Acusado de forjar material apresentado à Corte, filiado ao partido de esquerda vira símbolo de escândalo que expõe contradições políticas na base aliada de Lula.
O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réu o servidor público Gilberto Pereira Martins, um filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Maranhão, acusado de produzir um documento falso que foi utilizado em uma ação protocolada na própria Corte. A denúncia, aceita por unanimidade, aponta que o material forjado teria servido de base para sustentar acusações em um processo de cunho político contra o governador do Maranhão.
De acordo com as investigações, o réu (cuja identidade foi confirmada pelas autoridades) teria confeccionado o documento com informações adulteradas e o encaminhado a advogados ligados a setores da esquerda, que o incluíram em uma ação movida no Supremo. A fraude foi descoberta após uma perícia confirmar que o conteúdo não correspondia aos registros oficiais.
O Ministério Público Federal sustentou que o acusado agiu de forma deliberada, com a intenção de manipular a narrativa jurídica e criar um fato político a partir de dados falsos. A Procuradoria também destacou que o documento apócrifo foi utilizado para tentar sustentar argumentos em um caso de grande repercussão nacional.
A decisão do STF em aceitar a denúncia abre caminho para o julgamento do mérito, que pode resultar em condenação por falsificação ideológica e uso de documento falso. A pena, caso confirmada, pode chegar a cinco anos de prisão.
Diário do Poder