O programa Fantástico da Rede Globo, no último domingo prestou um importante serviço aos milhões de brasileiros que consomem medicamentos genéricos e com maior intensidade os que são distribuídos gratuitamente principalmente para os portadores de diabetes e pressão arterial.
Os fabricantes autorizados utilizam as formulas de fabricação de laboratórios que depois de 20 anos, passam a ser públicas com o término das patentes. Os laboratórios afirmam, que um produto antes de ser industrializado, eles passam por pesquisas, muitas das quais em mais de cinco anos e os custos variam entre 05 e 10 milhões de dólares. A patente da sua formula original, de acordo com as regras estabelecidas pelo governo federal através da Anvisa, atinge 20 anos, sendo que posteriormente qualquer laboratório pode produzir o remédio, desde que tenha autorização do governo federal e aplique o princípio ativo do medicamento.
Por muitas vezes já tive oportunidade de assistir em farmácias e drogarias, consumidores recusarem medicamentos genéricos, tendo como argumento de que eles são fracos e não correspondem as necessidades de quem vai utilizar o remédio.
O programa Fantástico comprou vários medicamentos genéricos e encaminhou para um laboratório de reconhecimento público para fazer uma pesquisa, principalmente nas dosagens dos princípios ativos. Inúmeros foram reprovados, muito embora a Anvisa estabeleça um percentual de até 95%, mesmo assim alguns apresentaram valores bem menores.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, sem qualquer discernimento , não soube explicar a falta de uma fiscalização objetiva e permanente e pelo visto ela tentou até sair em defesa dos fabricantes. Foram inúmeras criticas, dentre as quais a de que o padrão de qualidade é observado pelo próprio fabricante, o motivou a que o caso fosse de que colocaram a raposa para tomar conta do galinheiro.
A Anvisa e muitos dos seus diretores foram os autores de uma campanha acirrada contra a produção de um remédio fabricado pela Universidade de São Paulo para combater o câncer, que embora sem pesquisa cientifica, os resultados apresentados pelos pacientes que tomaram o medicamento, foram bastante satisfatórios, além da distribuição gratuita.
Inúmeras denúncias foram feitas contra a instituição, sendo uma delas de que havia interesses de laboratórios internacionais para proibir a distribuição do remédio da USP, e assim proporcionar a que os portadores de câncer passassem a comprar produtos internacionais com preços exorbitantes.
