As denúncias feitas por Michella Pereira são gravíssimas. Ela acusa o juiz Roberto de Figueiredo Caldas, indicado por Dilma Rousseff para a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, do cometimento dos crimes de injúria, agressão, espancamento, ameaça de morte e assédio sexual.
Michella fez novas revelações: “Agressões verbais e injúrias eram diárias. Físicas, como me bater com o controle remoto na cabeça, empurrão, tapa e cascudo, eram semanais. Fui espancada umas seis vezes, numa delas, grávida do nosso segundo filho. Ele puxou meu cabelo, me empurrou de uma escada de três degraus e deu chutes na minha barriga. Passei vários dias com dores. Quando fiz o exame estava com um hematoma no útero. Passei a gravidez na cadeira de rodas.”
Michella apresentou inúmeras gravações onde é agredida verbalmente. Ela diz ainda que Caldas a agrediu de forma ‘brutal’ pelo menos quatro vezes e que era comum xingá-la de “cachorra”, “safada” e “vagabunda”.
Outras duas mulheres que foram funcionárias da família também o acusam de assédio sexual e ameaças de demissão. Em outro momento impactante do depoimento de Michella, ela conta que certa feita, com o corpo coberto de hematomas, assistiu a uma palestra dele na Universidade de Brasília “em defesa dos direitos da mulher”. Nenhuma feminista, principalmente as petistas, como Maria do Rosário e todo o seu movimento de choque, saiu em defesa de Michella.
Emudeceram, vergonhosamente.
Fonte: Jornal da Cidade Online
