A vereadora Rose Sales e movimentos comunitários podem complicar a administração municipal
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior não vai ter as mínimas condições para maquiar o total sucateamento do Sistema Municipal de Educação, atolado em graves denúncias de desvios de verbas destinadas para honrar compromissos de convênios de instituições federais com entidades comunitárias. Inúmeros problemas envolvendo creches e escolas municipais estão em fase de audiências na Promotoria da Educação e podem resultar em ações a serem ajuizadas contra a Prefeitura de São Luís.
Por outro lado, a greve dos professores da rede municipal de ensino decorrente de reajustes salariais toma proporções graves com desgastes acentuados para o dirigente municipal. Escolas sucateadas, inúmeras fechadas e em grande parte delas não há nem expectativa do inicio do ano letivo de 2016, demonstram que até para maquiar a realidade no setor educacional municipal está um tanto difícil.
No inicio da sessão de hoje da Câmara Municipal de São Luís foi lida uma correspondência do secretário Moacir Feitosa, solicitando a transferência do dia 06 de junho para outra data a sua presença ao parlamento municipal para responde a questionamentos na área da educação pelos vereadores Rose Sales, Francisco Chaguinhas, Ricardo Diniz, Fábio Câmara e outros vereadores da própria base do governo, que discordam plenamente do tratamento dado pela Prefeitura de São Luís ao Sistema Educacional. De acordo com o presidente do legislativo municipal, o vereador Astro de Ogum, a nova data será o dia 14 de junho.
A verdade é que os assuntos que estarão em pauta, têm as suas origens na administração do ex-secretário Geraldo Castro, sobre a quem pesa acusações de esclarecimentos de recursos de inúmeros programas, destacando-se a regularização dos pagamentos do programa Brasil Carinhoso às creches e escolas comunitárias, tendo em vista que os recursos foram enviados pelo governo federal para a Prefeitura de São Luís e não chagaram aos seus destinatários. Diante da revolta de dezenas de comunidades e como os recursos foram repassados pelo Ministério da Educação desde 2012 até 2015, as lideranças cobram uma ação judicial para que se saiba o paradeiro dos recursos federais e os devidos repasses para as comunidades integrantes do programa, que vivem em sérias dificuldades.
