Indiferente à corrupção de R$ 2 milhões na SEMUS prefeito Edivaldo garante Lula Fylho na pasta

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior volta a dar mais uma demonstração plena de que a sua administração não é pautada na seriedade e muito menos na transparência. A recente operação “Cobiça Fatal”, realizada pela Polícia Federal identificou na Secretaria Municipal de Saúde dirigida pelo seu amigo Lula Fylho, o vergonhoso superfaturamento na venda de 320 mil máscaras hospitalares, com valor de R$ 3,17 e negociadas com a dispensa de licitação e pagamento com recursos do covid-19, no valor de R$ 9,90. A negociata corrupta garantiu através de um vergonhoso superfaturamento de mais de R$ 2 milhões para os interessados que estão entre empresários e gestores públicos.

Mesmo com o secretário Lula Fylho, indiciado em inquérito pela Polícia Federal, tendo os sigilos bancários e fiscais quebrados por determinação da justiça federal  além de que não está livre das imputações  criminosas, uma vez que com os desdobramentos dos documentos apreendidos e dos sigilos bancários e fiscais novas prisões podem ser feitas e o secretário não está livre pela sua participação efetiva no desvio dos recursos destinados a pessoas com o covid-19 com centenas de mortes na cidade de São Luís.

O secretário Lula Fylho, quando Secretário de Governo do prefeito Edivaldo Holanda Junior, se envolveu num caso de corrupção em que o esquema teve participação de gente da Secretaria Municipal da Fazenda. Devido a repercussão do fato, o prefeito não teve como mantê-lo no cargo e o exonerou, e mais tarde o guindou à Secretaria Municipal de Saúde. Recentemente, o vereador Umbelino Júnior fez graves acusações contra o secretário no plenário do legislativo municipal, apresentando um relatório com farto material contundente. O Lula Fylho também mereceu acusações de haver comprado grande quantidade de medicamentos para a rede municipal de saúde, que foi entregue  vencido. Houve denuncias de negociatas, mas o prefeito Edivaldo Holanda Junior sempre se omite e quando interfere é favorável ao amigo Lula Fylho, e o resultado é que o prejuízo foi debitado na conta da população, altamente discriminada nas unidades de saúde municipal.

A expectativa, diante do escândalo causado pela operação “Cobiça Fatal”, era que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, em respeito a opinião pública, o exonerasse ou pelo menos o afastasse, mas infelizmente, mais uma vez, como a sua administração tem aversão a seriedade e transparência, o Lula Fylho foi beneficiado, mas não está livre de ser preso  pela Polícia Federal, mas enquanto isso, continuará na direção da pasta, participando constantemente de reuniões na casa do prefeito.

Quantas pessoas com covid-19 deixaram de ser atendidas nas unidades de saúde e quantas morreram, em que os R$ 2 milhões poderiam ter sido importantes para salvar vidas.  Quem acredita em Deus e professa  fé nos ensinamentos do evangelho sabe perfeitamente, se proteger corruptos, com certeza será pior do que ele e o inferno será a sua morada eterna.

Polícia Federal fará mais operações no Maranhão depois do rombo de R$ 2 milhões na SEMUS

Os gestores públicos estaduais e municipais, que tinham quase que a absoluta certeza de que iriam se apropriar de recursos destinados ao enfrentamento da covid-19 e naturalmente ficarem na impunidade, começam a ficar bastante preocupados. A Controladoria Geral da União e Polícia Federal estão trabalhando em plena sintonia, e não estão encontrando maiores dificuldades em chegar aos corruptos. A partir das prestações de contas dos governos estaduais e municipais, exclusivamente dos recursos destinados ao enfrentamento da epidemia e das facilidades para efetuarem compras e execução de obras sem a necessidade de licitação, proporcionou muitas  oportunidades num momento crítico de uma doença que vem matando muito gente, para praticar corrupção e desviar dinheiro para ser utilizado para salvar vidas.

A dispensa de licitação para prefeituras e governos estaduais, acabou se constituindo numa verdadeira isca para os desonestos pouco se importando com a vida das pessoas e tratarem de roubar. Apesar de todas as tentativas de maquiagem, inclusive com empresas fantasmas e mecanismos inerentes a corruptos, a Controladoria Geral da União vem identificando dezenas de infratores em todo o país.

A operação “Cobiça Fatal”, que pegou em cheio a Secretaria Municipal de Saúde com a compra de 330 mil máscaras hospitalares, que custam em média R$ 3,17 e foram compradas por R$ 9,90, resultando na prisão de três envolvidos e indiciamento de outros 16 e a apreensão de farto material nas sedes das empresas envolvidas e na Secretaria Municipal de Saúde. A Polícia Federal com a apreensão dos documentos poderá chegar a outros envolvidos e não estão descartadas novas prisões.

A complicação cada vez maior para a prefeitura de São Luís é que pessoas integrantes das empresas do superfaturamento trabalham na Secretaria de Saúde Municipal e são bem próximas do titular da pasta, o conhecido Lula Fylho, que tem um histórico bastante nebuloso dentro da administração do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

A Superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Cassandra Parezi, apesar de não fazer qualquer tipo de revelação das ações da Polícia Federação no Maranhão, mas sabe-se que existem denúncias de improbidades com dinheiro do covid-19 e inúmeros casos identificados pela CGU no Maranhão. A realidade é que poderão ser realizados novos desdobramentos na operação “Cobiça Fatal,” diante do farto material apreendido e a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos envolvidos, começando do secretário Lula Fylho.

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IFMA do Maranhão não terá reitor temporário com a revogação da MP

O presidente Jair Bolsonaro determinou a revogação da MP 979/2020, que autorizava o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a escolher reitores temporários de instituições federais de ensino durante a pandemia de covid-19. A decisão foi anunciada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.

A revogação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na tarde desta sexta-feira (12). Com isso, a medida perde seus efeitos.

De manhã, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou a devolução da MP em seu Twitter. Segundo ele, a medida provisória viola os princípios constitucionais da autonomia e da gestão democrática nas universidades. “Cabe a mim, como Presidente do Congresso Nacional, não deixar tramitar proposições que violem a Constituição Federal”, escreveu.

“O Parlamento permanece vigilante na defesa das instituições e no avanço da ciência”, acrescentou Alcolumbre.

A MP, publicada na quarta-feira (10), estava sofrendo forte resistência no Congresso, que precisava validar o texto para transformá-lo definitivamente em lei. Deputados e senadores defenderam sua devolução ou mesmo rejeição.

O texto dispensava a consulta à comunidade acadêmica ou escolar durante o período de calamidade pública, até o dia 31 de dezembro deste ano. Segundo o texto, que já está em vigor, mas ainda precisa ser referendado pelo Congresso, também não será formada lista tríplice para escolha dos dirigentes. Ao fim da crise sanitária será necessária consulta à comunidade para a nomeação dos novos dirigentes.

A MP abria caminho para a intervenção em 17 universidades. Entre elas, a Universidade de Brasília (UnB) e as federais do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, do Pará, do Paraná e do Piauí. No caso dos institutos federais, quatro seriam afetados em 2020: Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Instituto Federal de Roraima (IFRR), Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) e Instituto Federal Farroupilha (IFFAR).

Congresso em Foco

 

União Europeia poderá proibir entrada de brasileiros por descontrole da covid-19

Critérios da Comissão Europeia incluem barrar turistas de países onde a pandemia está em situações piores do que de membros da UE

Com a iminência da reabertura das fronteiras da Europa em 1º de julho, após relaxamento das medidas de isolamento pela pandemia do novo coronavírus, a União Europeia anunciou que vai estabelecer restrições para a entrada de viajantes “não essenciais” de países onde a covid-19 não está controlada.

De acordo com um comunicado disponível no site da Comissão Europeia, os critérios ainda estão em discussão entre os países-membros do bloco, mas já foi definido que só serão permitidas a entrada de turistas provenientes de regiões onde a situação da covid-19 está igual ou melhor do que a UE.

A princípio, para proibir ou liberar os viajantes serão levados em conta o número de novas infecções no país de origem do turista, a tendência de transmissão do vírus e a resposta do governo daquele país no combate à doença, como política de testes, vigilância, rastreio de contatos, confinamento, tratamento e notificação.

Só com esses limites o Brasil já está automaticamente fora de ter a entrada liberada. Nas últimas semanas, a pandemia só avançou no país e não mostra sinais de se arrefecer.

O país já é o segundo em mais casos confirmados da covid-19, com 700.000 infectados. Só perde para os EUA que já bateu 2 milhões. Em relação às vítimas, que já se aproximam das 40 mil, o Brasil está na terceira posição, mas deve ultrapassar o Reino Unido nos próximos dois dias.

Em declaração publicada no site da Comissão Europeia, a Comissária para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, propôs “uma abordagem clara e flexível para eliminar as restrições às viagens para a UE a partir de 1 de julho”.

“Embora todos tenhamos que tomar cuidado, chegou a hora de fazer os preparativos concretos para suspender as restrições com países cuja situação de saúde é semelhante à da UE e para retomar as operações de vistos”.

Apesar das restrições, o comunicado da Comissão diz que elas não serão aplicadas para quem viaja para estudar e para trabalhadores altamente qualificados de fora da UE caso seu emprego seja “necessário do ponto de vista econômico e o trabalho não puder ser adiado ou realizado no exterior”.

Revista Exame

 

Sem gabinete de crise para a covid-19, estados “desobedecem” a União

Cientistas políticos e juristas costumam afirmar que existem tantos modelos de federação quanto o número efetivo de estados federativos. Isto é, diferentemente dos estados unitários — que congregam muitas características em comum —, cada pacto federativo é único. No caso brasileiro, fica então a pergunta: a quem cabe orquestrar as ações de combate à epidemia de Covid-19?

Para responder a essa e outras questões sobre as competências federativas durante a crise, a TV ConJur promoveu mais um episódio da série “Segurança na Crise”, que contou com a participação de Hamilton Dias de Souza, advogado e conselheiro do Iasp; Renato Silveira, presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo; e Fernando Facury Scaff, professor titular de Direito Financeiro da USP e colunista da ConJur.

Para Dias de Souza, a resposta está no artigo 21, inciso XVIII da Constituição, que prevê ser competência da União “planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas”. Para o especialista, então, deve-se adotar a premissa de que vivemos uma calamidade pública, pois a epidemia alterou praticamente todas as relações jurídicas, havendo inclusive um decreto legislativo que a reconheceu (Decreto Legislativo 6/2020).

Em a competência sendo da União, esta deve elaborar, portanto, normas gerais sobre a matéria, conforme dispõe o artigo 24 da Constituição. No caso, foi editada a lei 13.979/2020, que determina as medidas de enfrentamento à calamidade pública. “Os estados devem obedecer àquilo que é previsto pelas normas gerais da União. A competência supletiva dos estados não pode afastar aquilo que foi dito pela União. Isso é relevantíssimo, pois não é o que tem sido observado”, afirma Hamilton.

Para o advogado, assim, não há hoje no Brasil uma coordenação no combate à epidemia. E essa falta de coordenação estaria relacionada a dois julgamentos recentes do STF: a ADPF 672 e a ADI 6.341.

Fazendo a distinção entre competência concorrente — para legislar, conforme artigo 24 da Constituição — e competência administrativa — conforme o artigo 23, também da Constituição —, Hamilton diz acreditar que atualmente os estados fazem o que bem entendem, sem observância da norma geral editada pela União.

“O Supremo entendeu que se trata de competência concorrente, mas a competência concorrente é para emitir normas. A União tem normas, mas os estados não baixaram leis específicas para regular a norma geral. Os estados fazem o que bem entendem hoje com base numa suposta competência administrativa, que poderia ser exercida sem obediência às normas gerais da União. Em outras palavras: nós não temos coordenação. E por não termos coordenação, o Brasil agrava muito o ataque à epidemia”, opina.

Scaff concorda com a inexistência de coordenação geral. “A falta dessa coordenação nacional — aquilo que a gente chama de um gabinete de crise, para poder identificar e coordenar as ações contra a pandemia — simplesmente não aconteceu. Houve um laissez-faire na saúde. E aí a gente tem uma montanha de realidades e de diversas coordenações sem seguir a regra geral, sem seguir essa coordenação”, afirma.

Para o penalista Renato Silveira, uma vez reconhecida a calamidade pública, pode haver um momento de restrição a liberdades individuais e o uso de alguns tipos penais específicos, de um momento específico na saúde pública — notadamente o artigo 268 do Código Penal, que versa sobre a conduta de se “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”. Para o especialista, esse norma só pode ser aplicada com segurança se houver coordenação nacional.

“Se imaginarmos que estados e municípios de fato podem tudo, nós vamos ter leis penais estaduais e municipais, porque haverá uma cisão completa de realidades. Só que é necessária uma mínima coordenação do poder central a permitir afirmar o que vem ou não a ser crime, porque, do contrário, será criado um pandemônio jurídico-penal bastante difícil do ponto de vista de aplicação correta do Direito”, afirma.

Silveira lembra ainda que, em tese, a omissão de gestores públicos poderia, sim, gerar punição a eles. “Mas, por óbvio, neste quadro em que nos encontramos neste momento, me parece prematuro qualquer tipo de abordagem imputando crimes a quem quer que seja. Lembrando que o Direito Penal, de modo genérico, só deve ser utilizado em última instância, em ultima ratio“, defende.

Fonte: CONJUR

 

Brasil pode se tornar o país com mais mortos em julho pelo covid-19 se nada mudar, diz a Casa Branca

Se não houver nenhuma mudança significativa no avanço da pandemia no país, o Brasil pode superar os Estados Unidos em número de mortes de covid-19 no dia 29 de julho, aponta a projeção de um dos principais modelos matemáticos usados pela Casa Branca para definir suas estratégias. Nesse dia, o Brasil teria 137,5 mil mortos e os EUA, 137 mil.

Para tal, o número atual de mortes precisaria quase quadruplicar nos próximos 50 dias. Um avanço com uma magnitude dessas ocorreu nos últimos 30 dias: havia 10 mil mortes registradas em 9 de maio e 38 mil em 9 de junho.

Ao atingir esse patamar, o Brasil teria tanto o recorde mundial de mortos por covid-19 quanto o do número de mortes em um dia. Seriam 4.071, quase o dobro do recorde atual, que ocorreu no pico da pandemia nos Estados Unidos, em 14 de abril, com 2.262 mortes registradas. Se for considerada a taxa de mortes por 100 mil habitantes, o Brasil deve superar os EUA em 10 de julho.

As projeções foram feitas pelo Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington, mas não necessariamente vão se concretizar. Elas se baseiam em diversas variáveis que mudam ao longo do tempo, como o número de casos confirmados e a adesão ao distanciamento social. De todo modo, essas simplificações da realidade servem de baliza para autoridades traçarem suas estratégias.

O pesquisador Theo Vos, professor de ciências de métricas de saúde do IHME, explica que “quanto mais distantes no tempo as projeções são, mais incerteza haverá, tendo em vista a dinâmica da doença e a capacidade que as medidas de contenção adotadas terão para afetar o curso da covid-19”.

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Projeção da Universidade de Washington aponta que Brasil deve ultrapassar EUA em número de mortes em 29/7. Ele explicou à BBC News Brasil que uma das variáveis usadas no modelo matemático do IHME é a do quanto a doença está se espalhando, mais especificamente, o número de pessoas que são contaminadas por alguém infectado com o Sars-CoV-2.

Para estimar essa taxa de contágio afirma que os cálculos são atualizados e ajustados diariamente a partir do “número oficial de mortes registradas e internações hospitalares e das estimativas do número real de casos na comunidade (que podem ser calculadas, observando resultados dos levantamentos de anticorpos, que indicam quem, principalmente no passado, teve a doença”).

A qualidade dos dados tem influência direta na capacidade de previsão dos cálculos, e o país vive nessa área um apagão, segundo palavras de alguns especialistas. Há poucos testes e sobrecarga do sistema de análise e registro oficial de pessoas doentes ou mortas.

A tendência atual é de aceleração da pandemia, ou seja, o Brasil ainda não atingiu o pico de casos, algo que, segundo pesquisadores, deve ocorrer em meados de agosto.

BBC NEWS

 

Agências dos Correios estão fazendo cadastros presenciais para o Auxilio Emergencial

O Governo Federal apresentou uma alternativa para pessoas que precisam do Auxílio Emergencial, mas não têm internet em casa pra fazer o cadastro. Agora, é possível se cadastrar para receber o benefício em uma das mais de seis mil agências dos Correios espalhadas pelo país. O contrato foi assinado na última sexta-feira (5). A expectativa é que cerca de 25 milhões de pessoas possam ser atendidas. De acordo com a estatal, mais de 02 mil atendimentos já foram realizados em todo o Brasil, de segunda-feira (8), quando o serviço passou a ser oferecido até esta quarta (10).

“Os Correios tem uma vasta capilaridade em todas as cidades brasileiras. As agências estarão preparadas para receber as pessoas. São preferencialmente aquelas mais vulneráveis, que vão fazer seu cadastro assistido por um funcionário, que vai cuidar de todos os detalhes”, defendeu o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Como se registrar presencialmente

Para fazer o registro em uma unidade dos Correios, é preciso levar um documento oficial com foto que também contenha o nome da mãe do cidadão. É importante levar o CPF do titular e de todos os membros da família que dependem financeiramente daquela pessoa. Caso queira receber o benefício em uma conta específica, o requerente também deve informar as informações bancárias, caso contrário, o documento de identificação será usado para abrir uma Conta Social Digital no nome da pessoa.

Mas é preciso ficar atento: as agências só serão usadas para cadastro de novas contas. “Importante destacar que os Correios não farão o pagamento do benefício. O atendimento é para quem não tenha feito o cadastro anteriormente. Se já possui, não pode refazer e o sistema vai negar essa tentativa. A empresa não responde contestações sobre problemas ocorridos em tentativas de cadastramento anteriores”, alerta o general Floriano Peixoto Vieira Neto, presidente dos Correios.

Depois que o cadastro for feito, o cidadão pode voltar à agência dez dias depois, portando o comprovante de cadastro e o CPF, para descobrir se teve o pedido aceito ou negado.

Agência  Brasil 61

Pelo segundo mês consecutivo, IPCA apresenta deflação em São Luís com queda de – 0,22%

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, em São Luís, registrou queda de -0,22%. É o segundo mês consecutivo em que a capital maranhense apresenta quadro deflacionário, sendo que a queda dos preços no mês de maio foi menor que a queda detectada no mês de abril, -0,44%.

São Luís seguiu o comportamento geral dos preços das 16 regiões pesquisadas, havendo deflação em todas elas, sendo que a maior deflação no mês de maio foi detectada em Belo Horizonte (-0,60%) e a menor deflação foi observada em Recife (-0,18%). Depois de Recife, São Luís foi a segunda região de investigação da pesquisa a apresentar maior resistência à queda de preços.

No caso de São Luís, dentre os nove grupos de produtos e serviços investigados pela pesquisa de preços ao consumidor do IBGE, em cinco deles foram detectados recuos de preços em relação ao mês anterior, sendo que três desses grupos são os de maior peso nas despesas mensais das famílias: alimentação e bebidas, peso de 23,93%; transporte, 17,74%; e habitação, 14,57%. Dessa forma, os recuos de preços nos respectivos grupos impactaram consideravelmente a queda geral dos preços em São Luís no mês de maio.

As maiores taxas de deflação foram observadas nos grupos habitação, -0,60%, transporte, 0,40%, e alimentação e bebidas, -0,37%. Os outros dois grupos de despesas que apresentaram diminuição de preços foram vestuário, -0,04%, e artigos de residência, -0,03%. Na contramão desse quadro deflacionário, isto é, com apontamento de elevação de preços, estão comunicação, +0,21%, despesas pessoais, +0,15%, educação, +0,07%, e saúde e cuidados pessoais, +0,05%. Como esses grupos de despesas, excetuando saúde e cuidados pessoais, têm menor peso nas despesas mensais das famílias em São Luís, acabaram por não impactarem o suficiente para suplantar a queda nos grupos habitação, transporte e alimentação e bebidas.

No caso do grupo alimentação e bebidas, percebeu-se queda de preços em diversos tipos de carnes, cuja média geral desse item de despesa foi de -3,69%, com destaque para acém, – 7,87%, chã de dentro, -7,54%, e alcatra, -6,89%. Dentre todos os cerca de 50 itens de despesa pesquisados, carnes foi o que mais impactou na queda do IPCA no mês de maio: -0,1671 p.p.. Foi detectada também diminuição de preços no item frutas, na ordem de 4,36%. Nesse item, foram detectados recuos de preços para laranja-pera, – 7,61%, banana d’água, -7,05%, banana-prata, -6,12%, e farinha de mandioca, -4,50%. Os subitens que mais causaram impacto para provocar a deflação foram: alcatra (-0,0443 p.p.), costela (-0,0396 p.p.), contra-filé (-0,0358 p.p.), banana-prata (-0,0290 p.p.) e farinha de mandioca (-0,0211). Na contramão da queda de preços, dentro do grupo alimentação e bebidas, estão batata inglesa e cebola, que tiveram alta de 11% e 17,04%, respectivamente.

A queda de preços no grupo de alimentação e bebidas cortou uma trajetória ascendente nos preços iniciada em janeiro:

No grupo habitação, foi observada pequena redução de preços no item energia elétrica residencial, na ordem de -1,63%. Esse foi um item também de grande impacto para o quadro deflacionário em São Luís: -0,0890 p.p..

No grupo transporte, com deflação de 0,40%, houve recuo de preços nos subitens passagem aérea, (-28,05%; -0,0611 p.p.), óleo diesel (-6,44%; -0,0184 p.p.) e gasolina (-0,94%; -0,0450 p.p.). A gasolina teve uma queda de preços menor que o óleo diesel, porém com impacto maior, pois se trata de subitem de despesa com peso maior no orçamento das famílias, cerca de 4,8% dentre 250 subitens investigados.

No grupo artigos de residência, foram registradas diminuições de preços para subitens como móvel para sala, -2,58%, ventilador, -1,73%, e roupa de cama, -0,87%. No grupo vestuário, os subitens que tiveram recuos e que impactaram na queda de preço do referido grupo foram vestido, -2,63%, bermuda/short feminino, -3,43%, tênis, -1,58%, e bermuda/short masculino, -1,10%. Desde janeiro de 2019, esse grupo de despesa apresentou alta de preços apenas em três meses: agosto/2019, dezembro/2019 e fevereiro/2020. Em todos os demais meses, o quadro é de deflação no grupo vestuário.

Dos quatro grupos de despesas que tiveram quadro de avanço de preços, maior percentual de aumento foi observado no grupo comunicação, +0,21%. É o segundo mês consecutivo de aumento de preços, depois dos três meses iniciais do ano com deflação. Contribuiu de forma mais significativa para a inflação nesse grupo de despesas o aumento de preços no subitem aparelho telefônico, +1,86%, com impacto de 0,0105 p.p. para o aumento de preços nesse grupo. O segundo grupo de despesas com maior aumento de preços no mês de maio foi despesas pessoais, +0,15%, com variação positiva de preços para subitens como cartório, 4,99%, e empregado doméstico, +0,31%. O grupo educação teve inflação de 0,07%, muito pelo aumento de subitens como caderno, +2,31 (impacto de +0,0027 p.p. no IPCA do grupo), e artigo de papelaria, +0,78% (impacto de 0,0011 p.p.).

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange, ao todo, 16 regiões: dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês de abril/2020, foram comparados os preços coletados no período de 30 de abril de 2020 a 28 de maio de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de março de 2020 a 29 de abril de 2020 (base). Cabe ressaltar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

INPC de maio variou – 0,23% em São Luís

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), assim como ocorreu com o IPCA, pelo segundo mês consecutivo, teve movimento negativo de preços de -0,23% em São Luís. O INPC do Brasil, no mês de maio, foi de -0,25%

O acumulado do INPC, no ano, em São Luís, está na casa de -0,21%, bem abaixo do INPC Brasil, que tem acumulado no ano de 2020, janeiro a maio, uma pequena inflação de 0,06%. Dentre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, a maior deflação foi observada em Campo Grande, -0,52%, ao passo que recuo de preço num patamar menor foi detectado no Rio de Janeiro, -0,07%.

Queda de preços nos grupos de despesas transporte, -0,68%, habitação, -0,61%, e alimentação e bebidas, -0,23%, impactou o patamar de recuo no INPC de São Luís no mês de maio. Para o INPC, o peso do grupo alimentação e bebidas nas despesas familiares de São Luís, 25,1%, no mês de maio de 2020, é sempre maior do que para o IPCA, peso de 23,93% em maio/2020. Por isso mesmo, qualquer recuo ou aumento de preços nesse grupo de despesa do INPC terá maior influência na formatação final do índice do que no caso do IPCA.

O INPC mede uma cesta de bens e serviços para famílias que auferem de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. É um índice de preços voltado a famílias de menor poder aquisitivo, pois a cesta de bens e serviços dele tem subitens mais essenciais e menos sofisticados que a cesta do IPCA.

Para o cálculo do INPC do mês de maio/2020, foram comparados os preços coletados no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de março de 2020 a 29 de abril de 2020 (base).

Supervisão de Disseminação de Informações do IBGE

 

‘O plantão que partiu meu coração’: o comovente relato de enfermeira no covid-19

Enfermeira relatou sobre solidão e temor de pacientes em texto que viralizou e emocionou nas redes sociais. Em 27 de maio, a enfermeira Taísa Land, de 37 anos, viveu uma das situações mais tristes e emocionantes de sua profissão. Na linha de frente para atender pacientes com a covid-19, ela presenciou, em poucas horas, a despedida de uma mãe e o temor de um homem que não queria dormir para não morrer.

A profissional de saúde contou nas redes sociais, na tarde de 28 de maio, sobre o que havia vivido naquele plantão. O relato viralizou.

Taísa, que há 15 anos trabalha como enfermeira intensivista, afirma que compartilhou o relato como uma forma de alertar as pessoas sobre os riscos do novo coronavírus. “Foi um desabafo, para que tenham noção da realidade”, diz a enfermeira à BBC News Brasil.

Ela detalha que tem presenciado mortes frequentes por covid-19 durante seus plantões, em um hospital público da capital do Rio de Janeiro — em todo o Estado, segundo dados do Ministério da Saúde, até o momento mais de 6,7 mil pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus. “Em muitos casos, os pacientes já estão com comprometimentos mais graves e aceitam facilmente a intubação, porque não aguentam mais, estão no limite por não conseguir respirar”, conta.

“Já presenciei muitas mortes ao longo desses 15 anos como enfermeira. Nos ‘acostumamos’ com isso na nossa rotina. Mas nessa pandemia tem sido muito diferente. Estamos com o físico e o emocional muito sobrecarregados”, desabafa Taísa.

O que mais comoveu naquela noite de fim de maio, diz Taísa, foi o desespero de dois pacientes que estavam em uma enfermaria destinada a pessoas com a covid-19 e precisavam ser intubados. “Mesmo muito cansados, eles relutaram e tiveram medo”, diz.

Enfermeira relata período difícil em meio a frequentes mortes por covid-19 no hospital em que trabalha, no Rio de Janeiro

“Sempre trabalhei com terapia intensiva, mas essa doença é muito diferente. Os pacientes já vêm com consciência da possível gravidade. Eles chegam ansiosos e com medo de morrer. Eles ficam sem acompanhante, sem visita e sem o apoio familiar. Muitas vezes, nós somos o apoio”, comenta a enfermeira.

O texto de Taísa sobre o plantão de 27 de maio foi publicado por diversas páginas e teve, ao menos, 5 mil compartilhamentos no Facebook. “A repercussão me surpreendeu. Muitos grupos de WhatsApp compartilharam e fui marcada em páginas de Facebook. Comecei a receber muitas mensagens de apoio e muitos comentários de pessoas que se emocionaram muito”, diz.

O plantão de 27 de maio

“Relato de um plantão que partiu meu coração”. Assim, Taísa começa a contar sobre o que viveu naquele plantão.

“Paciente internada conosco há alguns dias, sempre simpática e lutando contra a covid-19”, descreve a enfermeira. A paciente era idosa, havia perdido o marido na semana anterior e não pôde se despedir. Ele havia morrido em decorrência da covid-19.

O quadro de saúde da idosa havia piorado. “Ela estava muito cansada e, ao ser comunicada que seria intubada, pediu ao médico: não, doutor, por favor!”, detalha a enfermeira. Segundo Taísa, a mulher sabia que não iria sobreviver.

A súplica da paciente para que não fosse intubada (processo em que, sob anestesia, é colocado um tubo pela boca até a traqueia do paciente, para manter uma via até o pulmão e garantir a respiração) comoveu a enfermeira. “Nesse momento, agradeci por estar de máscara e face shield (protetor facial). Assim, ninguém poderia ver as lágrimas que escorriam. Tive que sair, andar pelos corredores sem rumo, respirar e voltar”, relata.

“Penso que uma das piores coisas deve ser a consciência de que em breve você poderá morrer e não poderá estar mais com quem ama. Como tenho medo disso”, pontua a enfermeira, em seu relato nas redes sociais.

Quando retornou para a enfermaria, Taísa observou que um homem, que estava internado ao lado da idosa, chorava diante do medo que a paciente demonstrava da morte. A idosa pediu o celular para ligar para a filha e elas se falaram por meio da função viva-voz. “Do outro lado, a filha em desespero, rezando e pedindo a Deus com  todas as forças pela vida da mãe”, narra Taísa. A enfermeira, que é mãe de uma garota de quatro anos, se emocionou novamente.

“Pode ter sido o último encontro dessa mãe com essa filha, sem um abraço, sem o conforto de estar com quem ama”, reflete a enfermeira no texto compartilhado nas redes. Depois da ligação, Taísa relata que deu a mão para a idosa e elas rezaram em silêncio. “Pedimos para ela confiar, porque faríamos o melhor”, detalha. Dias depois, a idosa, que era diabética, não resistiu às complicações da covid-19.

Ainda em 27 de maio, um paciente que estava na mesma enfermaria que a idosa também apresentou complicações graves em decorrência da covid-19. “Estávamos ao lado dele, fazendo tudo o que podíamos para estabilizar a sua pressão”, detalha a enfermeira. Uma pergunta do paciente comoveu Taísa. “Ele, ainda consciente, perguntou: posso dormir?”, conta a enfermeira. O idoso disse que estava com medo de dormir e não acordar. “Respondi: pode relaxar, estaremos aqui cuidando de você”, detalha a enfermeira, no texto que escreveu em seu perfil no Facebook.

“Ele disse: eu sei que vou morrer esta noite. Realmente, ele sabia”, relata a enfermeira. O idoso, que era hipertenso, morreu horas depois.

“Aquele que chorou pela paciente ao lado, fechou o olho para não ver o da frente (que estava sendo intubado). E, com certeza, estava pedindo a Deus para que não fosse o próximo”, relata Taísa. O paciente que acompanhou as angústias dos idosos se recuperou e, dias depois, recebeu alta.

“É inexplicável o que estamos vivendo. Jamais seremos os mesmos. Que vírus maldito!”, conclui Taísa, no relato compartilhado nas redes sociais.

BBC NEWS

 

Homem invade TV Globo no Rio e mantém repórter refém

Um homem invadiu a sede de jornalismo da TV Globo no Rio de Janeiro nesta quarta (10) e manteve a repórter Marina Araújo como refém usando uma faca, dizendo que queria ver a apresentadora do Jornal Nacional Renata Vasconcellos. A informação foi obtida pelo colunista do jornal Metrópoles, Leo Dias.

O homem invadiu o prédio usando máscara, com uma faca e uma bíblia na mão, fazendo críticas à emissora e exigindo falar com Renata Vasconcellos. Quando a jornalista apareceu, ele soltou a faca e acabou preso.

De acordo com Leo Dias, o diretor-geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, chegou a negociar com o invasor, mas ele foi imobilizado e neutralizado. A motivação para a invasão do homem a sede da TV Globo, ainda não foram reveladas, mas surgiram muitas criticas, diante da facilidade do elemento adentrar ao prédio da emissora e ainda colocar em risco da vida de funcionários. A maioria das emissoras de televisão apesar de terem conhecimento do fato,  mas omitiram a informação, até que houvesse controle total da situação.

Fonte: Metrópoles