Trégua defendida por Roseana Sarney com união para o combate a pandemia é ignorada por Flavio Dino

                Há poucos dias, através das redes sociais, a ex-governadora Roseana Sarney defendeu uma ampla trégua política e a união de esforços de todas as correntes partidárias para ações objetivas e efetivas de enfrentamento  a pandemia da covid-19. Ela tem uma dimensão acentuada, vendo que a nova onda da doença com o surgimento de variantes pode se constituir em um sério e grave problema de consequências inimagináveis, colocando em riscos milhares de vidas.

Para o governador Flavio Dino, que já havia ignorado as recomendações do Consórcio de Governadores do Nordeste e posteriormente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que fizeram advertências sérias, não seria um pedido de uma política que o faria mudar as suas ideias e visão tosca sobre a covid-19.

Flavio Dino concentra as suas ações governamentais, voltadas para interesses políticos, principalmente que permanece alimentando o sonho de ser candidato à presidência da república, mas não tira o olho da única vaga ao senado federal em disputa no Maranhão em 2022. Além de Roberto Rocha que deve ser candidato à reeleição, desponta também entre os candidatáveis, o deputado estadual  Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa do Estado e defensor da candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, além de outros pretensos.

Apesar de ainda não ter se manifestado sobre o seu retorno a política partidária, a ex-governadora Roseana Sarney é sem dúvidas, uma das maiores preocupações do governador Flavio Dino. Como sabe que não terá chance de compor uma chapa com grupo forte e tentar por pequenos partidos se tornará chacota nacional, não desloca o olho da vaga do senado. Se a ex-governadora decidir entrar na disputa com a sua liderança e o considerável apoio popular, pode perfeitamente ser bem sucedida, levando em conta os sucessivos desgastes do governador e os conflitos internos do grupo político que integra, na iminência de um racha, em que os dissidentes podem fortalecer  muitas candidaturas.

Diante da seriedade e das consequências que podem ser muito graves da covid-19 e variantes, atender uma sugestão e mais precisamente de Roseana Sarney, para Flavio Dino nem pensar. Como não atendeu o Consórcio de Governadores do Nordeste e muito menos o Conass, que tem como presidente o seu secretário Carlos Lula, o governador segue com o seu empirismo fazendo o que bem entende, sem deixar de lado criticas e agressões ao presidente da república, deixando de concentrar esforços no enfrentamento a pandemia que coloca em riscos milhares de vidas maranhenses. Há suspeitas de que o governador espera apenas a definição do novo auxilio emergencial pelo governo federal para então se posicionar favorável ao lockdwn.

 

 

 

 

 

 

 

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