Depois que o governador Flavio Dino suspendeu o pagamento dos médicos obstetras, anestesistas e pediatras, responsáveis pelos partos realizados na Maternidade Maria do Amparo e com custos mensais de R$ 200 mil houve esforços de alguns segmentos sociais com vistas a reverter o sério problema, mas de nada serviram os argumentos. A verdade é que a Maternidade Maria do Amparo ainda continua fazendo os pré-natais de um considerável número de gestantes, que infelizmente vão disputar vagas nas maternidades Benedito Leite e Marly Sarney.
O médico e vereador Gutemberg Araújo vem fazendo esforços em busca de uma solução para o problema, tendo conseguido a aprovação de uma emenda de R$ 1 milhão no orçamento da Prefeitura de São Luís e vem tentando outras emendas parlamentares, mas se não houver uma maior participação do executivo municipal e uma reconsideração do governador Flavio Dino, o problema irá atingir as gestantes de todos os municípios da Região Metropolitana de São Luís.
Infelizmente, a Maternidade Maria do Amparo, que nasceu da sensibilidade solidária e fraterna de um grupo de pessoas abnegadas do Centro Espírita Jardim da Alma, liderados pela professora Maria de Jesus Carvalho, pode estar com os dias contados. Ela de imediato contou com o apoio de um irmão e sobrinhos médicos e tantos outros profissionais, que criaram a maternidade, que pode desaparecer simplesmente por um capricho e desrespeito à dignidade das mulheres gestantes da Grande São Luís e de vários municípios do interior do Estado, que vão ficar sem um serviço de referência e qualidade e com certeza se abre caminho para muitos problemas de consequências sérias e graves. Infelizmente os serviços de saúde pública em todo o Maranhão, depois das eleições e naturalmente com reeleição do governador Flavio Dino vem sendo sucateado a toque de caixa, como resposta ao estelionato eleitoral.
