Os advogados da Associação de Familiares e Vítimas do 8 de janeiro (ASFAV) participaram do Encontro Pela Liberdade, realizado na Crossbridge Church, nos Estados Unidos. Eles descreveram as “ilegalidades” cometidas contra os cidadãos que foram presos por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no caso do 8 de janeiro.
O grupo foi pessoalmente aos Estados Unidos para levar mais de 100 denúncias de violações de direitos humanos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Essas denúncias se somam a outras dezenas que já foram apresentadas à Corte Internacional e relatam os supostos abusos cometidos.
A advogada Gabriela Ritter afirmou:
“Dentro do país, nós percorremos todas, praticamente todas as instituições que vocês possam imaginar. Nós protocolamos vários ofícios na Comissão de Direitos Humanos da OAB do Distrito Federal desde fevereiro, Ouvidoria da OAB, do Distrito Federal, Ouvidoria do Conselho Federal, Ministério dos Direitos Humanos, Vara de Execuções Penais do Distrito Federal e começamos peticionar no processo”.
Ela continuou falando sobre os acontecimentos de 8 de janeiro e revelou que as prisões do dia 9 de janeiro são as que mais claramente demonstram se tratar de prisões ilegais e em massa. Ela relatou que as pessoas foram enganadas para entrar em ônibus, nos quais ficaram circulando pela cidade sem saber para onde iriam, sem sequer saber que estavam sendo presas, sem voz de prisão, sem alimentação, sem água e sem banheiro.
Em seguida, permaneceram presas por meses a fio, e agora começam a ser julgadas por um tribunal incompetente, sem individualização das condutas nem acesso ao devido processo legal. O mais grave de tudo é que instituições que deveriam zelar pelos princípios dos direitos fundamentais e democráticos dos cidadãos, se omitem e parecem ter medo se posicionar contra as ilegalidades praticadas e a violência de julgamentos que ferem os princípios emanados da lei. Tudo leva crer que hoje no Brasil, os poderes constituídos e as instituições se assumiram subordinadas ao STF.
Jornal da Cidade Online








