O Foro de São Paulo: “…nós podemos fazer o diabo quando é a hora de eleição”

Aqui a história de Lula escancara de vez uma frase dita por Dilma Roussef, o poste de Lula: “…nós podemos fazer o diabo quando é a hora de eleição”. Com o fim da URSS, após a Glasnost e a Perestroika de Gorbachev, a queda do muro de Berlim, os países satélites soviéticos da América Latina perderam o financiamento de sua “galinha dos ovos de ouro”. Fidel nunca conseguiu transformar Cuba em um país autônomo.

O país só produzia rum, charutos, açúcar e a população entrou em estado de miserabilidade, após o golpe de Castro, contrastando com o país próspero da época pré-revolução comunista. Fidel precisava conseguir dinheiro de alguma forma, no início da década de 90. Foi assim que Fidel teve a “brilhante” ideia de tentar reunir todos os partidos e organizações de esquerda (legais e ilegais, como as FARCs p.ex.), para tentarem conquistar a hegemonia de poder na América Latina, substituindo a extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) pela URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina).

A URSAL, tratada como teoria da conspiração pela mídia amestrada, nunca existiu oficialmente, apesar de funcionar na prática através da UNASUL e do Foro de São Paulo (de explícito viés marxista), que sempre buscaram a união “política, social, cultural, econômica e de infraestrutura” entre os países membros da América Latina.

O Foro de São Paulo, criado por Fidel e Lula, no início dos anos 90, teve reuniões anuais durante toda a década, procurando dominar todos os países da região, atingindo seu ápice entre os anos 2000 e 2010, quando conquistaram o poder em 18 países ou 90% dos 20 países soberanos da AL. O projeto sempre foi buscar a hegemonia do poder e a submissão das soberanias nacionais aos ditames do “Foro”, conforme a dita “teoria da conspiração” da URSAL.

Segundo denunciou Juan Reinaldo Sanchez, ex-segurança de Fidel, em seu livro “A Face Oculta de Fidel Castro”, o ditador já utilizava financiamento do narcotráfico como fonte de renda para seu regime. Leonardo Coutinho, em seu livro “Hugo Chavez, o espectro: Como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global”, narra como Chavez foi convencido por Fidel a se associar ao narcoterrorismo, com fins revolucionários, para combater o “imperialismo estadunidense”. “….podemos fazer o diabo…”

Lula perdeu 3 eleições presidenciais na década de 90, mas ajudou a criar uma das maiores e mais poderosas organizações marxistas-narcoterroristas do mundo: O Foro de São Paulo.

Pedro Possas. Médico.

 

Ministro André Mendonça diz que não dará trégua nos casos de corrupção do Master e INSS

Ministro do STF afirma que investigações terão tratamento imparcial e serão analisadas conforme as provas e as regras constitucionais. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que pretende manter uma atuação rigorosa e independente nos processos relacionados ao Banco Master e às fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante entrevista, Mendonça destacou que a função de um magistrado é aplicar a legislação de maneira objetiva, sem favorecer ou prejudicar investigados por razões políticas ou pessoais. Segundo ele, sua atuação deve permanecer vinculada aos elementos apresentados nos autos e às garantias previstas na Constituição. O caso do Banco Master está entre os processos de maior repercussão atualmente sob responsabilidade do ministro.

A investigação apura suspeitas envolvendo a instituição financeira e pessoas ligadas às operações que levaram o banco ao centro de uma série de apurações policiais e judiciais. Mendonça também conduz procedimentos relacionados às irregularidades identificadas no sistema previdenciário. As investigações sobre descontos não autorizados em aposentadorias e pensões atingiram entidades e pessoas suspeitas de participar de um esquema que teria provocado prejuízos a beneficiários do INSS. O ministro afirmou que casos de grande repercussão exigem atenção redobrada justamente porque podem envolver autoridades, empresários e pessoas com diferentes vínculos políticos.

Para Mendonça, a identidade dos investigados não deve determinar o tratamento dado pelo Judiciário. A atuação no caso Master ganhou ainda mais relevância depois que Mendonça assumiu a relatoria da investigação. A partir daí, o ministro passou a concentrar decisões relacionadas às diligências, ao acesso a informações e às medidas solicitadas pelas autoridades responsáveis pela apuração. No processo envolvendo o INSS, a investigação também avançou sobre diferentes núcleos e pessoas relacionadas às suspeitas de descontos indevidos. A apuração busca identificar como funcionava o esquema, quem teria participado e quais foram os prejuízos provocados aos beneficiários.

Mendonça defendeu ainda a necessidade de preservar a credibilidade do Supremo por meio de decisões fundamentadas e do respeito às regras processuais. O ministro afirmou que a confiança nas instituições depende da percepção de que os julgamentos seguem critérios objetivos. Em outro ponto da entrevista, Mendonça manifestou apoio à discussão de um código de ética para os ministros do STF.

A proposta busca estabelecer parâmetros de conduta para integrantes da Corte e ampliar a transparência sobre determinados procedimentos. Indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça assumiu a cadeira na Corte em dezembro de 2021. Atualmente, os processos sob sua responsabilidade incluem investigações com potencial para atingir personagens de diferentes grupos políticos e setores econômicos.

Ao comentar sua atuação, o ministro resumiu sua posição ao afirmar que seu papel é ser imparcial. A declaração ocorre em um momento em que os casos Master e INSS concentram atenção de órgãos de investigação, do Judiciário e do Congresso. A orientação apresentada por Mendonça é que eventuais responsabilidades sejam definidas a partir das provas reunidas nos processos, respeitando o direito de defesa e os demais procedimentos previstos pela legislação brasileira.

Diário do Poder

 

Ministro Flavio Dino comanda inquéritos contra desafetos políticos no Maranhão, diz o governador Carlos Brandão

Desafeto de Dino, governador Carlos Brandão agora é acusado de “chefiar organização criminosa”. Uma série de investigações da Polícia Federal, sob relatoria e comando direto do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, aponta o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), desafeto pessoal do magistrado, como suposto “líder de uma organização criminosa envolvida em desvios de recursos públicos e até no homicídio de um empresário em 2022.  O senador Weverton Rocha também figura como suspeito de pressões em processo no STJ sobre crime no estado. Brandão alega perseguição política. Como reportaram Vinícius Valfré, Aguirre Talento e Gustavo Côrtes no Estadão, Dino reproduziu relatório da PF identificando o governador como “provável líder da organização criminosa ora investigada”, citando fluxos de valores e interlocuções com aliados, incluindo o sobrinho Daniel Brandão, conselheiro do TCE. As investigações envolvem suspeitas de obstrução, coação de testemunhas e uso da estrutura estatal, em casos que atingem adversários políticos e desafetos de Dino no Maranhão, onde o ministro mantém influência e o grupo “dinista” se opõe ao atual governo.

                                                      A Nota Oficial do Governo do Estado do Maranhão 

“A assessoria do governador Carlos Brandão vem a público esclarecer que o Supremo Tribunal Federal não tem competência para julgar casos relacionados a governadores de estados, atribuição legal do Superior Tribunal de Justiça. Ainda que no âmbito das investigações surjam personalidades ou autoridades com este foro, cada um deve ser direcionado ao juízo competente, questão apresentada pela Procuradoria-Geral da República na petição 15437/MA (página 31).

Destaca ainda que vê com surpresa a quebra de sigilo dos processos por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, após tamanha repercussão da quebra do sigilo da fonte envolvendo o jornalista Luís Pablo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, direito que é assegurado pela Constituição.

Causa estranheza o inquérito sobre o caso Tech Office se ater a atos relacionados unicamente a partir de 2022, quando houve o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, em São Luís. A decisão omite, porém, a reabertura de um processo administrativo de pagamento que estava arquivado desde 2014, sendo retomado em 2019, e que seria o motivo do homicídio. O processo foi reaberto na Secretaria de Educação do Estado, que era à época era comandada por Felipe Camarão e quando o próprio ministro era governador do Maranhão.

Em 2025, o ministro Flávio Dino lançou publicamente o nome de Felipe Camarão ao cargo de pré-candidato ao governo do estado, em evento em uma universidade, motivo pelo qual o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou pedido de impeachment contra o ministro no Senado Federal.

O grupo que se intitula de “dinistas” é adversário político do governador Carlos Brandão. Apesar de todos os elementos acima citados, o ministro segue responsável por decisões que impactam diretamente o cenário político do Maranhão.”

Diário do Poder

 

Flavio Dino tira sigilo de investigações no Maranhão e complica o senador Weverton Rocha

Documentos tornados públicos apontam corrupção, desvio de emendas, homicídio e tentativa de obstrução de investigação. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta sexta-feira (14) o sigilo de três decisões relacionadas a investigações sobre corrupção no Maranhão. Os documentos tratam de desvio de recursos públicos, financiamento de empresas por meio de emendas parlamentares, homicídio e tentativa de obstrução da Justiça. Uma das frentes da investigação envolve o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que é suspeito pela Polícia Federal de ter tentado interferir no andamento, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), de uma investigação relacionada ao assassinato de um empresário maranhense em 2022.

Segundo a PF, dados extraídos do celular do senador mostram contatos frequentes com o ministro do STJ Humberto Martins. As comunicações incluíam mensagens, áudios e ligações sobre processos específicos. A investigação aponta que Weverton teria recorrido ao ministro para tratar de interesses de pessoas relacionadas aos casos.

Entre os episódios analisados está uma ligação de aproximadamente cinco minutos entre Weverton e Martins em 2 de junho de 2025. Na mesma data, o ministro determinou a transferência de Gilbson Júnior para Brasília. De acordo com a PF, essa foi a última movimentação relevante no processo, que posteriormente ficou paralisado. 

A investigação também apura se a atuação do senador teria relação com interesses da família Brandão, grupo político ligado ao governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB).

As decisões revelam ainda suspeitas sobre a atuação de um agente da Polícia Federal, Edvar Rodrigues, que teria vazado informações sigilosas para investigados e pressionado pessoas ligadas ao caso a não colaborar com as autoridades.

Outro episódio envolve o ex-deputado Raimundo Cutrim. Segundo a investigação, ele teria sido gravado orientando o pai de Gilbson Júnior a apresentar uma versão falsa às autoridades e teria entregue R$ 160 mil em dinheiro à família, em nome de Brandão.

Diário do Poder

 

Ministro Nunes Marques vota contra pedido do PT ao TSE por mais dinheiro do Fundo Eleitoral

Julgamento no TSE foi suspenso após pedido de vista de Estela Aranha. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, votou nesta quinta-feira (13) contra o pedido do PT para recalcular a parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinada à legenda nas eleições de 2026. O julgamento foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha, que solicitou mais tempo para analisar o processo. Até a conclusão do caso, a distribuição dos 48% do fundo destinados aos partidos ficará suspensa. A controvérsia envolve a composição da Câmara dos Deputados considerada pelo TSE para calcular a divisão dos recursos. Pelas regras do tribunal, essa parcela do FEFC é distribuída com base no número de deputados de cada legenda em 1º de junho do ano eleitoral.

O PT questiona a composição registrada nessa data após uma mudança na bancada de Alagoas. Em maio, uma nova totalização dos votos das eleições de 2022 resultou na diplomação de um suplente do Republicanos, reduzindo de 69 para 68 o número de deputados petistas na Câmara. A retotalização foi concluída em 13 de maio, e o novo suplente foi diplomado dois dias depois. Em 20 de maio, porém, o ministro Dias Toffoli determinou a suspensão do procedimento devido recurso pendente de julgamento. O partido sustenta que, diante da decisão de Toffoli, deveria ser considerada a composição anterior da Câmara para o cálculo do Fundo Eleitoral. A legenda argumenta que, nessa configuração, teria direito a uma parcela maior dos recursos.

Nunes Marques adotou entendimento diferente. Para o presidente do TSE, a decisão de Toffoli não determinou a anulação retroativa da retotalização já concluída. Como a recontagem havia terminado e o novo suplente já estava diplomado quando veio a ordem de suspensão, o ministro considerou que a composição atualizada deveria prevalecer.

Assim, segundo o voto, em 1º de junho a Justiça Eleitoral já registrava uma bancada com 68 deputados do PT e um representante a mais do Republicanos. Essa composição, portanto, deveria ser utilizada no cálculo do FEFC. Após o pedido de vista, Nunes Marques alertou que a suspensão do julgamento afeta todas as legendas, e não apenas o PT. Isso ocorre porque qualquer alteração na composição pode modificar a divisão dos recursos.

“Enquanto não concluirmos esse julgamento não será distribuído absolutamente nada de 48% para nenhum dos partidos, porque essa decisão pode impactar os demais”, afirmou o presidente do TSE.

Diário do Poder

 

Alexandre de Moraes se depara contra a censura e defesa da democracia da jornalista de O Globo, Malu Gaspar

A jornalista Malu Gaspar abriu fogo contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a colunista do O Globo, ‘Moraes fragiliza democracia ao violar sigilo da fonte de jornalista’.

Leia o artigo de Malu Gaspar na íntegra:

A história das democracias modernas está repleta de escândalos derivados de apurações jornalísticas expondo o que os poderosos buscam esconder. Do mensalão ao petrolão, da Vaza-Jato à rachadinha de Flávio Bolsonaro ou às fraudes do Banco Master, todos esses casos fundamentais para a depuração das nossas instituições só andaram graças a fontes que nunca teriam colaborado se fossem obrigadas a se identificar. De tão central para o fortalecimento da democracia, o sigilo da fonte é garantido na Constituição como cláusula pétrea, que nem uma emenda constitucional pode alterar.

No entanto, nesta semana nos vimos metidos num debate bizantino sobre a legalidade de uma decisão de Alexandre de Moraes que simplesmente atropelou esse direito fundamental: a ordem para que a Polícia Federal (PF) fizesse busca e apreensão sobre um político que municiou de informações um blogueiro do Maranhão sobre o suposto uso irregular de um carro oficial do Tribunal de Justiça do estado pelo ministro Flávio Dino.

Tudo começou quando o jornalista Luís Pablo da Conceição publicou em seu blog uma série de reportagens com fotos do tal carro circulando por São Luís. Nelas, dizia que o veículo transportava familiares de Dino mesmo quando ele estava em Brasília e recorria a documentos internos do tribunal para afirmar que o ministro não tinha autorização formal para usar o automóvel.

Nos textos, o jornalista afirmou ainda ter recebido as imagens de fontes anônimas — e, portanto, não perseguiu reiteradamente Dino pelas ruas. Questionado pelo blog a respeito da irregularidade, o ministro preferiu não responder, mas acionou a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Desde então, já foram realizadas duas operações de busca e apreensão como parte de uma investigação de perseguição, monitoramento clandestino e ameaça à integridade física de Dino. De que ele e sua família foram seguidos e monitorados, não há dúvida. Mas, em vez de mandar a PF investigar quem fez isso, de que forma e com que frequência, em março deste ano Moraes ordenou que os policiais fossem à casa de Luís Pablo e apreendessem o computador, o celular e tudo o mais que permitisse descobrir quem lhe passara as informações.

Uma ação com cara, jeito e cheiro de pesca probatória, em que se encontraram as mensagens comprovando que a fonte das matérias era o ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança do Maranhão Raimundo Cutrim, adversário político de Dino acusado de assassinato num caso relatado pelo próprio ministro.

Foi com base nesse material que Moraes mandou fazer a busca sobre Cutrim. Quem lê as 34 páginas da decisão, porém, constata que o jornalista (ou blogueiro, não importa) não seguiu Dino, não monitorou sua vida clandestinamente, nem extraiu documentos sigilosos do sistema do tribunal maranhense. Recebeu informações que julgou de interesse público e as divulgou, o que não é crime.

A decisão também não oferece nenhuma pista para entender por que esse caso tramita no Supremo, por onde só se investigam o presidente da República, ministros, senadores e deputados federais.

Como se descobriu pelas mensagens que Luís Pablo recebeu R$ 100 mil de um advogado que foi secretário de Habitação da Prefeitura de São Luís, tratado nos diálogos como empréstimo para comprar um terreno, também se levantou a suspeita de que ele tivesse sido pago para publicar as reportagens, o que ele nega. Ainda que seja verdade, receber dinheiro para publicar um texto não configura crime de perseguição.

Em toda área há profissionais venais, e no jornalismo não é diferente. O Brasil está salpicado de sites e blogs que recebem dinheiro de governos e políticos para divulgar informações de seu interesse, verdadeiras e falsas, e nenhum sofreu uma batida policial por causa disso.

Só com a apuração das fraudes do Master soubemos de vários sites de alcance nacional que recebiam milhões para publicar acusações falsas contra autoridades e figuras públicas, e nenhum deles foi alvo de busca ou quebra de sigilo. Para esse tipo de coisa, o remédio legal são os processos de injúria, calúnia e difamação, com possibilidade de multas e indenizações, e não uma devassa intimidatória que viole direitos fundamentais.

Se todo juiz deste país puder quebrar o sigilo da fonte de um jornalista que divulgou algo incômodo, ficará impossível fiscalizar a ação das autoridades, premissa básica do sistema democrático. Constranger um jornalista a não exercer sua profissão por medo de ser preso é coisa de ditador. Os ministros do Supremo deveriam ter vergonha do precedente aberto nesse caso, ainda mais quando se apresentam à opinião pública como heróis que salvaram nossa democracia.

Jornal da Cidade Online

 

Inadimplência bate recorde e atinge 44,8% de adultos no Brasil, diz pesquisa

O Brasil atingiu em julho o recorde de inadimplência de sua história, com 75,08 milhões de pessoas com as contas em atraso, mostra levantamento realizado pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil. Total de inadimplentes representa 44,75% da população adulta do Brasil. O recorde foi alcançado após o número total de negativados crescer 0,47% na passagem de junho para julho. Considerando o tempo da dívida que está em atraso, o grupo que mais cresceu foi formado por pendências que têm de quatro a cinco anos de atraso: nesse recorte, houve um aumento de 38,97% no total das dívidas ante um ano atrás.

Valor médio devido por cada inadimplente é de R$ 5.205,30. Cada consumidor negativado no país deve, em média, para 2,34 empresas credoras diferentes e quase metade das pendências financeiras concentra-se em valores mais baixos. Cerca de 28,94% dos devedores têm pendências de até R$ 500, índice que sobe para 41,16% quando analisadas dívidas de até R$ 1.000.

Inadimplentes têm dificuldade para se manter longe das dívidas. O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca que a barreira freia o dinamismo necessário para o crescimento econômico sustentável da economia nacional. Fica evidente que as medidas adotadas até o momento, como programas de renegociação de dívidas nos moldes do Desenrola, não têm sido suficientes para conter a expansão desse cenário adverso, afirmou.

Perfil dos devedores

A maior concentração de devedores no país está na faixa etária de 30 a 39 anos. Esse grupo soma 18,2 milhões de pessoas, o que significa que mais da metade (53,68%) da população desta idade está negativada. Na divisão por gênero, o público feminino representa 51,39% dos devedores registrados, enquanto os homens equivalem a 48,61%. Bancos consolidam a maior parte de todas as dívidas brasileiras. As instituições bancárias respondem por 65,91% do total, seguidas pelas contas de água e luz (10,63%), setor de outros (9,58%) e comércio (8,21%). As contas básicas de água e luz tiveram o maior aumento de inadimplência setorial, com alta de 22%.

UOL NOTÍCIAS

 

O Globo bate contra o STF e decisão de Alexandre de Moraes contra sigilo à fonte jornalística

O jornal O Globo criticou a atuação da Polícia Federal (PF) na investigação que levou à identificação de uma fonte do jornalista Luís Pablo, do Maranhão. Em editorial publicado nesta quinta-feira, 13, o veículo considerou inconstitucional a quebra do sigilo de uma fonte jornalística.

O episódio envolve Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, que foi alvo de uma operação de busca e apreensão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a investigação da PF, Cutrim teria fornecido informações utilizadas pelo jornalista em reportagens relacionadas ao ministro Flávio Dino.

A discussão sobre o sigilo da fonte ocupa posição central no caso. De acordo com O Globo, a Constituição assegura ao jornalista o direito de preservar a identidade de suas fontes quando essa proteção for necessária para o exercício profissional. A garantia está estabelecida no artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal.

Na avaliação do jornal, a identificação de fontes pode produzir consequências que vão além de um caso específico. Pessoas que tenham informações relevantes para a sociedade podem deixar de procurar jornalistas se acreditarem que suas identidades poderão ser reveladas por autoridades públicas. A operação envolvendo Cutrim também provocou manifestações de entidades ligadas ao jornalismo. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e a Sociedade Interamericana de Imprensa demonstraram preocupação com a medida e apontaram possíveis impactos sobre a liberdade de imprensa.

Ação da Polícia Federal

A operação foi autorizada por Alexandre de Moraes, que determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Cutrim e outro investigado. A ação ocorreu na última terça-feira, 11, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

Durante as apurações, Cutrim foi apontado pela Polícia Federal como uma das fontes utilizadas por Luís Pablo. O jornalista havia publicado reportagens sobre o suposto uso indevido de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e por integrantes de sua família.

Para O Globo, a proteção ao sigilo das fontes constitui uma garantia indispensável ao funcionamento da imprensa. O jornal sustenta que preservar essa prerrogativa é fundamental para que jornalistas possam receber informações de interesse público e exercer sua atividade de maneira independente.

A controvérsia, portanto, envolve não apenas a investigação conduzida pela PF, mas também os limites que devem ser observados quando autoridades procuram identificar fontes de jornalistas. Na avaliação apresentada pelo editorial, a preservação do sigilo é diretamente relacionada ao direito da sociedade de receber informações e à liberdade de imprensa.

Jornal da Cidade Online

 

MST picha muro da embaixada e queima bandeira dos EUA em Brasília

Manifestação reuniu integrantes da Juventude Sem Terra e do Levante Popular da Juventude em ato contra o “imperialismo” americano. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Levante Popular da Juventude realizaram, nesta quinta-feira (13), um protesto em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. Durante o ato, o muro da representação diplomática foi pichado com mensagens contra a política externa americana. Os manifestantes exibiram faixas com críticas aos EUA, com a frase “Indústria da guerra dos EUA = mortes, fome e destruição da natureza”. Também foi usada uma bandeira americana estilizada com caveiras e mísseis.

Ao final da manifestação, uma representação da bandeira dos Estados Unidos foi queimada no local. O MST afirmou que a ação integra a 17ª Jornada Nacional da Juventude Sem Terra e teve como objetivo denunciar a “indústria da guerra” e o “imperialismo”.

A Embaixada classificou as pichações como “atos de vandalismo inaceitáveis” e informou ter acionado as autoridades locais. As atividades consulares seguem normalmente.

Diário do Poder

 

Miriam Leitão: “A inflação existe, mas o povo não sente”, vira piada subserviente

Por José H.C. Abreu.

No nosso Brasil de cronistas mil, finalmente uma delas que fala todos os dias pelos cotovelos, se pronunciou dizendo que a economia alcançou um estágio de desenvolvimento que os grandes pensadores da humanidade jamais conseguiram imaginar: a inflação pode existir sem que o cidadão precise senti-la.

Foi o que explicou a economista global, ao afirmar, com a segurança de quem observa a economia pelo retrovisor de um carro oficial, que a alta da inflação seria, em boa medida, uma ilusão, uma espécie de sensação econômica que não corresponde exatamente à realidade.

A tese é tão reconfortante que o cidadão que chega ao supermercado com cem reais poderia, quem sabe, sair de lá com cento e dez — bastando acreditar firmemente que os preços não subiram.

A explicação é aparentemente simples: enquanto alguns produtos sobem, outros caem de modo que segundo essa extraordinária filosofia econômica, não haveria motivo para o consumidor entrar em pânico, porque se o arroz sobe, talvez o tomate caia, se o feijão aumenta, quem sabe a batata faça uma promoção e se a carne dispara, o consumidor pode olhar para a prateleira e contemplar, com esperança, a mortadela.

O problema é que o cidadão pobre não faz compras com uma planilha de economista debaixo do braço, tem apenas uma renda mensal, aluguel, luz, água, gás, transporte, remédios, material escolar e, principalmente, precisa comer e é justamente aí que a matemática da economista começa a apanhar da realidade, porque a inflação que interessa ao cidadão não é aquela que pode ser suavizada por médias estatísticas, ponderações e sofisticados modelos econômicos, mas sim a inflação que aparece no caixa do supermercado.

É o preço do arroz, do feijão, do óleo, do leite, do pão, do gás, daquilo que não pode ser simplesmente eliminado da lista porque aumentou, pois, afinal, ninguém chega ao caixa e diz: – Minha senhora, como o tomate caiu de preço, vou levar três quilos de felicidade e descontar da conta.

A situação já era bastante curiosa quando o próprio presidente, já tinha oferecido sua contribuição à ciência econômica, dizendo que o cidadão deve viver dentro daquilo que dispõe mensalmente para alimentar a família de modo que se não puder comprar carne, compra frango e se não puder comprar frango faz uso da linguiça da forma que melhor lhe aprouver.

É uma proposta de extraordinária simplicidade, onde o método pode inclusive ser ampliado: se não der para comprar linguiça, compra salsicha, se não der para comprar salsicha, compra ovo, se o ovo estiver caro, compra farinha e se a farinha também subir, recomenda-se ao cidadão contemplar o prato vazio e agradecer à economista pela sensação de saciedade produzida pela estatística.

No frigir dos ovos — supondo, naturalmente, que ainda haja dinheiro para comprá-los — a economista só esqueceu de apresentar a fórmula definitiva da prosperidade quando poderia ter dito: – A gasolina pode subir à vontade porque eu nunca boto mais de cem reais de cada vez.

Se ela subir para seis, sete, oito ou dez reais, não há inflação alguma é só o cidadão continuar colocando cem reais no tanque com o detalhe que, com os mesmos cem reais, antes conseguia abastecer quase o tanque inteiro e agora talvez consiga apenas molhar o fundo.

Mas isso, evidentemente, é apenas uma sensação de falta de gasolina pois o governo parece ter descoberto uma nova modalidade de política econômica: não se combate inflação, combate-se a percepção dela.

É a economia do “parece que” que o salário não dá, o supermercado ficou mais caro, a cesta de compras encolheu, o aposentado está comprando menos, que a família está substituindo alimentos, que o dinheiro está acabando antes do mês, mas, segundo a nova escola econômica, talvez nada disso esteja acontecendo tratando-se apenas de uma questão psicológica.

O pobre olha para o carrinho vazio e imagina que não está vazio, a mãe olha para a carteira e pensa que tem dinheiro, o aposentado chega ao supermercado, faz as contas e conclui que não pode comprar o que comprava antes e aí surge a grande pergunta: se a inflação é uma ilusão, se alguns produtos sobem e outros descem, por que será que o dinheiro nunca acompanha a mesma lógica?

Seria interessante experimentar com o cidadão chegando ao supermercado dizendo: – Meu salário perdeu poder de compra, mas não se preocupe, é apenas uma ilusão monetária porque na realidade, continuo ganhando a mesma coisa.

O caixa provavelmente não concordaria, e se concordasse, seria aconselhável verificar se o supermercado não pertence à mesma escola de economia do ex-ministro agora respaldado pela Economista Mor, porque há uma diferença fundamental entre economia de laboratório e economia de cozinha.

Na primeira, tudo pode ser compensado por médias, índices e estatísticas, na segunda, a família precisa decidir o que colocar no prato e quando a renda é curta, não adianta explicar ao cidadão que alguns produtos ficaram mais baratos, porque ele não compra “alguns produtos”, precisa comprar os produtos de que necessita e é exatamente por isso que a cesta básica é tão importante: ela tenta medir o que uma família precisa para sobreviver e não aquilo que a economista gostaria que ela pudesse substituir.

No final das contas, talvez estejam inventando a inflação invisível, aquela que não existe nos discursos, mas aparece no carrinho de supermercado e o mais curioso é que, quanto mais os especialistas dizem que ela é apenas uma sensação, mais o cidadão sente.

Talvez seja porque o cidadão tenha uma mania terrível que os economistas ainda não conseguiram eliminar: ele paga as contas com dinheiro de verdade e dinheiro de verdade, no Brasil varonil, parece ter desenvolvido o péssimo hábito de acabar antes do mês.

José H.C. Abreu.

Articulista