Rombo no DETRAN pode passar dos 50 milhões de reais em contratos viciados

           ALDIR

A foto é de uma sala de computação da sede do DETRAN. Infiltrações nas paredes e cupins mostram a realidade interna do órgão. Por fora o prédio está todo pintado. É a história do cara que usa uma camisa e uma calça nova e veste uma cueca imunda e rasgada.

  Os novos diretores do Departamento Estadual de Trânsito estão estarrecidos com o sucateamento interno das instalações do órgão, com infiltrações em salas e casas de cupins que ameaçam destruir documentos importantes do seu acervo. Ao apagar das luzes do governo passado marcado pela corrupção deslavada, o DETRAN, cumpria uma farsa de inaugurações e chegou até a mandar pintar a parte externa da sede da instituição. Tudo sendo feito com dispensa de licitação e valores bem acentuados que facilmente pode ser comprovado o superfaturamento.

                 A empresa VTI tem quatro contratos de prestação de serviços com o DETRAN, sendo que um deles publicado no Diário Oficial do mês de agosto, está desdobrado em dois, com os mesmos objetivos e com valores diferentes. O contrato 37/2014 com o processo 97007/2014 tem o valor de R$ 5.570.500,00 e o outro contrato 36/2014 com o processo 245669/2014 tem o valor de R$ 8.100.300,00. Em menos de 30 dias da homologação dos contratos e sem os trabalhos serem iniciados a VTI embolsou mais de dois milhões de reais e os contratos segundo denúncias não foram completamente cumpridos.

               São inúmeras as praticas ilícitas envolvendo milhões de reais, o que vai exigir um extenso trabalho da  Secretaria da Transparência e Controle, que terá necessidade de contar com uma ampla auditoria para apurar os casos de corrupção praticados no DETRAN. A empresa MS Informática e Consultoria, desde abril do ano passado vinha recebendo mensalmente R$ 237.000,00 para organizar o arquivo central do DETRAN, de acordo com registro no Portal da Transparência, mas os trabalhos foram iniciados no final do mês de outubro e não teriam sido concluídos.  Outro contrato bastante estranho foi da locação de 18 camionetas hilux para as Ciretrans da instituição em todo o Estado. O fato é que o contrato foi feito no período eleitoral e são apenas 15 Ciretrans, para onde foram as três camionetas locadas a mais. Uma pergunta, que sempre era feita dentro da instituição sobre os paradeiros dados as camionetas compradas pelo DETRAN através de recursos do convênio com a FENASEG.

             Várias ações trabalhistas e de assédio moral e inclusive com agressões e até expulsões do local de trabalho de empregados de maneira truculenta praticada pelo ex-diretor geral André Campos, inclusive contra ex-diretores que se negaram a compactuar com as irregularidades viciadas, tramitam na justiça. Pelo que foi feito dentro do DETRAN, a impressão que se tem é que o órgão era administrado como fosse um patrimônio particular, em que o gestor estivesse interessado unicamente em quebra-lo. Ainda tem muito mais. Voltarei ao assunto da corrupção deslavada simbólico, da administração de Roseana Sarney.

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