Dois dos 13 deputados federais do Maranhão favoráveis a PEC da Anistia são pré-candidatos a prefeito

Fonte: Blog ATUAL – Yuri Almeida

Proposta perdoa partidos políticos que descumpriram cotas eleitorais para mulheres e pessoas negras. Da bancada maranhense, apenas Duarte Júnior votou contra

A Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (11) a PEC da Anistia, que perdoa partidos políticos que cometeram infrações eleitorais como descumprimento de cotas para mulheres e pessoas negras nas eleições. Foram 338 votos a favor e 89 contra no segundo turno de votação. No primeiro, foram 344 votos a favor e 89 contra, além de 4 abstenções. Pela bancada federal do Maranhão na Câmara, composta por 18 deputados, 13 votaram a favor, 1 contra e 4 não participaram da votação em plenário.

O único parlamentar pelo estado a votar contra foi Duarte Júnior (PSB), pré-candidato a prefeito de São Luís nas eleições de 2024. Já dentre os 13 que votaram a favor, 2 também devem disputar prefeituras nas eleições de outubro: Remy Soares (PP), que vai concorrer ao pleito municipal em Presidente Dutra, e Josivaldo JP (PSD), pré-candidato na corrida à prefeitura de Imperatriz.

Segundo estimativa da organização Transparência Partidária, pela PEC aprovada na Câmara, o perdão às contas pendentes pode chegar a R$ 23 bilhões. A proposta também revoga a determinação de que pessoas negras devem receber verba eleitoral de forma proporcional ao número de candidatos e abre um generoso programa de refinanciamento de débitos aos atuais 29 partidos políticos. Para entrar em vigor, o texto precisa ainda passar pelo Senado Federal, onde é necessário o apoio de 49 dos 81 senadores, também em duas votações. Por ser uma emenda à Constituição, não precisa passar por veto ou sanção presidencial.

Ainda pela bancada maranhense, também votaram a favor da PEC da Anistia a deputada Luciana Genésio (PDT) e os deputados Aluísio Mendes (Republicanos), Cléber Verde (MDB), Allan Garcês (PP), Dr. Gonçalo (Podemos), Hildo Rocha (MDB), Márcio Jerry (PCdoB), Marreca Filho (PRD), Pastor Gil (PL), Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e Rubens Pereira Júnior (PT).

Os ausentes na votação pelo Maranhão foram: a deputada Detinha (PL) e os deputados Dr. Benjamim (União Brasil), Josimar Maranhãozinho (PL) e Júnior Lourenço (PL).

Proposta de autonomia do BC deve parar no STF

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), trabalha dia e noite para tentar retardar a tramitação da proposta que dá autonomia financeira ao Banco Central, prevista para ser votada amanhã (17) na Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Davi Alcolumbre (União-AP). A aprovação na CCJ é dada como certa. Dentro da Advocacia-Geral da União, forma-se o entendimento que o projeto é passível de judicialização por não ter sido proposto pelo Executivo.

Oposição gosta

A autonomia financeira do BC é bandeira da oposição e Alcolumbre, em campanha para voltar a ser presidente do Senado, vai patrocinar a ideia.

Aliado lulista

No Plenário, o governo conta com Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para segurar a votação, que não deve sair até o fim do ano.

Impacto no orçamento

O maior problema da proposta para o governo é transformar do BC em “empresa pública”, o que teria impacto nas contas públicas.

Sindicato contra

Antes mesmo de ser votada, sindicatos de servidores do BC, ligados ao governo, já pressionam os senadores contra a medida.

Coluna do Claudio Humberto

 

 

Voos de ministros em jatinhos batem recorde em junho com 271 viagens

O total de voos realizados por autoridades do governo Lula (PT) e pelos presidentes dos Poderes em jatinhos da Força Aérea Brasileira bateu recorde para um único mês. Segundo os dados da FAB, foram 271 viagens apenas mês passado. Em maio, por exemplo, foram 85 voos. Este ano, até agora, o total já superou 930 viagens. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, foi quem mais viajou em 2024, até o momento: requisitou jatinhos da FAB 71 vezes.

Pódio

O presidente da Câmara, Arthur Lira, tem 65 viagens nas asas da FAB, enquanto Fernando Haddad (Fazenda) fez 58 voos nos jatinhos.

Para pouquíssimos

Jatinhos da FAB são um dos principais luxos reservados apenas às mais altas autoridades da República e seus convidados.

Tem muito mais

Esse total não leva em conta as viagens de Lula no seu Airbus e outros jatos da FAB, assim como os voos do vice Geraldo Alckmin.

Coluna do Claudio Humberto

 

O que muda no Maranhão com a aprovação da reforma tributária?

Conheça as principais novidades que a reforma tributária traz para o dia a dia da população maranhense

Você já parou para pensar como a reforma tributária vai afetar a sua vida? Pode parecer um assunto distante e um tanto complexo, mas as mudanças serão sentidas no dia a dia da população. Após um período de transição até 2032, as regras vão começar a valer no país todo e vão mudar também a forma como a população do Maranhão pagar os tributos.

Conheça as principais regras

 Não cumulatividade 

A reforma tributária acaba com os impostos sobre impostos, que são comuns no sistema atual. Isso significa que, quando uma empresa for pagar seus impostos por um produto vendido, ela pode descontar o que já foi pago ao longo da cadeia. Dessa forma, os custos diminuem. O novo sistema prevê ressarcimentos dos saldos credores em prazos de 30 a 60 dias. Quanto mais rápido a empresa receber esse crédito, mais capital de giro e recursos para investir estarão disponíveis.

Pagamento no destino

Antes os impostos eram pagos no local de produção, onde o bem ou serviço eram produzidos. Pela nova regra, o pagamento do imposto fica no local de compra, o destino final do bem ou onde o serviço é executado.

Isso ajuda a acabar com as disputas entre estados e municípios para atrair investimentos por meio de vantagens e isenções tributárias. A expectativa é que tenha fim a guerra fiscal entre os entes da federação.

Cesta básica nacional

O novo regime cria a Cesta Básica Nacional de Alimentos. Os itens que farão parte dela serão isentos da CBS e do IBS. Isso significa que, ao comprar qualquer um desses produtos, os consumidores não serão tributados.

O texto original enviado pelo governo ao Congresso Nacional incluía 15 tipos de alimento na cesta: arroz, leite, manteiga, margarina, feijão, raízes e tubérculos, côco, café, óleo de soja, farinha de mandioca, farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, massas alimentícias e pão. Outros alimentos foram incluídos pelos deputados federais: óleo de milho, aveia, farinha, carne, queijo e sal.

Pagar menos impostos

Embora no início o novo sistema tenha que ser neutro do ponto de vista arrecadatório, ou seja, não diminuir nem aumentar a carga tributária, há especialistas que acreditam que, com a tributação ampla de bens e serviços, e o aperfeiçoamento da tecnologia para combater a sonegação, o peso dos impostos sobre o consumo possa diminuir ao longo dos anos.

 Transparência

Hoje, o consumidor não sabe quanto do valor de cada produto ou serviço é imposto. Com a reforma tributária, os impostos serão cobrados “por fora”. Isso quer dizer que a cada produto, a carga tributária ficará explícita.

Com a alíquota geral definida em 26,5%, isso quer dizer que em um produto cujo preço seja de R$ 126,50, o custo do produto é de R$ 100 e R$ 26,50 são impostos.

 Simplificação

Chamado de manicômio tributário, o sistema atual inclui leis e normas federais, estaduais e municipais, gerando uma burocracia cara e demorada para as empresas, apenas para pagar os impostos em dia.

Estudo do Banco Mundial aponta que a carga tributária do Brasil é uma das mais altas do mundo. As empresas nacionais pagam, em média, 65,3% de seus lucros em tributos a cada ano. Isso significa que a cada R$ 100 de lucro, os empresários do país têm que pagar mais de R$ 65 em impostos.

Crescimento

Especialistas apontem que a reforma tributária trará maior crescimento econômico. O presidente do Conselho Temático para Assuntos Tributários e Fiscais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, explica como as mudanças favorecem o desenvolvimento da economia como um todo.

“Há estudos que foram divulgados de universidades e de especialistas que avaliam o impacto da reforma — quando o sistema estiver funcionando amplamente — no crescimento do país, ou seja, essa reforma impacta positivamente o crescimento do país. O país vai poder crescer mais quando esse sistema novo estiver vigorando plenamente. Porque ele torna a operação dos agentes econômicos mais eficiente, na medida em que estimula a exportação, na medida em que torna o investimento mais barato, na medida promove uma simplificação com menores custos de conformidade. Então os ganhos para a economia brasileira são indiscutíveis. Portanto a reforma é pró-crescimento, ela favorece, ela oferece condições para que o país incremente a sua taxa de crescimento.”

Cashback

Voltado a consumidores de baixa renda, o cashback — devolução personalizada de tributos — é uma das principais novidades do novo sistema. Terão direito ao reembolso pessoas inscritas no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) que possuam renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo, o que hoje equivale a R$ 706. Sendo assim, uma casa com quatro moradores fará jus ao cashback se a soma do que elas recebem mensalmente não ultrapassar R$ 2.824.

De acordo com o texto, as famílias de baixa renda vão receber de volta 100% da CBS e 20% do IBS quando comprarem botijão de gás e, também, nas contas de energia, água, esgoto e gás natural. Para os demais produtos e serviços consumidos por essas famílias, o reembolso será de 20% da CBS e do IBS.

Reforma tributária no Congresso Nacional

O texto base da reforma tributária foi aprovado no final de 2023 pelo Congresso Nacional, dando origem à Emenda Constitucional 132/2023. Agora, estão em tramitação dois Projetos de Lei Complementar (PLP), para regulamentar a reforma. O PLP 108/2024, que trata do Comitê Gestor do IBS e ainda está na Câmara dos Deputados; e o PLP 68/2024. Este último regulamentou a CBS, o IBS e o Imposto Seletivo.

O deputado federal pelo Maranhão Hildo Rocha (MDB) participou do Grupo de Trabalho sobre a Regulamentação da Reforma Tributária da Câmara. Ele defende os benefícios das mudanças para a população e a economia brasileira.

“Eu entendo que esse novo sistema tributário vai melhorar a vida do povo brasileiro, porque ele vai pagar menos tributo e as pessoas de menor poder aquisitivo vão pagar menos do que os de maior poder aquisitivo. Isso vai fazer com que haja um sistema mais progressista, mais progressivo, um sistema em que a regressividade vai ter fim. Também vamos ter um sistema mais simples e você vai diminuir os contenciosos administrativos.”

Após a aprovação do PLP 68 na Câmara no último dia 10, agora a proposta segue para o Senado Federal.

BRASIL 61

 

Denúncia grave aponta gastos absurdos no Governo Lula e encurrala ministros do PT

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou gastos realizados recentemente tanto por ministérios quanto pelo governo do Ceará. Para ele, os casos de mau uso do dinheiro público são tantos que os envolvidos estariam “perdendo o pudor”. Em uma das denúncias citadas, o parlamentar destacou dados do Portal da Transparência, publicados pelo site O Antagonista, segundo os quais, em 1 ano e meio, o Ministério dos Povos Indígenas gastou R$ 11 milhões com passagens aéreas e hospedagens, além de R$ 7 milhões em diárias.

“Cerca de 2 mil trechos aéreos foram [emitidos] para atender pessoas que não são funcionários. Sabem de quem? Do Ministério dos Povos Indígenas. É o caso, por exemplo, de Hone Sobrinho, amigo da ministra [dos Povos Indígenas], Sonia Guajajara, que fez 23 viagens. Apesar de não ter vínculo com o ministério, ele costuma se apresentar como assessor especial da ministra” observou.

Girão também citou reportagem do jornal O Estado de São Paulo, envolvendo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que teria recebido 17 vezes os irmãos Joesley e Wesley Batista antes de aprovar uma medida provisória que transferiu para a população uma dívida de R$ 1 bilhão de uma empresa recém-adquirida por eles, por meio do aumento da conta de luz. O senador disse que os empresários teriam revelado, na Operação Lava Jato, transferências de R$ 150 milhões para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff. Por conta desse episódio, Girão anunciou que apresentou requerimento para que o ministro compareça ao Senado.

“Isso é uma vergonha escancarada, é um tapa na cara da sociedade! Esses casos, devem ser devidamente apurados pelos órgãos competentes. Mas eles poderiam ser detectados pela CGU [Controladoria-Geral da União], que tem a prerrogativa de fazer o controle interno do próprio governo, de forma a coibir abusos e corrupção. Mas a CGU não é um órgão valorizado por Lula, cuja marca mais preponderante é a irresponsabilidade. Só com as viagens do Lula ao redor do mundo, acompanhado por comitivas, já foram gastos mais de R$ 700 milhões em 1 ano e meio de governo. Os caras não estão nem aí para o dinheiro de vocês. Pai dos pobres, da causa social, gastando R$ 700 milhões em viagem para cima e para baixo”, disse.

O parlamentar destacou também os custos da Assembleia Legislativa do Ceará, que, segundo ele, gastou R$ 400 milhões no primeiro semestre do ano. Ele observou que, ainda assim, os recursos não evitaram um incêndio que destruiu o plenário da Assembleia. O senador apontou suspeitas sobre um processo suspeito de contratação sem licitação no valor de R$ 29 milhões e anunciou que acionou a justiça para sustar a contratação da empresa Lumali Engenharia para a reconstrução do plenário.

“O Senado também segue esse mau exemplo, com orçamento exorbitante de R$ 5,1 bilhões. Uma das minhas primeiras medidas legislativas foi tentar acabar com os privilégios concedidos aqui demasiadamente. Enquanto isso não muda pela vontade da maioria, venho fazendo a minha parte nesse aspecto, e já conseguimos uma economia, só do nosso mandato”, concluiu.

Após listar os casos em que avalia haver mau uso de recursos públicos bem como denúncias de investigações passadas, o senador concluiu: “Eles estão perdendo o pudor.” Contamos com você!

Fonte: Agência Senado

 

Que trio é esse? De onde brotaram essas coisas…

Trio Parada Dura, Os Três Patetas, Dona Flor e Seus Dois Maridos, As Meninas Super Poderosas, KLB, Trio Esperança, Trio Ternura, Trios da Seleção Brasileira de 1970, Jesus, Maria e José, enfim, reais ou de ficção, o mundo já produziu trios inesquecíveis, mas quando se fala de inconstitucionalidades, imoralidades ou falta de caráter, difícil achar um trio tão nefasto para mais de 200 milhões de pessoas do Brasil. Estou falando de Lula, o ex-presidiário do executivo, Alexandre de Moraes, o maléfico do judiciário e de Rodrigo Pacheco, o covarde do Legislativo. Se observarmos, eles se protegem entre si, dando, com isso, a senha para perpetrar as mazelas e maldades que quiserem, e de toda ordem.

Aqueles que os margeiam, são apenas partes da engrenagem, alguns até descartáveis.

O pior, é que os três têm um pano de fundo único, independente do que fizeram ou que ainda irão fazer. Dominar o povo brasileiro a qualquer preço, claro, tudo encampado pela esquerda mundial. Dos três, sabemos apenas porque o covarde foi eleito. Foi uma resposta do povo à sua oponente ao Senado Federal, por Minas Gerais, Dilma Rousseff, em 2018. Pacheco era um ilustre desconhecido em terras mineiras, mas infelizmente, escolheram o cara errado. Foi alçado ao senado para evitar que uma esquerdista fosse eleita, e simultaneamente, desfazer a “inelegibilidade” dada pelo comandante da votação no Senado por causa do seu impeachment, Lewandowski, num flagrante e temeroso erro político e constitucional. 

Os outros dois, para estarem onde estão, só mesmo os bastidores da política podem responder, mesmo que tenhamos consciência das ações, vínculos e tramas havidos, e as claras evidências de tudo. E ao longo destes últimos cinco anos, parecendo infindáveis, caminho que estes três trilham, mais evidente vai ficando o tamanho da vala que cavam.

De uma maneira ou outra, uma hora isso terá fim! O povo está passando por um aprendizado e tomando compreensão das verdadeiras intenções dos inimigos da democracia e da liberdade. Sou mais a Santíssima Trindade; Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Alexandre Siqueira

Jornalista independente – Colunista Jornal da Cidade Online – Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo…, da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:

 

MPF obtém condenação de 02 fiscais do Ibama por cobrança de propinas no Maranhão

Técnicos ambientais usavam o cargo na autarquia para cobrar valores para liberação de cargas de madeira apreendidas

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de dois fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Maranhão por atos de improbidade administrativa. Na ação civil proposta pelo MPF na Justiça Federal, ambos foram acusados de cobrar vantagens indevidas de pelo menos R$ 11 mil de particulares para liberar irregularmente cargas de madeira apreendidas.

As investigações mostraram que os fiscais se utilizavam de veículo oficial da autarquia para se deslocar por cidades no interior do Maranhão realizando rondas de rotina. Interceptações telefônicas e gravações de áudio autorizadas pela Justiça captaram os condenados exigindo dinheiro para liberação de cargas irregulares. Os fiscais ameaçavam os particulares afirmando que o prejuízo deles seria maior caso não pagassem as propinas solicitadas.

Os dois agentes foram condenados na ação civil à perda das funções públicas, suspensão dos direitos políticos por quatro anos, proibição de contratar com o Poder Público, além de perda dos valores acrescidos irregularmente ao patrimônio (R$ 11 mil, a ser dividido entre os dois condenados), e multa no mesmo valor. Ainda cabe recurso. Ambos os condenados já haviam sido demitidos de suas funções ao final de um processo administrativo disciplinar conduzido pelo próprio Ibama.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal

Procuradoria da República no Estado do Maranhão

 

Trump foi alvo de tentativa de assassinato, atesta o FBI

Principal agência de aplicação da lei nos Estados Unidos descarta dúvidas sobre atentado a tiros contra ex-presidente na Pensilvânia

Enquanto opositores do ex-presidente republicano dos Estados Unidos tentam forjar teses que minimizam o ataque a tiros de ontem (13) contra a vida de Donald Trump, o FBI não teve dúvidas ao afirmar, neste domingo (14), que o rival do presidente democrata Joe Biden foi alvo de uma tentativa de homicídio. Trump sobreviveu ao ataque com tiros de fuzil AR-15, ao discursar em comício eleitoral e ter sua orelha perfurada por uma das balas.

“O FBI identificou Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, de Bethel Park, Pensilvânia, como o sujeito envolvido na tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump em 13 de julho, em Butler, Pensilvânia. Esta continua sendo uma investigação ativa e contínua, e qualquer pessoa com informações que possam ajudar na investigação é encorajada a enviar fotos ou vídeos on-line em fbi.gov/butler ou ligar para 1-800-CALL-FBI”, disse o comunicado de hoje da principal agência de aplicação da lei nos Estados Unidos. Ainda ontem, o FBI comunicou que assumiu seu papel institucional na investigação do que ainda era chamado de incidente. E disse que seus agentes especiais do FBI Pittsburgh Field Office responderam imediatamente, para incluir membros da equipe de resposta a crises e técnicos de resposta a evidências.

“Continuaremos a apoiar esta investigação com todos os recursos do FBI, ao lado de nossos parceiros no Serviço Secreto dos EUA e na aplicação da lei estadual e local”, declarou, ainda no sábado.

Diário do Poder

O governo Lula, de mal a pior.

                                                                               * Percival Puggina

Circunstâncias especialíssimas empurraram Lula à presidência. “Circunstâncias?”, se espantará o leitor. Pois é, circunstâncias, entre elas as facultadas pelo transtorno psicológico delirante com que alguns protegeram o próprio poder e pela saudade que outros sentiam do dinheiro e dos negócios que a Lava Jato lhes tomara. Tudo se passou num período de tempo – você haverá de lembrar – em que a liberdade de expressão e a democracia começaram a ficar engraçadinhas no Brasil.

Havia, também, circunstâncias relacionadas a seus dois primeiros mandatos. Ao longo deles, Lula foi escolhido pela esquerda mundial para ser “o cara”, tipo laranja de amostra de um bem sucedido projeto de poder da extrema-esquerda que se apelida de progressista. Durante os 12 anos anteriores a sua primeira eleição, com o petismo azucrinando a vida de quem sentasse na cadeira que ele ambicionava, o Brasil fizera o duro dever de casa. Entre os fundamentos necessários, dois eram sólidos: a moeda forte (Real), à qual Lula e os seus se haviam oposto, e o agronegócio, cujos bons resultados nada devem à extrema esquerda, como se sabe. Para “o cara”, ficou a colheita farta e a repentina abundância malbaratada em seus delírios de Midas sonhando se tornar liderança mundial. Entre os objetivos de então contavam-se: tornar o Brasil membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, abrir caminho para virar, um dia, secretário-geral ou presidente do mesmo organismo e o Nobel da Paz.

Hoje, sua tarefa mais comum, quando ocasionalmente no Brasil, é visitar algum lugar no interiorzão, organizar ali um ato em ambiente fechado e anunciar um presentinho qualquer – normalmente um programa de governo de pequena monta e aplicação restrita.

Lula vive disso e dos discursos que faz nessas ocasiões. No exterior, sua imagem desidratou e virou farelo moído por conhecidos malfeitos internos, péssimas companhias externas e declarações que fazem dele um Biden rouco e tagarela. No Brasil, seu governo não consegue ocultar a irresponsabilidade fiscal que se exibe no déficit horroroso das contas públicas (leio hoje, 02/07, que liberará R$ 30 bi em emendas parlamentares antes da eleição de outubro). Esse dinheiro falso, que está derrubando o valor da nossa moeda, lhe permite lembrar-se de que tem algum poder e ainda pode arrancar aplausos dos auditórios quando, a portas fechadas, brinca de Papai Noel temporão entre os pobres depois de atender aos ricos.

Duvido que saiba o nome de seus ministros. Nem mesmo a mídia fiel, que vive a soldo consegue sublinhar, dentre os 40, um nome sequer que mereça destaque. Quando consegue arrebanhar uma parte desse grupo, Lula cobra resultados que, para ele, se traduzem em distribuir recursos públicos e não em gerar benefício concreto à nação.

Zero surpresa. Não quero aqui tripudiar sobre as escolhas de quem quer que seja. Mas o fato é que governo e economia afundam juntos e desse barco só os dólares têm o poder de sumir. Desculpem a franqueza, se os 40 ministros de Lula fossem escolhidos mediante sorteio nacional, com cupons grátis, ao sabor do acaso, sairia dessa coleta aleatória uma equipe melhor do que a selecionada por ele e pelos partidos que o apoiam. Ela parece buscada no mercado por

*Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

 

Câmara aprovará lei antidrogas por ampla maioria

PEC proíbe a venda, conservação ou transporte de qualquer quantidade de drogas

A expectativa na Câmara dos Deputados é que a proposta de emenda à Constituição que proíbe a venda, conservação ou transporte de qualquer quantidade de drogas seja aprovada com ampla maioria. A informação é da Coluna Cláudio Humberto deste sábado (13).  “Já há um sentimento na Casa, de ampla maioria, que a PEC antidrogas será aprovada. E como não é algo que Lula poderá vetar, uma vez aprovada, será promulgada”, prevê o deputado Ricardo Salles (PL-SP). Tanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), autor da proposta, quanto o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), apoiam a medida.

A análise da PEC começou no Senado e seguiu para a Câmara. São necessários dois turnos de análise em cada Casa Legislativa. A expectativa é que até o fim de agosto, a PEC seja promulgada, já que pode virar lei sem a necessidade de sanção presidencial.

Diário do Poder