Sempre afirmei aqui, que os movimentos grevistas dos rodoviários fazem parte de estratégias vergonhosas com os empresários dos transportes coletivos. Propositadamente e em perfeita consonância com os dirigentes sindicais, os empresários deixam de honrar direitos trabalhistas, sob o argumento que estão operando no vermelho e para tanto precisam de reajustes de tarifas. Quando uma empresa toma decisão de não pagar os empregados, os dirigentes sindicais despontam inflamando os associados e como massa de manobra se tornam instrumento de interesses dos empresários.
Os rodoviários bastante estimulados, decidiram tomar posição mais radical em relação ao movimento grevista de novembro do ano passado. Como a impunidade gera a audácia dos maus e indiferentes às necessidades de milhares de trabalhadores, os rodoviários fizeram questão de demonstrar de fazer a greve sem a circulação de coletivos, o que naturalmente faz parte do jogo e decidiram em não acatar mandados da Justiça do Trabalho. Um desses dirigentes, demonstrando não ter a mínima capacidade para dirigir uma entidade sindical e sem a devida noção do que é um mandado judicial, afirmou à imprensa: “mandado judicial não faz ônibus rodar”.
A declaração se constituiu na certeza de que os rodoviários não estavam preocupados em negociar acordo trabalhista, mas apenas lutar pelo aumento de tarifas, o objetivo principal dos empresários, que registram dificuldades e mais dificuldades, mas quase todos vivem em situação confortável tanto econômica e financeira.
A decisão de desembargadora federal Solange Castro, do TRT foi de longo alcance. Mandou a Polícia Federal prender os elementos que embora como sindicalistas haviam tomado a decisão de se portarem como desafiadores da lei, além de tentarem tripudiar de mandados. Cobrou responsabilidades da Prefeitura de São Luís e dos empresários, deixando bem claro o encerramento do radicalismo do movimento grevista com cada um cumprindo com as determinações judiciais.
A determinação da Justiça do Trabalho foi muito bem recebida pela sociedade e muito mais pelos usuários dos serviços de transportes coletivos, mas a bem verdade, ele serviu pelo menos como advertência para rodoviários e empresários, que 80% da frota tem que circular, o que vem sendo feito desde o último domingo, mas que precisa ser fiscalizado pela SMTT.
Descartado reajuste de tarifas e a prefeitura corta subsídio
O reajuste de tarifas pretendido pelos empresários é que deveria ser em torno de R$ 0,50, o que poderia ser até justo, caso tivéssemos uma frota que oferecesse um mínimo de qualidade para os usuários, mas a verdade é que temos uma frota sucateada, com resultados diários de panes mecânicas de inúmeros coletivos em ruas e avenidas da cidade.
Fonte: AFD