Dizia, o então político Carlos Lacerda, que a impunidade gera audácia dos maus. Um exemplo prático da afirmação, está ocorrendo em São Luís e mais precisamente praticado pelos rodoviários em consonância com os empresários. A última greve registrada em São Luís em novembro do ano passado, a Justiça do Trabalho determinou que os rodoviários e empresários mantivessem em circulação 80% da frota. A decisão judicial e em seguida outras emanadas foram totalmente ignoradas e o que se viu foi uma afronta e por mais de 15 dias foi mantida a paralisação.
A Prefeitura de São Luís que se manifestou contra o reajuste de tarifas e também recorreu à justiça para garantir o serviço, não conseguiu o objetivo esperado e temendo por mais desgastes, o prefeito Eduardo Braide negociou com empresários e rodoviários um aporte de R$ 2,5 milhões para empresários honrar dívidas e R$ 1,5 milhão para o cartão do cidadão, totalizando R$ 4 milhões mensais, ficando acertado que acordo vigoraria de novembro a janeiro, quando haveria a negociação coletiva de trabalho. Inesperadamente, a Prefeitura de São Luís decidiu fazer a prorrogação por mais dois meses.
Lamentavelmente sob todos os aspectos, é que estão vendo a prefeitura gastar R$ 20 milhões para enxugar gelo, uma vez que não resolve nada e os serviços ficam cada vez pior e os usuários com sofrimentos maiores e riscos diários de contaminação com o vírus da covid, nos coletivos superlotados e grande parte dos usuários sem máscaras, por falta de fiscalização.
A greve iniciada hoje tem no seu objetivo maior, mais recursos da Prefeitura de São Luís, não apenas temporária, mas como subsidio permanente com a garantia de que a esculhambação na prestação dos serviços continuará, uma vez que a falta de autoridade é simplesmente vergonhosa e sem precedentes. Discursos evasivos recheados de sofismas não vão a lugar algum, e muito menos demove empresários e rodoviários de impor as suas regras.
Fonte: AFD