Por inúmeras vezes alertei as autoridades sobre os riscos de contaminações do covid-19 aos usuários de transportes coletivos, que todos os dias são obrigados a usarem coletivos superlotados, mas de pouco ou nada serviu para entendimento das autoridades sanitárias. Uma vez cheguei até arguir sobre se havia diferença entre aglomerações e superlotações. O que prevaleceu para o povo sofrido dos ônibus é que o problema é muito mais acentuado dentro dos coletivos.
Muita gente que mora na Estiva e Pedrinhas tem que sair de casa todos os dias às 04 horas da manhã para chegar ao local de trabalho no centro da cidade um pouco antes das 08 horas, enfrentando todas as adversidades, dentre as quais ônibus velho e o pessoal que usa as máscaras no queixo para evitar a pressão do calor, que já causou até desmaios de pessoas idosas e os casos de contaminações denunciados não são levados a sério pelo Sistema Estadual de Saúde, por falta de sensibilidade e respeito a milhares de famílias pobres e humildes.
No Estado do Espírito Santo, o Ministério Público resolveu atender aos apelos das comunidades denunciantes dos avanços do covid-19. Entendimentos com os gestores da saúde do Espirito Santo e de Vitória, a capital do Estado, decidiram fazer uma pesquisa e levantamentos sobre os usuários diários, constatando que muitos já haviam tido o convid-19 sem saberem e em muitas famílias todos foram contaminados. Em outras comunidades, houve registro de mortes, mas sem nenhum trabalho preventivo que evitasse as pessoas contaminadas entrarem nos coletivos, como potenciais multiplicadores. As ações desenvolvidas e bem receptivas pelas comunidades, diminuiu acentuadamente as contaminações e criou uma responsabilidade grande entre a população.
Todos os dias, equipes comunitárias se revezam nos terminais de coletivos e os passageiros fazerem uso do álcool gel, da obrigatoriedade das máscaras e da verificação da temperatura. Quem apresentar qualquer sintoma é imediatamente atendido por uma equipe médica estrategicamente localizada nas proximidades e que dão os encaminhamentos necessários aos pacientes.
Infelizmente, em São Luís, não existe um serviço de prevenção, que fica condicionado ao discurso do isolamento social, muitas vezes de maneira autoritária através dos veículos de comunicação. A verdade é que em São Luís, o relaxamento com que a covid-19 vem sendo encarado, é risco para outra onda. Os coletivos continuam superlotados, as praias, mercados e feiras se tornaram comum, se ver muita gente aglomerada e sem máscaras. Nos centros comerciais é raro se ver prevenção. A verdade é que para muita gente é como se doença já esteja indo embora e alguns até admitem ser contaminados, mas se colocam entre aqueles que conseguiram vencer a doença.