Aumenta o número de falsificação de remédios oncológicos e antivirais, alerta a ANVISA

As adulterações detectadas recentemente modificam, principalmente, medicamentos de indicações terapêuticas críticas, como oncológicos, antivirais destinados ao tratamento da hepatite C e outros para terapia de complicações do transplante de medula óssea.

O aumento do número casos de falsificação de medicamentos tem gerado preocupação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o órgão, em 2018, foram identificados três casos, no ano pássaro mais quatro e em 2020, até o momento, já foram identificadas três falsificações de medicamentos. A maioria desses registros envolve medicamentos de alto custo.

As adulterações detectadas recentemente modificam, principalmente, medicamentos de indicações terapêuticas críticas, como oncológicos, antivirais destinados ao tratamento da hepatite C e outros para terapia de complicações do transplante de medula óssea.

Apesar de as investigações ainda estarem em curso, a Anvisa destaca que um fato comum é a importação em nome de pacientes, oferecida por companhias que se identificam como “assessorias” de importação e acabam por distribuir os medicamentos diretamente a hospitais ou planos de saúde.

A Anvisa informa que os instrumentos de Licença Sanitária, Autorização de Funcionamento, Registro Sanitário e Certificação de Boas Práticas de Fabricação são exigidos das empresas legalmente autorizadas no Brasil. Assim, quando o paciente optar por importar diretamente um medicamento, deixa de contar com todos esses esforços, e passar a ser o responsável pela garantia da autenticidade e da qualidade desse medicamento.

Fonte: Brasil 61

 

Operação “Cobiça Fatal” quebra os sigilos bancário e fiscal de Lula Fylho. E a exoneração?

Uma grande articulação da qual fazem parte políticos e até empresários, que estão tentando manter no cargo o secretário Lula Fylho, na Secretaria Municipal de Saúde, depois da operação “Cobiça Fatal”, em que a Polícia Federal realizou na manhã de ontem (09), quando prendeu 03 pessoas temporariamente, cumpriu 14 mandados de busca de apreensão e 19 quebras de sigilos bancários de envolvidos na corrupção, dentre os quais está o secretário Lula Fylho. Todos são envolvidos na corrupção com desvio de R$ 2,3 milhões com o superfaturamento na venda de máscaras com valor de R$ 3,17 e negociadas por R$ 9,90 com a SEMUS, dando origem a vergonhosa corrupção com recursos destinados ao enfrentamento a Covid-19.

Embora a operação “Cobiça Fatal”, tenha um farto material que comprova a corrupção, levantados pela Controladoria Geral da União, que facilmente foram encontradas nas prestações de contas prestadas exclusivamente sobre os recursos destinados para a aplicação no combate ao novo coronavírus, ontem houve algumas tentativas frustradas para questionamento da ação da Polícia Federal. Na primeira, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior tornou público através do Jornal Hoje, que a sua administração é pautada pela seriedade e transparência, o que felizmente ninguém leva a sério. A segunda emitida pela SEMUS, reconhecendo a efetuação da compra, com observância a critérios legais do menor preço e dispensa de licitação. Destacou que disponibilizou todos os documentos solicitados pela Polícia Federal, dando a entender que poderia ter havido dificuldade, o que seria pior, uma vez que mais gente seria conduzida pelos agentes federais.

A grande expectativa é que com os desdobramentos da operação “Cobiça Fatal” e mais precisamente das quebras de sigilos bancários e fiscal, possa haver outras operações na sequência das investigações e novas prisões venham a ser efetuadas. Por outro lado, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que conhece perfeitamente Lula Fylho, que já foi secretário de governo da sua administração e exonerado do cargo, por problemas envolvendo faturas na Secretaria Municipal de Fazenda, mas mesmo assim continou com forte influência na prefeitura de São Luís. Depois de algum tempo, o prefeito decidiu colocar o amigo à frente da Secretaria Municipal de Saúde, pasta que tem dado inúmeros problemas para o governo municipal sempre com acusações de diversas ordens contra o titular da pasta, mas como se trata de amigo do dirigente municipal, elas não são levadas em conta.

Na Câmara Municipal já existem alguns vereadores se movimentando para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas a maior parte dos vereadores deve obediência e são até subservientes ao Executivo Municipal podem impedir a investigação. Caso haja esse tipo de manobra já conhecido e bem articulado pelo prefeito, cabe a responsabilidade a imprensa tornar público o nome de todos os vereadores que se posicionam a favor da corrupção.

Há uma grande expectativa de que durante o dia de hoje, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior exonere o secretário Lula Fylho, uma vez que um simples afastamento, diante dos fatos e dos futuros desdobramentos causarão mais problemas. O prefeito como costuma falar em transparência, mas que na prática não existe, deveria mandar com urgência fazer uma auditoria geral na SEMUS.

 

Justiça determina que Felipe Santa Cruz, presidente da OAB explique ofensas a advogados

A Justiça Federal determinou que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, esclareça as ofensas às prerrogativas dos defensores do jornalista Bernardo Küster e da blogueira e ativista Sara Winter, impedidos de obter acesso aos autos do processo, no polêmico “inquérito das fake news”. A decisão foi resultado de um mandado de segurança.

A Ordem dos Advogados emitiu uma nota anunciando em seu site que, graças a atuação da OAB, os advogados já teriam conseguido acesso, o que foi desmentido pelos advogados que tentaram acessar os autos. O acesso aos autos foi impedido pelo relator, o ministro do Supremo, Alexandre de Morais, que conduz o polêmico inquérito sigiloso.

De acordo com os advogados, a situação apresentada pela OAB foi desmentida, pois, segundo eles, foi incluída no Mandado de Segurança a cópia integral de uma representação criminal apresentada junto ao Procurador Geral da Republica no ultimo dia 05/06/2020, em face do Ministro Alexandre de Moraes, que narra todos os fatos acontecidos.

A banca de advogados que defende os impetrantes alega que o Habeas Corpus protocolado pela OAB restringiu-se a apenas quatro de um total mínimo de 29 advogados dos demais investigados, o que pode ser entendida como uma “parcialidade” do presidente da OAB, pois todos os advogados possuem a mesma prerrogativa.

Salientam ainda que o HC impetrado pela OAB ainda não foi julgado, tampouco teve apreciado seu pedido liminar, tratando-se de “fake News” cometida pela assessoria de imprensa da OAB.

A defesa ainda alega que é fato público e notório que o Ministro Alexandre de Moraes concedeu apenas vista parcial (apenas o apenso 70) e não a íntegra do processo, como manda o Estatuto da Advocacia, havendo conivência do presidente Felipe Santa Cruz com tal ocorrência, pois nada fez a respeito. Ainda segundo os advogados, a documentação incluída comprova a omissão da OAB, “porquanto se referem a meros despachos proferidos pelo próprio STF, indicando a grave omissão no dever funcional do Presidente da OAB”. Até o momento desta publicação NENHUM advogado obteve acesso à íntegra dos autos do inquérito 4781.

Jornal da Cidade Online

 

Agência Nacional de Saúde apresenta restrições a uso de leitos privados por pacientes do SUS

Em reunião no final de maio, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou uma nota técnica que afirma que o uso de leitos da rede privada para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de covid-19 pode causar uma ruptura do equilíbrio sistêmico do setor.

O texto é uma alternativa à nota preliminar elaborada pelo diretor de Desenvolvimento Setorial, Rodrigo Rodrigues de Aguiar, que vinha sendo alvo de críticas por pesquisadores de saúde. O novo texto buscou uma abordagem mais concisa e linguagem mais acessível, segundo o diretor de Gestão, Bruno Martins Rodrigues, autor do voto que foi aprovado pelos demais diretores. Apesar de mudanças na redação, o cerne é o mesmo: fortes ressalvas à fila única de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Em uma eventual fila única unindo as redes pública e privada, pacientes seriam atendidos por ordem de chegada e receberiam o leito de UTI disponível, não importando sua procedência. Ao justificar o posicionamento, a agência que regula as operadoras de planos de saúde privados afirma que é preciso manter o “equilíbrio sistêmico” entre os diversos agentes que atuam na cadeia produtiva de atenção à saúde. Segundo o texto, “eventual quebra de contrato entre um desses integrantes pode reverberar sobre a ação dos demais, em efeito de contágio”.

Com o avanço do coronavírus em vários estados do país, gestores locais têm requisitado leitos privados a fim de impedir o colapso do sistema e evitar que seja necessário estabelecer critérios de seleção de pacientes. O Governo do Estado de São Paulo, por exemplo, está contratando 4.500 leitos da rede privada de saúde, sendo 1.500 leitos de UTI para atendimento exclusivo de pacientes com casos suspeitos ou confirmados da covid-19.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) havia recomendado ao Ministério da Saúde e às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que adotassem a requisição de leitos hospitalares de propriedade de particulares, a fim de que seu uso fosse regulado pelas autoridades públicas de saúde. Frente a essa recomendação, a agência reguladora foi provocada pela pasta, que queria saber o impacto da fila única de UTIs no sistema sanitário brasileiro.

Segundo o texto da ANS, a possibilidade de gestão unificada dos leitos públicos e privados, como recomendado pelo CNS, dependeria de uma regulação que equilibrasse oferta e demanda. No entanto, a agência considerou que seria necessária integração de um conjunto de informações que, no curto prazo, talvez não se viabilizasse. A agência questionou a própria eficácia da medida como forma de distribuir de modo mais eficiente os leitos de terapia intensiva disponíveis no país.

Além disso, a agência salienta que a saúde suplementar não é um setor homogêneo, havendo desde conglomerados com operações na bolsa até pequenas instituições confessionais. Também cita disparidades regionais da rede atendimento à saúde e conclui que não parece haver opções de enfrentamento uniformes à covid-19.

Outro ponto citado pela agência é a hipótese de um cenário de escassez geral de leitos, tanto públicos, quanto privados. Assim, considera que a gestão unificada desses leitos “apenas promoveria uma equalização da falta de acesso não só para a COVID-19, como também para outros agravos, sem alcançar o resultado de assegurar direitos a usuários do SUS e gerar o sentimento de restrição de acesso pela ótica do beneficiário”.

O texto salienta, ainda, que a pandemia não exclui outras necessidades em saúde para além da covid-19 e, portanto, a rede hospitalar das operadoras também precisa estar voltada ao atendimento de outros agravos de saúde. “A gestão unificada dos leitos públicos e privados para o enfrentamento da COVID-19 seria fator de forte impacto sobre organização do acesso dos beneficiários à rede hospitalar para outras necessidades em saúde.”

A nota também expressa preocupação com o impacto das requisições sobre o capital de giro dos hospitais privados devido à interrupção ou redução do fluxo de receitas das operadoras. “Eventual cenário de gestão unificada de leitos públicos e privados impactaria, de imediato, em seu modelo de negócio, de modo a ser provável que, no curto prazo, já não sejam capazes de arcar com suas despesas correntes.”

O documento afirma que prejuízos à essa peça de engrenagem são capazes de produzir efeito sistêmico de repercussão negativa em toda a cadeia de produção em saúde.

“A suspensão total ou parcial das atividades e até mesmo a insolvência dos hospitais, dependendo da magnitude desses eventos, em que pese ser inviável de se esmar no momento, podem levar à desarticulação da rede assistencial privada não somente durante, mas após a pandemia, afetando a vida dos mais de 47 milhões de beneficiários de planos de assistência à saúde”, conclui o texto.

Fonte: Congresso em Foco

86% dos brasileiros querem continuar em home-office mesmo ao final da pandemia, afirma pesquisa

De uma hora para outra, os brasileiros tiveram que se adequar ao home-office. Apesar disso, a modalidade de trabalho tem agradado os trabalhadores que foram pegos de surpresa. É o que afirma uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Robert Half, que constatou que, mesmo com o fim pandemia do novo coronavírus, 86% dos brasileiros querem continuar trabalhando em casa. O levantamento ouviu 800 pessoas de todo o país.

Para 52% das pessoas ouvidas, contudo, o home-office impôs uma maior carga de trabalho. Para Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half, essa maior demanda de tarefas decorre do fato de que os profissionais gastem menos tempo com o deslocamento, o que possibilita uma maior produtividade.

“Isso é por causa do descolamento. Pelo fato de o profissional não ter que deslocar para um escritório e não ter que se preocupar com um horário de volta, ou perder o horário do ônibus ou trem, isso faz com que as horas de trabalho estiquem um pouco a mais.”

A empresa em que a social media Elles Roxele Londres trabalha resolveu aderir ao home-office de vez e, mesmo após o fim das restrições de isolamento social, os funcionários irão trabalhar remotamente. Ela comemora a decisão, mas afirma que para garantir a produtividade é preciso ter disciplina e foco.

“Aquele período que você está no seu espaço, você está produzindo, você precisa de concentração e não pode ser interrompido. Então, eu conversei com a minha família, expliquei a situação, falei dos meus horário e agora está bem melhor. Eles conseguem respeitar, às vezes eu saio, tomo um café, converso um pouco e volto para a minha atividade.”

Para Juliana Guimarães, especialista em novas modelos de trabalho, “o maior desafio, tanto para as empresas como para os colaboradores, foi  fazer a adequação de rotinas, processos e indicadores de desempenho para uma realidade que eles não estavam preparados.”

Entre os entrevistados que veem pontos positivos no home-office, 67% disseram que conseguem realizar todas as tarefas mesmo trabalhando remotamente e 49% contaram que o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal melhorou por não precisarem mais se deslocar ao local de trabalho. Mas a grande maioria dos entrevistados (74%) estão preocupados com a perda de seus empregos.

Fonte: Brasil 61

 

 

 

Pedidos de seguro-desemprego chegam a quase um milhão em maio

No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram contabilizados 3.297.396 pedidos de seguro-desemprego, alta de 12,4% sobre igual etapa do ano passado

Carteira de Trabalho: marca de quase 1 milhão de pedidos num único mês também representou elevação de 28,3% na comparação com abril deste ano. O Ministério da Economia informou nesta terça-feira que os pedidos de seguro-desemprego em maio subiram 53% sobre igual mês de 2019, alcançando 960.258 solicitações, num reflexo da crise do coronavírus sobre o mercado formal de trabalho.

A marca de quase 1 milhão de pedidos num único mês também representou elevação de 28,3% na comparação com abril deste ano (748.540), disse a pasta. No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram contabilizados 3.297.396 pedidos de seguro-desemprego, alta de 12,4% sobre igual etapa do ano passado.

Dados sobre o desemprego no país até abril mostram que o país tinha 12,8 milhões de desempregados até o fim daquele mês, com uma taxa de 12,6%. Nesta terça-feira, a Fundação Getúlio Vargas divulgou seu Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) de maio, que mostrou alguma melhora no mês depois de atingir o menor nível da série histórica em abril, mas a permanência da incerteza prejudica as expectativas de uma recuperação definitiva do mercado de trabalho no curto prazo.

Revista Exame

 

 

Fundo de Participação dos Municípios de junho contém redução de 34,90%

Se aplicar a inflação e comparar com o repasse feito no mesmo período do ano passado, a redução do valor sobe para 36,33%

O repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) sofreu impacto negativo de 34,90% para o mês de junho. Com base nos dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que a transferência seja de R$ 2,5 bilhões e, com a retenção constitucional destinada ao Fundo Nacional de Manutenção da Educação (Fundeb), o primeiro decêndio do mês será de pouco mais de R$ 2 bilhões.

O valor deve entrar nas contas nesta quarta-feira (10). Se aplicar a inflação e comparar com o repasse feito no mesmo período do ano passado, a redução do valor sobe para 36,33%. Para o presidente da CNM, Glademir Aroldi, esse quadro aponta para uma necessidade de estender a complementação da União a fundo dos Municípios até dezembro.

De acordo com um balanço elaborado pela equipe de Estudos Técnicos da entidade, a complementação da União ao Fundo, permitida pela Medida Provisória 938/2020, vai garantir que cada prefeitura receba o valor transferido em 2019. O repasse extra a estado e municípios ocorre até o 15º dia útil do mês posterior da variação. O período de recomposição vale de março a junho de 2020.

Fonte: Brasil 61

 

PF identifica superfaturamento de 200% em compras com recursos do Covid-19 pela SEMUS de São Luís

Durante entrevista concedida a imprensa sobre a operação “Cobiça Fatal”, desenvolvida hoje em São Luís, que resultou na apreensão de farto material na sede da Secretaria Municipal de Saúde e a prisão de três empresários, todos envolvidos no superfaturamento na compra de mascaras com recursos do Covid-19, a Polícia Federal  identificou práticas criminosas iguais a de São Luís em Timbiras e Matinha.

A Superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Cassandra Parezi .relatou que o material apreendido nas buscas realizadas hoje na sede da Secretaria Municipal de Saúde, devem dar um suporte bem maior para as provas coletadas pela Controladoria Geral da União e caso necessário outras operações podem ser feitas, principalmente com a observância da aplicação dos recursos destinados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Pelo visto e diante da periculosidade e audácia com que foi feito o superfaturamento entre os empresários e a Secretaria Municipal de Saúde, que chegou a  superar 200%, os criminosos acreditavam na impunidade, mas pelo visto tem muita coisa, ainda para ser investigada, uma vez que o superfaturamento das mascaras, pode ser sido apenas a ponta do iceberg.

Por outro lado, a Polícia Federal deve no decorrer das investigações com as análises dos materiais apreendidos, fazer outras operações dentro dos desdobramentos, quando podem ser feitas novas prisões e indiciamentos de envolvidos na roubalheira para se apropriar de recursos destinados a covid-19.

Para socorristas do SAMU e o pessoal técnico do Sistema Municipal de Saúde, que vem sendo discriminados na questão de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs, em que são negados direitos e eles ficam a mercê de contaminações e riscos de vidas, muita coisa precisa ser investigada dentro da Secretaria Municipal de Saúde, principalmente que para o covid-19 são necessários materiais de qualidade e efetiva proteção, o que a SEMUS e a prefeitura de São Luís se negam a respeitar e honrar.

A operação “Cobiça Fatal”, da PF identifica corrupção na SEMUS e vereadores articulam CPI

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o seu protegido Secretário Municipal de Saúde, Lula Fylho não têm mais como negar que não existe corrupção na SEMUS e desvio de recursos destinados para o enfrentamento a Covid-19. A Polícia Federal fez na manhã de hoje (9), uma farta apreensão de material na sede da secretaria e prendeu os empresários Alexandre Chuary Cunha, Sormane Silva Santana e João de Deus Souza Lima Júnior, os quais fizeram negociatas com a Secretaria Municipal de Saúde para a venda de 320 mil máscaras que custariam R$ 3,17 e receberam o valor de R$ 9,90, apontando um superfaturamento de R$ 2,3 milhões.

Chegou a ser especulada a prisão do secretário Lula Fylho, mas não foi confirmada. A verdade é que a Câmara Municipal de São Luís já havia denunciado inúmeras práticas ilícitas dentro da Secretaria Municipal de Saúde, mas há dentro da prefeitura de São Luís, inúmeras articulações para a defesa do secretário, que também já teve passagem pela Secretaria de Governo e deixou a pasta sob a acusação de envolvimento em atos desonestos envolvendo a Secretaria Municipal de Fazenda.

Como não existe um mínimo de transparência e seriedade na administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o seu protegido Lula Fylho foi guindado à titularidade da Secretaria Municipal de Saúde e o resultado é que começa a ser desvendado.

Na Câmara Municipal de São Luís pelo menos 06 vereadores defendem por questão de transparência e seriedade, em se tratando de recursos para o Covid-19, a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI. Os vereadores que tiverem interesse que os fatos sejam esclarecidos para que a população saiba da roubalheira e desvio de recursos públicos na SEMUS, destinados ao coronavírus, têm a responsabilidades de apoiar, muito embora se saiba que a maioria é subserviente e aproveitadora e que não tem um mínimo de compromisso com a população.

 

Edilázio Jr foi à justiça pelos R$ 4,9 milhões dos respiradores pagos por Flavio Dino e não entregues

O deputado federal Edilázio Júnior (PSD), ingressou na  Justiça de Brasília com uma ação com pedido de liminar contra o governo do Estado do Maranhão, o Consórcio de Governadores do Nordeste e a empresa HempCare Pharma. Solicitando a devolução dos recursos de R$ 4,9 milhões pagos adiantados para a compra de 30 respiradores, os quais não foram entregues.

A empresa HempCare Pharma teria sido contratada pelo Consórcio de Governadores do Nordeste para efetuar a compra de 300 respiradores para UTIs de unidades especializadas no atendimento a pacientes portadores do covid-19, dos quais 30 seriam destinados para o Maranhão. O negócio foi feito com o pagamento adiantado que teria sido superior a R$ 48 milhões.

Com o vencimento do período de entrega e a empresa não se manifestou, o governo da Bahia conseguiu junto a justiça prisão de alguns elementos e bloqueio das contas bancárias da empresa HempCare Pharma, mas não se tem conhecimento se havia valores nas contas para garantir a devolução, o que é bastante difícil. Essas empresas de picaretagem agem de tal forma, que o dinheiro arrecadado pode estar fora do país.

A ação ajuizada pelo deputado federal Edilázio Junior, pede liminar e também, para que além da devolução dos recursos de R$ 4,9 milhões, seja feito  o pagamento de idêntico valor a titulo de dano moral coletivo. O parlamentar do PSD registrou que vai acompanhar de perto o desenrolar do grave problema, haja vista se tratar de dinheiro público e destinado para o enfrentamento a covid-19.