As estratégias traçadas pelo governo do estado para desqualificar a Operação Pegadores e mais precisamente a Polícia Federal, apesar de diversificadas não conseguiram os objetivos esperados, muito pelo contrário, resultaram em mais munição para a identificação dos quadrilheiros que desviaram recursos federais para o SUS, UPAs, Hospital Geral, vários do interior e outros programa de saúde, que ultrapassaram mais de 18 milhões de reais.
Quando da deflagração da Operação Pegadores, com a prisão de envolvidos no esquema, condições coercitivas e apreensão de farta documentação, que contou com o importante apoio da Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, o governador Flavio Dino, disparou do Palácio dos Leões, que todos os fatos eram relacionados ao governo que antecedeu ao seu, mas não soube justificar as prisões de pessoas que fazem parte da Secretaria de Estado da Saúde e de empresas contratadas com exacerbado protecionismo e favorecimento para a corrupção deslavada pela sua administração.
Diante dos primeiros esclarecimentos de que toda a roubalheira foi iniciada em 2015, no início da atual administração estadual, o Palácio dos Leões insinuou que a Policia Federal havia realizado a Operação Pegadores, por iniciativas politicas e partiu para o ataque com voracidade, chegando ao cúmulo da inconsequência com verberações contundentes e chegou a se colocar em posição de cobrança de uma folha de pagamento com mais de 450 nomes de pessoas que ganhavam com salários sem a necessidade de trabalhar e a farra do dinheiro público com institutos de picaretagem para favorecimento de políticos bem identificados com o Palácio dos Leões, tentando intimidar a Polícia Federal.
A inconsequência do governador e os seus ventríloquos, um dia após a liberdade da ex-secretária adjunta de Saúde do Estado, Rosangela Curado, uma comissão de Secretários de Estado, integrada por Carlos Lula, Marcelo Tavares, Rodrigo Maia e Rodrigo Lago se dirigiu à Superintendência da Polícia Federal, a princípio com iniciativas de colocar as instituições estaduais para quaisquer esclarecimentos em torno das investigações, mas para a mídia palaciana, a visita soou, como se fosse uma intimidação à Polícia Federal. O resultado é que no dia seguinte a Justiça Federal decretou a prisão preventiva de pessoas diretamente ligadas às operações criminosas, que até então estavam com prisão temporária e que estariam dispostas a colaborar com uma possível delação premiada.
Como a Operação Pegadores não tem sigilo e hoje por orientação nacional da Policia Federal, a instituição se dispõe a fazer parcerias com a imprensa, o resultado é que aos poucos a população maranhense vem tomando conhecimento da roubalheira na saúde que avança dentro do Palácio dos Leões e segundo se informa, as investigações vão causar danos muito maiores
A verdade é que as preocupações passaram a ser bem maiores com a identificação e o envolvimento de gente autoritária do Palácio dos Leões. Tem ventríloquos dos audaciosos recados, em silêncio obsequioso, mas como ainda tem muita documentada que está sendo analisada pela Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, torna-se difícil fazer qualquer avaliação sobre os fatos, além de que não estão descartadas mais prisões.
