TRE de São Paulo manda Lula retirar das redes sociais vídeo em que ele pede votos para Boulos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou um vídeo de seu canal no YouTube após determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). No vídeo, Lula pedia votos para Guilherme Boulos (PSOL), que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, uma prática proibida fora do período eleitoral, que começa oficialmente em 16 de agosto. O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, responsável pela decisão, afirmou que o vídeo comprometia a equidade da disputa eleitoral, como campanha eleitoral antecipada, que fere frontalmente a legislação eleitoral vigente no país, daí a necessidade urgente observada pela justiça para a retirada do vídeo das redes sociais tanto do Boulos como a de Lula.

Com a atitude de Lula, uma das decisões mais estranhas que Brasil já viu foi relembrada. Em 30 de junho de 2023, por maioria de votos (5 a 2), o Plenário do TSE declarou a inelegibilidade do ex-presidente da República Jair Bolsonaro por oito anos, contados a partir das eleições 2022.

A causa da inelegibilidade: Reunião com embaixadores estrangeiros para apresentar um panorama sobre as eleições (2022). A acusação: Abuso do poder político. Bolsonaro foi tornado inelegível com o relatório do ministro Benedito Gonçalves, tendo como presidente do TSE o ministro Alexandre de Moraes.

No evento onde Lula pediu escancaradamente votos para Guilherme Boulos, a produtora Veredas Gestão Cultural captou 250 mil reais via Lei Rouanet. Além da Lei Rouanet, o evento também foi financiado pela Petrobras e pelo Conselho Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria). Diante disso, uma pergunta se faz necessária: Isso é ou não é ABUSO DO PODER POLÍTICO?

O TSE será acionado e, certamente, uma investigação vai começar… Se não forem condenados (Boulos e Lula), Bolsonaro já tem o argumento certo para derrubar sua inelegibilidade. Vale ressaltar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prestes a vivenciar uma mudança significativa em sua liderança, com a ministra Cármen Lúcia preparando-se para assumir a presidência da corte em junho de 2024, sucedendo Alexandre de Moraes.

Jornal da Cidade Online

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