Narcotráfico matou Dom e Bruno. E agora? Como capitalizar politicamente a tragédia

O jornalista LucianoTrigo publicou um artigo primoroso nesta sexta-feira (17), no jornal Gazeta do Povo. Pedimos licença para oferecer a transcrição na íntegra para os leitores do Jornal da Cidade Online.

Eis o texto:

“Um dos sinais mais tristes da degradação moral e da sordidez espiritual do nosso tempo é a exploração política da morte pelas carpideiras ideológicas. Como urubus em cima da carniça, nos últimos 10 dias a lacrosfera se mobilizou em peso nas redes sociais e na grande mídia para tentar jogar no colo do governo a responsabilidade pelo desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips no Vale do Javari, na Amazônia.

Parecia revolta? Era apenas vigarice. A indignação, como sempre, foi seletiva: a tragédia só interessava como pretexto para exibir virtude, ficar bem na fita e sabotar o adversário de sempre.

Protestavam e derramavam lágrimas de crocodilo, mas no íntimo estavam comemorando. Porque, sempre que uma tragédia pode ser usada contra o governo e capitalizada politicamente, eles festejam, com mal disfarçado entusiasmo. Só querem palco, tribuna e palanque para ostentar superioridade moral e exercer seu ativismo.

Que tristeza.

Pois bem, para frustração dessa turma, ontem foi revelado que Dom e Bruno foram assassinados não por garimpeiros, nem por madeireiros, nem por desmatadores, nem pela polícia fascista e genocida (isso, então, seria motivo de orgasmos), mas a mando de um narcotraficante: o peruano Rubens Villar Coelho, também conhecido como “Colômbia”.

Aparentemente, a presença do jornalista e do indigenista estava prejudicando o transporte de cocaína na rota entre o Brasil e o Peru. Motivo suficiente para os dois serem amarrados em uma árvore, torturados, assassinados e eviscerados. É a lei do tráfico, e não é apenas em regiões remotas da Amazônia que essa lei impera.

E agora? O que farão e dirão os justiceiros sociais? Por honestidade moral e intelectual, deveriam demonstrar indignação contra o narcotráfico que domina a região sem qualquer preocupação com a vida humana, muito menos com o meio ambiente. Mas, como escrevi neste artigo, contra traficante, no Brasil, ninguém faz protesto.

Fosse sincera a indignação contra a tortura e o assassinato de Dom e Bruno, todos aqueles que fazem do gesto de apontar o dedo uma razão de viver demonstrariam agora revolta contra o narcotráfico, exigindo justiça e combate implacável aos criminosos. Ou não?

Quando a indignação é seletiva, não é de indignação que se trata, apenas de estratégia e método

O ator famoso, a funkeira empoderada, o imitador de foca, o fotógrafo premiado, o índio de passeata, o antropólogo esquerdopata, o jornalista checador de meme, os exilados em Paris, o youtuber de pronome neutro e todos aqueles que fizeram dos desparecidos, pretexto para a militância do ódio do bem: será que algum deles dirá uma palavra sequer contra o tráfico? Podem esperar sentados: nunca disseram, não será agora que dirão.

Estranhamente, nessas horas, os indignados se recolhem a um silêncio quase reverente. Talvez porque, politicamente, estejam do mesmo lado do mandante dos assassinatos. Ou são partidos e governos de direita que a indústria da droga financia na América Latina? Ou são de direita os chamados “narcogovernos” da Bolívia, da Colômbia, da Venezuela e do México? Que partidos e governos são apoiados pelas Farc? São de direita?

Para ilustrar a relatividade moral dessa gente, basta lembrar o caso das três crianças de Belford Roxo barbaramente torturadas e assassinadas por traficantes, em dezembro de 2021, tema deste artigo.

Pobres e negros, três meninos foram executados por causa de uma gaiola de passarinho. Onde estavam os virtuosos que nos últimos dias demonstraram tanta indignação com o desaparecimento de Dom e Bruno? Não derramaram uma lágrima, não disseram um “ai”.

Desconfie de quem só protesta contra mortes que podem ser capitalizadas politicamente. Quando a indignação é seletiva, não é de indignação que se trata, apenas de estratégia e método.

Tivessem sido as crianças de Belford Roxo assassinadas por policiais, aí sim elas seriam dignas da revolta da militância progressista. Mas os assassinos eram traficantes, então os virtuosos ficaram em silêncio, fazendo de conta que não era com eles. Negras ou brancas, vidas não importam quando quem as tira é o dono da boca que se frequenta, ainda que simbolicamente.

De maneira similar, tivessem sido outros os assassinos, Dom Phillips e Bruno Pereira renderiam protestos até a eleição. Faixas e cartazes com a pergunta “Quem matou Dom e Bruno?” seriam exaustivamente exibidos em horário nobre. Não faltaria gente insinuando que o crime foi encomendado pelo próprio presidente.

Mas, como agora se sabe que quem mandou matar Dom e Bruno foi um traficante, subitamente o mandante do crime deixou de ter importância. A mídia deixará de lado esse “detalhe” para tentar espremer os últimos dividendos do caso, depois vai abandonar o assunto. (Você viu manchetes destacando a identidade e a ocupação do mandante? Nem eu.)

Como foi um traficante que mandou torturar, eviscerar e matar Dom Phillips e Bruno Pereira, não haverá mais como capitalizar politicamente a tragédia. De novo, não foi dessa vez. As carpideiras ideológicas vão ter que torcer por outros cadáveres para explorar.”

Texto de Luciano Trigo, publicado originalmente no jornal Gazeta do Povo. O autor é escritor, jornalista, tradutor e editor de livros. Autor de ‘O viajante imóvel’, sobre Machado de Assis, ‘Engenho e memória’, sobre José Lins do Rego, e meia dúzia de outros livros, entre eles infantis.

Jornal da Cidade Online

 

Jornalista revela detalhes sobre indigenista Bruno Pereira e denuncia ONGs na Amazônia

Em uma série de publicações no Twitter, o jornalista investigativo Oswaldo Eustáquio revelou detalhes sobre o Bruno Pereira, o indigenista assassinado na Amazônia, e ainda fez uma grave denúncia envolvendo as ONGs na Amazônia.

Leia o que escreveu Eustáquio na íntegra:

“Conheci Bruno Pereira em dezembro de 2018 no governo de transição. Fui eu que o recebi no CCBB. Ele nos pediu para permanecer no cargo em comissão da coordenação dos povos isolados. Concordei e pedi a Damares a sua manutenção na gestão que começaria em janeiro.

O indigenista foi respeitado pela gestão do governo Bolsonaro, que no início tinha a Funai ligada ao MDH. Bruno chegou a trabalhar conosco. Quando por ordem da justiça a Funai passou para o comando do MJ, comandada por Moro, Bruno foi exonerado da coordenação de povos isolados.

Como Bruno era servidor de carreira da Funai, ele poderia ter permanecido no órgão e ajudado na mesma coordenação, mas sem o cargo de confiança de chefia, ele decidiu pedir licença do cargo para trabalhar junto com ONGs da Amazônia ligadas aos povos indígenas.

Essas ONGs na Amazônia, bancadas com dinheiro internacional, sob o pretexto de proteger os povos indígenas, na verdade são as vilãs. Sob o verniz de proteção da floresta, são essas ONGs que comandam a exploração ilegal e funcionam como milícias na Floresta.

Essas milícias bancadas por ONGs fazem patrulhamento ilegal para não deixar os pescadores e outros povos tradicionais da floresta, impedir a pesca e a caça de subsistência. Tornando esses povos inimigos dos índios que são usados como massa de manobra do globalismo e da esquerda.

Em resumo, a mídia quer culpar o governo federal pela morte do jornalista britânico e de Bruno, mas vai ignorar que o indigenista estava atuando junto com ONGs bancadas com dinheiro internacional, sem a chancela da Funai. E que a morte foi causada pelas ONGs que tentam tomar a Amazônia.”

Jornal da Cidade Online

 

Desabastecimento por falta de ferrys boats e estradas elevam preços de alimentos na Baixada Maranhense

Intervenção desastrosa do então governador Flavio Dino, na empresa de navegação Serviporto, então principal operadora dos serviços aquaviários entre a Ponta da Espera e o Cujupe, mesmo com todas as suas embarcações operando regularmente, foi o início dos problemas que a cada dia tomam proporções mais graves.

Os reflexos do desabastecimento de alimentos podem ser vistos com alterações de preços e motiva preocupações na Baixada Maranhense. Os argumentos dos comerciantes é que sem ferry boats e estradas, alguns estão importando produtos do Pará através de barcos, o que encarece os serviços de logística, o que inevitavelmente têm que ser repassados para os consumidores. Eles destacam já terem tido consideráveis prejuízos com produtos perecíveis que chegaram até a ficar três dias na Ponta da Espera esperando por bom senso e responsabilidade dos gestores da MOB.

Se tivéssemos estrada, o percurso seria mais demorado e os valores entre o combustível e o transporte dos caminhões, a diferença não seria muito grande, mas a verdade é que a falta dos dois penalizam seriamente a população da Baixada Maranhense, por uma questão que até hoje não ficou bem clara sobre a intervenção, me disse hoje um experiente comerciante com negócios em alguns municípios. O que se sabe através de comentários é a existência de verdadeira perseguição empreendida a Serviporto com o objetivo de destruí-la, para favorecer outros empresários.

O ex-governador Flavio Dino, responsável maior pelo sério problema que atinge milhares de pessoas, empresários e inclusive outros importantes serviços, até hoje se mantém no seu silêncio obsequioso, muito embora mantenha o velho hábito de criticar e agredir adversários políticos, como se estivesse a acima do bem e do mal e que os sérios desacertos da sua administração sejam tratados com indiferença, muito embora inúmeros estejam na justiça.

Por mais otimistas que os empresários do setor de transporte coletivo, de cargas e a população em geral, o problema está bem distante de uma solução, uma vez que com o sucateamento causado pela intervenção a três embarcações da Serviporto, o Governo do Estado encontra dificuldades para a solução, começando com a negociação de uma embarcação adaptada para ferry boat, que se encontra em São Luís, passando por reformas com vistas a conseguir autorização da Capitania do Portos para poder entrar em operação, destacando-se que ela tem apenas 33 anos de uso, que a princípio chegou a ser anunciada como nova pela MOB.

Fonte: AFD

 

 

Nove partidos sem deputados vão receber R$28 milhões para as eleições

Segundo o rateio do fundão eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, cada um dos ‘sem deputados’ vai receber mais de R$3,1 milhões

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, na última quarta-feira (15), o rateio dos R$4,9 bilhões do fundão eleitoral para as eleições 2022. Essa bolada inclui quase R$28 milhões para nove partidos que não elegeram deputados federais.

Oficialmente batizado de “Fundo Especial para Financiamento de Campanha”, o fundão vai distribuir o maior valor ao União Brasil, fusão do PSL com o Democratas: R$ 782 milhões. O PT, por exemplo, vai ganhar mais de R$503 milhões de verba pública para fazer campanha, este ano.

O fundão eleitoral é dividido principalmente pelo tamanho da bancada de cada partido na Câmara dos Deputados, mas mesmo os nove partidos que não elegeram um parlamentar sequer vão ganhar R$ 3.100.949,86 – cada um – para fazer campanha.

Agir (ex-PTC), DC (ex-PSDC), PCB, PCO, PMB, PMN, PRTB, PSTU e o UP vão levar, no total, R$27,91 milhões para suas campanhas, este ano.

O UP (Unidade Popular pelo Socialismo), que teve o registro aprovado na Justiça Eleitoral apenas em 2019, portanto não participou das últimas eleições, tinha só 3,2 mil filiado em abril deste ano, segundo dados do TSE.

Diário do Poder

Contador ligado a Lula é suspeito de lavar milhões do PCC e de outros bandidos

Muniz trabalhou como contador de Lula entre os anos de 2013 e 2016

João Muniz Leite, que foi contador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está sendo investigado por lavagem de dinheiro do crime organizado, sobretudo do “PCC”, considerada a maior quadrilha criminosa do continente.

Muniz trabalhou como contador de Lula entre os anos de 2013 a 2016. A polícia pediu o sequestro de bens dele à justiça e ao Ministério Público estadual. A informação é do Estadão.

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), ele e a esposa ganharam 55 vezes em loterias federais durante o ano de 2021, sendo que um dos prêmios foi dividido com um traficante.

Os documentos, que o jornal teve acesso, demonstram que Muniz dividiu o prêmio da Mega Sena, no valor de R$ 16 milhões, com Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”. Ele era um dos principais fornecedores de drogas de um grupo do crime organizado, com origem em São Paulo e que atua no mundo todo.

Nesse caso, o esquema teria ocorrido assim: os R$ 16 milhões foram divididos em cinco partes, sendo que Muniz ficou com duas parcelas, Santa Fausta com três. “Os policiais do Denarc desconfiam que foi com esse dinheiro, esquentado por meio do prêmio pago pela Caixa Econômica Federal, que Santa Fausta comprou a empresa de transporte UPBus em parceria com cinco integrantes do PCC e 18 de seus familiares. A empresa mantém contrato de R$ 600 milhões com a Prefeitura de São Paulo e opera 13 linhas de ônibus na zona leste”, diz a reportagem.

Ainda de acordo com as investigações, Muniz ganhou outras vezes, um montante de R$ 34,1 milhões e a esposa ganhou outras 49 vezes na loteria, um total de R$ 2,16 milhões em prêmios.

Os policiais do Denarc constataram que diversas vezes o casal apostava um valor maior do que recebiam de volta e, por isso, a suspeita que os jogos serviam para esquentar dinheiro ilícito. Também é investigada a lavagem de dinheiro dos valores para abrir empresas com nomes falsos.

A 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro da Capital é a responsável pelo caso.

Diário do Poder

 

Ministro Mendonça faz cobrança forte a Petrobras e decide que ICMS deve ser unificado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu hoje (17) que as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devem ser cobradas de forma uniforme pelos estados.

A decisão começará a valer em 1º de julho.

Mendonça também determinou que a Petrobras deverá enviar ao Supremo os documentos internos que justificaram a formação de preços dos combustíveis.

De acordo com a decisão, a base de cálculo do imposto deverá ser fixada conforme a média de preços praticados nos últimos 60 dias. Além disso, os estados deverão observar um intervalo mínimo de 12 meses entre a primeira fixação e o primeiro reajuste das alíquotas e de seis meses para os reajustes subsequentes.

A liminar foi motivada por uma ação protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender uma resolução do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que trata da cobrança do ICMS.

As regras estabelecidas deverão ter vigência até que o Confaz edite novas regras conforme as balizas definidas pelo ministro.

Jornal da Cidade Online

Desmatamento na Amazônia com Lula foi o dobro de Bolsonaro

A campanha do petista Lula tenta usar o desaparecimento do jornalista e do indigenista para alardear que promoverá o “desmatamento zero” na Amazônia, se for eleito. O problema é que, segundo dados do INPE, a Amazônia Legal teve 72,2 mil km² desmatados nos primeiros três anos do governo Lula. A área é mais que o dobro (exatos 112,3%) maior que os 34 mil km² registrados no mesmo período do governo Bolsonaro

Entre os grandes

O maior desmatamento da História do Brasil foi em 1995 com FHC: 29,1 mil km². Lula é segundo e terceiro com 27,8 mil (2004) e 25,4 (2003).

Conjunto da obra

Lula promete agora o desmatamento zero, mas em oito anos “permitiu” o desmatamento de 125,5 mil km². Média de 15,7 mil km² por ano.

Curiosidade

Apesar do alarde de ONGs, a média de desmatamento de Bolsonaro na Amazônia é quase 30% menor que a de Lula: 11,3 mil km² por ano.

Ela mandou bem

Os governos Dilma Rousseff foram catastróficos para economia, mas têm o melhor resultado com média de 5,6 mil km² desmatados por ano.

Coluna do Claudio Humberto

 

Senador Lasier Martins solta o verbo contra o STF e detona o PT

O senador Lasier Martins é um dos poucos políticos que tem a coragem de “bater de frente” com as decisões questionáveis do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sempre afiado, Lasier não poupa críticas aos “absurdos”.

Em recente participação no podcast “E Eu Com Isso?”, ele novamente soltou o verbo:

“O nosso STF, por um defeito da Constituição, não tem total independência. A razão é muito simples, os ministros são indicados pelo presidente da República e, na medida em que são indicados, eles tem uma ‘gratidão’, um ‘compromisso’

Por outro lado, os presidentes da República – principalmente os do PT – […] se determinaram a aparelhar o Supremo. […]

As mesmas ideologias, os mesmos princípios e se tornou, por isso, um tribunal político”, afirmou.

O senador ainda citou a “descondenação” do ex-presidiário Lula – obra nefasta do STF: “O Supremo é contra Bolsonaro Por quê? Porque o Bolsonaro contraria o que o Lula fazia e eles querem o Lula de volta. […]

Hoje, o STF é uma instituição política, partidária e ideológica.”

Jornal da Cidade Online

 

Arthur Lira chama Petrobras de inimiga do Brasil e promete ação

Presidente da Câmara sobe tom de críticas à estatal e diz que vai convocar líderes para discutir política da empresa

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prometeu uma reunião de líderes parlamentares para discutir a política de preços da Petrobras após afirmar que a estatal “parece ter anunciado um novo aumento nos combustíveis”. A expectativa de outra mudança de preços já vinha sendo levantada por Jair Bolsonaro (PL) nos últimos dias. O presidente da República afirmou que a Petrobras “está dando dica que quer aumentar de novo“.

Lira, assim como Bolsonaro, subiu o tom das críticas à estatal. “A república federativa da Petrobras, um país independente e em declarado estado de guerra em relação ao Brasil e ao povo brasileiro, parece ter anunciado o bombardeio de um novo aumento nos combustíveis”, publicou o deputado no Twitter.

O presidente da Câmara ainda disse que o Congresso está tentando “aliviar o drama dos mais vulneráveis” durante a crise atual, mas que a Petrobras, mesmo com uma função social, “age como amiga dos lucros bilionários e inimiga do Brasil”.

“Na segunda-feira, estarei convocando reunião de líderes para discutir a política de preços da Petrobras. Política da Petrobras que pertence ao Brasil e não à diretoria da Petrobras”, disse Lira.

Mais cedo, Bolsonaro também criticou a empresa, afirmando que “quanto mais o povo está sofrendo, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da Petrobras”. “A Petrobras está rachando de ganhar dinheiro. O conselho não quer se reunir para decidir a troca do presidente”, disse.

Outro aliado de Bolsonaro que atacou líderes da estatal foi o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. “A Petrobras não é de seus diretores. É do Brasil. E não pode, por isso, continuar com tanta insensibilidade, ignorar sua função social e abandonar os brasileiros na maior crise do último século”, publicou nas redes sociais nesta quinta. 

Fonte: R7

 

Intervenção do governo Flavio Dino na Serviporto sucateou 03 ferrys boats entregues em funcionamento

O advogado Antonio Fernandes, integrante da equipe jurídica da empresa de navegação Serviporto, em entrevista ao programa Algo Mais, da apresentadora Paulinha Lobão, fez importantes revelações sobre a intervenção do governo Flavio Dino na empresa. Elas continuam causando sérios prejuízos e vem sofrendo pressões para a falência.

Para quem não sabe, a Serviporto opera nos serviços de transportes de passageiros e veículos entre São Luís e a Baixada Maranhense, desde 1987 e sempre foi uma parceira do poder público, destacando que as rampas da Ponta da Espera e do Cujupe foram construídas por ela como participação nas obras de melhoria dos serviços.

                     Governo recebeu embarcações em funcionamento e a intervenção atingiu a conta bancária da Serviporto

O advogado Antonio Fernandes registrou que a intervenção foi ato inexplicável do governo Flavio Dino, uma vez que as 03 embarcações da empresa estavam operando normalmente e até a conta bancária da Serviporto, em que havia recursos de outros negócios passou para o controle dos interventores, não honraram compromissos de compras e serviços acumulando débitos milionários. Adiantou que foi feito um verdadeiro massacre para a destruição total da empresa marítima. Já recorremos a justiça, mas infelizmente nossas ações não prosperam e os resultados lamentavelmente concorrem para a destruição.

Os três ferrys boats da Serviporto começaram a ser sucateados, quando o governo Flavio Dino deixou de fazer as manutenções programadas nas embarcações e posteriormente começaram a tirar peças da que estava parada para colocar nas outras e partir dessas ações a empresa teve a plena certeza de que a destruição era iminente. Foi a partir do processo gradativo de destruição dos ferrys boats da Serviporto, é que o problema começou a ser agravado e o que estamos vendo hoje é uma situação anunciada, decorrente da falta de responsabilidade e de um mínimo visão, disse Antonio Fernandes

Como ficou praticamente visto de que o objetivo do governo Flavio Dino era atingir a Serviporto, faltou-lhe compromisso com a população, em que poderia ter feito uma licitação nacional ou pelo menos arrendar no mínimo duas embarcações até a resolução dos problemas, mas infelizmente deixou-se o problema a mercê da própria sorte até chegar o estado vergonhoso que tem causado revolta e indignação da população, que não tem serviço aquaviário para atender a demanda e nem estrada para quem se aventurar por via terrestre, afirmou o advogado.

                         Proposta de R$ 50 milhões para recuperar as embarcações sucateadas pelo governo

Antonio Fernandes disse que já houve uma proposta do governo passado do Maranhão, que gastaria R$ 50 milhões para recuperar os 03 ferry boats e posteriormente a Serviporto assumiria a responsabilidade de ressarcir o Governo do Estado. A proposta nem foi avaliada, uma vez que um ferry boat dos atuais da Serviporto, custa em média R$ 30 milhões. Com R$ 50 milhões o empresário pode fazer negócio em que envolve as sucatas e ter duas embarcações novas, salienta o assessor jurídico.

A equipe jurídica da Serviporto vem trabalhando intensivamente com vistas a reverter o arbítrio do governo Flavio Dino e buscar prejuízos e danos causados, inclusive dos recursos retirados da conta da empresa pelos interventores. Os advogados têm plena consciência da luta, mas acreditam que seguindo os caminhos dos direitos conseguirão reverter todo o problema, uma vez que com luta e dentro da lei com seriedade e transparência, pode demorar, mas a verdade sempre prevalece, afirmou Antonio Fernandes.

Fonte: AFD