Mulher de Chico Buarque é cotada para ministra do STF

Desde o 1º mandato de Lula, em 2002, a indicação para nossa Corte Suprema só tem um critério: o político. As exigências de conduta ilibada e notório saber jurídico foram sistematicamente ignoradas. E quando você pensa que a coisa está ruim, os petistas encontram uma maneira de torná-las ainda pior.

Nas bolsas de apostas dos tribunais superiores de Brasília, o nome da advogada Caroline Proner voltou a circular com força como um dos favoritos para uma das duas cadeiras do Supremo Tribunal Federal que terão que ser preenchidas em 2023. A paranaense Carol Proner, como é conhecida, milita nas áreas de direitos humanos e de direito internacional. Ela é casada com Chico Buarque. O casal é amigo íntimo de Lula e de Janja.

A advogada também integra o Grupo Prerrogativas, agremiação jurídica formada por dezenas de advogados que defenderam Lula na Operação Lava-Jato, após a prisão do ex-presidente e atuou fortemente durante a campanha presidencial em favor do petista.

A esposa de Chico Buarque, vem sendo apontada como favoritíssima em rodas de conversas de ministros do próprio STF e do Superior Tribunal de Justiça, o STJ — pelo menos dois desses togados têm ótima interlocução com o staff que cerca Lula. É esse o Brasil de Lula, onde vale mais ser esposa de um cantor famoso do que ter sido aprovado em concursos disputadíssimos, ter uma sólida carreira como causídico ou ter mestrado, doutorado. É o fim da meritocracia e volta do Q.I. (quem indica). Aliás foi assim que o mesmo Chico Buarque emplacou sua irmã, Ana de Hollanda, como ministra da Cultura em 2011.

Viva a Carreta Furacão!

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de “Terrorismo Global” e “México pecado ao sul do Rio Grande” ambos pela Scortecci Editora.

 

Ações da Petrobras tiveram queda de 32,16% desde a eleição de Lula

Incerteza do mercado sobre a condução econômica do próximo governo afasta investidores e desvaloriza a estatal

As ações da Petrobras caíram 32,16% desde a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pico atingido uma semana antes do pleito foi de R$ 37,72 por ação preferencial da empresa. No último fechamento, na sexta-feira (2), o papel ficou cotado a R$ 25,91.

A queda acentuada, explica o economista Hugo Garbe, é um reflexo do clima de incerteza em relação às políticas econômicas do governo que assume em 1º de janeiro de 2023.  “Esse novo governo tem um histórico de corrupção que fez com que, no auge do escândalo, a ação tenha chegado a R$ 5,00. Além disso, também traz como uma das pautas taxar os dividendos e, quando o investidor compra, ele visa receber os dividendos”, argumenta o economista.

O movimento dos investidores, então, é vender as ações da maior empresa brasileira e comprar outras que prometem mais liquidez e lucro a curto prazo, o que faz com que os papéis da petroleira caiam. “O mercado não gosta de incerteza, que é o cenário que estamos vivendo neste momento. Então, é natural que os preços tenham baixado tanto, porque há uma perspectiva de piora no médio e longo prazo”, complementa.

Garbe ressalta que a valorização do mercado é importante porque o financiamento da própria empresa depende do valor e da compra das ações. Então, por exemplo, se a Petrobras precisar arrecadar dinheiro para algum fim do interesse da empresa, ela deverá vender mais ações do que venderia, já que o preço está mais baixo.
Dessa forma, quanto menos dinheiro captar, menos investimento conseguirá fazer, e, assim, criará menos empregos e menos renda.

Além disso, o mercado também é composto de pessoas físicas que investem o dinheiro e esperam o retorno para seus gastos pessoais, que movimentam a economia interna do país. Segundo André Ribeiro, economista da Wise Investimentos, “cada momento na economia é singular, então é difícil comparar com outros períodos pós-eleitorais”.

Ele vê também como “ruidosa e incerta” a transição de governo, já que o presidente eleito ainda não deu sinais claros de como pretende atuar na economia. Porém, afirma que, caso o novo governo “não dê um ‘cavalo de pau’ na condução da empresa, ela ainda terá muito espaço no mercado”.

Por ser a Petrobras uma empresa de commodities, suas ações flutuam de acordo com o preço do petróleo no mercado internacional, mas, “se vierem medidas pró-mercado no futuro próximo, ela deverá ter ainda mais espaço”, conclui Ribeiro.

Fonte: R7

 

Rodrigo Pacheco ignora “impeachment de ministros” e articula a PEC de aumento salarial ao Judiciário

Já confortável no papel de vilão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), incluiu na pauta da sessão do Senado desta quarta-feira, 30, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 63/2013, que prevê novamente o quinquênio, um aumento automático de 5% nos vencimentos salariais para o Judiciário a cada cinco anos.

De acordo com o texto da PEC enviada ao Senado, os membros do Judiciário Federal e do Ministério Público podem receber até sete aumentos salariais. E tudo bem que isso eternize privilégios à revelia da vontade popular, eles não estão nem aí. Segundo o presidente do Senado, o resgate do benefício é importante para a “valorização” da carreira da magistratura e para compensar “privações”, como não poder ter outro emprego. “É importante para ter uma carreira estimulada e profissionais independentes”, disse. Pacheco ainda se dispôs até mesmo a relatar a proposta.

São contemplados com o benefício apenas integrantes da Justiça Federal. Segundo projeção do consultor legislativo do Senado, Luiz Alberto dos Santos, um juiz empossado em 1995 poderá receber mais de R$ 2 milhões em atrasados.

Caso a PEC avance, outro estudo de Santos mostra que os gastos anuais aumentariam em R$ 7,5 bilhões. Nesse caso, o valor se aplicaria a juízes e promotores. O benefício estava suspenso desde 2006, sendo restabelecido pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) em 16 de novembro para os magistrados. A medida prevê o pagamento retroativo, com correção pela inflação, causando grande impacto nas contas públicas.

Jornal da Cidade Online

 

Mega Sena acumula mais uma vez e prêmio será de R$ 115 milhões

A Caixa realizou na noite deste sábado o concurso número 2.545 da Mega Sena, com um prêmio de R$ 98.539.178,55. Os números sorteados foram: 57, 36, 32, 39, 20 e 23. Não houve apostas que acertaram as seis dezenas, deixando o prêmio acumulado em R$ 115 milhões para o próximo sorteio, que será realizado na quarta-feira.

Sem ganhadores para o prêmio principal, 94 apostas acertaram a quina e ganharam R$ 66.967,36 cada, enquanto 8.855 apostas levaram R$ 1.015,55 com a quadra.

Neste sábado, a Caixa também sorteou o concurso 28 da +Milionária, com prêmio de R$ 20 milhões. Os números sorteados foram: 02, 07, 29, 40, 41 e 50, com os trevos 2 e 6.

A Caixa também já está recebendo as apostas para a Mega da Virada, concurso especial da Mega Sena de número 2.550. O prêmio estimado é de R$ 450 milhões, o maior da história da loteria. O sorteio será realizado no dia 31 de dezembro.

O prêmio principal da Mega da Virada não acumula. Caso não tenha ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa (aqueles que acertaram cinco dezenas) e assim por diante.

O prêmio total da Mega da Virada, se aplicado integralmente na poupança, renderam R$ 2,7 milhões no primeiro mês. A premiação também é suficiente para comprar 50 mansões no valor de R$ 9 milhões cada.

Bolão

O Bolão Caixa é a possibilidade que o apostador tem de realizar apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Na Mega Sena, os bolões têm preço mínimo de R$ 10 e cada cota não pode ser inferior a R$ 5. É possível realizar um bolão de no mínimo duas e no máximo cem cotas.

Fonte: EXTRA

 

Simone Tebet é descartada por petistas e vira um “elefante branco no centro da sala” de Lula

Há algumas semanas eu havia levantado informações junto à equipe de transição do Governo Lula e agora o Porta UOL confirma: Simone Tebet está sendo descartada pelos petistas. Em troca de seu apoio no 2° turno, Simone aguarda sua recompensa, mas acabou virando um impasse entre Lula e a sigla. A pressão dos chamados históricos do PT e de muita gente influente é muito grande e Lula terá muitas dificuldades em emplacar Simone Tebet em um ministério.

Primeiro Tebet chegou a fazer pressão para assumir o Ministério da Economia, irritando Lula que iniciou seu processo de fritura, amplamente divulgado pela mídia tradicional; mas o preferido para a pasta (e que já responde como novo Ministro) é o petista Fernando Haddad. Resultado? “Perdeu mané!”

Derrotada na investida, Simone voltou ao plano inicial de assumir a pasta da Agricultura, mas encontrou Katia Abreu, Blairo Maggi, Carlos Fávaro e Neri Geller com as mesmas ambições e foi descartada novamente. Atualmente ela força o cargo de Ministra da Cidadania, que será rebatizado de Desenvolvimento Social, mas encontrou outros petistas cotados para o cargo.

O PT está cobrando cotas para ocupação do partido na nova composição dos Ministérios e alegam que seria muito arriscado dar à Simone Tebet o Ministério que cuidará do Bolsa Família e que isso poderia lhe garantir uma nova candidatura presidencial em 2026, ou seja, Simone nunca foi absorvida pela sigla e sempre foi vista como uma concorrente meramente oportunista. Além das pretensões eleitorais, Simone aguarda uma indicação ao STF ou um convite para compor chapa numa suposta reeleição e aí ela pisou nos calos de Geraldo Alkmim e seu fiel, Alexandre de Moraes, que não gostaram nada da proposta da ex-senadora de retirar a vitaliciedade dos Ministros do Supremo e limitar seus mandatos a 10 anos. Vamos ver quem manda mais em Lula, Tebet ou Alexandre de Moraes.

Por enquanto ela segue como um elefante branco no canto da sala, impossível ignorar sua presença, mas ninguém sabe onde colocá-la.

Raquel Brugnera

Pós-Graduanda em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político – Universidade Estácio de Sá – RJ.

 

O 24º BIS e o Maranhão: A Importância Estratégica da Unidade Militar e do Estado

                                                                                                            *Sérgio Henrique Lopes Rendeiro

 Ao assumir o comando do 24º BIS em 16 de dezembro de 2020 percebi logo de pronto a importância do mais novo Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro (EB). Hoje, quase 2 anos passados e encerrando o meu ciclo como comandante, tenho plena certeza da importância estratégica do Maranhão para nação brasileira.

O 24º BIS é resultado de uma reorganização do EB na região Amazônica. Em 2013, o Comando do Força Terrestre criou o Comando Militar do Norte (CMN), separando do Comando Militar da Amazônia (CMA) os Estados do Pará e Amapá e do Comando Militar do Nordeste (CMNE) a região centro-sul do Maranhão. Até aquele ano, nosso Batalhão recebeu a denominação histórica de 24º Batalhão de Caçadores (24º BC). O nascimento do CMN englobou os Estados do Pará, Maranhão, Amapá e porção norte do Tocantins. A consequência imediata para nossa Organização Militar (OM) foi que sua subordinação à 10ª Região Militar (Fortaleza-CE) foi alterada e passou a compor as tropas do recém-criado CMN, sendo transformado, em novembro de 2013, em 24º Batalhão de Infantaria Leve (24º BIL).

Com a evolução do nosso CMN, o mais novo Comando Militar de Área do EB foi ganhando musculatura e em 2017 foi criada a 22ª Brigada de Infantaria de Selva, a Brigada da Foz do Amazonas, em Macapá-AP. Mais uma vez nossa OM foi impactada positivamente pela evolução do CMN. O então 24º BIL foi transformado em 24º BIS, passando a integrar a mais nova Brigada de Infantaria de Selva do EB e ao mesmo tempo, passando a ser o Batalhão de Infantaria de Selva caçula do nosso Exército. Apesar de ser um BIS recém-criado, a história do Batalhão Barão de Caxias é secular, tendo a OM 152 anos de existência.

O Estado do Maranhão possui o segundo maior litoral do país, perdendo apenas para o litoral baiano. Na capital está situado o complexo portuário de ITAQUI, respondendo hoje por cerca de 25% de toda movimentação de carga portuária do Brasil. O terminal de cargas líquidas é responsável pelo abastecimento de combustível de boa parte do Centro – Oeste até a área do triângulo mineiro na cidade de Uberlândia. Os insumos de fertilizantes para o agronegócio brasileiro também têm no complexo de ITAQUI sua maior porta de entrada, sendo responsável pela importação de aproximadamente 70% desses insumos. Se olharmos sobre a perspectiva da ciência e tecnologia, a Força Aérea Brasileira (FAB) possui o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no município que dá nome ao Centro e é conhecido como a janela do Brasil para o espaço. A exploração de gás natural na bacia do rio Parnaíba atraiu para a cidade de Santo Antônio dos Lopes empresas como a ENEVA, que montou plantas termoelétricas movidas a gás natural. A malha ferroviária do Maranhão permite ainda o escoamento de todo minério de ferro da região de Carajás-PA e a produção de celulose do sul do Estado. O complexo portuário tem apoiado também o escoamento da produção de soja da região Tocantina, garantindo competitividade aos produtores.

O Estado é composto por 217 municípios, deste total, 172 são área de responsabilidade do 24º BIS. O Maranhão é uma importante área estratégica para a nação e possui um leque de Infraestruturas estratégicas dentro de seu território. A responsabilidade do Batalhão Barão de Caxias é grande e seu preparo diuturno, o capacita para atuar na defesa externa do Brasil e garantir o pleno funcionamento das estruturas estratégicas da sua área de responsabilidade. O 24º também tem como missão estar em condições de atuar na região do Estado do Amapá na Fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. Além disso, Operações Militares como a travessia dos Lençóis Maranhenses realizada em 2021 dentro da área de responsabilidade do Batalhão e a Operação Ágata 2022 realizada no Estado do Amapá nos municípios de Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e no Parque nacional das Montanhas do Tumucumaque são um exemplo da versatilidade e espírito do nosso Barão de Caxias.

A evolução do 24º BIS está totalmente alinhada com a importância estratégica do Estado do Maranhão. Ao fechar meu ciclo como Comandante dessa importante Unidade no dia 15 de dezembro de 2022 e entregar o Comando ao TC Peixoto, parto com a plena certeza que o Exército criou no 24º BIS um Soldado com espírito inquebrantável, unindo a resiliência e a força do nordestino à mística e sagacidade das Unidades de Selva do EB. A outra convicção é a do papel relevante e estratégico que o Maranhão tem para a nação brasileira.

Aqui começa a Amazônia, Selva!

*Coronel de Infantaria – atual Comandante do 24º BIS    

 

 

 

 

Senadores enrolados assinam PEC que torna crime chamar políticos de ‘ladrão’. Veja a lista

Dezenas de senadores enrolados em acusações de corrupção apoiaram a nova PEC da Blindagem Política, que criminaliza críticas a políticos

Proposta de emenda constitucional (PEC) apresentada no Senado criminaliza críticas a políticos e bajula os membros do Supremo Tribunal Federal (STF) atribuindo a eles a competência para julgar “crimes contra o Estado Democrático de Direito”. Com isso, pode virar crime, por exemplo, hostilizar políticos e autoridades em geral, incluindo os ministros do STF, chamando-os de “ladrão”, por exemplo. A proposta inventa o “crime de intolerância política”, com pena de prisão e multa, com o objetivo de intimidar o exercício do direito constitucional de liberdade de expressão. Se for chamado de “ladrão”, como tem sido frequente, o político pode alegar que foi “hostilizado” e, com isso, obter a prisão do xingador.

O autor do projeto, Renan Calheiros (MDB-AL), é um dos políticos mais denunciados por corrupção e crimes correlatos, no âmbito do STF, mas o tribunal nunca decide sobre esses casos exceto para admitir, em muitos casos, a prescrição das acusações.

Não por acaso, grande parte dos 33 senadores que apoiam a iniciativa também foram alvos, como Calheiros, de acusações e operações da Polícia Federal ou denúncias à Justiça e muitos deles também não podem sair às ruas sem o risco de ouvir reações indignadas de eleitores.

Também entre esses senadores, quase todos foram beneficiados por decisões estranhas do STF, como desqualificar seus crimes, revelados pela Operação Lava Jato, para torná-los “eleitorais”, ainda que tenham sido acusados de receber propinas de corruptores como Odebrecht. Conhecido pelo combate à corrupção, aos privilégios e poderes dos políticos, até o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) assinou o pedido de criação da PEC que pretende calar a boca dos brasileiros e dar ainda mais poderes para as “excelências” do Senado.

Procurado pelo Diário do Poder, Alvaro Dias justificou através de sua a “subscrição da proposta”, que disse que o nome do senador está na lista para “permitir a tramitação e debate das propostas” e não porque ele apoia o texto. E ainda responsabilizou um assessor: “Desde a pandemia, há um procedimento no Senado de assinatura digital, em que um assessor é encarregado de assinar as propostas, e nem há sequer uma discussão sobre o mérito, apenas a assinatura automática para tramitação das proposições.”.

Veja abaixo a lista de senadores que assinaram a PEC e alguns exemplos:

  • Confúcio Moura (MDB-RO); foi acusado de receber propina enquanto governador de Rondônia, em 2012. No final do ano passado virou réu por improbidade administrativa.
  • Eduardo Braga (MDB-AM); alvo de diversas acusações e escândalos. Foi grande personagem da Lava Jato. Só na delação da Odebrecht, teria recebido R$1 milhão da empreiteira.
  • Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE); alvo de diversas acsações e escândalos. Em 2021 foi indiciado pela PF pelo recebimento de propina de R$10 milhões de empreiteiras.
  • Marcelo Castro (MDB-PI); foi acusado de compra de votos em 2016, além de ter sido alvo de delação na Lava Jato de que recebeu R$1 milhão.
  • Renan Calheiros (MDB-AL); o autor da PEC é alvo de mais de uma dúzia de inquéritos no STF. Apuram crimes de corrupção, lavagem de dinheiro etc.
  • Simone Tebet (MDB-MS); respondeu a processo por improbidade administrativa após ser prefeita de Três Lagoas (MS) e chegou a ter os bens bloqueados pela Justiça.
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB); já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR), quando era deputado federal, por se apropriar de dinheiro público.
  • Kátia Abreu (PP-TO); foi alvo da delação da Odebrecht, na Lava Jato, por receber R$500 mil, já foi acusada de crime eleitoral e também protagonizou o episódio do ‘roubo da pasta’ na posse de Davi Alcolumbre.
  • José Serra (PSDB-SP); foi acusado na operação Lava Jato de corrupção e caixa 2, também é alvo de acusações das épocas de quando foi ministro da Saúde e governador de São Paulo.
  • Tasso Jereissati (PSDB-CE); foi alvo de acusações de beneficiar suas empresas quando foi governador do Ceará, em 2001.
  • Omar Aziz (PSD-AM); alvo de inúmeras acusações. Foi investigado por desvios de R$260 milhões da Saúde no Amazonas, além de ter sido alvo de acusação de abuso sexual infantil.
  • Otto Alencar (PSD-BA); foi alvo de ação por improbidade administrativa na Justiça Federal por seu papel em um caso de grampos ilegais, ocorrido no início dos anos 2000.
  • Acir Gurgacz (PDT-RO); alvo de diversas acusações. Foi réu em ação penal acusado de estelionato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e crimes contra o sistema financeiro.
  • Humberto Costa (PT-PE); foi acusado no escândalo dos Sanguessugas, além de ter sido delatado na Lava Jato, por ter recebido dinheiro da empreiteira Odebrecht.
  • Rogério Carvalho (PT-SE); respondeu a ação por improbidade administrativa por contrato suspeito no valor de quase R$590 mil.
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Jean Paul Prates (PT-RN)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Paulo Rocha (PT-PA)
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  • Telmário Mota (Pros-RR)
  • Zenaide Maia (Pros-RN)
  • Eliziane Gama (Cidadania-MA)
  • Julio Ventura (PDT-CE)
  • Weverton (PDT-MA)
  • Nilda Gondim (MDB-PE);
  • Alessandro Vieira (PSDB-SE)
  • Alvaro Dias (Podemos-PR)
  • Jorge Kajuru (Podemos-GO)
  • Mara Gabrilli (PSDB-SP)

        Diário do Poder

A escravidão moderna cresce nos grandes centros com 01 a cada 150 pessoas exploradas

Em todo o mundo, uma pessoa em cada 150 vive em situação de escravidão moderna, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência especializada da ONU. O número total de pessoas afetadas é de 50 milhões — acima dos 40 milhões de apenas quatro anos atrás, segundo a organização.

O que é “escravidão moderna”?

A escravidão moderna é um termo abrangente que descreve a exploração de pessoas por meio de práticas que incluem:

  • Trabalho forçado: qualquer trabalho que as pessoas são obrigadas a fazer contra sua vontade.
  • Servidão por dívidas: quando as pessoas são forçadas a trabalhar para pagar dívidas.
  • Escravidão baseada em descendência: quando as pessoas nascem na escravidão e são tratadas como propriedade.
  • Casamento forçado: quando alguém se casa contra sua vontade e não pode sair.
  • Servidão doméstica: isso nem sempre é escravidão, mas os empregados domésticos podem estar em casos de abusos e exploração a portas fechadas.

“Tudo se resume à exploração de pessoas vulneráveis, geralmente para ganhos econômicos”, diz Monti Datta, professor associado de ciência política na Universidade de Richmond, nos Estados Unidos, e ativista contra a escravidão. “Ocorre com base em coerção, que pode ser física ou psicológica.”

Quantas pessoas são obrigadas a fazer trabalho forçado?

A OIT diz que 27,6 milhões de pessoas são obrigadas a fazer trabalho forçado. Os trabalhadores migrantes são particularmente vulneráveis ​​a isso. São pessoas de países pobres que são recrutadas para trabalhar no exterior em indústrias como construção, agricultura, confecção de roupas e tarefas domésticas, que ficam presas nesses empregos e não podem viajar para casa e nem mesmo transitar nos grandes centros, locais em que estão sendo submetidos a escravidão. “Muitas pessoas são presas em trabalhos forçados e traficadas quando os empregadores podem explorá-las impunemente”.

Agência Reuters

 

PT deixou de aplicar R$ 150 milhões destinados às candidaturas femininas e de negros

Apesar de levantar a bandeira na defesa do aumento de negros e mulheres no processo eleitoral no Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT) deixou de aplicar R$ 150 milhões de recursos dos fundos especiais voltados para cotas de gênero e para pessoas negras nas eleições de 2022. Os dados constam da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O PT recebeu em agosto o total de R$ 499.600.297,43 referentes ao fundo especial de financiamento de campanha, o chamado fundo eleitoral, com a previsão de aplicar R$ 184,2 milhões, o equivalente a 36,87% do valor, em candidaturas femininas. Porém, o partido direcionou apenas R$ 139.260.633,32 às candidaturas de mulheres, ou seja, R$ 44.941.996,34 a menos do que foi previsto. 

A situação é ainda pior com relação aos repasses do fundo eleitoral para candidaturas de pessoas negras. O partido deveria ter repassado aos candidatos negros R$ 248.4 milhões, mas destinou dos recursos do fundo R$ 141,3 milhões, uma diferença de R$ 107,1 milhões a menos.

O Antagonista

 

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Invasões do MST começam a se espalhar pelo Brasil e causam prejuízos milionários ao agronegócio

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), comandado por João Pedro Stédile, invadiu uma fazenda na Chapada Diamantina, no final de semana que antecedeu o feriado do Dia dos Finados (2). A fazenda em questão é a Redenção e pertence à Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) que, por sinal, também não está falida e nem a propriedade abandonada como alegou o MST nas redes sociais.

A Ferbasa teve receita líquida avaliada em R$ 769,5 milhões até o terceiro trimestre deste ano e o lucro líquido ficou em R$ 277,3 milhões. Em nota, a empresa explicou que a Fazenda Redenção possui 580 hectares e que os invasores acamparam em uma área equivalente a 5 hectares; onde se desenvolvia projetos de silvicultura, pastagem e manejo bovino e até comodato para produtores locais de leite.

“Ratificamos que, diferente do que foi transmitido pela citada organização aos órgãos de imprensa, o imóvel objeto do esbulho não somente integra o rol de projetos de silvicultura da Companhia que se encontram em pleno desenvolvimento na região, mas também beneficia a comunidade local, através da cessão em comodato para uma associação local de produtores de leite, que utiliza parte do citado imóvel para pastagem e manejo bovino, refletindo a atuação consciente da FERBASA em prol do desenvolvimento socioeconômico das comunidades do entorno das regiões onde mantém suas atividades.”

Conforme explicado em nota, a Ferbasa, além das atividades realizadas, também beneficia a comunidade local, “através da cessão em comodato para uma associação local de produtores de leite, que utiliza parte do citado imóvel para pastagem e manejo bovino”.

A Companhia de Ferro explicou que a invasão à fazenda trouxe prejuízos significativos para a economia local e para os agricultores que vivem na região. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) completou a declaração da empresa afirmando que a produção de leite no estado atingiu um volume avaliado em 159,9 milhões de litros e registrou um aumento de 14,8% em 2021. Dados que comprovam que o imóvel estava regular e em plena atividade.

Embora tenha reiterado que “preza pela austeridade” nos seus negócios, a Ferbasa sabe que está diante de uma “instabilidade ou insegurança no que tange à sua saúde financeira”, porque, se aguardar pela Justiça, o processo vai demorar. É que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, determinou que as desapropriações sejam “humanizadas”; o que pode levar anos ou décadas para o restabelecimento do direito dos proprietários.

Até lá, os produtores fazem o que podem para se defender. Esta foi a 17ª invasão do MST na Bahia e o presidente eleito Lula (PT) já disse que o movimento será “protagonista” em seu governo.

Jornal da Cidade Online