Apesar das constantes reduções nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobrás nas distribuidoras, em São Luís, nos postos as reduções não são praticadas. Infelizmente, como não há uma fiscalização, os proprietários de postos imputam que a redução fica por conta do ICMS cobrado pelo governo do estado. Como isso faz parte da sacanagem para sugar o consumidor, há necessidade de que o Ministério Público Estadual e o Procon mostrem as suas caras.
A Petrobras informou que a partir desta quinta-feira (19) vai reduzir preço da gasolina em 12%, depois de ter anunciado, na semana passada, queda de 9,5% para o combustível. O preço do diesel terá queda de 7,5%, acima da redução de 6,5% ocorrida na semana passada. Os preços dos combustíveis da Petrobras seguem a política da empresa de repassar para o mercado a paridade com o preço internacional.
Desde o último final de semana, o petróleo acelerou o processo de perda de valor, agravado na terça pela fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prováveis medidas adicionais para conter o novo coronavírus, como a proibição de voos vindos do México e Canadá, depois de já ter fechado outras fronteiras.
A notícia afeta ainda mais o fluxo de transporte no mundo, já bastante restrito por causa da pandemia. A gasolina, junto com o diesel e o QAV (querosene de aviação) são os responsáveis por 60% do consumo global de petróleo. A Petrobras informou ainda que vai reduzir o preço do diesel marítimo em 7,7% e das térmicas em 7,6%, para o diesel S500, e em 7,8% para as unidades que utilizam S10.
De acordo com o analista Thadeu Siva, da INTL FCStone, o preço da gasolina caiu R$ 0,1820 e o diesel automotivo R$ 0,1330 nas refinarias.
“Estamos calculando o valor exato da paridade agora, mas a janela de importação segue aberta”, disse Silva. “A redução segue a estratégia de suavizar os movimentos do mercado internacional, repassando aos poucos a queda, o que preserva a margem e evita novos reajustes no caso de uma retomada”, explicou.
No início da semana, o analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, já havia previsto que, quando o petróleo ultrapassasse a barreira dos US$ 30 o barril, como ocorreu na terça, a estatal teria que anunciar uma nova queda de preços dos combustíveis, o que seria coerente com a sua política de preços baseada paridade internacional.
*Com informações do Estadão Conteúdo