Prefeito Edivaldo Holanda Júnior abandonou o VLT para favorecer empresários de coletivos

O saudoso ex-prefeito João Castelo adquiriu o Veículo Leva sobre Trilhos – VLT em setembro, um mês antes das eleições. Como foi derrotado pelo atual prefeito Edivaldo Holanda Junior e posteriormente reeleito, o VLT poderia perfeitamente ter sido colocado em operação em São Luís. Havia um projeto para ele ser utilizado na área Itaqui/Bacanga, mas infelizmente, toda a qualquer possibilidade foi defenestrada, em razão da pressão das empresas de transportes coletivos de São Luís, que realmente são os que determinam qualquer ação no setor. Abandonado em um depósito alugado, comenta-se de que o VLT já é cotado para ser vendido como ferro velho. Infelizmente os órgãos de controle e fiscalização como a maioria da Câmara Municipal compactua com todas as asneiras e atos irresponsáveis praticados pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior. O Ministério Público para a verdade é ágil e contundente para os casos em que as instituições públicas se manifestam lesadas ou contrariadas, mas indiferente para a maioria dos problemas, quando se tratam de interesses coletivos, que precisam da fiscalização da lei.

O VLT é que tem se constituído como uma grande solução para os serviços de transportes coletivos massa de várias capitais brasileiras. Infelizmente, tanto o governo municipal e o estadual nunca pensaram para São Luís, uma cidade com mais de um milhão de habitante e infraestrutura precária para a circulação de ônibus, um transporte que venha a respeitar direitos e dignidade da população de nossa capital, submetida todos os dias a sofrimentos e humilhação.

Em tempo de pandemia, em que a cidade de São Luís corre o sério risco de uma nova onda de contaminação, simplesmente é irresponsável, indiferente e até vergonhosa a omissão dos gestores públicos para as superlotações dos coletivos na capital. Os discursos dos governantes e gestores públicos são recheados de recomendações e batem forte nas aglomerações, mas para um risco muito maior e de possibilidades de multiplicação até inimaginável da doença, o problema é totalmente ignorado. O cerne é que os empresários de transportes coletivos são bem inseridos nas campanhas políticas e uma contrariedade para eles, não seria bem aceita, daí para candidatos e gestores públicos ser mais fácil colocar muitas vidas em risco, do que se opor aos interesses dos empresários.

 

 

 

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