A merenda escolar superfaturada é sempre da pior qualidade possível é geralmente estragada e coloca em risco a saúde e a vida dos estudantes.
A partir da importante determinação do Ministério Público Federal, investigações da Policia Federal e a decretação de prisões no município de Bom Jardim é que foi possível a identificação de uma quadrilha que roubava os recursos federais da merenda escolar e praticava outras improbidades com o dinheiro do público. Dois elementos travestidos se secretários municipais estão presos e a prefeita Lidiane Leite está foragida, mas não deve escapar de ser presa a qualquer momento.
Se houver uma união dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e o compromisso dos judiciários estadual e federal em efetivamente mandar prender autênticos ladrões que dirigem prefeituras em nosso Estado, logo terá que haver a construção de novas unidades prisionais ou compra de mais tornozeleiras eletrônicas.
O superfaturamento na compra e os produtos estragados que são servidos a milhares de crianças bem que poderiam ser considerados crimes hediondos, uma vez, que o objetivo maior da maioria dos gestores públicos e dos seus asseclas visa unicamente o enriquecimento ilícito com o dinheiro do povo e de nada vale a saúde e até mesmo a vida dos estudantes.
A denúncia feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Codó, encaminhada ao Ministério Publico Estadual e que também deve chegar ao Ministério Público Federal é igual ou pior ao que foi praticado em Bom Jardim, quanto às roubalheiras para desvio de recursos federais da merenda escolar.
Entendo que o momento é muito importante para um basta em desvios recursos públicos, que aumenta constantemente o número de novos ricos neste país e em proporção bem acentuadas se elevam os números de pobres, miseráveis e excluídos, sem educação, saúde e os mais elementares direitos garantidos pela Constituição. O Ministério Público e o Judiciário têm o dever moral de fazerem as suas partes. Não se pode aceitar tanta hipocrisia diante do câncer da corrupção, que na realidade destrói vidas.
O que também se torna necessário é que as entidades comunitárias se organizem para denunciar. Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Clubes de Mães, Pastorais da Igreja Católica, Igrejas Evangélicas, Associações e quaisquer outras formas de organização têm o dever de denunciar as praticas ilícitas sem receios de represálias. Fiscalizar os horários da merenda e funcionamento das escolas, postos de saúde, hospitais e tantos segmentos das administrações municipais é dever do cidadão. A partir do seu empenho para que haja transparência nos gastos dos recursos públicos todos estão exercendo as suas cidadanias.
