Trabalhadoras como Iranildes, Cláudia e Neide são símbolos do respeito e admiração no Dia Internacional da Mulher e todos os dias

         aldir

Hoje Dia Internacional da Mulher, poderia aqui prestar homenagens pública a minha esposa,  minhas filhas,  minha neta , minhas irmãos e sobrinhas e uma infinidade de mulheres que eu conheço e as que eu admiro. Hoje por volta das oito horas da manha, eu cheguei à Câmara Municipal e olhei muita sujeira na rua da Estrela. Então passo a observar o trabalho de três mulheres, que parecia sincronizado e com determinação de retirar até as pontas de cigarros que estavam entre as pedras do calçamento, pela indumentária ficou bem claro que eram garis da prefeitura de São Luís.

            Passei a apreciá-las e fazer algumas meditações, dentre as quais: a que horas elas deixaram as suas residências, onde moram, com certeza têm filhos, e até me reservei ao direito de não inserir homens dentro do contexto, mas é inevitável. Depois de olhar tanto, uma delas cantando com alegria e irradiando alegria e felicidade, não me contive e me aproximei cumprimentando-as com bom dia e em seguida desejo a elas, um feliz Dia Internacional da Mulher. A princípio um tanto receoso, mas elas sorridentes me agradeceram  por ter sido a única pessoa, dentre tantas que já haviam passado por elas a cumprimenta-las.

            Tive a intenção de fazer algumas perguntas para elas, principalmente sobre as suas atividades, o tratamento das pessoas no dia a dia, a vida familiar e tantos outros questionamentos, mas não tive coragem, com receio de tirar aqueles sorrisos delas, mesmo que fossem aparentes. Então me veio o convite para fazer  uma foto com elas e sem qualquer titubeação se dispuseram , mas desde que as ferramentas de trabalho aparecessem na foto. Então pedi a Djalma Campos, funcionário da Câmara Municipal para fazer o registro, que sinceramente me causou plena satisfação.

               Apesar das grandes discussões sobre os direitos e a dignidade humana das mulheres, particularmente os problemas estão concentrados em falta de decisão séria de todos os poderes constituídos. O dia em que o Legislativo, o Judiciário e o Executivo se entenderem para ver as mulheres como seres  humanos e dignos, poderemos ter um basta na covardia de muitos homens, em todas as práticas de violência, quer seja a sexual, a psicológica e física, nenhuma delas é diferente da outra, todas são nocivas e precisam ser enfrentadas com todo rigor, mas até quando?

               Aqui volto a ratificar o meu sentimento de respeito, carinho e admiração a Iranildes dos Santos, Cláudia Santos Ferreira e Neide Alves.

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