conseguir financiamento no valor de 689 milhões de dólares. O investimento brasileiro, se concretizado, será aplicado em um gasoduto que utiliza técnicas de exploração consideradas nocivas ao meio ambiente por especialistas na área e contradiz a política ambiental e de transição energética.

A pretensão de Lula em financiar a obra ainda não tem aval do Ministério do Meio Ambiente. A ministra Marina Silva diz que a construção do gasoduto é um projeto que “envolve alto impacto ambiental” e que o possível financiamento do BNDES será analisado “à luz da questão de natureza técnica e processual”.

Tropeços em acordos comerciais internacionais

O presidente brasileiro tentou atrapalhar as negociações do Uruguai com a China para firmar um tratado de livre-comércio com a nação asiática. Juntamente com Argentina e Paraguai, o Brasil passou a questionar o acordo e teme que o Uruguai possa ter resultados mais positivos por importar produtos fora da Tarifa Externa Comum, um pacote de taxas que é aplicado em produtos e serviços negociados por todos os países do Mercosul.

Apesar da investida de Lula, o presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, garantiu que “o Uruguai vai avançar nas suas negociações com a China”. “O Brasil pode paralelamente fazer seu caminho e, após isso, nós vamos compartilhar tudo o que foi negociado, e o Uruguai pode se ajustar ao que o Brasil propuser.” Para Lula, contudo, o “Brasil não pode crescer sozinho, tem que crescer juntamente com todos os países da região”. O presidente brasileiro também acredita que “é urgente avançar nas negociações com a União Europeia”.

Sobre o tratado da União Europeia com o Mercosul, Lula também derrapou. Nesta segunda-feira (30), após reunião com o primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, prometeu que o acordo será efetivado até o fim do primeiro semestre de 2023, mas o chanceler alemão freou o entusiasmo. “É realmente impressionante esse anúncio de chegar à conclusão de um acordo ambicioso em tão pouco tempo.”

Atrito com militares

O primeiro mês do governo de Lula ainda teve episódios polêmicos que envolveram as Forças Armadas. Depois do ataque de extremistas a Brasília, em 8 de janeiro, o presidente afirmou estar convencido de que algum militar facilitou a ação dos vândalos. “Teve muita gente conivente, muita gente da PM conivente, muita gente das Forças Armadas conivente.”

O episódio de vandalismo na capital federal gerou um mal-estar do presidente com o general Júlio César de Arruda, que comandava o Exército — ele acabou exonerado. Outro fator que contribuiu para a saída dele foi a resistência para impedir a promoção do tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Até o momento, Lula já dispensou 95 militares que atuavam na Presidência da República, entre eles vários servidores que trabalhavam no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto.

Polêmica com golpe

Ao longo de janeiro, por diversas vezes o presidente tratou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) como golpe e se referiu ao ex-presidente Michel Temer (MDB) como “golpista”.

Em visita à Argentina nesta semana, o chefe do Executivo federal criticou o processo conduzido pelo Congresso Nacional. “Vocês sabem que depois de um momento auspicioso no Brasil, quando governamos de 2003 a 2016, houve um golpe de Estado. Derrubou-se a companheira Dilma Rousseff com um impeachment. A primeira mulher eleita presidenta da República do Brasil”, disse Lula.

Ele repetiu o discurso durante compromisso no Uruguai. “Hoje o Brasil tem 33 milhões de pessoas que passam fome. Significa que quase tudo o que fizemos de benefício social no meu país, em 13 anos de governo, foi destruído em seis anos, ou em sete anos, nos três do golpista Michel Temer e quatro do governo Bolsonaro”, afirmou o presidente.

As falas dele fizeram com que ao menos dois deputados apresentassem pedidos de impeachment. Além disso, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram acionados para investigar as declarações de Lula.

Ministra do Turismo

O presidente enfrentou críticas pelas denúncias contra a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, conhecida como Daniela do Waguinho (União Brasil), por ligação com Juracy Alves Prudêncio, o Jura, condenado por chefiar uma milícia na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Além disso, Daniela usou dinheiro público para alugar um escritório no Rio de Janeiro por um valor aproximadamente três vezes maior do que a média cobrada nos imóveis da região. Em quatro anos, foram gastos por ela R$ 141 mil com aluguel em Belford Roxo (RJ). A despesa foi paga pela Câmara dos Deputados.

O R7 procurou a assessoria de Daniela Carneiro no Ministério do Turismo. Em resposta à reportagem, a ministra afirmou que ligação política não quer dizer concordar com eventuais atividades criminosas.

“A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, durante sua campanha, em 2018, recebeu apoio em diversos municípios. Ela ressalta que o apoio político não significa que ela compactue com qualquer apoiador que porventura tenha cometido algum ato ilícito. Daniela Carneiro salienta que compete à Justiça julgar quem comete possíveis crimes. Quanto às nomeações na prefeitura de Belford Roxo, a ministra enfatiza que não tem nenhuma ingerência, pois o ato é de competência exclusiva do Poder Executivo”, disse, em nota. Sobre os imóveis, a assessoria disse que o endereço abriga seu escritório político no Rio e que “o valor cobrado pelo aluguel é compatível com o tamanho e a localização do imóvel”.

Fonte: R7

MST fala em “ocupar” terras para viabilizar reforma agrária. Conflitos à vista

Grupo aprova diretrizes para 2023, enaltece vitória do presidente Lula e fala em combater concentração de terra. Os sérios riscos são de invasões de áreas produtivas e de caráter político partidário com destruições de patrimônios.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) elaborou nesta semana um documento com as diretrizes do grupo para 2023 e fala em ocupar terras como forma de garantir a implementação de uma reforma agrária popular. “Viva a luta por Reforma Agrária Popular! Viva o direito legítimo dos povos em ocupar os latifúndios e romper as cercas da destruição. Seguiremos pisando ligeiro, rumo aos 40 anos do MST!”, diz o movimento.

Os acampamentos do MST são montados em propriedades de terra em situação irregular. As famílias do movimento se instalam como forma pressionar o governo a desapropriar áreas que não cumprem a função social prevista na Constituição de 1988. As famílias passam então a desenvolver na área a agricultura familiar em cooperativas, até que a terra seja desapropriada pelo governo e concedida às pessoas que estão produzindo.

No documento aprovado nesta semana, o MST também celebra a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022 e sugere que o mandato do petista pode facilitar as ações dos sem-terra.

“As forças populares, que deram a vitória a Lula defendem um projeto popular de país, que enfrente a exploração, a opressão, a exclusão, a fome, a negação de direitos, a concentração de terra, a destruição ambiental e o envenenamento da natureza, dos alimentos, das águas e das pessoas”, diz o grupo.

Entre os compromissos assumidos pelo MST para 2023, está o de “enfrentar o modelo do agronegócio, que concentra terras, destrói a natureza, promove o desmatamento e nos envenena com agrotóxicos”.

O movimento fala, ainda, em “acumular forças no próximo período, através da articulação entre as organizações populares do campo e da cidade, exercitando a solidariedade de classe e a unidade na luta, entendendo que sem organização, formação e mobilização popular não haverá nenhuma mudança verdadeira no país”.

O que causa preocupação são invasões a propriedades produtivas, destruição de patrimônios e outras ações de caráter político partidário, que acabam em problemas e conflitos sérios, e que podem tomar proporções inimagináveis. Afinal de contas o MST, se mostra forte e bem determinado com a convicção plena de proteção do Palácio do Planalto. Com as restrições de armas, proprietários de fazendas ficaram frágeis, correndo riscos com as suas famílias. A verdade é que as invasões em sua maioria, têm caráter político.

Fonte: R7 e AFD