Lula, suas gafes e mais gafes e mentiras…


         *Por Jayme Rizolli

Há uma diferença enorme entre uma conversa na mesa do bar e um pronunciamento de quem ocupa a Presidência da República. No segundo caso, o país inteiro pode pagar pela falta de cuidado com as palavras. A coletânea apresentada no vídeo ao final do texto reúne episódios de diferentes momentos da trajetória de Lula. Serve também de convite a uma cobrança necessária: Quem governa deve saber que espontaneidade não dispensa preparo, precisão e responsabilidade. Qualquer pessoa pode trocar um nome, confundir uma data ou formular mal uma frase. Um erro isolado pede correção. Já a repetição exige reflexão — principalmente quando o microfone amplifica a voz de quem representa milhões de brasileiros.

O cargo exige mais do que desenvoltura diante de uma plateia. Exige respeito por quem escuta e disposição para reconhecer equívocos. Popularidade alguma deveria funcionar como salvo-conduto para declarações irresponsáveis. Ao público também cabe atenção: uma coletânea seleciona momentos e não substitui o contexto completo. Isso, porém, não impede a crítica. Apenas exige que ela seja feita com o mesmo rigor que cobramos das autoridades.

Enquanto isso, na nossa ilustração, a assessoria tenta recolher os papéis. Seria mais fácil se pudesse recolher também as palavras depois que saem pelo microfone. Porque governar exige, antes de falar, pensar. Esclarecimento posterior, nem sempre alcança quem ouviu o primeiro discurso.

*Jayme Rizolli

Jornalista

 

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