O incêndio de um coletivo no terminal do São Cristovam na manhã de hoje, se constituiu em mais uma prova da precariedade dos serviços de transportes coletivos de São Luís. As diárias panes em ruas e avenidas de coletivos, sempre é tratada com indiferença p elas autoridades, uma vez que elas revelam a falta de seriedade e respeito aos usuários dos transportes coletivos de São Luís. Enquanto eram apenas panes, apesar da indignação, as pessoas ainda relevavam, mas com surgimento de incêndios, o negócio piora e muitas começam a correr riscos.
A famigerada concorrência pública com cartas marcadas para o transporte coletivo de São Luís, ratificou o que as maiores empresas já vinham dominando setores da cidade. O prefeito Edivaldo Holanda Junior, secretários municipais e alguns vereadores, sem um mínimo de discernimento, chegam a exercerem papel ridículo realizados na praça Maria Aragão, em que dizem que o prefeito está colocando mais ônibus para servir a população. A prefeitura não tem qualquer concessão e entre o poder público e o empresariado há um pacto de hipocrisia, em que um diz que coloca ônibus novos na cidade e o outro destaca que a nossa capital é referência de qualidade.
Todos os dias em quase todos os veículos de comunicação de São Luís, os usuários sofredores gritam, choram e pedem socorro, diante de serviços altamente deficientes e demorados. Quem mora em um dos conjuntos da Ribeira, que trabalha no centro da cidade, para chegar no horário, tem que conseguir pegar um ônibus às 5h30m, enfrentando todas as adversidades e muita tensão com receio de pane. Quando chove, quem não tiver um guarda-chuva dentro do coletivo, corre o risco de chegar todo molhado no serviço.
Afinal de contas, o serviço de transporte coletivo de São Luís é uma verdadeira falta de vergonha dos gestores públicos. Qualquer que seja o próximo prefeito de São Luís vai o dever moral de fazer outra concorrência pública e bem transparente.