Será que os usuários de transportes coletivos não têm direito à vida contra a covid-19?

  O discurso das autoridades para o enfrentamento a pandemia, continua o mesmo, com a recomendação para as pessoas ficarem em casa, usarem máscaras, manter distância entre as pessoas e evitar aglomeração, além da necessidade de utilização do álcool gel. No entanto, apesar da realidade posta a todos e de pleno conhecimento das autoridades públicas e mais precisamente das sanitárias, infelizmente o sério problema das aglomerações nos terminais, nas paradas e dentro dos coletivos continuam sem solução.

Infelizmente, a população de usuários de transporte coletivo é grande e a maioria é pobre e enfrenta dificuldades inimagináveis para conseguir o pão de cada dia para as suas famílias. Todos os dias são centenas de milhares de pessoas que ficam expostas a serem contaminadas pela covid-19, além de levarem o vírus para dentro das suas casas de o espalharem por inúmeros lugares.

A fiscalização sanitária tem plena e absoluta certeza de que o problema é sério, mas infelizmente os governantes estadual e municipal tratam a questão com total indiferença e até os paliativos estão sendo negligenciados.

Como é que se pode combater uma pandemia, quando se omite e até abandona a população que está em pleno de risco e com certeza, são dessas aglomerações que estão contribuindo para os casos da doença, em que infelizmente grande parte acaba morrendo.

Lamentável sob todos os aspectos é que para os gestores públicos os usuários dos transportes coletivos não são vistos como seres humanos, dada a indiferença e a omissão com que tratam ela, mesmo com os constantes apelos feitos aqui a pedidos de muitos trabalhadores e trabalhadoras. Até quando?

Fonte: AFD

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