Enquanto não houver uma decisão política para a aplicação de sanções penais rigorosas para quem joga lixo e resíduos sólidos em locais inadequados, as instituições de preservação ambiental e da limpeza pública irão ficar sempre no “enxuga gelo”. A foto é da esquina das ruas Antonio Raiol e Palha, no centro histórico, local escolhido por carroceiros para descarte de resíduos sólidos.
Em frente ao antigo Sioge, prédio hoje de propriedade da Universidade Federal do Maranhão, que suspendeu a restauração e tem proporcionado oportunidades, não apenas para o lixo e resíduos sólidos, mas a desocupados e viciados em drogas, que adentram ao prédio pelo lado da rua da Misericórdia.
A Câmara Municipal de São Luís precisa tornar transparente as suas preocupações com a cidade de São Luís e há necessidade de um olhar mais sério e crítico para a realidade, e deixar de lado, os corriqueiros requerimentos de solicitação de serviços para os mais diversos bairros, mas propostas mais amplas para as comunidades com a participação delas, e não as questões isoladas e o vergonhoso clientelismo de distribuição de cestas básicas. Nelas, não há um mínimo sentimento solidário e fraterno, mas a cooptação das pessoas pobres e humildes pela fome, que se submetem ao voto futuro.
A verdade é que a pandemia com o acentuada desigualdades sociais e o aumento da fome em uma cidade e um estado em que a extrema pobreza da fome e da miséria é uma das maiores do país, o oportunismo político é manipular as pessoas pelo lado mais frágil e dolorido que é a fome e assim uma cesta que não dá para uma família de 04 pessoas se alimentar pelo menos uma semana é sem dúvidas uma campanha política antecipada, que o Ministério Público Eleitoral deveria estar bem atendo. Dentro do amplo contexto é que as distribuições de cestas básicas feitas pelo governo, prefeituras, deputados e vereadores não são compradas por nenhum deles, mas com o próprio dinheiro do povo, daí a necessidade de uma fiscalização para campanhas políticas antecipadas.
Fonte: AFD