Vereadores mineiros rejeitam moção de apoio a Alexandre de Moraes e aprovam como persona non grata em BH

Moção de protesto foi aprovada na mesma sessão que rejeitou moção de apoio ao ministro do STF que ordenou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A Câmara Municipal de Belo Horizonte decidiu nesta segunda-feira (8) aprovar, por maioria, o envio de uma moção de protesto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, declarando-o “persona non grata” na capital de Minas Gerais. Na mesma sessão, foi rejeitada outra moção que manifestaria apoio ao ministro Moraes por decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta recusada foi iniciativa do vereador Pedro Rousseff (PT), que é sobrinho-neto da ex-presidente da República, a petista Dilma Rousseff.

A moção aprovada por maioria em votação simbólica no Plenário da Câmara de BH foi proposta pelo vereador Pablo Almeida (PL), citando entre os motivos o enquadramento de Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Isso o torna um pária, não só na nossa cidade, mas em todo o nosso país”, justificou o autor da moção de protesto.

“Essa materialidade se comprova justamente com a sanção da Lei Magnitsky, que é uma lei que pune terroristas, que é uma lei que pune ditadores, uma lei que pune criminosos e pessoas que lutam contra os direitos humanos”, argumentou Pablo Almeida. O vereador Vile (PL) acusou Moraes de usar o cargo para “tomar decisões políticas” e vê a moção como um “recado” da Câmara de BH contra “arbitrariedade” do ministro do STF. Wanderley Porto (PRD) considerou “nítido” que o Supremo estaria “ultrapassando” limites da Constituição Federal.

“Nós temos 11 ministros na Suprema Corte e somente um está causando todo esse transtorno no país”, disse Sargento Jalyson (PL), ao conclamar outros ministros do STF a confrontar o que chama de “atuação nociva” de Alexandre de Moraes.

Reação a “capricho”

Os sete vereadores do PT e do PSOL que votaram contra a moção de protesto contra o ministro do STF apontaram que o Regimento Interno da Câmara de BH não prevê “taxar pessoas como persona non-grata”. Os seguintes vereadores do PT tentaram impugnar a moção: Pedro Patrus, Dr. Bruno Pedralva, Luiza Dulci e Pedro Roussef. E as vereadoras do PSOL, Cida Falabella, Juhlia Santos e Iza Lourença foram contrários ao ato contra Moraes.

Pedro Patrus criticou a proposição como “capricho político” e “instrumento de perseguição” a autoridades da República. E as vereadoras do PSOL classificaram a moção como “antirregimental”, “absurda” e uma “manobra por likes”.

Pedro Rousseff propôs a moção para apoiar Moraes, elogiando a determinação de prisão contra Bolsonaro por representar “firmeza e o compromisso” do Judiciário com o Estado Democrático de Direito e a “aplicação equânime” da lei.

O Diário do Poder

 

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