A prática já se tornou comum na atual administração da Secretaria de Administração Penitenciária. Sempre que há registro de ocorrências graves nas unidades prisionais da capital e do interior, parte-se para uma ofensiva que tem como objetivo maior punir as pessoas contratadas pelo sistema seletivo, principalmente os agentes penitenciários temporários e auxiliares. O fato mais recente registrado na madrugada da última terça-feira, sem qualquer apuração, a direção do Sistema Penitenciário anunciou que os agentes penitenciários terceirizados e os auxiliares serão sumariamente demitidos e os servidores efetivos responderão processo na corregedoria da SEAP.
A medida além de ser sumária sem qualquer apuração das responsabilidades é altamente autoritária e fere a dignidade do trabalhador terceirizado, que além de receber um salário de miséria é altamente discriminado e pronto para ser vitima de injustiças.
No caso da fuga dos 13 presos da Unidade Prisional do Olho D’agua, que insistem em dar a qualificação de ressocialização, estava de plantão no local, uma equipe que seria de nove agentes e auxiliares. A causa do sério problema foi decorrente de que estavam sendo feitas obras de engenharia no presidio e de maneira irresponsável, a gestão da SEAP, ao invés de transferir os presos provisoriamente para outro local, decidiu coloca-los na quadra esportiva da unidade, inclusive com a improvisação de dormitório, oferecendo todas as facilidades para que eles demolissem uma parede frágil do muro e com relativa facilidade acessassem a rua, o que permitiu até um deles sair confortavelmente com a sua muleta.
Diante de toda a irresponsabilidade gerencial é um dolo perverso tentar se responsabilizar quem nada tem a ver, levando-se em conta que os presos ficaram aglomerados na quadra e dificultando uma fiscalização correta dos plantonistas, além dos riscos a que ficaram expostos. Pode-se perfeitamente destacar, que o caso da Unidade Prisional do Olho D’agua é mais uma prova incontestável da frágil administração da SEAP.
