Primeira frase dita por Alexandre de Moraes após a eleição de Trump, vem à tona:” EM NADA MUDARÁ”

Estranhamente, o ministro Alexandre de Moraes resolveu se manifestar sobre a vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos. Moraes afirmou que o fato não afetará sua postura ou decisões no Supremo Tribunal Federal (STF). Em conversas reservadas nesta quarta-feira (6), Moraes garantiu que sua atuação seguirá inalterada, mesmo diante da proximidade de Trump com figuras como Jair Bolsonaro e Elon Musk, ambos críticos do magistrado.

Sua primeira frase foi: “Em nada mudará.”

Moraes estava se referindo aos inquéritos envolvendo Bolsonaro e outros aliados, incluindo Musk. Enquanto isso, parlamentares demonstram otimismo com a volta de Trump à Casa Branca. Eles acreditam que a nova configuração política pode levar o Judiciário brasileiro a reconsiderar a inelegibilidade de Bolsonaro, temendo tensões diplomáticas com os EUA.

Jornal da Cidade Online

Lula vira chacota e é ridicularizado ao recuar de afirmação pejorativa contra Donald Trump, para parabeniza-lo

Apenas dias após ter associado o então candidato Donald Trump ao nazismo, Lula utilizou suas redes sociais para parabenizar o mesmo Donald Trump pela vitória na eleição presidencial. Com a vitória consolidada, Lula desejou “sorte e sucesso ao novo governo”. O senador Rogério Marinho apontou: “Lula associa Donald Trump ao nazismo e depois corre para consertar sua falta de noção e bom senso. É o típico Padrão PT: ataca a maior democracia do ocidente e, quando convém, muda o discurso sem o menor constrangimento. Além de andar de mãos dadas com ditadores, a política externa ideológica do atual governo continua a expor o Brasil a desgastes jamais vistos perante importantes e tradicionais aliados. Para o PT, coerência e democracia são relativos!”

O deputado Nikolas Ferreira questionou: “Se você disse que ele, junto a mais de 71 milhões de americanos eram fascistas e nazistas, por qual motivo está parabenizando? Eu respondo: são somente as mesmas narrativas de sempre, que não dão certo, mas a esquerda continua insistindo”. Nikolas acrescentou: “Trump venceu em tudo. Nem as celebridades de Hollywood, a mídia militante e US$ 1 bilhão para a campanha foram suficientes para Kamala. Se o diagnóstico da esquerda é inventar que a maioria é fascista, nazista, racista, *** e por aí vai, não entenderam nada”.

O deputado Eduardo Bolsonaro perguntou: “Desejando sorte a governo nazista?”. Eduardo também postou print da matéria e disse, em inglês: “esta foi a declaração genial do presidente do Brasil dias antes de Donald Trump ser eleito nos Estados Unidos”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro comentou a pergunta, dizendo: “tudo pela desinformação e ainda tem a cara de pau de falar em nome de combate às fake news. O que querem é o monopólio da informação, pois pra eles seu maior inimigo é a verdade”.

O ex-deputado Deltan Dallagnol disse: “Por que você desejaria boa sorte e sucesso a alguém que, apenas cinco dias atrás, você chamou de nazista e fascista? Como sempre, a realidade se impõe, as máscaras caem e as narrativas são só isso, narrativas”.

O senador Sérgio Moro ironizou: “E o Lula, que mostrando toda a sua ‘genialidade’ diplomática, não só manifestou desnecessariamente sua preferência por quem perdeu a disputa, mas também chamou o Trump, novo presidente dos Estados Unidos, de nazista!?”

O Coronel Rocha, presidente do PL de São Cristóvão (SE), disse: “Lula, você chamou o Trump de nazista há poucos dias. É muita hipocrisia”. O deputado Maurício Marcon apontou: “Já baixou a bolinha hem…”

Jornal da Cidade Online

Gleisi Hoffmann que pode ser indicada por Lula para o TCU, mente escandalosamente sobre o BC

A irresponsabilidade de Gleisi Hoffmann é algo inadmissível e preocupante, na medida em que o PT parece ter a pretensão de indicá-la para uma vaga de ministra do Tribunal de Contas da União, num acordo que vem sendo costurado politicamente. Nesta quarta-feira (6), em mais uma demonstração desse comportamento macabro, Gleisi postou o seguinte:

“Copom mantém a sabotagem à economia do país e eleva ainda mais os juros estratosféricos.  Irresponsabilidade total com um país que precisa e quer continuar crescendo.”

Devaneio sem nexo e mentiroso. Não existe nenhum tipo de sabotagem à economia do país.

Diário do Poder

 

Ministro Flávio Dino apresenta voto que não favorece recurso impetrado no STF pela “Dama do Tráfico”

O ministro Flávio Dino chefiava o Ministério da Justiça e Segurança Pública quando quatro autoridades da pasta, incluindo dois secretários nacionais, receberam Luciane Barbosa, tida como ‘a dama do tráfico, em seus gabinetes. Na época, Dino arrumou uma desculpa esfarrapada e jogou toda a culpa em Elias Vaz, então secretário de Assuntos Legislativos.

Agora, Luciane aciona o STF após perder prazo para recorrer do acórdão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que a condenou em outubro de 2023 a 10 anos de prisão por associação para o tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Os advogados de Luciane tinham 15 dias para contestar a decisão, mas enviaram o recurso após esse período. A defesa alega, porém, que o cálculo do prazo teria sido feito equivocadamente. O relator do caso foi o ministro Luís Roberto Barroso, que entendeu que os advogados não trouxeram argumentos aptos a desconstituir a decisão agravada.

 “A ocorrência de feriado local, recesso, paralisação ou interrupção do expediente forense deve ser demonstrada, por documento idôneo, no ato da interposição do recurso manejado.

No presente caso, os recorrentes apenas anexaram mera captura de tela (printscreen) e um link que remete ao sítio do Tribunal de origem, o que não satisfaz a exigência do requisito acima referido.” Voto de Flavio Dino, bastante aguardado. Sem outra alternativa plausível, Dino acompanhou o relator.

Jornal da Cidade Online

 

A chave não eram as mulheres, mas os homens: A ‘estratégia machista’ funcionou para Trump

A ‘geminação’ que esta estratégia transmite consegue fazer com que os homens se sintam parte de algo maior: não têm marchas femininas, mas têm o seu ‘mano’ que os compreende e promete cuidar deles e das suas famílias. Não importa que as políticas visem reforçar o oposto: a “estratégia mano” pode não ter tanto a ver com oferecer coerência intelectual, mas sim com fazer com que as pessoas se sintam seguras.” escreve Ana Requena Aguilar, editora-chefe de Gênero em eldiario.es. Fez parte da equipe fundadora do jornal em 2012, onde trabalha desde então, coautora de diversos livros sobre comunicação e gênero e ministra workshops e palestras sobre o tema, em artigo publicado por El Diario, 06-11-2024.

Eis o artigo.

Ele optou pelo ‘voto masculino’. E funcionou. Donald Trump retorna à Casa Branca e o faz apoiado, especialmente por homens. A ideia desgastada, nestas e em muitas outras eleições, de que o voto das mulheres pode mudar tudo esquece a outra parte da equação: que o voto dos homens também pode mudar tudo. Ou manter tudo igual. Que Trump encorajou e confiou na raiva e na necessidade de validação masculina era algo que já sabíamos, mas esta eleição conseguiu ir mais longe: não só os homens brancos apostam nele, os latinos também o fizeram.

Homens latinos, a grande virada republicana de 2024

Para cada grupo, são apresentados os dados das sondagens de boca de urna a porcentagem de votos dos candidatos democratas e republicanos nas eleições presidenciais de 2016, 2020 e 2024. A ‘estratégia mano’ funcionou, já dizem alguns analistas. É uma estratégia que Trump e sua equipe encorajaram deliberadamente. O jornalista Jon Sopel contou há algumas horas em um talk show da ITV como Steve Bannon, o ‘criador intelectual’ do Trumpismo, assumiu abertamente que o Partido Republicano iria perder a maioria do voto feminino, especialmente devido à forma como Trump e os seus têm operado para restringir os direitos sexuais e reprodutivos. Mas Bannon não estava muito preocupado com isso: “vamos apostar no voto do machão”, disse ele. E se.

Esta estratégia envolveu a organização de grupos de homens que amplificaram mensagens trumpistas em canais do YouTube, fóruns de criptomoedas, podcasts e até mesmo em aplicativos de namoro, como o Tinder. Trump se exibiu nesses espaços e cultivou, ao mesmo tempo, sua imagem de durão: um homem alfa com uma bela mulher ao seu lado, preocupado com o seu povo e com o “seu”, prometendo proteger e prover. Prometendo, por sua vez, a esses homens que, com ele como presidente, poderão proteger e prover, dois grandes mandatos de masculinidade tradicional.

Um desses YouTubers pró-Trump disse neste artigo: “Trata-se de ser poderoso, ser capaz de proteger e prover”. Os homens que apoiam o Partido Democrata, continuou ele, não davam a impressão de serem capazes de fazer essas três coisas, mas pareciam homenzinhos fracos e cheios de autopiedade.

Uma das frases de Donald Trump em um dos seus últimos comícios aludiu precisamente à proteção: “Vou proteger as mulheres, gostem elas ou não. Vou protegê-las dos migrantes que chegam. Vou protegê-las de países estrangeiros que querem nos atacar com mísseis e de muitas outras coisas”. O ultra discurso está envolto em um disfarce amigável que vende proteção contra ‘os outros’: migrantes, feministas, wokismo e todos aqueles inimigos que apontam como responsáveis ​​pelos desconfortos e problemas das ‘pessoas boas’ que só querem prosperar e ser capazes de atender ao que se espera deles.

O paternalismo e a condescendência para com as mulheres são disfarçados de preocupação para justificar o machismo ou o racismo. A ‘irmandade’ que esta ‘estratégia mano’ transmite quer – e consegue – fazer com que os homens se sintam parte de algo maior: não têm marchas femininas, assembleias ou 8M, mas têm seus manos, que os compreendem, dão tapinhas nas costas deles, validam seus egos feridos e perplexidade e prometem cuidar deles e de suas famílias.

Não importa se as políticas visam reforçar os interesses de alguns – aqueles que destroem empregos, direitos ou o Estado de bem-estar social – a “estratégia mano” pode não ser tanto sobre oferecer coerência intelectual ou moral, mas sim fazer com que se sintam seguros. Essa perspectiva nos ajudaria a abandonar o argumento fácil e inútil que desqualifica os homens latinos ou humildes que votaram em Trump e tentar compreender (não justificar, mas compreender) o seu voto. Se o migrante que chegou há anos vota agora em Donald Trump porque vai acabar com quem vem de fora, pode ser porque isso o faz sentir uma certa segurança no seu papel de provedor, por mais incoerente que possa parecer aos outros. Os ultras não querem justiça para todos, mas que alguns sintam que a justiça é feita para eles e o resto não importa.

O que sabemos neste momento é que as mulheres de todas as faixas etárias votaram esmagadoramente em Kamala Harris, enquanto os homens votaram em Trump, exceto no caso dos homens de 29 anos, que optaram pelo voto democrata, embora por pouca diferença e, sim, com menos contundência do que há quatro anos. Se Biden conseguiu mobilizar ou recuperar votos masculinos que não foram às urnas na hora de apostar em Hillary Clinton, isso não aconteceu neste caso. Ou seja, homens de todos os perfis optaram por Trump… ou preferiram ficar em casa e não votar em Kamala Harris.

Se o ‘muro azul’ foi aquela cadeia de estados com tradição democrática em que o partido de Harris sempre depositou sua esperança, há quem já fale de um ‘muro de irmãos’ que possa sustentar o status quo… embora acredite que esteja lutando contra o status quo. Até que ponto os homens progressistas estão contribuindo, mesmo que por omissão, para essa “estratégia mano” em todo o mundo é algo para se pensar. A moderação ou meias medidas de uns se misturam com o ceticismo de outros, ou diretamente com o ataque e a resistência de muitos, que acusam o feminismo de ter ido longe demais ou de ser responsável pela onda reacionária.

Aparentemente, seria mais inteligente não lutar pelos direitos humanos e pela justiça social para evitar ultra-reações… ou talvez seja porque para esses homens que se auto-identificam como progressistas há algumas questões que não lhes parecem tão importantes. Sim, a masculinidade tradicional tem custos para os homens, mas também oferece uma poltrona confortável onde, se desejar, você pode decidir cobrir os olhos.

Neste momento, confiar o resgate das democracias e dos direitos ao voto das mulheres em cada eleição crítica realizada no mundo é desistir de construir alternativas apoiadas de forma generalizada por amplos setores da população. Sem que essas alternativas pretendam, claro e como tantas vezes aconteceu, que o feminismo se cale e que, há outras coisas mais importantes.

ADITAL UNISINOS

 

STF valida emenda constitucional que permite contratação de servidores públicos pela CLT

O Plenário do Supremo Tribunal Federal validou nesta quarta-feira (6/11) a Emenda Constitucional 19/1998, que acabou com a obrigatoriedade do Regime Jurídico Único (RJU) e de planos de carreira para servidores públicos. Na prática, a decisão permite que os funcionários sejam contratados pelo regime celetista, em que não há a estabilidade atualmente garantida aos servidores.

A decisão coloca fim a uma disputa que começou em 2000, ano em que a ação foi proposta. Em 2007, o Supremo invalidou o texto em decisão cautelar, por considerar que a promulgação se deu sem a aprovação das duas casas legislativas. Desde então, a norma estava suspensa. A mudança de entendimento no julgamento concluído nesta quarta-feira faz com que a alteração, enfim, passe a valer plenamente. Com isso, os servidores podem ser contratados tanto pela forma celetista quanto pela estatutária.

O Supremo, no entanto, estabeleceu que a decisão não tem efeito retroativo. Com isso, está vedada a mudança de regime dos atuais servidores. O objetivo é não afetar a Previdência com novos beneficiários que nunca contribuíram. O regime único prevê a admissão por concurso público e a estabilidade após três anos, depois do chamado estágio probatório. A decisão não afeta a admissão por concurso, mas uma vez no cargo, quem for contratado no modelo celetista não terá a mesma estabilidade garantida às pessoas contratadas por meio do regime único.

Divergência vence

Prevaleceu a divergência aberta pelo ministro Gilmar Mendes. Ele votou no caso em 2021, antes de ele ser suspenso por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Gilmar disse que a votação da emenda não violou a regra que exige a aprovação em dois turnos por três quintos dos votos dos deputados e senadores.

Segundo o ministro, houve apenas um ajuste redacional, em que um texto previamente aprovado pela Câmara para constar no parágrafo 2º do artigo 39 foi deslocado para o caput do artigo. “Modificar o lugar de um texto contido em uma proposição legislativa não é suficiente para desfigurá-lo”, argumentou o ministro. Gilmar foi acompanhado pelos ministros Nunes Marques, Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso.

Relatora

A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, ficou vencida. Ela, que votou em 2020, entendeu que o fim da obrigatoriedade do RJU foi rejeitado em primeiro turno e, ainda assim, submetido a votação em segundo turno. Para a ministra, houve uma manobra para burlar a obrigação de três quintos dos votos em dois turnos de votação nas casas legislativas. Cármen foi acompanhada pelos ministros Edson Fachin e Luiz Fux. “Os argumentos trazidos no presente recurso, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo com a decisão pela qual contrariados os interesses do agravante”, afirmou ela em 2020.

EC 19/98

A EC 19/98 excluiu a exigência de RJU — o regime dos servidores públicos civis da administração direta, das autarquias e das fundações — e determinou a instituição de conselhos de política de administração e remuneração de pessoal, integrados por servidores designados pelos respectivos poderes. A medida abriu caminho para a contratação via CLT.

Diversos partidos entraram com a ação contra a emenda constitucional, com o argumento de que o então relator da matéria, o ex-deputado Moreira Franco, aplicou uma “artimanha legislativa”, de modo que a PEC tramitou sem a aprovação das duas casas legislativas, em dois turnos de votação.

CONJUR

Governo Lula reage mal à nova derrota da esquerda

Lula insultou Trump e Haddad ficou “tenso” com vitória do republicano. Lula (PT) se demorou a cumprimentar o presidente eleito dos EUA, após insultar Donald Trump (R) e manifestar “preferência” pela candidatura afinal derrotada de Kamala Harris (D). Com idêntica cara de espanto, o ministro dos desacertos econômicos Fernando Haddad, cujo dever é zelar pelas boas relações com países que investem no Brasil, cometeu indelicadeza desnecessária, dizendo que o dia teria amanhecido “tenso”. A esquerda raivosa não captou o recado do Brasil que saiu das urnas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O silêncio inicial de Lula e a grosseria de Haddad mostram não haver caído a ficha na esquerda de que, outra vez em 2024, perdeu, mané.

Chefes de Estado e de Governo não podem ter “preferências políticas” em países alheios, têm interesses a serem preservados ou viabilizados. Assim como Lula ensaiou com Trump, o arqui-inimigo Bolsonaro cometeu erro idêntico, há quatro anos, demorando a reconhecer a vitória de Joe Biden.

Diário do Poder

Banco Central eleva taxa Selic em meio ponto percentual para 11,25% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) aumentou nesta quarta-feira (6) em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros da economia (Selic), que agora está em 11,25% ao ano. A decisão pelo aumento foi unânime.

Após passar um ano em 13,75% entre agosto de 2021 e agosto de 2022, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões, de junho e julho de 2024, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano, mas começou a elevar a Selic a partir de setembro.

Como noticiou o Diário do Poder, na reunião de setembro, houve a primeira alta dos juros desde agosto de 2022. Na ocasião, o aumento foi de 0,25%, passando de 10,5% para 10,75% ao ano.

Diário do Poder

 

STF suspende julgamento de lei que restringe laqueadura e vasectomia

O Plenário do Supremo Tribunal Federal suspendeu nesta quarta-feira (6/11) o julgamento de uma ação que questiona trechos da Lei de Planejamento Familiar (Lei 9.263/96) que restringem a laqueadura e a vasectomia a maiores de 21 anos ou pessoas com até dois filhos. O ministro Cristiano Zanin pediu vista.

A ação foi proposta pelo PSB. O partido afirma que a lei afronta direitos fundamentais e tratados internacionais firmados pelo Brasil e diverge dos principais ordenamentos jurídicos estrangeiros. A legenda também afirma que não cabe ao Estado interferir no planejamento familiar. Votaram na sessão desta quarta apenas os ministros Nunes Marques, relator do caso, e Flávio Dino.

Voto do relator

Nunes Marques entendeu que é constitucional o inciso I do artigo 10 da norma, segundo o qual somente é permitida a esterilização a homens e mulheres com capacidade civil plena, maiores de 21 anos, ou com pelo menos dois filhos. Dino acompanhou o relator.

 “A fixação da idade mínima de 21 anos como requisito para a permissão de realização da esterilização voluntária foi escolha legítima do Poder Legislativo, resultado de amplos debates naquela arena política”, afirmou o relator.

Ele disse não ver excessos ou restrições ilegítimas de direitos fundamentais que “justifiquem a intervenção” do Supremo na decisão política de um outro poder.

“É perverso apresentar a uma jovem que sequer atingiu a maioridade civil e, possivelmente, em situação de vulnerabilidade, a opção de tornar-se definitivamente estéril, como resposta para um problema social grave, que é a gravidez na adolescência”, prosseguiu Nunes Marques.

Se essa posição for a vencedora, pessoas com menos de 21 anos não poderão se submeter aos procedimentos de esterilização, salvo se já tiverem mais de dois filhos — porém, menores de idade não poderão ser esterilizados mesmo que tenham mais de dois filhos.

Ao acompanhar o relator, Dino fez um acréscimo. O ministro sugeriu que fosse excluída a parte do artigo 10, I, que determina o “aconselhamento por equipe multidisciplinar, com vistas a desencorajar a esterilização precoce” nos casos de laqueadura ou vasectomia. Para ele, não deve haver qualquer encorajamento ou desencorajamento, apenas o aconselhamento por profissionais nos casos de esterilização precoce.

CONJUR

Deputada que quer barrar Alexandre de Moraes nos EUA é reeleita

Seu projeto é impedir entrada nos EUA de autoridades que promovam censura e perseguição política. A deputada republicana Maria Elvira Salazar, da Flórida, foi reeleita para o terceiro mandato na Câmara dos Estados Unidos. A parlamentar, que representa o condado de Miami-Dade, agradeceu aos eleitores nas redes sociais, comprometendo-se a “continuar a ser a voz do povo, lutando pelo povo”. Elvira tem como característica oposição a regimes socialistas, como os de Cuba, Venezuela e Nicarágua, defendendo direitos humanos e a democracia.

No Brasil, a deputada ficou conhecida pelas críticas lançadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem chamou de “operador totalitário”. A deputada também foi uma das autoras do projeto para barrar a emissão de vistos para autoridades que tenham cometido “censura” contra cidadãos do país.

Na proposta, Elvira cita Moraes ao chamar o ministro de “vanguardista” no “ataque internacional na liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos, como o empresário Elon Musk”. A fala ocorreu após a decisão do magistrado de bloquear no Brasil, a rede social X, antes conhecida como Twitter.

Como noticiou o Diário do Poder, em 8 de outubro, Moraes determinou o desbloqueio da rede social no país. O X passou quase 50 dias bloqueados por decisão do magistrado.

Críticas a Lula

A deputada também já criticou o presidente Lula (PT), a quem chamou de “sujeito condenado por corrupção”.

“Pelo que estou entendendo, não só o Brasil tem como presidente um sujeito que foi condenado por corrupção, Lula da Silva, mas agora ele tem um operador totalitário, o ministro na Suprema Corte, Alexandre de Moraes”, afirmou a Elvira.

Diário do Poder