Sem trégua política e combate a fome, Flavio Dino não evitará o avanço da covid-19 no Maranhão

 

Há poucos dias, a ex-governadora Roseana Sarney vendo o avanço acelerado da pandemia da covid-19 no Maranhão, apresentou uma proposta pública de uma trégua política e a união de esforços de todas as correntes partidárias para o enfrentamento a doença, que no Maranhão é crescente e o numero de mortes toma proporções assustadoras.

O governador Flavio Dino, mesmo integrante do grupo de Consórcio de Governadores do Nordeste não atendeu a recomendação da coordenação, dentre as quais lockdown a partir do comprometimento de 85% dos leitos de UTIs e a criação um auxílio emergencial estadual. Em seguida subestimou as orientações do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde – Conass, que é presidido pelo secretário Carlos Lula, do Maranhão e naturalmente um importante assessor do governador.

Flavio Dino bateu de frente contra o pedido de lockdwn feito pela Defensoria Pública do Maranhão e através de um acordo em que participaram a Vara dos Interesses Difusos e Coletivos, o Ministério Público, a própria Defensoria Pública, dirigentes municipais e entidades  dos diversos segmentos produtivo, sob a coordenação do governador foram acertadas várias ações para o enfrentamento a pandemia, que infelizmente não vêm dando certo na capital e no interior.

Os números de mortes já ultrapassam 30 pessoas nos boletins diários da Secretaria de Estado da Saúde, o governo vem trazendo por via aérea inúmeros pacientes com necessidades de internação em UTI. Apesar dos constantes aumentos nos números de leitos de UTI, a capacidade de hoje (08) já atingiu o percentual de 94%.

Diante da séria realidade, o discurso do governador Flavio Dino é agressivo contra o governo federal e tenta dar a impressão pública, de que todos os fatos que estão correndo no Maranhão fossem de responsabilidade do governo federal. Será que foi ele o responsável pela desativação dos hospitais de campanhas, como o do Muticenter  Sebrae.  Será que também foi o governo federal que mandou o governador Flavio Dino comprar respiradores com pagamento adiantado e nunca ter recebido os respiradores e nem a devolução do dinheiro?  A situação financeira do Maranhão e de vários outros Estados são bem confortáveis pelos elevados repasses recebidos na primeira onda da pandemia, que foram tornadas públicas pelo governo federal. Mesmo com tanto dinheiro e cofres abarrotados, a fome e a miséria no Maranhão é uma realidade triste. O Maranhão é detentor do maior número de miseráveis no Brasil.

Segundo levantamentos feitos pela CGU e Polícia Federal, seria superior até os levantamentos atuais, mais de R$ 10 bilhões os desvios de recursos públicos através da corrupção deslavada praticada na primeira onda da pandemia. Agora, os mesmos interessados estão de olho em dinheiro para a compra de vacinas e assim fazerem a festa. A verdade é que são poucos os gestores preocupados efetivamente com a vida da população. Quantos bilhões de reais foram gastos nas últimas eleições municipais desviados da covid-19? E quantos estão sendo desviados para fazer caixa de campanha para 2022?

No Maranhão, até hoje a Policia Federal investiga prefeituras envolvidas no desvio de dinheiro público destinado para enfrentamento a covid-19. Rapidamente, posso adiantar que a roubalheira começou em São Luís com o prefeito Edivaldo Holanda Junior através da Semus, na compra de mascaras superfaturadas que causou um rombo de R$ 2,3 milhões. Depois veio Bacabeira, Santa Rita, Miranda do Norte e mais recente Pinheiro e Imperatriz. Devem ter outras, que no momento não me recordo. O que causa revolta popular é que os ladrões das prefeituras continuam desafiando as instituições e fazendo chacota com o povo.

Fonte: AFD

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