Quando envolve o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro a perseguição parece não ter fim. Até um pentacampeão com a Seleção Brasileira em 2002 entrou na “mira” da Polícia Federal. Trata-se de Rivaldo, o camisa 10 do penta que foi eleito o melhor jogador do mundo em 1999 e foi um dos atletas que apoiaram a campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Após a derrota do ex-presidente, ele comparou o resultado da eleição à derrota do Brasil na Copa de 1998.
O motivo da PF estar apurando a conduta de Rivaldo é uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma suposta milícia digital que atuaria de maneira coordenada com o intuito de minar as “instituições democráticas” no Brasil. Esse inquérito é sigiloso e poucas informações estão disponíveis sobre o que foi descoberto até o momento. Alguns dos acusados identificados tiveram prisão preventiva decretada, enquanto outros fugiram do país para evitar a prisão.
Entre os acusados está o cantor gospel Salomão Vieira, cuja prisão foi decretada justamente por Alexandre de Moraes. Ele é apontado como um dos organizadores dos atos de 8 de janeiro e fugiu do país logo após os protestos.
Segundo informações de um integrante das “milícias digitais” ouvido pela Polícia Federal, Rivaldo teria contribuído com 50 mil reais para a causa de Salomão Vieira. No entanto, até que se prove o contrário, essa doação não constitui crime, pois não foi feita com a intenção de financiar os ataques e a depredação de prédios públicos. A assessoria de imprensa de Rivaldo negou qualquer envolvimento em atividades ilegais ou financiamento de ataques.
Rivaldo confirmou que fez duas doações em novembro do ano passado a pedido de Salomão Vieira, mas os valores não ultrapassaram 2 mil reais e foram destinados à compra de mantimentos para pessoas carentes da igreja.
A Polícia Federal agora está investigando todos os detalhes desse caso. Pelo visto, é mais uma estratégia para tentar manchar a imagem de Bolsonaro.
Sebastião Teodoro. Jornalista