Transportes coletivos superlotados causam contaminações e risco de vida com o covid-19

Os usuários de transportes coletivos alimentavam esperança, que diante da prevenção a covid-19, os ônibus iriam merecer uma atenção muito grande das autoridades, uma vez que ele superlotado é um fator importante para multiplicação do vírus. Tudo não passou de uma esperança e o transporte coletivo de São Luís, demonstra estar até pior do que antes do inicio da pandemia.

A impressão que se tem é que o número de veículos diminuiu e a superlotação é cada vez maior. Infelizmente não existe alguém nesta cidade e neste estado, que consiga dar um jeito no transporte coletivo, me disseram vários usuários que estavam no terminal da Cohama. Salientaram mostrando para uma das garagens da empresa Primor, dizendo que lá estavam muitos coletivos novos, enquanto os velhos, e que constantemente deixam passageiros pelo meio da viagem causados por panes, também conhecido como “prego”, é quem servem precariamente a maioria da população.

Tive oportunidade de ver um coletivo superlotado, em que a maioria dos passageiros teve que baixar a máscara decorrente do calor. Se houver alguém com a covid-19 dentro do ônibus vai contaminar muita gente, mas a verdade é que infelizmente as autoridades estão insensíveis ao problema e o que sabem falar e repetem como vitrola é que as pessoas devem ficar em casa.

Não é novidade para ninguém, que são os empresários quem realmente impõe regras dentro do Sistema de Transporte Coletivo de São Luís, levando-se em conta que não é segredo para ninguém que eles investem em campanhas políticas de muitos candidatos.

Nos últimos dias temos visto através dos meios de comunicação, infectologistas e epidemiologistas manifestando-se preocupados com a liberação de muitos espaços antes restritos, o que tem levado muita gente para as ruas, sem a devida e necessária precaução, muito embora as autoridades afirmem que fiscalizam, mas naturalmente por amostragem.  Ainda se pode ver abertamente muita gente sem máscaras, aglomerações  abertamente nas ruas e um considerável número de pessoas indiferentes ao covid-19. Apesar das advertências dos riscos existentes e que são sérios, pouca gente acredita e isso pode servir para incentivar mais pessoas  a irem para as ruas.

Hoje, por acaso me encontrei com duas senhoras amigas na Ceasa. Fui surpreendido em vê-las sem máscara e então perguntei a elas porque não portavam o instrumento de prevenção e mais uma vez fui surpreendido com as respostas delas. Tudo isso é frescura, não temos medo de morrer e o que está ocorrendo realmente no Maranhão e no Brasil são armações de políticos aproveitadores para enriquecer a custa da fome, da miséria e da extrema pobreza. Em seguida foram caminhando e sorrindo. Diante de uma consciência totalmente desvirtuada, o que se pode dizer, quando elas se negam a um diálogo. Como reflexão, o que se pode deduzir, é que diante de tanta bandalheira, corrupção, acentuada desigualdade social e a roubalheira prosperando todos os dias, em quem se pode acreditar. O grande exemplo é o caso de roubalheira de R$ 2 milhões de recursos do covid-19 com superfaturamento na compra de máscaras hospitalares na Secretaria Municipal de Saúde. O secretário principal acusado é amigo do prefeito e continua no cargo para aprontar outras, a não ser que seja preso pela Polícia Federal.

 

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