Depoimento estarrecedor de ex-servidor do TSE que denunciou bloqueio de propaganda de Bolsonaro

Depoimento estarrecedor vem à tona e revela denúncia gravíssima feita por servidor do TSE demitido a mando de Alexandre de Moraes, presidente do TSE. Pelo que se deflui do depoimento do ex-servidor, sua demissão se deve ao fato de ele ter denunciado que propagandas (inserções) de Bolsonaro nas rádios (principalmente no Nordeste) estariam sendo bloqueadas, pela mão do PT, óbvio.

Também parece óbvio que Moraes o exonerou porque estava atrapalhando a campanha do candidato do coração do STF/TSE, embora a demissão tenha sido ‘ad nutum’, isto é, sem especificar as razões, que isto seria, certamente, inconveniente.

Compreende-se que Lula continua fiel à sua máxima, que tanto enoja e enfurece Camões tanto quanto os amantes da democracia e da honestidade: “Prá gente ganhá eleição, a gente faz o diabo”.

O que o ex-servidor denunciava, segundo o depoimento anexado abaixo, é que Lula e o PT estavam comprando – certamente com dinheiro do Fundo Eleitoral – a não divulgação das inserções por rádio, ou seja, “fazendo o diabo prá ganha a eleição”.

Coisa vil, coisa repugnante e criminosa, mas nada surpreendente, quando se trata de Lula e do PT. Leiam o depoimento do servidor e, os que ainda não tiveram a mente totalmente embotada pela lavagem cerebral e ‘Imunização Cognitiva’, que julguem.

José J. de Espíndola

Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra.

 

Jurista Ives Gandra Martins: “A Constituição não permite censura”

Reconhecido como um dos juristas mais importantes do Brasil, Ives Gandra Martins criticou duramente os sucessivos ataques à liberdade de expressão.

Em declaração exclusiva à Revista A Verdade, ele afirmou:

“Os artigos 5º, inciso IV e 220 não permitem censura. 

E a censura não só de falas presentes como eventuais futuras por antecipação, a meu ver, é inconstitucional e entristece-me ver Ministros que deveriam ser guardiões da Constituição (artigo 102), admitindo censura. 

Três Ministros não concordaram com a decisão, mas pelo ‘princípio do colegiado’ seguirão agora o decidido”, ressaltou.

Jornal da Cidade Online

 

‘Especialistas em combate à corrupção’ que apoiam a candidatura de Lula pagam mico e entram no anedotário

Inscreveram-se no anedotário os “especialistas em combate à corrupção” que apoiam a candidatura de Lula. Entre eles não há policiais federais ou procuradores, estes sim, especialistas no ex-presidente que cumpriu cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro após sentenças confirmadas em três instâncias. E com base em 3 mil provas jamais contestadas pela defesa, como certa vez observou o ministro João Otavio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Os ‘experts’

Curiosamente, nenhum dos ativistas é especialista em combater corrupção e sim em formular teorias, algumas exóticas, sobre o tema.

Militância

A lista dos “especialistas” abriga professor, advogado, ongueiro e até pesquiseiro que “erra” muito. Todos os ativistas, militantes ou torcedores.

Bem longe

Um dos tais craques “em combate à corrupção” que declarou apoio ao petista Lula é um professor formado em Geografia.

Coluna do Claudio Humberto

 

Veja detalhes de possível fraude nas inserções de rádio com favorecimentos

Audiency levantou lista com os nomes das emissoras, as cidades e frequências em que funcionam, além dos horários, até os segundos, das propagandas, que foi enviada ao TSE pelo Ministério das Comunicações. No Maranhão na primeira semana do segundo turno, o PT de Lula teve 4.420 inserções contra 3.706 para o PL de Bolsonaro.

A denúncia feita pelo ministro Fábio Faria (Comunicações) com o esquema que resultou em profundo desequilíbrio de forças na campanha eleitoral presidencial neste 2º turno está acompanhada de, literalmente, milhares de páginas (links no final da matéria) e um detalhado relatório da empresa Audiency.

Nos documentos, a empresa de auditoria lista não apenas quantas rádios burlaram a regra que prevê exposição igualitária a ambos os candidatos.

A auditoria expõe o quão falho é o controle do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Nordeste, por exemplo, a Audiency verificou 1.122 emissoras e apenas 37 (3,3%) cumpriram o que determina a legislação eleitoral, com a mesma quantidade de inserções entre os dias 7 e 14 de outubro.

A campanha do presidente Jair Bolsonaro teve mais inserções em 94 (8,38%) das emissoras e a campanha de Lula foi favorecida em 991 (88,32%) rádios pelo Nordeste.

A mesma situação se repetiu na região Norte, com 289 emissoras monitoradas e apenas 9 (3,11%) cumprindo a legislação, 26 (9%) com mais inserções de Jair Bolsonaro e 254 (87,89%) favorecendo Lula com maior número de propagandas.

Detalhamento minucioso

A Audiency é especializada nesse tipo de análise e forneceu não apenas a quantidade das emissoras, mas os nomes, as cidades e as frequências em que funcionam e os horários, até os segundos, em que as propagandas foram exibidas em cada uma delas.

Um dado curioso, que pode referendar a conclusão de que esse tipo de propaganda exerce muita influência sobre o eleitor é que Alagoas foi o único estado da região Nordeste em que Bolsonaro teve mais inserções que Lula, 3.347 a 3.312 e, coincidência ou não, foi o estado onde a votação foi mais apertada no 1º turno (Lula 56,05% x 36,05% Bolsonaro).

Desequilíbrio em números

Ao analisarmos as 20 rádios com maior número de inserções percebe-se a disparidade, especialmente no município baiano de Jeremoabo, que teve 859 propagandas de Lula exibidas em apenas uma semana, mais de 120 por dia.

Confira abaixo, a quantidade de inserções de cada campanha no estado do Maranhão na primeira semana do segundo turno. PT de Lula 4.420 e o PL de Bolsonaro 3.706.

Diário do Poder

STF forma maioria contra ação da PGR e manterá ampliação de poderes do TSE

Plenário virtual do STF começou a julgar nesta terça-feira ação da PGR contra resolução do TSE que visa barrar fake news na eleição

Com sete votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a ampliação dos poderes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate às fake news. Os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia apresentaram seus votos no plenário virtual da Corte.

Os seis magistrados seguiram o voto do relator, Edson Fachin, que se posicionou contra a ação assinada pelo procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, que pede a limitação dos poderes da Corte eleitoral e alega que dispositivos da resolução são

De acordo com o órgão, a Corte Eleitoral tem poder de normatizar as eleições, mas as alterações nas regras só podem ocorrer até o mês de março do ano da realização do pleito.

A análise foi pautada pela presidente do STF, ministra Rosa Weber, na segunda-feira (24), em resposta à ação protocolada pela Procuradoria-Geral da República, que pediu a suspensão da resolução.

Em seu voto, Fachin considerou que o TSE não excedeu a própria competência, conformando a atuação do seu legítimo poder de polícia incidente sobre a propaganda eleitoral. O minsitro negou a liminar para suspender a resolução, “por não identificar a presença dos pressupostos legais e dada a necessidade imperiosa de se garantir a segurança jurídica quanto ao regramento incidente sobre as eleições, indefiro a medida cautelar postulada nesta ação direta”, detalhou o Fachin.

A resolução do TSE “proíbe a divulgação ou o compartilhamento de fatos inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral, incluindo os processos de votação, apuração e totalização de votos”.

“Nesses casos, o TSE pode determinar às plataformas digitais a remoção imediata (em até duas horas) do conteúdo, sob pena de multa de R$ 100 mil a R$ 150 mil por hora de descumprimento.”

Ainda de acordo com a resolução, na véspera da eleição, o prazo deve ficar ainda menor. As plataformas deverão retirar as notícias em até uma hora — a regra valerá entre as 48 horas antes da votação e três dias após o segundo turno. Nesses casos, a multa também é de R$ 100 mil.

Também fica proibida a propaganda eleitoral na internet — a que não for gratuita — no período de 48 horas antes do dia da votação e nas 24 horas seguintes. Se houver alguma monetização, a multa é de R$ 100 mil por hora de descumprimento.

O plenário virtual do STF deve concluir o julgamento ainda nesta terça-feira — exceto se algum magistrado solicitar mais tempo para analisar o caso (pedido de vista).

Fonte: R7

 

Advogado Gabriel Costa lança hoje o seu livro: UMA DECISÃO CORRETA PARA CADA CASO?

O conceituado advogado Gabriel Costa fará hoje às 18h30 no Salão Nobre da Biblioteca da Universidade Ceuma, o lançamento do seu livro, UMA DECISÃO PARA CADA CASO? Trata-se de uma obra fruto de várias experiências no exercício da advocacia e que ele coloca ao alcance dos colegas e que com certeza será muito importante para a aplicação na profissão no dia a dia da labuta, como instrumento do direito em qualquer circunstância dentro dos princípios emanados de justiça.

O livro não será vendido, em razão de uma ação solidária e fraterna, em que o interessado em adquirir um exemplar fará a doação de uma cesta básica que será destinada a Casa Sonho de Criança, mantida pelo grupo Solidariedade é Vida.

A iniciativa do advogado Gabriel Costa é uma manifestação solidária e fraterna, que vem das suas raízes familiares, que o despertou desde criança em ver o seu próximo com amor e respeito e fazer o bem, principalmente aos mais pobres. Seus saudosos avós, seu Gerson e dona Lourdes deixaram muitas sementes com exemplos de profissão de fé, promovendo ações efetivas de solidariedade com cidadania, promovendo cursos profissionalizantes, alfabetizando adultos, ensinando as pessoas a conhecer os seus direitos e lutar por eles, através de uma associação filantrópica. Na cidade de Viana, as sementes do casal geminam e são lembrados por terem sido importantes para que muita gente continue lutando por direitos e dignidade humana.

O advogado Gabriel Costa com a sua sensibilidade e compromisso solidária a fraterna está semeando com muito amor, a missão profética, que herdou dos seus avós.

Fonte: AFD

 

 

Suprema censura, despudorado partidarismo e máxima repressão: a tirania do TSE

TSE proíbe campanha do atual Presidente, candidato à reeleição, de usar imagens do 7 de setembro.

TSE veda propaganda eleitoral de Bolsonaro de veicular imagens gravadas na ONU e em Londres.

TSE proíbe o “capitão” de fazer lives eleitorais nos palácios da Alvorada e do Planalto – desdenhando semelhante atitude praticada por presidentes anteriores, igualmente candidatos à reeleição.

Ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, determina a exclusão de reportagens e posts sobre suposto apoio do traficante Marcola a Lula – não obstante áudio vazado, comprovadamente verídico, de domínio público.

Moraes derruba investigações da PF e do CADE sobre os Institutos de Pesquisa que, a exemplo de 2018, dados os resultados das urnas, supostamente forjaram, mais uma vez, as tendências das preferências do eleitorado às vésperas do 1º turno, com o intento (doloso) de influenciar indecisos.

TSE, em evidente censura prévia, determina (em favor de Lula) a remoção antecipada de vídeo da empresa Brasil Paralelo que apresentaria reportagem investigativa sobre a tentativa de homicídio de Bolsonaro, em 2018.

TSE censura a utilização, em programa de Bolsonaro, de fala do ex-ministro do STF, Marco Aurélio Melo, sobre a culpabilidade não revogada (e ainda vigente) dos crimes de Lula.

TSE proíbe aos meios de comunicação de massa e redes sociais de tratarem o candidato Lula como “ladrão”, “corrupto”, “ex-presidiário” e “condenado”, como se as referências não estivessem baseadas em fartas evidências.

TSE desmonetiza e ameaça de multas exorbitantes e de fechamento mais de uma dezena de canais e/ou programas da internet críticos a Lula.

Etc., etc., etc.

Sim, o arbítrio da toga ultrapassou todos os limites da decência e do Direito e já atingiu um ponto de não retorno, em que juízes acima da lei (e da Constituição), de forma despótica e compulsiva, não têm mais nenhum pudor em fazer ameaças e praticar a facciosidade e o arbítrio, com decisões gravíssimas e inconcessas, sem direito de defesa, expondo à luz do dia elementos típicos de tirania nazifascista em pleno curso.

E pior: tudo com a complacência e o silêncio ensurdecedor (e cúmplice) de uma OAB, de uma ABI, de uma CNBB et caterva – além de procuradores, acadêmicos, artistas, jornalistas e outros “intelectuais orgânicos” da farsa e da hipocrisia, antigos defensores da liberdade de expressão e críticos da ditadura durante o extinto regime militar.

O Brasil de hoje parece estar entregue continuadamente ao medo e à impunidade escancarada da incontida repressão, com a omissão criminosa das demais (e esfaceladas) instituições – a exemplo do subserviente e apequenado Senado Federal, absolutamente pusilânime diante da gravidade do quadro em configuração.

O “sistema” oligárquico, patrimonialista e cleptocrático, que constitui o tradicional establishment (habituais “donos do poder”), sentindo-se deverasmente ameaçado pelo sufrágio de 30 de outubro (como já indicam sinais no horizonte), ataca, desesperado, com todas armas  disponíveis que lhe restam, disposto a tudo para a retomada, a  qualquer custo, do poder absoluto do Estado e das chaves do Tesouro (escapulidos em 2018),  tendo como vedeta principal nesse campo de guerra o próprio (e sorvido) TSE, comandado por  juízes facciosos, partidarizados e iníquos, estranhamente não submetidos ao afastamento de  suas funções por evidente e notória suspeição de conduta – o que comprova, ainda mais, a crise  institucional estrutural que infecta, em estágio já avançado, a gangrenada e desditosa pátria de  Macunaíma.

Este é o clima de guerra (sem aspas) que antecede o temeroso (e decisivo) “Dia D”, quando tudo poderá acontecer; em que o destino do país estará sendo decidido, nas urnas, pelos próprios cidadãos brasileiros – caso não se imponha, num golpe mortal ao que ainda resta da debilitada democracia tupiniquim, a temida e suspeitosa fraude eleitoral.

Um cenário, sim, assustador, inédito em seus irresolutos e periculosos ingredientes, de maus e aborrascados presságios.

Alex Fiúza de Mello. Professor Titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP)

 

Lula teve 154 mil inserções de rádio a mais no 2º turno, diz o ministro Fabio Farias

Ministro disse já ter entregue os dados da auditoria a Alexandre de Moraes

O ministro Fábio Faria (Comunicações) afirmou que o resultado de uma auditoria nas propagandas políticas apresentadas no rádio e identificaram que a campanha de Lula teve 154 mil inserções de rádio a mais que a do presidente Jair Bolsonaro durante o segundo turno, entre os dias 7 e 21 de outubro.

Faria disse ter entregado “informalmente” os dados ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes. “Isso é uma grave violação do sistema eleitoral”, disse. Segundo Faria, apenas na região Nordeste, foram cerca de 30 mil inserções a menos para Bolsonaro nas duas semanas analisadas.

“O lugar mais forte disso é o Estado da Bahia. Só na primeira semana foram mais de 7 mil (inserções) a mais para o candidato do PT”, disse, antes de cobrar o “direito igualitário” de disputar as eleições.

Faria explicou que esses dados dizem respeito apenas às duas semanas do segundo turno e que os dados do 1º turno estão sendo levantados pelas empresas de auditoria, mas os primeiros sete dias constam em ação já movida pela campanha de Bolsonaro junto ao TSE.

“Não sei se dá tempo para que sejam restabelecidas todas essas horas, tem que fazer uma conta, mas que seja feito rápido isso. O TSE vai agora fazer a sua própria checagem”, explicou.

Diário do Poder

 

Ministro Fachin vota pela ampliação de poderes do TSE

Ministros começaram a apresentar o voto no plenário virtual do STF sobre uma ação da PGR contra uma resolução do próprio TSE

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciou a votação no plenário virtual da corte nesta terça-feira (25) se posicionando contra uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que pede a suspensão do aumento de direitos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fachin é o relator da ação, que é assinada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

O pedido da PGR faz referência a uma resolução do próprio TSE para ampliar os poderes de combate à propagação de notícias falsas durante o segundo turno das eleições. De acordo com o STF, a Resolução 23.714/2022 do TSE “proíbe a divulgação ou o compartilhamento de fatos inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral, incluindo os processos de votação, apuração e totalização de votos“.

“Nesses casos, o TSE pode determinar às plataformas digitais a remoção imediata (em até duas horas) do conteúdo, sob pena de multa de R$ 100 mil a R$ 150 mil por hora de descumprimento.”

O STF afirmou que, segundo Augusto Aras, as regras questionadas estabelecem vedação e sanções não previstas em lei, amplia o poder de polícia do presidente do TSE, em prejuízo da colegialidade, e afasta do Ministério Público a iniciativa de ações ou de medidas voltadas a proteger a normalidade e a legitimidade das eleições.

“Na ação, o procurador-geral sustenta que, apesar do relevante propósito de coibir a desinformação e resguardar a integridade do processo eleitoral, dispositivos da resolução violam diversas regras constitucionais. Entre elas, cita a competência legislativa sobre direito eleitoral, e a liberdade de expressão, independentemente de censura prévia.”

Até a última atualização desta reportagem, apenas os votos dos ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, que acompanhou o relator, haviam sido manifestados no plenário virtual. “Por não identificar a presença dos pressupostos legais e dada a necessidade imperiosa de se garantir a segurança jurídica quanto ao regramento incidente sobre as eleições, indefiro a medida cautelar postulada nesta ação direta”, declarou Fachin. A votação deve ser encerrada ainda nesta terça-feira — exceto se algum magistrado solicitar mais tempo para analisar o caso (pedido de vista).

Fonte: R7

 

Senado precisa ‘dar um freio’ em Alexandre de Moraes, diz o senador Mourão

Eleito senador pelo Rio Grande do Sul quer atuar para que o impeachment de ministros do STF seja discutido no Congresso

Eleito senador pelo Rio Grande do Sul, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) avisou que vai atuar para que o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) seja um tema discutido na próxima legislatura. “Se há indício forte de crime de responsabilidade, que se abra o processo”, disse o general.

No seu diagnóstico, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ultrapassou o limite da sua autoridade ao atuar como “investigador, denunciador e parte ofendida” nas ações.

“Competiria ao restante da Corte dar um freio nele, mas não está fazendo isso. O Senado vai ter de fazer isso agora. A Corte poderia dizer: ‘Alexandre, pode baixar tua bolinha aqui'”, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. Procurado, Moraes não se manifestou.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

A campanha do presidente Jair Bolsonaro reclama que Alexandre de Moraes interfere demais contra ele, no combate às fake news. Como avalia a reação das instituições à desinformação?

Mourão: Na minha visão, Alexandre de Moraes vem prevaricando ou até, vamos dizer assim, ultrapassando o limite da sua autoridade porque, no momento em que ele conduz o inquérito onde é investigador, denunciador, julgador e também é parte ofendida, isso está errado.

O devido processo legal não está sendo respeitado. No momento em que ele pega reportagem de um meio de comunicação que, há dois anos, disse que só falava fake news e a usa para fazer busca e apreensão na casa das pessoas, bloqueia as contas, ele ultrapassou o limite do seu poder. Competiria ao restante da Corte dar um freio nele, mas a Corte não está fazendo isso.

Caberá ao Senado dar esse freio no ministro?

Mourão: O Senado vai ter de fazer isso (dar um freio em Alexandre de Moraes) agora. Já que a Corte… A Corte poderia dizer: “Alexandre, pode baixar tua bolinha aqui! Está errado isso que você está fazendo. Nós não vamos aprovar essas tuas medidas.”

O sr. acha que impeachment de ministros do STF deve ser pautado no Senado?

Mourão: Se está comprovado, há indício forte de crime de responsabilidade, que se abra o processo. Se o processo vingar, ok. Se não vingar, ok também.

Hoje esses pedidos ficam na gaveta. O sr. vai pressionar para que o tema seja pautado?

Mourão:: Vou. Se está comprovado, chegamos à conclusão de que há indício forte de crime de responsabilidade, como no caso desse ministro que você citou o nome, então vamos discutir.

O sr. se refere somente à atuação de Moraes no STF ou no TSE também? Eles endureceram o combate à desinformação com uma nova resolução.

Mourão: Uma resolução é algo igual ao decreto presidencial, pode ser cassado pelo Senado. O Senado pode cassar essa resolução também. Não é lei, não é nada.

O sr. já externou uma proposta de mudanças no STF, depois disse que foi mal compreendido. Qual é exatamente sua proposta?

Mourão: Um sistema jurídico correto tem várias nuances que têm de ser obedecidas. Uma delas é os magistrados atuarem de boa fé. E a lei ser fácil, compreensiva e valendo para todos. São coisas aqui no Brasil que, na minha visão, não estão ocorrendo.

O que eu penso em relação à nossa Suprema Corte: tem de ser colocado um mandato, porque a pessoa ficar 25, 30 anos ou até mais, dependendo da idade que ele é nomeado, é muito tempo. Nosso sistema de freios e contrapesos, que faz a harmonia e o equilíbrio dos Poderes, não está funcionando.

Sua proposta prevê aumentar o número de ministros?

Mourão: Ampliar ou diminuir o número de ministros é casuísmo.

O sr. viu o chavismo fazer isso na Venezuela?

Mourão: Vi, claro. Aqui não vai ser feito, não vejo isso sendo feito. Mesmo porque implica em custos.

Mas o presidente externou sua opinião favorável…

Mourão: O presidente deu uma externada ali, mas nunca tomou nenhuma atitude.

A reeleição não daria a ele a força política necessária?

Mourão: Julgo que não. Sendo reeleito, ele tem logo dois cargos no STF para serem trocados, o que pode lhe dar maioria bem mais confortável lá dentro.

Criminalizar pesquisas é o caminho?

Mourão: Não precisa. Se alguém faz pesquisa com viés para favorecer A ou B, isso tem que ser investigado e, se ficar comprovado, é um crime. Já existe lei para isso. Os institutos têm de recalibrar a metodologia e ser mais transparentes porque não é entrevistando 1.500, 2.000 pessoas que você, por meio de uma extrapolação de tendência, vai dizer que 160 milhões de pessoas vão votar dessa maneira.

Acho que isso é complicado. Pode dizer também que 15 dias antes da eleição não se publica pesquisa nenhuma, de modo que não haja um direcionamento para o pensamento do eleitor, já que a maioria dos eleitores só se define no final.

O Ministério da Defesa decidiu não divulgar o resultado da fiscalização das eleições. Não é um contrassenso cobrar transparência e ocultar o conteúdo?

Mourão: O Ministério da Defesa disse que vai apresentar seu relatório após o final do segundo turno. Não adianta apresentar um relatório parcial. Quando o ministro [Luís Roberto] Barroso criou aquela comissão de transparência, chamou as Forças Armadas para esse jogo. Se tivesse algum problema sério no primeiro turno, teria havido, vamos dizer assim, ‘ó, deu problema’. Que eu saiba, não teve nada.

O presidente não falou até agora sobre a suposta fraude que alegava haver se não vencesse no primeiro turno. Se ele questionar uma eventual derrota, como o sr. vai se posicionar?

Mourão: Esse é um cenário hipotético. Isso vem sendo muito mais colocado pelas palavras do próprio presidente, mas não pelos atos dele, porque, se tivesse dúvidas sobre o processo, ele não concorria, não é? Declarava a nulidade a priori e criava um caso aí, vamos dizer. Mas ele não fez isso. Ele está concorrendo dentro das regras do jogo normais.

Foi correta a decisão de não envolver generais da ativa do Exército no trabalho de fiscalização das urnas?

Mourão: O Exército raciocina sempre dentro de um tripé. Agir dentro da legalidade, usando a legitimidade e mantendo a estabilidade. Não tem ruído. Essa turma não faz ruído. O ruído é feito pelo lado de fora, não pelo lado de dentro.

O Senado terá um general de quatro estrelas como presidente da Casa? Pretende se colocar na disputa?

Mourão: Estou recém chegando ao Senado, então, minha visão é que eu tenho que aprender como é que funciona a Casa. Não é o momento de colocar meu nome. Se, eventualmente, uma maioria constituída vier me convidar para o cargo, vou pensar.

Apesar de ser vice, o sr. nunca deixou de manifestar divergências com Bolsonaro. Como será sua posição no Senado?

Mourão: Num governo Lula, sou oposição ferrenha. Mas não sou oposição ao Brasil. Se uma pauta que for colocada por um eventual governo Lula estiver de acordo com aquilo que eu considero que é importante para o País, vai ter meu apoio.

E num governo Bolsonaro?

Mourão: Eu estaria numa situação muito mais confortável.

Fonte: O ESTADÃO