Descoberta da PF desmonta narrativa de empréstimo do Marcola do Lula e registra propina

Segundo investigações da Polícia Federal, reveladas pelo O Globo, a lobista Roberta Luchsinger pagou duas joias que o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, havia escolhido para presentear parentes no Dia das Mães de 2024.

Marcola enviou pelo WhatsApp uma foto dos itens à lobista, que pagou uma fatura de R$ 9,2 mil. No decorrer de 2024, Roberta repassou a Marcola R$ 217 mil, entre transferências bancárias, pagamentos de boletos e presentes.

A absurda narrativa de empréstimo cai totalmente por terra com a revelação desses mimos. Era propina mesmo e isso está bem claro. Ninguém pede dinheiro emprestado para comprar joias.

Jornal da Cidade Online

 

Presidente do Paraguai diz: “Abrirá as portas” para a imigração empresarial e de cidadãos brasileiros

Enquanto o Brasil segue totalmente desgovernado, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, parece estar de olho em cooptar empreendedores brasileiros que queiram investir com segurança, algo atualmente impossível no Brasil, também em função da insegurança jurídica. O mandatário paraguaio disse que ‘abrirá as portas’ para a imigração brasileira.

“Hoje, os brasileiros querem vir para o Paraguai, querem vir trabalhar, querem vir morar, e hoje vamos abrir as portas para eles aqui, vindos do norte,” disse o presidente a jornalistas após um evento do governo em Concepción, dando destaque aos departamentos que fazem fronteira com o estado de Mato Grosso do Sul.

Peña, que completa três anos de mandato no neste sábado (15), explicou que essa decisão visa transformar Concepción em “um dos mais importantes centros de desenvolvimento e progresso” do Paraguai.

Para alcançar esse objetivo, o presidente reconheceu a necessidade de projetos de infraestrutura que conectem as cidades paraguaias a Mato Grosso do Sul através do Rio Apa, que forma a divisa entre as duas regiões.

“Estamos nos preparando para pavimentar o caminho para o norte, para atravessar o Rio Apa”, afirmou, sem dar detalhes.

Em 2024, autoridades brasileiras e paraguaias retomaram antigos planos para a construção de uma ponte sobre o Rio Apa, ligando as cidades de San Lázaro, em Concepción, e Puerto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. No entanto, nenhum progresso concreto nesse projeto foi relatado.

O Paraguai tornou-se um destino atraente para a imigração brasileira graças aos seus baixos impostos e à facilidade de abertura de empresas. Segundo dados de 2022 do Instituto Nacional de Estatística (INE), pelo menos 162.330 estrangeiros residem no país. Desses, cerca de 53.580 são brasileiros, representando 33% do total de imigrantes, ficando atrás apenas da população argentina, que, com 67.009 pessoas, representa 41,3% do total.

Jornal da Cidade Online

 

Lorota eleitoral: Lula promete ‘acabar com a fome’ há 37 anos

O presidente Lula (PT) promete “acabar com a fome no Brasil” há pelo menos 37 anos. Em novembro de 1989, na sua primeira campanha presidencial, o petista disse que seu programa de governo acabaria com a fome de todos os brasileiros. Voltou a fazer a mesma promessa na campanha de 1994. Em 2003, após vencer a disputa pela primeira vez, reafirmou a lorota no seu discurso de posse e ainda chamou de “missão”.

Para se reeleger

Na disputa do segundo mandato passou a falar de “três refeições”, já que não poderia dizer que havia famintos após quatro anos de seu governo.

Para eleger Dilma

Em 2010, após os oito anos, Lula decretou que “a fome não é mais um flagelo no país”. O Brasil só saiu do Mapa da Fome em 2014.

Para voltar à cena

O papo voltou em 2020 e 2021, após deixar a prisão e virar pré-candidato a presidente, quando “denunciou” a volta da fome.

De volta para o passado

Em 2021 Lula disse que iria acabar com a fome; em 2023 chamou a promessa de obsessão e deu prazo: até 31 de dezembro de 2026.

Coluna do Claudio Humberto

 

O “santo remédio” para quem pode estar sofrendo da terrível “Síndrome do Déficit Democrático”

Se você vê contradição entre “defender o sigilo da fonte” e “apoiar a ação autorizada por Moraes”, que justamente violou o sigilo da fonte, cuidado: você pode estar sofrendo da Síndrome do Déficit Democrático. A Síndrome do Déficit Democrático (SDD) normalmente acomete aquelas pessoas que não estão preparadas para viver em democracias avançadas como a brasileira. Seus sintomas são, principalmente, pensamentos fixos absurdos sobre a inconstitucionalidade de ações de membros do STF.

Como sabemos, o STF é a própria encarnação da Constituição brasileira. Portanto, todas as suas decisões estão de acordo com a Constituição. Na verdade, não podem estar contra, por construção.Os acometidos pela SDD, no entanto, têm delírios recorrentes, vendo inquéritos intermináveis abertos de ofício, mudanças de foro, redação de leis, perseguição judicial de desafetos, contratos de banqueiros com parentes e quebra de sigilo da fonte jornalística como ataques à Constituição e à democracia. São pessoas que podem se tornar perigosas com o tempo, e o Supremo precisa agir para evitar que esses degenerados ameacem a pureza da democracia brasileira.

Por isso, se você perceber algum sintoma de SDD, procure urgentemente um médico ou sintonize no canal UOL para assistir ao programa da Daniela Lima. Ela vai explicar direitinho porque tudo o que os ministros fazem está de acordo com a Constituição. É um santo remédio.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

 

Faroeste maranhense desmoraliza o STF

Ainda sobre a incrível quebra do sigilo da fonte jornalística, perpetrada pelo milionário ministro Alexandre de Moraes dentro do indestrutível inquérito das fake news, em apoio ao xerife-chefe do Maranhão, seu colega Flávio Dino. Alguns gaiatos apareceram comentando o assunto e querendo defender o indefensável com o seguinte argumento: o sigilo da fonte jornalística não seria um direito absoluto, podendo ser quebrado quando o jornalista comete crime para obtê-lo. No caso, o crime seria um suposto suborno aceito pelo jornalista para fazer a matéria.

O editorial do Estadão trata o assunto de maneira conceitual: mesmo que tenha havido vício na obtenção da informação, esse vício deve ser investigado usando-se expedientes de acordo com a lei. Nas palavras lapidares do editorial “se há suspeita de crime, que se apure a autoria e a materialidade com respeito ao devido processo legal – e perante as autoridades competentes. O estado não pode usar meios ilegais para investigar quem quer que seja, por mais tentadores que sejam os atalhos que surjam no meio de uma investigação.”

Isso é o conceito. Na prática, a história, mesmo na versão apresentada por Dino e Moraes, não para em pé. Mesmo na hipótese de que o jornalista tenha aceito suborno para fazer a sua matéria, isso não torna a relação entre o jornalista e a fonte devassável. Não enquanto não se provar que houve a compra do jornalista. Foi invertida a ordem do inquérito: primeiro se quebrou o sigilo da fonte. Depois, se tenta provar o crime do jornalista. Isso tem um nome em direito: pesca probatória, o que é ilegal.

Mas enfim, o faroeste maranhense tomou conta do Supremo, com a prestimosa ajuda corporativa de alguns ministros e diante da complacência pusilânime da maioria. E tem gente que ainda acha normal, ou pior, legal, tudo isso.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

 

Jornalista Claudio Dantas publica “Carta aberta aos jornalistas” e faz assombroso alerta

O jornalista Claudio Dantas, com passagem por importantes veículos da imprensa brasileira, extremamente respeitado e um dos mais brilhantes da atual geração, independente e sem amarras ideológicas, divulgou uma carta aberta aos jornalistas brasileiros. O teor é bastante sério, assombroso.

 Confira:

“O Brasil é governado por uma Junta Cívico Jurídica que tem como expoentes Lula, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Um consórcio autoritário que submete a todos, inclusive a imprensa que o apoia deliberadamente e por interesses mesquinhos.

Essa Junta destruiu a Lava Jato e sufocou um movimento político de massa de origem popular, legítimo e democrático. Acusado de radicalismo, por mera questão de forma e não de conteúdo, esse movimento amadureceu e agora entrega um candidato adaptado à forma.

Mesmo apanhando todo dia dessa mesma imprensa, Flávio e seus aliados absorvem acusações falsas e críticas desonestas; e ainda mantêm o diálogo com todos. Da última vez que esteve no meu programa, há mais de um ano, declarou ao vivo seu respeito ao meu trabalho, citando minhas críticas duras, mas honestas. Teve a coragem de ser entrevistado pelo jornalista que publicou a história da compra de sua casa em Brasília. Não foi à Justiça tentar derrubar a matéria, não fez ameaças, não pediu para a PF quebrar meu sigilo para descobrir a fonte da reportagem. Seu pai (Jair) também me recebeu no Planalto, mesmo quando criticado por mim por suas escolhas para a PGR e para o STF.

Já fui censurado pela Junta, nunca por qualquer bolsonarista. Despertei para isso há alguns anos e estimo que o mesmo aconteça com outros jornalistas, acadêmicos, financistas etc.

Me lembro que, em 9 de janeiro de 2023, ao questionar um advogado do PT — bastante conhecido e educado — sobre os abusos de direitos humanos contra cidadãos comuns indignados com a eleição de Lula, ouvi a frase “que Moraes tranque todos eles e jogue a chave fora”. Essa frase funcionou na minha cabeça como um gatilho, foi literalmente uma “virada de chave”. Percebi ali que a “forma” é irrelevante diante do conteúdo e, muitas vezes, tem até sentido tático.

Por isso, coloquei meu microfone em defesa dessa gente vítima do arbítrio da Junta. Por isso, nado contra a maré da conveniência. Coloco minha experiência de quase 30 anos de jornalismo político e investigativo para ajudar na qualificação também desse debate, que é o mais importante de todos: queremos viver a divergência de maneira democrática, no estado de direito, fazendo o embate de ideias pela política, ou pacificar o país na marra, no medo, trocando o barulho das redes pelo silêncio das masmorras da PF?

Rogo aos jornalistas que ainda pretendem fazer seu ofício que compreendam o atual limiar civilizatório que vivemos. Jornalistas devem fiscalizar o poder, criticar, se opor (podem até elogiar o que está certo rs), mas isso só é possível numa sociedade democrática.

É preciso colocar um fim no regime atual em outubro, antes que o próximo outubro nunca chegue.”

Jornal da Cidade Online

Questão é invertida: Governador do Maranhão diz sofrer perseguição de Flavio Dino no STF

Flávio Dino é o ministro relator de uma série de suspeitas de crimes que teriam sido cometidos por aliados do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão. Segundo o governador, o envolvimento de Dino nos processos se trata de uma “perseguição” de um adversário político e que o STF não tem competência para julgar um caso que envolve autoridades estaduais. Nesse caso, a investigação deveria ser julgada pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Em seu perfil no X, Brandão diz que não teme a investigação, mas que “devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário”.

Parece que virou uma prática permanente a atuação de ministros do STF contra adversários políticos. O governador também questiona a parcialidade de Dino em uma investigação contra aliados do governador pelo fato de que o ministro endossou um adversário do grupo de Brandão no pleito para o governo estadual neste ano. Dino e Brandão eram aliados no Estado e foram a chapa vencedora nas eleições estaduais de 2018, que teve Dino como governador e Brandão como vice. Na eleição seguinte, em 2022, Brandão saiu vitorioso com o apoio de Dino e emplacou Felipe Camarão como seu vice. Acontece que houve uma ruptura em 2024 que resultou na divisão do governo entre 2 blocos políticos, um ligado a Brandão e a outra ala conhecida como dinistas, que hoje apoia Camarão para liderar o Estado.

Jornal da Cidade Online

 

Advogado que derrotou Alexandre Moraes na Itália é acionado para denunciar Lulinha na Espanha

O advogado Fabio Pagnozzi, que defende a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), anunciou nesta sexta-feira (14) que pretende pedir ao Ministério Público espanhol a abertura de investigação sobre a empresa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula (PT). Segundo Pagnozzi, o Careca do INSS depositou dinheiro na Espanha para uma empresa denominada Folhimed. Ele investiga a possibilidade de uma possível triangulação envolvendo Lulinha.

Ele adverte:

“Se esses crimes ficam impunes no Brasil, na Espanha não vão ficar”.

Para tanto, o advogado espanhol Daniel Romero, que derrotou o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o jornalista Oswaldo Eustáquio, foi acionado e deverá participar do caso.

Jornal da Cidade Online

 

Deputado Alfredo Gaspar: Quem do governo Lula participou da roubalheira do Conafer no INSS?

Candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL) diz que poderosos temem delação de Carlos Roberto Lopes sobre roubo no INSS. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou nesta quinta-feira (13) que a rendição do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, à Polícia Federal levou muitos poderosos a temer a possível delação do investigado pelo roubo bilionário a aposentados e pensionistas. Em contrapartida, o relator da CPMI do INSS afirmou que brasileiros querem saber se uma eventual colaboração premiada do sindicalista revelará quem no governo do presidente Lula (PT) teria participado do esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários. “Hoje, tem muito poderoso temendo uma possível colaboração de Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, que se entregou à Polícia Federal após nove meses foragido. O Brasil quer saber quais agentes do governo Lula participaram do lamaçal da Conafer”, provocou Alfredo.

O deputado alagoano que é vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lembrou que denunciou que foram descontados mais de R$ 800 milhões das contas de aposentados e pensionistas brasileiros, envolvendo a entidade presidida por Carlos Roberto Lopes em descontos associativos irregulares.

“Eles não agiram sozinhos! Agora é hora de descobrir até onde esse esquema chegou e quem mais participou dele. O aposentado brasileiro espera por justiça”, afirmou o relator da CPMI do INSS, em suas redes sociais.

A rendição do presidente da Conafer que estava foragido há cerca de nove meses pode fazer parte de uma possível estratégia para um acordo de delação premiada. Carlos Roberto Ferreira Lopes entregou-se na tarde de ontem (12), na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília. E a PF afirmou que ele será encaminhado ao Sistema Prisional.

Quem é Carlos Roberto Lopes?

Presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes chegou a ser preso em flagrante, na madrugada de 30 de setembro de 2025, por mentir à CPMI do INSS. Mas foi libertado minutos depois, apesar da suspeita de um roubo de R$ 800 milhões de aposentados e pensionistas. Depois, o próprio Alfredo pediu a prisão preventiva do sindicalista, citando risco de fuga do investigado e da perda de bens obtidos por crimes, além de denúncias de ameaças a testemunhas. E o mandado de prisão foi ordenado em novembro pelo ministro André Mendonça, que é relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Naquele mês, Carlos Roberto Lopes foi indiciado pela PF, quando a perícia da corporação revelou que a Conafer recebeu R$ 708,2 milhões de reais do INSS, e desviou R$ 640 milhões deste montante para empresas de fachada e contas de operadores financeiros ligados ao esquema.

Diário do Poder

No encontro na casa de Alexandre de Moraes com Alcolumbre, Lula tentou firmar compromisso político

Nos recentes encontros que Lula (PT) teve com Davi Alcolumbre (União-AP), o petista tentou sair com um compromisso do presidente do Senado de que os projetos de interesse do governo seriam pautados e aprovados na Casa Alta. Em vão. Lula destacou o fim da escala 6×1, PEC da Segurança e projeto dos minerais críticos para serem aprovados antes das eleições, além de reforçar que pretende insistir em Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal.

Não tem votos

Alcolumbre não se dobrou a Lula e disse que Messias continua sem votos suficientes entre os senadores para aprovar a indicação.

Como Hugo Motta

Fora a ladainha de “diálogo republicano” e de interesse do país, Alcolumbre quer o apoio do PT para se reeleger presidente do Senado.

A própria sorte

Das pautas que Lula destacou, o senador falou que andaria com a tramitação, como fez, mas sem compromisso com resultado de votação.

Suco de maracujá

Alcolumbre avisou ainda que dificilmente alguma sai antes das eleições, mas minerais críticos tem a maior chance de votação rápida.

Coluna do Claudio Humberto