Corrupção do ‘Covidão’ já atinge governos de 09 Estados, 06 capitais e valor chega a R$ 1,32 bilhão

Conforme a epidemia do coronavírus avança no Brasil, o país assiste também outra escalada: a de operações contra a corrupção envolvendo dinheiro público para a resposta à doença. Desde o dia 23 de abril, foram pelo menos 42 operações — uma a cada 2,8 dias, em média. Em agosto, foram deflagradas quatro operações deste tipo no país, até agora.

As ações já atingem governos de nove unidades da federação: Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Nos casos do Rio e do Pará, as apurações atingem os governadores locais — que negam irregularidades —, e foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No Amazonas, a PF chegou a pedir a prisão do governador, Wilson Lima (PSC), mas o pedido foi negado pelo ministro do STJ Francisco Falcão.

Policiais também foram às ruas para apurar irregularidades em 19 prefeituras, incluindo seis capitais de Estados: Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Recife (PE), Rio Branco (AC) e São Luiz (MA). Ao todo, essas 42 operações já cumpriram 604 mandados de busca e apreensão, e ao menos 46 pessoas suspeitas de envolvimento foram detidas.

Os contratos e compras investigadas somam cerca de R$ 1,32 bilhão. Mas o montante que foi efetivamente desviado ou superfaturado, no entanto, ainda está sendo investigado pelas autoridades. As informações foram levantadas pela reportagem da BBC News Brasil com base em informações da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). As irregularidades encontradas também variam e tem inúmeras outras denuncias que estão sob sigilo e que deem redundar em mais operações por desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento da Covid-19

Há casos de sobrepreço em itens simples, como máscaras descartáveis — caso das operações Assepsia, em Rio Branco; e Cobiça Fatal, em São Luís (MA). Mas também há investigações sobre contratos milionários de compra de respiradores pulmonares e montagem de hospitais de campanha, como nas apurações mirando os governos do Rio de Janeiro, do Distrito Federal e do Amazonas, onde uma loja de vinhos teria recebido R$ 2,9 milhões para fornecer respiradores.

A primeira apuração de irregularidades envolvendo a resposta ao novo coronavírus aconteceu no município de Aroeiras (PB), parte da região metropolitana de Campina Grande, em 23 de abril. Batizada de Alquimia, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Aroeiras e em Patos (PB), e apurou um prejuízo de R$ 48,3 mil na impressão de cartilhas com orientações de saúde à população.

As investigações chegaram ainda ao município mais setentrional do país, Oiapoque (AP). Segundo a Polícia Federal, a operação Panaceia mostrou que testes para a detecção do novo coronavírus foram direcionados a pessoas escolhidas pelos dirigentes da prefeitura. Parte do dinheiro destinado ao combate à pandemia também teria sido usado para comprar bolsas femininas de luxo. A prefeitura nega irregularidades.

A prefeita de Oiapoque, Maria Orlanda Marques Garcia (PSDB), foi afastada do cargo pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília. Além disso, a CGU também participou de sete operações que tiveram como alvo pessoas que tentaram receber de forma indevida o Auxílio Emergencial de R$ 600, criado para combater os efeitos econômicos da pandemia.

Segundo dirigentes da CGU, a avalanche de investigações era “previsível” e repete o padrão de outros momentos nos quais grande quantidade de dinheiro federal foi enviada a Estados e municípios. Foi o caso das enchentes na região serrana do Rio em 2011, e do rompimento de barragens de rejeitos nas cidades mineiras de Mariana (2015) e Brumadinho (2019).

Para o advogado e ex-ministro da CGU Jorge Hage, o volume de investigações mostra que o governo “perdeu a mão” na hora de flexibilizar os controles financeiros durante a pandemia — por mais que a situação exija agilidade nas compras públicas, controles importantes acabaram suprimidos por medidas provisórias editadas pelo governo federal, avalia ele.

Número de investigações ‘é expressivo’

Atual secretário adjunto de combate à corrupção da CGU, Roberto César de Oliveira Viégas disse à BBC News Brasil em junho que havia um aumento expressivo no número de investigações de corrupção em Estados e municípios. E que esse aumento era previsível.

Desde então, o ritmo das operações vinha se mantendo — mas caiu em agosto. Foram 14 operações em junho, nove em julho e quatro este mês.

“A gente já sabia que isso poderia acontecer, e começamos a monitorar a essas descentralizações (repasses de recursos). Qual o foco? Verificar se essas empresas que estão sendo contratadas (…) se elas de fato têm capacidade técnica e operacional; se elas de fato existem; se estão constituídas em nomes de laranjas; se já foram envolvidas em outras operações; se foram recém-criadas. Tem um catatau de informações (a serem checadas)”, explica ele. Viégas diz que muitos dos alarmes de irregularidades chegam por meio da plataforma Fala.br, uma ferramenta do governo.

“Quando você tem uma quantidade grande de recursos sendo descentralizados (repassados a municípios), num momento em que há fragilidades (nos controles), com contratações diretas, em ambiente de calamidades públicas… Nós já tivemos experiências desse tipo, como quando tivemos aquelas enchentes na região serrana do Estado do Rio (em 2011), e também em Minas”, diz ele.

“Quando os recursos são liberados em grande monta (…), o que a gente percebe é que não necessariamente eles vão ser usados corretamente”, diz. “Podemos afirmar que há um maior risco de não aplicação correta dos recursos”, diz ele.

Governo ‘errou a mão’ ao flexibilizar, diz ex-CGU

Advogado e ex-ministro da CGU, Jorge Hage avalia que o governo pode ter “errado a mão” nas medidas provisórias (MPs) que relaxaram controles financeiros durante a epidemia. Ele se refere às MPs 926 (março), 928 (março), 951 (abril) e 961 (maio).

“Vivemos uma situação de risco muito elevado de corrupção, exatamente por conta das várias medidas que o governo tomou flexibilizando compras e os gastos relativos à pandemia. É claro que a administração pública tem de agir de forma mais ágil, menos formal, isso é perfeitamente compreensível. Agora, tem uma questão de grau aí. Até que ponto você pode flexibilizar sem correr risco demasiado?”, questiona Hage.

“E o que a experiência têm mostrado (…) é que foi ultrapassado esse grau de flexibilização. O volume de denúncias, de escândalos em dois, três meses (de pandemia), e a quantidade de operações mostra isso. É um volume impressionante, em tão pouco tempo”, diz ele. Segundo o próprio Hage, as principais modificações introduzidas pelas MPs foram a dispensa de licitação para bens e serviços necessários ao enfrentamento à pandemia; a permissão para contratar empresas declaradas inidôneas (e que normalmente são proibidas de negociar com o governo); e a permissão de comprar por preço superior ao estimado, entre outras.

BBC NEWS

 

Secretário Carlos Lula pelo bom senso discorda do governador Flavio Dino sobre a vacina russa

O secretário Carlos Lula, titular da pasta de Estado da Saúde, numa demonstração plena de bom senso diante dos riscos de que o Maranhão venha a participar da compra de vacinas russas para a imunização da população contra a covid-19, posicionou-se publicamente contra a alimentação de uma falsa esperança. Ele que vem acompanhando as pesquisas que estão sendo feitas por vários países, ainda mais como presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde – Conass sabe que a vacina propagada pelos russos, não é recomenda pela Organização Mundial de Saúde, por falta de informações científicas, além do pequeno tempo para testes, de apenas dois meses. Outro fator que se tornou público é que a Russia, está na terceira fase de testes e já estaria fazendo uso dela em massa.

O anúncio foi feito com bastante euforia pelo governador Flavio Dino, de que o Consórcio de Governadores do Nordeste já teria autorizado o governador da Bahia e manter entendimentos com o governo soviético para a compra da vacina. Depois dos fiascos das compras de respiradores com pagamentos adiantados através de empresas sem credibilidade, os governadores integrantes do Consórcio Nordeste, devem ser responsabilizados pelos recursos destinados para o enfrentamento a covid-19 terem sido dispersados por atos de pura irresponsabilidade.

A manifestação pública do secretário Carlos Lula, contra a compra das vacinas, foi puramente técnica, diante das recomendações da Organização Mundial da Saúde e como presidente do Conass, afastando-se de especulações e posicionamento político, que é o caso do governador Flavio Dino.

A verdade é que o Consórcio Nordeste de Governadores não está preocupado com a saúde do povo, a sua obstinação é pelo interesse político e até psicótico de alguns integrantes em afetar o governo federal e mais precisamente o presidente Jair Bolsonaro. Uma vacina sem qualquer comprovação científica é um risco a vida de milhões de pessoas, mas as autoridades, os órgãos de controle e a própria manifestação popular deve se constituir em força contra. Entende-se que o momento é muito oportuno para que os governadores que desviaram recursos do covid-19 para aventuras politicas como a compra de respiradores que nunca foram entregues com pagamentos adiantados, sejam plenamente responsabilizados pelo Ministério Público e pelo STJ.

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país contra a privatização da empresa

Funcionários dos Correios em todo o Brasil entraram em greve nesta segunda-feira (17). De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT), a paralisação é por tempo indeterminado e os trabalhadores protestam contra a privatização da empresa, “a perda de direitos” e a “negligência com a saúde dos trabalhadores em relação à covid-19”.

“O governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do país, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”, diz José Rivaldo da Silva, secretário geral da FENTECT.

José Rivaldo também critica a direção dos Correios e diz que a ECT  “retirou direitos em plena pandemia e empurrou milhares de trabalhadores a uma greve na pior crise que o país vive. Perdemos muitos companheiros para a covid-19 em função do descaso e negligência da empresa”.

Ainda segundo a FENTECT, entre outros benefícios, foram cortados o plano de saúde, o vale cultura e o auxílio de dependentes com deficiência. Também houve alteração na data do pagamento e no vale-alimentação.

Os Correios afirmaram por meio de nota que “não pretendem suprimir direitos dos empregados”. A empresa diz ainda que a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção é da ordem de R$ 600 milhões anuais. “As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida”.

Veja nota na íntegra:

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados conforme contracheques em anexo que comprovam tais afirmações. 

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional. 

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

Congresso em Foco

Veja aqui as datas de pagamentos do abono salarial do PIS/Pasep que começa nesta terça-feira

A Caixa inicia nesta terça-feira (dia 18) o pagamento do abono salarial do PIS, referente ao calendário 2020/2021, para os trabalhadores nascidos em agosto que ainda não receberam por meio de crédito em conta.

Os valores podem ser sacados com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e nos Correspondentes Caixa Aqui, bem como nas agências. Mais de 736 mil trabalhadores nascidos em agosto tem direito ao saque do benefício, totalizando cerca de R$ 568 milhões em recursos disponibilizados. para os servidores públicos, o Banco do Brasil pagará o Pasep para os trabalhadores com número de inscrição 1 e que não receberam o crédito em conta.

O valor do abono salarial varia de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2019.

O saque pode ser realizado até 30 de junho de 2021. Em todo o calendário, a Caixa irá disponibilizar R$ 15,8 bilhões para 20,5 milhões trabalhadores.

O crédito para os trabalhadores correntistas da Caixa e Banco do Brasil começou no dia 30 de junho, para os nascidos de julho a dezembro (PIS) ou com final de inscrição de 0 a 4 (Pasep). Para os que têm contas nesses bancos, o depósito foi automático e antecipado. Neste caso, foram beneficiados quase seis milhões de trabalhadores, num total de R$ 4,6 bilhões.

Já os nascidos entre janeiro e junho e com número de inscrição entre 5 e 7 receberão no primeiro semestre de 2021. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2021, prazo final para o recebimento.

Nascidos em/data de pagamento para não correntistas

Julho – 16/07/2020

Agosto – 18/08/2020

Setembro – 15/09/2020

Outubro – 14//10/2020

Novembro – 17/11/2020

Dezembro – 15/12/2020

Janeiro – 19/01/2021

Fevereiro – 19/01/2021

Março – 11/02/2021

Abril – 11/02/2021

Maio – 17/03/2021

Junho – 17/03/2021

Número de inscrição/data de pagamento para não correntistas

0 – 16/07/2020

1 – 18/08/2020

2 – 15/09/2020

3 – 14/10/2020

4 – 17/11/2020

5 – 19/01/2021

6 e 7 – 11/02/2021

O valor do abono pode chegar a 1 salário mínimo (R$ 1.045) e é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2019 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2019 completo.

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2019. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que tiver Cartão Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência do banco, mediante a apresentação de documento de identificação.

Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-0207. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, clicando em “Consultar pagamento”. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep).

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729-0001.

1 mês – R$ 88

2 meses – R$ 175

3 meses – R$ 262

4 meses – R$ 349

5 meses – R$ 436

6 meses – R$ 523

7 meses – R$ 610

8 meses – R$ 697

9 meses – R$ 784

10 meses – R$ 871

11 meses – R$ 958

12 meses – R$ 1.045

Fonte: Yahoo Finanças

 

Conselho Federal de Química revele que cabines e túneis de desinfecção representam risco à saúde pública

De acordo com o Conselho Federal de Química (CFQ), as cabines e túneis de desinfecção representam risco à saúde pública. O órgão aponta que ainda não há comprovação científica da eficácia de seu uso para combate ao novo coronavírus e que os equipamentos podem causar danos à saúde.

Desde o início da pandemia, tem sido cada vez mais comum vê-los espalhados no sistema de transporte público, em hospitais e até na entrada de empresas, por exemplo. No entanto, de acordo com o CFQ, os túneis e cabines de desinfecção podem irritar a pele e as vias aéreas. Um dos produtos usados nesses locais, o digluconato de clorexidina a 0,2%, é uma substância altamente irritante aos olhos, que pode levar à cegueira.

O órgão ainda recomenda que a população não se exponha a tais dispositivos de desinfecção. Em maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia afirmado que “faltam evidências científicas” de que o uso dessas estruturas é eficaz como medida preventiva contra a Covid-19. Além disso, a entidade alertou para os danos e efeitos adversos que a exposição a elas podem causar à saúde.

Brasil 61

 

Conta de luz e aluguel afetam mais de 50% das famílias com renda de R$ 1.534 revela o IPEA

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), revela que, em julho, houve aceleração inflacionária para todas as classes de renda pelo segundo mês consecutivo. A variação para família com renda até R$ 1.534 foi de 0,38%, percentual acima da inflação observada para família com renda de R$ 15.345, que foi de 0,27%.

Segundo o Ipea, os reajustes de 2,6% na tarifa de energia e de 0,53% no aluguel foram os dois fatores que mais elevaram a inflação para as famílias mais pobres, correspondendo a 50% da variação. Variações do preço de carnes e leites, a alta do grupo transportes também influenciaram no quadro inflacionário.

Para a classe de renda mais alta, o preço do combustível foi responsável por quase 65% de toda a inflação registrada em julho. No acumulado do 2020, a inflação continua mais amena para as classes mais altas (0,03%), em comparação aos segmentos de renda mais baixa (1,2%).

Brasil 61

 

OMS e UNICEF revelam que 43% das escolas no mundo não tinham locais para lavagem das mãos antes da pandemia

Os dados mais recentes do Programa Conjunto de Monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef para Saneamento e Higiene (JMP) revelam que 43% das escolas ao redor do mundo não tinham as instalações básicas para lavagem das mãos com água e sabão em 2019. A higiene das mãos é tida como fundamental para as instituições de ensino possam funcionar em meio à pandemia.

Segundo o relatório da OMS e do Unicef, são cerca de 818 milhões de crianças em todo o mundo sem as instalações para lavar as mãos nas escolas, o que aumenta o risco de contaminação pelo coronavírus. Mais de um terço dessas crianças estão na África, ao sul do deserto da Saara. No Brasil, 39% das escolas não possuem a estrutura necessária para a limpeza das mãos.
Brasil 61

Os crimes que Sara Winter pode ter cometido ao divulgar nome de criança vítima de estupro

Uma menina de 10 anos, grávida após ser vítima de estupro, e aguardando para fazer um aborto garantido por lei, teve a identidade revelada pela militante de extrema direita Sara Giromini (conhecida como Sara Winter).

A conduta de Sara, que divulgou nas redes sociais o nome da menina e o hospital em que ela faria o procedimento, pode ser considerada crime com base em diversos artigos do Código Penal e do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), segundo juristas ouvidos pela BBC News Brasil.

Sara já é investigada por outros crimes em uma apuração sobre fake news conduzida pela Polícia Federal — ela chegou a ser presa, mas agora cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.

Divulgar o nome de uma criança sem autorização dos responsáveis é uma conduta criminosa em qualquer cenário, explica a professora de Direito da USP Maristela Basso, o que é agravado se a criança está envolvida num processo judicial — como no caso da vítima de estupro.

“É isso o que determinam os Artigos 143 e 247 do ECA, que dizem expressamente que nenhuma pessoa está autorizada a mencionar o nome ou imagem de uma criança sem autorização”, explica Basso.

O Artigo 143 determina veda a divulgação de atos judiciais envolvendo crianças e adolescentes, mesmo que a criança tenha cometido um ato infracional — o que não é o caso, já que a menina é vítima de estupro e o aborto é garantido por lei em casos como esse, explica a advogada Ana Paula Freitas, coordenadora adjunta da área de infância e juventude do IBCCrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais).

Isso vale para qualquer pessoa — tanto para funcionários de órgãos públicos, quanto para cidadãos comuns, jornalistas ou veículos de mídia.

Já o Artigo 247 estabelece que quem infringe esse determinação, explica Freitas, pode ser multado em até 20 salários mínimos.

Maristela Basso, da USP, explica, no entanto, que essa pena pode ser aumentada por um juiz em casos concretos, como a divulgação feita por Sara Winter.

Além de ter em vigor o ECA, o Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos das Crianças, da ONU, explica Basso, que reitera com mais força que nenhuma criança pode ter seu nome mencionado sem autorização dos pais.

“A declaração determina que o Estado terá de aplicar em quem é responsável pela divulgação as penas cabíveis. Ou seja, a pena não fica restrita, o juiz tem um poder de discricionariedade ao examinar o caso concreto”, defende a jurista.

‘Incitação ao crime’

A promotora de Justiça Celeste Santos, do Ministério Público de SP, diz que uma conduta como a de Sara — que além de divulgar o nome e o endereço do hospital onde estava a menina, convocou manifestantes para irem até o local tentar impedir a realização do aborto — poderia ainda ser enquadrada em outros crimes, estabelecidos pelo Código Penal.

Sara pode ter cometido, diz Celeste, difamação e calúnia, que são crimes contra a honra e visam a atacar a reputação de uma pessoa.

Também poderia ser processada criminalmente por incitação ao crime, diz a promotora, porque incita pessoas a interferir em atos já autorizados pela Justiça.

“Essa criança vítima de estupro tem o direito ao aborto garantido, porque ela também tem o direito à vida, tanto no aspecto físico quanto psicológico, já que não existe vida sem dignidade”, diz a promotora.

BBC NEWS

 

Governadores do Nordeste depois do fiasco dos respiradores querem vacinas russas não reconhecidas pela OMS

            O Consórcio Nordeste de Governadores foi criado com o objetivo de fazer enfrentamento político ao Governo Federal e se constituir em uma força de expressão com vistas a eleição à presidência da república em 2022. A ideia inicial era proporcionar desgastes sucessivos ao presidente Jair Bolsonaro e criar uma candidatura própria para 2022, com Flavio Dino despontando como o nome a ser indicado pelo consórcio.

O grupo foi favorecido com as decisões do Supremo Tribunal Federal, que retirou do Governo Federal a coordenação do enfrentamento a pandemia do covid-19, delegando poderes a governadores e prefeitos. O Consórcio Nordeste de Governadores deu inicio a uma grande ofensiva contra o Governo Federal com criticas e agressões diretas e intensivas com uma voracidade que eles acreditavam que iriam derrubar o presidente da república.

Como os interesses políticos agregam os particulares, os governadores decidiram comprar respiradores através de uma empresa sem qualquer referência e credibilidade, resultando em sérios prejuízos com desperdícios de recursos federais destinados exclusivamente ao enfrentamento ao coronavírus. Fizeram dois contratos e o primeiro os prejuízos não foram maiores devido a intervenção do governador da Bahia, que conseguiu mandar prender os picaretas e bloquear as suas contas bancárias. O caso da segunda compra, o desfecho é desconhecido e o dinheiro enviado pelo Ministério da Saúde, não se sabe o que foi feito, com a observação de que as duas compras foram feitas com pagamentos adiantados pelos governadores. O que se sabe é que no STJ foi instaurado um procedimento que está sendo investigado em segredo de justiça pelo Ministério Público Federal.

Recentemente a CGU e a Polícia Federal realizaram uma operação no Estado do Piauí para apurar corrupção de mais de R$ 50 milhões, que envolvem diretamente o governador Welington Dias e a sua esposa que é deputada federal.

            Querem comprar vacinas russas não reconhecidas pela OMS

O Consórcio de Governadores do Nordeste, depois do fiasco vergonhoso e que precisa ser investigado para ressarcimento dos recursos destinado ao combate a covid-19, agora se volta para a compra de vacinas russas contra o coronavírus. Apesar de toda a propaganda do governo soviético, não existem qualquer comprovação científica junto a Organização Mundial de Saúde, principalmente que a vacina ainda está em sua terceira fase de testes e já estariam sendo utilizadas na imunização do povo russo.

Caso realmente os governadores nordestinos venham a comprar vacinas russas sem o aval científico da Organização Mundial de Saúde e naturalmente pagando milhões de dólares adiantados, o povo nordestino vai se tornar cobaia dos soviéticos, o que é muito sério e grave e riscos para muitas vidas. O lamentável é que os interesses políticos estão acima de tudo, até mesmo da vida do povo nordestino.

 

 

 

 

 

 

Aumenta a reprovação popular ao Congresso e ao STF aponta Datafolha

A queda na avaliação do Congresso Nacional coincidiu com o arrefecimento do conflito entre Jair Bolsonaro e o Legislativo. De acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (17), a reprovação ao Congresso subiu cinco pontos percentuais nos últimos dois meses, três acima da margem de erro, que é de dois pontos.

Em comparação com a pesquisa feita em maio, o índice de aprovação da atual legislatura manteve-se estável, oscilando entre 18% e 17% nas avaliações ótimo ou bom. Mas o percentual daqueles que consideram a atuação do Congresso ruim ou péssima, que era de 32% em maio, chegou a 37%. A avaliação do trabalho dos parlamentares como regular oscilou entre 47% e 43%.

Os ministros do STF mantiveram a estabilidade na sua avaliação. O percentual de aprovação da corte oscilou entre 30% e 27%, as avaliações como regular ficaram entre 40% e 38%. Já o índice de reprovação à atuação dos ministros foi de 26% em maio e 29% em agosto.

Na pesquisa anterior, tanto o poder Judiciário quanto o Legislativo haviam apresentado quedas nos índices de rejeição popular em relação a dezembro de 2019.

O primeiro semestre foi marcado por conflitos entre o presidente e o Congresso Nacional. Primeiro houve disputa quanto ao orçamento. Em seguida, as medidas de combate à pandemia estiveram no centro da discórdia entre os poderes. O clima de tensão com o Supremo foi marcado por decisões do STF e a participação do presidente em atos pró-ditadura militar e pelo fechamento do Congresso e do Supremo.

Com a prisão de Fabrício Queiroz em junho, amigo de Bolsonaro e ex-assessor de Flávio Bolsonaro,investigado no caso das “rachadinhas”, o presidente baixou o tom contra o Legislativo e contra a corte. Ele adotou um discurso mais conciliador com os demais poderes.

A rejeição ao Congresso é maior entre a população mais rica. Aqueles que ganham mais de dez salários mínimos rejeitam o Congresso em 51% e o Supremo em 52%. O melhor índice de aprovação dos parlamentares vem da população mais pobre, 22% dessa faixa da população avaliam os parlamentares como ótimos ou bons.

Congresso em Foco