Depois do benefício a Lula, o ex-governador Sérgio Cabral e o doleiro Alberto Youssef pedem descondenação ao STF

Doleiro Alberto Youssef provocou forte abalo no Judiciário ao protocolar no STF, nesta quarta-feira (25), pedido de nulidade de todas as suas condenações na Operação Lava Jato e, ao mesmo tempo, requerer que o ex-juiz e atual senador Sergio Moro seja declarado suspeito nos casos que o condenaram.

A defesa de Youssef sustenta três principais argumentos: primeiro, lembra despacho de 2010 no caso Banestado, quando Moro se declarou suspeito por foro íntimo, apenas para depois reverter essa decisão, dando continuidade ao processo. Em segundo lugar, reclama do grampo clandestino instalado em sua cela na PF de Curitiba, em 2014, alegando que Moro se omitiu diante de uma escuta ilegal usada para pressioná-lo a firmar colaboração premiada.

O principal ponto da petição, porém, é a acusação de que Moro teria instrumentalizado a delação premiada de Youssef como ferramenta política para atingir o Partido dos Trabalhadores e, em especial, o presidente Lula. A defesa diz que os depoimentos serviram de “alicerce” para prisões de petistas como João Vaccari Neto, José Dirceu, Antonio Palocci e outros, “com objetivo muito claro e previamente definido pelo juiz Moro e seus comandados: atingir o Partido dos Trabalhadores e o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva”.

A eventual declaração de suspeição de Moro e a anulação das condenações de Youssef poderiam abrir uma nova onda de reviravoltas na Lava Jato, trazendo impactos sobre todo o arcabouço de provas e prisões originadas nos acordos do doleiro. Também reforçaria a tese de parcialidade de Moro nos tribunais superiores, em um momento em que seu nome volta a ser alvo de questionamentos jurídicos e políticos.

Por fim, a ofensiva de Youssef eleva a tensão entre os poderes e reacendem debates sobre os limites da atuação de magistrados em investigações de grande repercussão política. O STF, por meio de Toffoli, agora terá o peso de decidir se confirma ou derruba as bases jurídicas da condenação do doleiro, e, de quebra, revê a credibilidade de um dos protagonistas da histórica Lava Jato.

O que na verdade Sérgio Cabral e Alberto Youssef querem é tratamento igual ao dispensado ao presidente Lula e muitos corruptos do PT com dezenas de anos de condenação, que estão livres anunciam volta a política e naturalmente a cena do crime.

Diário do Poder

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