Lula foi reeleito com 51,7% dos votos, em virada para 4º mandato. O STF atropelou o TSE

Flávio Bolsonaro (PL) registrava 48,25% quando a vitória foi reconhecida com cerca de 99% das urnas apuradas. Sob um cenário de crise institucional e de questionamentos sobre a segurança jurídica de decisões da cúpula da justiça do Brasil, o presidente Lula (PT) foi reeleito com cerca 51,76% dos votos válidos, no 2º turno deste domingo (25).

Em uma virada histórica em disputas presidenciais no Brasil, Lula também conquistou o feito inédito de um quarto mandato na Presidência da República. Seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrava 48,2%, quando a vitória foi reconhecida com cerca de 99% das urnas apuradas.

O resultado ocorre no dia em que a Justiça Eleitoral foi atropelada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu em mais duas horas o horário de votação. O adiamento ocorreu a pedido de Lula, que denunciou falhas no transporte público em diversos estados. E foi determinado pelo ministro Cristiano Zanin, nomeado pelo petista para o STF, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ultrapassar o horário da votação sem decidir sobre o pleito do petista.

Após Lula pedir que a votação fosse estendida nos estados Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima, Flávio Bolsonaro também chegou a solicitar que o TSE prorrogasse o horário da votação, para São Paulo, Paraná e Santa Catarina, com o argumento de que haveria problemas de acesso às urnas, por causa de temporais.

O TSE foi atropelado pela decisão de Zanin, às 17h01, quando muitas das sessões já haviam encerrado a recepção de votos. E o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acatou a decisão do STF, após quase uma hora de indefinição nos tribunais regionais eleitorais do Brasil.

Diário do Poder

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