A Secretaria Municipal de Saúde ainda não apresentou justificativas para o considerável número de caixas de medicamentos com datas vencidas que estavam em galpão na BR 135, alugado para o município de São Luís e que servia de almoxarifado da SEMUS. O valor dos medicamentos que devem ser incinerados ainda não foi revelado pela Prefeitura de São Luís, mas sabe-se que é bastante elevado, uma vez que o remédio sulfato ferroso para anemia mais de cem mil caixas estão datas vencidas e sem qualquer possibilidade de aproveitamento. Ele é distribuído em inúmeros programas do Sistema Municipal de Saúde, principalmente para gestantes, adolescentes e idosos.
Apesar do silêncio da Secretaria Municipal de Saúde, existem desconfianças de que os remédios foram adquiridos, quando já estavam prestes para vencer, o que certamente pode ser perfeitamente identificado com a fatura expedida pelos vendedores. Caso haja veracidade de uma negociação irregular e prejudicial aos cofres públicos, as responsabilidades devem ser apuradas e poder ser identificado um caso de corrupção.
Quanto aos recursos utilizados para a negociação dos remédios, a SEMUS faz silêncio, mas existem suspeitas de que seriam recursos federais e municipais, o que caso venha a ser confirmado, a Policia Federal e o Ministério Público Federal podem fazer a investigação, sem prejuízos para ações do Ministério Público Estadual e da Policia Civil.
Como é grande o estoque dos remédios vencidos, os postos de saúde do município e hospitais estão sem medicamentos e sem previsão de uma solução para o problema. Por outro lado, na próxima semana, quando as sessões da Câmara Municipal podem voltar a normalidade, o problema deve esquentar os debates, uma vez que a maioria dos vereadores é favorável a que seja feita uma investigação bem acentuada e centrada principalmente na questão da compra e da fatura, que serão de fundamental importância para os esclarecimentos.
