Foro de São Paulo: Demagogia e cinismo que atrasam a América Latina

Em discurso durante a Convenção Nacional do PT, que confirmou sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez mais uma declaração que expõe o cinismo petista. Segundo ele, o Foro de São Paulo foi criado em 1990 justamente para que a esquerda latino-americana “aprendesse a respeitar o sistema democrático” e conquistasse o poder pelo voto, e não pela luta armada. Lula ainda afirmou que a “essência do PT” seria ter ensinado a esquerda a “viver democraticamente na adversidade”, citando vitórias eleitorais no Chile, Equador, Venezuela, Uruguai, Argentina e Brasil. A realidade, porém, é bem diferente do conto de fadas democrático vendido por Lula. O Foro de São Paulo, fundado por ele em parceria com o ditador cubano Fidel Castro, sempre serviu como instrumento de coordenação da esquerda radical no continente. Longe de promover o respeito à democracia, o grupo tornou-se plataforma para legitimar e apoiar regimes autoritários que, uma vez no poder, trataram de destruir as instituições, calar a oposição e perpetuar-se no comando. Como bem pontuou o analista político José Sepúlveda:

“Lula, o demagogo esquerdista, diz que o Foro de São Paulo foi criado para que a esquerda aprendesse a respeitar o sistema democrático!?!?!? Para este fim ele se uniu ao maior ditador das Américas, o comunista Fidel Castro, e apoiou outros ditadores do Foro, como Chávez, Maduro, Evo Morales, Ortega, etc. Traduzindo: Lula quis que a esquerda utilizasse o sistema democrático para subir ao poder, e a partir daí aparelhasse as instituições e montasse suas ditaduras. Muitas vezes deu certo.”

A história comprova essa leitura. Em Cuba, o regime de partido único e repressão continua intacto desde 1959. Na Venezuela, Hugo Chávez e Nicolás Maduro transformaram o país em uma ditadura cleptocrata. Na Nicarágua, Daniel Ortega tornou-se um ditador que persegue opositores e a Igreja. Na Bolívia, Evo Morales flertou com a perpetuação no poder via fraude. O padrão se repete: usar a democracia como trampolim e, depois, esvaziá-la.

Enquanto Lula posa de democrata em São Paulo, o Foro de São Paulo segue ativo articulando partidos e movimentos que defendem os mesmos regimes que sufocam liberdades na América Latina. A declaração recente não é um lapso — é a confissão velada de uma estratégia que sempre esteve clara para quem não se deixa enganar pela retórica petista.

Jornal da Cidade Online

 

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