As estratégias são antigas, em algumas ocasiões patrões e empregados chegam a ficar em posições de luta e chegam a recorrer à justiça, mas em outras oportunidades, a categoria faz o jogo do empregador, diante dos argumentos de que para atender as suas reivindicações, haverá necessidade de reajuste nas tarifas.
A verdade é que a concorrência pública para o transporte coletivo em nossa capital foi bastante benevolente com as grandes empresas, que mantinham setores de áreas específicas da cidade e continuaram. Eliminou-se a livre concorrência, e um considerável número de coletivos velhos permanece em operação, o que gera todos os dias panes mecânicas em ruas e avenidas da cidade, além de que a precariedade torna-se mais acentuada a cada dia. O mais grave é o desrespeito com os passageiros, com alterações de roteiros por motoristas. Apesar das denuncias pelos usuários, de nada adianta.
A mobilidade no trânsito é eficiente, apenas nos discursos das deficientes improvisações, o que é lamentável para uma cidade com população superior a um milhão de habitantes, sem qualquer projeto ou aspiração para um transporte de massa.
As pressões devem continuar dentro do jogo, em que o empresário se manifesta dizendo que atende reivindicações de motoristas, cobradores e fiscais, a partir do momento em que tiver suporte financeiro, o que significa reajuste tarifário e naturalmente mais exploração a população sofrida e tripudiada todos os dias.
Com certeza, o movimento de hoje foi apenas o primeiro de uma série, o que deve gerar pressões, lutas e negociações e o caminho para a penalização do povo sofrido e humilhado desta cidade.
