A foto registra o tratamento de herói que era dado ao terrorista italiano Cesare Battisti, observando-se claramente o apoio irrestrito que recebia do Partido dos Trabalhadores.
O italiano Cesare Battisti pertencia ao grupo terrorista denominado Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Sua primeira vítima foi o policial Antonio Santoro, no dia 5 de junho de 1978, em Udine. O criminoso numa calçada, abraçado a uma comparsa, simulava uma cena de namoro. O policial passou por eles a caminho do trabalho, sem desconfiar. Dois tiros pelas costas foram desferidos, sem que a vítima pudesse esboçar qualquer reação. Frio, Battisti ainda abaixou-se ao lado do corpo e desferiu mais dois balaços na cabeça.
O joalheiro Pierluigi Torregiani foi a segunda vítima de homicídio envolvendo Battisti, desta feita na condição de mandante. O crime ocorreu em Milão, no dia 16 de fevereiro de 1979. Armado, Torregiani foi alvejado por vários tiros, mas, cambaleante, tentou reagir e conseguiu desferir um tiro que acabou acertando o próprio filho que o acompanhava e assistiu a morte do pai. O rapaz ficou paraplégico.
Nesse mesmo dia, 16 de fevereiro, na cidade de Mestre, o próprio Battisti foi o autor do tiro de misericórdia que matou o açougueiro Lino Sabbadin. Um comparsa do terrorista de nome Diego Giacomini havia dado dois tiros em Sabbadin. Battisti completou o ‘serviço’.
No dia 19 de abril de 1979, em Milão, Cesare Battisti fez a sua quarta vítima fatal. Cinco tiros no peito do policial Andrea Campagna. O terrorista foi preso, julgado e condenado pela Justiça italiana. Após dois anos preso, Battisti conseguiu empreender fuga.
Sua trajetória como foragido passou pela França, México, novamente França, até chegar ao Brasil, em 2004, durante o governo do então presidente Lula. No último sábado a trajetória de fuga do bandido italiano chegou ao fim, sendo preso na Bolivia e da lá seguiu direto para a Itália, onde é condenado pela justiça a prisão perpétua.
Fonte: Jornal da Cidade Online
