Segovia defende ‘transparência’ e ‘parceria’ entre Polícia Federal e imprensa

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O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia

             O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, defendeu “transparência” e “parceria” com a imprensa nas investigações policiais.

              Em entrevista ao UOL nesta quinta-feira (23), ele acrescentou que “sempre trabalhou” com jornalistas que “auxiliavam em algumas investigações”, mas negou que se tratasse de qualquer tipo de vazamento ilegal de dados sigilosos. Na conversa, Segovia não quis comentar que tratamento a polícia vai dar ao inquérito que investiga o presidente Michel Temer e o decreto que prorrogou os contratos dos portos por 70 anos.

             O diretor-geral disse que a parceria com a imprensa será feita de duas maneiras. “De vez em quando vocês começam alguns trabalhos investigativos e apresentam para a polícia e aí continua o trabalho que a polícia tem que fazer”, afirmou.

             A outra maneira é apoiar repórteres que prestam informações à corporação com suas reportagens. “Não vou abrir a investigação para o jornalista”, explicou. “A gente vai auxiliar os jornalistas investigativos que trouxerem informações, problemas de investigação de natureza federal, para que a gente possa auxiliar.”

“Não há vazamento”

              Segovia diz considerar que a PF hoje é transparente, mas entende que é possível melhorar. “A gente já tem uma transparência muito grande, mas talvez seja muito mais esse tipo de parceria, que alguns jornalistas de confiança que repassam informações em que a gente possa trabalhar em conjunto.”

              Ele nega possibilidade de vazamentos. “Numa parceria, o jornalista traz a informação e a gente continua a investigação. Não há vazamento. Nossas investigações, quando deixam de ser secretas, a gente abre para que a imprensa dê a publicidade, mostre ao público”, diz.

             Na noite de quarta-feira (22), Segovia surpreendeu alguns agentes que participavam do Congresso de Jornalismo e Segurança Pública em Brasília, promovido pela Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), aparecendo para encerrar o evento.

             “Quando esse país realmente começar a passar a limpo, houver transparência nos atos públicos, houver uma transparência na gestão da coisa pública, o país começa a melhorar”, afirmou.

              “Eu sempre acreditei que esse jornalismo investigativo, a tratativa com a imprensa na investigação policial, ela é fundamental para o país”, disse Segovia no evento “A gente precisa muito dessa parceria, inclusive com os jornalistas, com o jornalismo investigativo.”

                 Segundo ele, os 11 mil policiais federais –delegados, agentes, escrivães, papiloscopistas e peritos– têm trabalhado com “afinco” e com “espírito de luta”. “Acredito que os jornalistas do Brasil inteiro, investigativos, têm o mesmo espírito da Polícia Federal. Eu acredito muito que essa parceria seja realmente em prol de todos nós”, continuou.

Fonte: UOL Noticias

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