INSS pagará o 13º salário antecipado em 02 parcelas em maio e junho a aposentados e pensionistas

Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vão receber o 13º salário antecipadamente neste ano. De acordo com decreto assinado na quinta-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pagamento será em duas parcelas, em maio e junho. A medida vai beneficiar mais de 30 milhões de segurados, com um total de R$ 62,6 bilhões.

Para quem recebe um salário mínimo, que neste mês passou para R$ 1.320, os depósitos referentes à primeira parcela serão feitos junto com o benefício normal entre os dias 25 de maio e 7 de junho. Já os segurados que têm renda mensal acima do piso nacional terão os pagamentos creditados a partir de 1º de junho. A segunda parcela será de 26 de julho a 7 de julho.

Aposentados e pensionistas, em sua maioria, receberão 50% do valor do benefício na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro. Nesse caso, o valor será calculado proporcionalmente. Na segunda parcela, há previsão de desconto do Imposto de Renda para quem é obrigado a pagar.

Calendário da primeira parcela

Quem recebe salário mínimo (R$ 1.320)

Final do benefício 1 – 25/5
Final do benefício 2 – 26/5
Final do benefício 3 – 29/5
Final do benefício 4 – 30/5
Final do benefício 5 – 31/5
Final do benefício 6 – 1º/6

Final do benefício 7 – 2/6
Final do benefício 8 – 5/6
Final do benefício 9 – 6/6
Final do benefício 0 – 7/6

Quem recebe acima do salário mínimo

Final do benefício 1 e 6 – 1º/6
Final do benefício 2 e 7 – 2/6
Final do benefício 3 e 8 – 5/6
Final do benefício 4 e 9 – 6/6
Final do benefício 5 e 0 – 7/6

Calendário da segunda parcela


Quem recebe salário mínimo (R$ 1.320)

Final do benefício 1 – 26/6
Final do benefício 2 – 27/6
Final do benefício 3 – 28/6
Final do benefício 4 – 29/6
Final do benefício 5 – 30/6
Final do benefício 6 – 3/7
Final do benefício 7 – 4/7
Final do benefício 8 – 5/7
Final do benefício 9 – 6/7
Final do benefício 0 – 7/7

Quem recebe acima do salário mínimo

Final do benefício 1 e 6 – 3/7
Final do benefício 2 e 7 – 4/7
Final do benefício 3 e 8 – 5/7
Final do benefício 4 e 9 – 6/7
Final do benefício 5 e 0 – 7/7

Quem tem direito

Têm direito ao benefício os segurados e dependentes da Previdência Social que, durante o ano de 2023, tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão.

Para saber quando o pagamento será depositado, basta ver o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Por lei, não têm direito ao 13º salário os segurados que recebem benefícios assistenciais. Por isso, o número de benefícios com o 13º salário é menor do que o número total de benefícios pagos pelo INSS.

Para os benefícios concedidos após o mês de maio de 2023, o pagamento do abono anual será efetuado em parcela única, juntamente com a mensalidade da competência de novembro de 2023.

Nos últimos três anos, em 2020, 2021 e 2022, o 13º salário também foi antecipado, como uma ação para minimizar os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus. Normalmente, o abono é pago no segundo semestre do ano, em agosto e novembro. Com investimento total é de R$ 62,6 bilhões, o adiantamento da remuneração extra é apontado pelo Ministério da Previdência Social como uma ferramenta para estimular a economia.

O piso nacional atual de R$ 1.320 é o valor mínimo para aposentadorias, pensões por morte e auxílio-doença em 2023. Já o teto do INSS, que estabelece o valor máximo de qualquer benefício pago pelo instituto, é de R$ 7.507,49.

A antecipação do benefício alcança todos os estados brasileiros e representa uma injeção de recursos nos mercados locais.

São Paulo é o estado que receberá o maior repasse para pagamento do abono anual, levando em conta os dois meses de pagamento. Serão R$ 17,7 bilhões em recursos. Na sequência aparece Minas Gerais, com R$ 6,9 bilhões em repasses, seguido por Rio de Janeiro (R$ 6 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 5 bilhões), Paraná (R$ 3,67 bilhões) e Bahia (R$ 3,6 bilhões).

Fonte: R7

 

Projeto de Lei da Mesa de Negociação Coletiva e data-base para servidores do Estado

A proposta foi construída junto com os representantes dos servidores públicos do Maranhão e que compõem o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo.

O Projeto de Lei 247/2023, de autoria do deputado Wellington do Curso (PSC) e que propõe a criação do Programa de Negociação Coletiva Permanente (PRONEC) e institui a data-base foi apresentado e debatido em audiência pública, nesta sexta-feira (28), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão. O encontro contou com a presença dos representantes das entidades sindicais e servidores públicos do Estado.

Na ocasião, Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo, destacou a importância do projeto de lei para a categoria, uma vez que estabelece a data-base unificada de negociação salarial e institui o Programa de Negociação Coletiva Permanente (PRONEC).

“Criando a Mesa de Negociação Coletiva, há a possibilidade de haver um diálogo de podermos estar, junto com o Governo do Estado, negociando as pautas de interesse dos servidores públicos do Estado do Maranhão. Então, para nós, é uma iniciativa importante e queremos que o Governo do Maranhão esteja aberto para receber os representes dos servidores públicos do Estado”, afirmou.

O deputado Wellington do Curso afirmou que a proposta foi construída junto com os representantes dos servidores públicos do Maranhão e que compõem o Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo. “O objetivo é que possamos sentar, junto com o Governo do Estado, para tratar da pauta de negociação dos servidores públicos, que é de suma importância”, assinalou o parlamentar.

O Projeto de Lei 247/2023 já foi protocolado e, agora, deve seguir para receber parecer das comissões temáticas da Assembleia e, em seguida, ser votado pelo Plenário da Casa.

Projeto de lei

Na ocasião, Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo, destacou a importância do projeto de lei para a categoria.

Segundo o texto do projeto de lei, fica fixado em 1° de maio de cada ano a data para fins de revisão da remuneração dos servidores públicos da administração direta e das autarquias do Maranhão, não implicando necessariamente em reajuste de remuneração, mas de recomposição salarial.

Já o Programa de Negociação Coletiva Permanente terá por finalidade promover a democratização das relações de trabalho e a valorização dos servidores públicos, através da negociação coletiva permanente entre o Governo do Estado e o funcionalismo público estadual, representados por seus sindicatos.

Fonte: SINTSEP-MA

 

STF decidirá se proibirá demissões no setor privado “sem justa causa”

Será no plenário virtual, um mau sinal, o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode representar uma drástica supressão e redução na oferta de empregos. Os ministros decidem se irão proibir “demissão sem justa causa”, como existe no serviço público. O dono do negócio será obrigado a manter a pessoa no emprego ainda que se revele inadequada, incompetente e relapsa. Para demitir, terá de provar que é correta a avaliação de quem luta para pagar salários.

Sangue, suor e lágrimas

No poder público, impostos pagam salários, mas os micros e pequenos empresários suam sangue para bancar mais de 70% dos empregos.

Sócios compulsórios

Obrigados a aceitar “sócios” sem a responsabilidade de pagar salários e com direito de recebê-los, muitos desistirão de ser empreendedores.

Esperança na lacração

Sindicalistas folgados acham que ministros com salários nas alturas irão lacrar, até por não fazerem ideia do que significa ser empregador.

Oremos, única opção

A tese absurda prestes a ser imposta ao País, e pode suprimir milhões de empregos em poucos anos, será julgada entre os dias 19 e 22.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ministra da Cultura na Câmara, não soube dar informações básica sobre a pasta

A ministra da Cultura de Lula, a cantora Margareth Menezes, passou um verdadeiro ‘carão’ durante sua participação em audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta semana. Questionada pelo deputado federal Luiz Lima (PL/RJ) sobre os critérios utilizados para determinar os novos limites de cachês de artistas e de captação no âmbito da Lei Rouanet, Menezes passou a rir nervosamente, não conseguia mais lembrar o nome do deputado e pediu ajuda, desesperadamente, aos seus assessores, enquanto remexia um monte de papéis bagunçados sobre a mesa.

Ao final, ela simplesmente não esclareceu a questão, enquanto insistia em dizer que era apenas ‘o teto’ e gargalhava diante do auditório. Indignado, o parlamentar publicou o vídeo em suas redes sociais e fez um comentário em que questionou como é possível entregar R$ 10 bilhões para Margareth e Lula administrarem livremente (confira abaixo).

Uma situação extremamente vergonhosa e que demonstra a falta de critério nas escolhas do molusco para ocupar as pastas ministeriais,

Formação, preparo, capacidade técnica e perícia para exercer a função é o de menos para ele… o importante é lacrar e ‘garantir o da cumpanherada’

Jornal da Cidade Online

 

Venezuela com a maior reserva de petróleo do mundo é o país mais pobre do mundo superando o Haiti, diz o FMI

O Haiti, uma ilha sem nenhum recurso natural, mas com abundância de desastres naturais, como terremotos e furacões, perdeu o posto de país mais pobre da América Latina. Mesmo com mais de 60% da população haitiana vivendo na pobreza e com 90% sob risco de desastres naturais — segundo o Banco Mundial —, a Venezuela foi capaz de lhe tirar o título e assumir a primeira posição no quesito pobreza.

O ditador Nicolás Maduro conseguiu provar que, sob seu comando, o socialismo foi implantado com sucesso na Venezuela. Isso porque o país sofreu uma queda meteórica que o levou de dono da maior reserva de petróleo do mundo à nação mais pobre da América Latina em 2021, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com a nova Pesquisa de Condições de Vida, apresentada pela Universidade Católica Andrés Bello (instituição de ensino privada da Venezuela), o país do ditador registra 94,5% dos venezuelanos como pobres e 76,6% que estão abaixo da linha de pobreza extrema. Isso significa que mais de nove a cada dez habitantes do país vivem com menos de US$ 1,90 por dia (ou menos de R$ 320 por mês) e que quase oito de cada dez vivem com menos de US$ 5,50 por dia (ou menos de R$ 925 por mês).

Para se ter uma ideia, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), no Brasil, 34,4% da população vive com um salário mínimo por mês (R$ 1.100). Sabemos o quanto a pobreza aflige este país, mas tente imaginar como seria viver em um lugar onde apenas 5,5% da população recebe mais do que R$ 925 por mês e que, por causa disso, não é considerada pobre.

A derrocada da Venezuela tem dados alarmantes. Veja abaixo um pequeno resumo:

  • Até o fim de 2022, a economia do país terá recuado quase 80% em apenas nove anos;
    • Nos últimos 13 anos foram cortados 14 zeros da moeda local, o bolívar;
    • Em maio de 2021, o salário mínimo subiu para 7 milhões de bolívares (US$ 2,50 ou R$ 14);
    • O valor não é o suficiente para comprar 1kg de carne;
    • O Banco Central da Venezuela (BCV) anunciou que, de janeiro a outubro de 2021, a inflação acumulada foi de 574,4%, o que se considera hiperinflação;
    • Em 2020, a inflação no país foi de 2.959,8%.

Esse é o retrato do “paraíso socialista” implementado pela “democracia” venezuelana. Resta saber se é isso que queremos para o Brasil, elegendo políticos que aplaudem e apoiam (inclusive financeiramente) o governo do ditador Nicolás Maduro.

Fonte: Patrícia Lages – R7

 

Governador Tarcísio de Freitas ensina o que é ética e respeito a jornalista da Globo

A entrevista do governador de São Paulo à apresentadora Andréia Sadi, da Globo News, rendeu diversos momentos de grande impacto, com Tarcísio de Freitas não só ‘dando umas cortadas inesquecíveis’, como ainda demonstrando como devem ser as relações sociais, seja dentro ou fora da política. Sadi tentou, por diversas vezes, ‘jogar Tarcísio contra o ex-presidente Jair Bolsonaro’, ora questionando a relevância de sua presença na Agrishow, realizada ao longo desta semana em Ribeirão Preto, ora tentando criar uma disputa política entre os dois.

“Ontem o presidente Bolsonaro disse que tem gente muito melhor do que ele para 2026. O senhor é uma dessas pessoas?” questionou a jornalista lacradora: A resposta, curtíssima, foi desconcertante: “Mas tem gente melhor do que eu, também”.

Mas, Sadi insistiu:

O plano do senhor é ficar oito anos aqui no governo do estado, ou seja, 2026, o senhor ainda não está se colocando como pré-candidato à presidência, mas ano que vem eu vou entrevistar de novo o senhor, até se colocar. O senhor jamais disputaria contra ele, se ele não ficar inelegível?

Tarcísio mostrou, então, como deve ser a relação entre pessoas sérias e honestas:

“Eu não vou disputar nunca com uma pessoa que me abriu todas as portas, que foi muito bacana comigo, que me deu muitas oportunidades”, disse, elegantemente.

O governador ainda foi provocado e fez questão de ressaltar que chegou ao ministério somente porque o ex-presidente preferiu fazer indicações técnicas, além de sempre dar o crédito dos trabalhos aos seus autores, fugindo completamente à velha política do ‘toma lá, dá cá’:

“Não era você entregar o ministério ao partido, o partido fazer uma composição política, entregar o ministério a um parlamentar… o Bolsonaro mudou esse perfil. E o Bolsonaro trazia para nós todo louro, todo o mérito das realizações do governo. Ele sempre distribuiu crédito e isso fez com que a gente tivesse o prestígio, em função desse crédito que ele distribuiu para nós.”

Tarcísio encerrou ressaltando que sua presença no próprio governo se deve ao capitão.

Fatos que quem votou em Bolsonaro está cansado de saber, mas que um esquerdista acostumado ao ‘padrão PT de desgoverno’ jamais conseguirá compreender ou se adaptar, mesmo que alguém explique para eles, como se tivessem apenas 5 anos de idade.

Jornal da Cidade Online

 

CPI das picaretagens de ONGs na Amazônia avança no Senado

Comissão vai investigar repasses do governo a estrangeiros e para as organizações não-governamentais do período de 2002 a janeiro deste ano

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura picaretagens de ONGs na Amazônia avançou no Sendo, como divulgou a coluna do jornalista Cláudio Humberto desta sexta-feira, 5. A CPI teve o pedido apresentado originalmente em 2019 e o requerimento chegou a ser lido em Plenário em 2022 mas, com a mudança de legislatura, perdeu a validade. Em 2023, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) não desistiu e recolheu novas assinaturas dos colegas.

A CPI das ONGs tem como objetivo de investigar o trabalho de organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia e a liberação de recursos públicos para estas ONGs) e para organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs).

Os parlamentares devem apurar ainda como foram gastos esses recursos entre 2002 e janeiro de 2023. Segundo Plínio Valério, a CPI analisará denúncias de supostos desvios de verbas destinadas a comunidades e projetos de preservação na região amazônica. A suspeita é que os recursos seriam utilizados para bancar a estrutura das próprias organizações.

Também estão na mira dos senadores a atuação de fachada de algumas instituições que estariam contrariando os interesses nacionais, a intromissão dessas entidades em funções institucionais do poder público e a compra de terras.

O pedido de abertura do colegiado foi lido pelo presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em abril. A CPI das ONGs contará com a participação de 11 titulares e 7 suplentes a serem indicados pelos líderes partidários e que terão o prazo de 130 dias para concluírem as investigações.

O Bloco Vanguarda, da oposição, indicou os senadores Zequinha Marinho (PL-PA), vice-líder do bloco, e Jayme Bagattoli (PL-RO). Ao todo, o bloco vai ter duas cadeiras oficiais e uma na suplência.

O líder do Republicanos no Senado, Mecias de Jesus (Republicanos-RR), indicou nesta quinta-feira, 4, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como membro titular da Comissão. Mecias será suplente.

Plínio Valério pretende presidir o colegiado. Já a relatoria deve ficar com o senador Márcio Bittar (União Brasil-AC).

Diário do Poder

 

MP do Trabalho na mediação de aposentadoria compulsória dos empregados do Estado na MAPA

O SINTSEP participou de audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT), que discutiu a legalidade da aposentadoria compulsória dos empregados da Maranhão Parcerias (MAPA) ao completarem 70 anos de idade.

Foi informado ao SINTSEP que o Governo do Estado, por meio da MAPA, está avisando aos empregados, nas vésperas de seus aniversários de 70 anos, que serão desligados em razão da aposentadoria compulsória. No entanto, tal entendimento não se coaduna com a interpretação que vem sendo adotada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT16) e pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), de que a idade para a aposentadoria compulsória é de 75 anos.

Foi também discutido sobre o fato de que a MAPA está descumprindo Termo de Ajustamento de Conduta pelo qual teria se comprometido a se abster de realizar dispensas que não fossem motivadas por falta grave, acúmulo ilegal de cargos ou necessidade de redução de despesas na forma da lei complementar a que se refere o art. 169 da Constituição Federal.

Ainda pelo referido TAC, a MAPA se comprometeu que qualquer dispensa motivada na forma acima descrita deveria ser precedida de processo administrativo, o que deve ser obrigatoriamente observado dado ao inegável entendimento do TST e de outros tribunais de que a compulsória dos empregados públicos deve ocorrer aos 75 anos e não aos 70 anos.

Entretanto, esta obrigação também não vem sendo observada pela MAPA que vem realizando a dispensa dos seus empregados aos 70 anos sem a abertura de prévio processo administrativo, os deixando sem qualquer possibilidade prévia de discutir, em pelo menos duas instâncias administrativas, sobre a legalidade de tal prática.

Audiência

Na audiência, a MAPA se manifestou sobre o pleito do sindicato informando que o atual presidente decidiu, com base em um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE/MA), pelo desligamento compulsório dos empregados aos 70 anos.

Ao final do diálogo, o SINTSEP propôs um acordo em que a MAPA deverá garantir o direito dos trabalhadores que estão na ativa e não se aposentaram voluntariamente pelo INSS de não serem desligados antes dos 75 anos, desde que não solicitem aposentadoria voluntária; reanalisar a situação dos trabalhadores que judicializaram a questão, em consonância com a decisão de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF); e permitir o desligamento dos trabalhadores que se aposentaram voluntariamente pelo INSS após a EC.

Uma nova audiência foi marcada para o dia 11 de maio, às 9h, em que a MAPA dirá se aceita ou não a proposta de acordo apresentada pelo sindicato.

Fonte: SINTSEP-MA

 

Senado aprova ‘trem da alegria’ no Ministério Público

Entidade de analistas prevê enxurrada de ações de equiparação salarial

O Senado votou e aprovou, nesta quarta-feira (03), uma matéria que altera a escolaridade de cargos de nível médio para nível superior no Ministério Público da União (MPU). O texto, chamado de “trem da alegria” pela Associação Nacional dos Analistas do Poder Judiciário e do Ministério Público da União (Anajus), é de autoria da deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

A Anajus afirma que o texto é inconstitucional por ter sido alterado por emenda “jabuti”, que é quando um texto alheio ao que está sendo discutido é inserido no projeto.

A associação reclama da forma que o projeto tramitou e foi votado. “Sem qualquer audiência pública ou consulta prévia aos órgãos envolvidos, foi apresentada emenda para alterar a Lei Federal nº. 13.316/2016 (lei regente das carreiras integrantes do MPU) a fim de majorar a exigência de escolaridade para ingresso no cargo de Técnico do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do MPU”, afirmou o advogado Bruno Borges, assessor jurídico da Anajus.

No Senado, o vice-presidente da Casa, Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), afirmou que a alteração não acarretará impacto financeiro nas contas do MPU, isso porque o salário dos servidores permanecerá o mesmo.

A tese do senador é refutada pela Anajus. “Ora, se a exigência de nível de escolaridade aumento para o ingresso no cargo de técnico judiciário, então é claro que poderão ser requerida revisões de remuneração”, destacou. “Essa espécie de pleito já existiu no poder judiciário. É o que se vê dos precedentes relacionados à Súmula nº 378 do Superior Tribunal de Justiça, que reconhece que o servidor que executa atividades alheias a seu cargo tem direito à equiparação remuneratória, o que ocorreria inclusive de forma retroativa a cinco anos, observado o prazo de prescrição’.

Diário do Poder

STF vai julgar ação que deve dar início à ‘regulação’ das redes sociais

Toffoli libera ação que abre espaço para o STF “legislar” sobre redes sociais como antecipou a coluna de CH

Como antecipou a Coluna Cláudio Humberto desta quinta-feira (4), o Supremo Tribunal Federal (STF) deve assumir o papel legislador do Congresso e dar início à “regulação” das redes sociais utilizando-se de uma ação que tramita na Corte e questiona parte do Marco Civil da Internet.

No início da noite, o ministro Dias Toffoli liberou para julgamento do plenário da Corte ação que questiona a previsão de responsabilidade dos provedores do serviço, as big techs, por postagens consideradas “ilícitas” pelo Judiciário.

Havia previsão semelhante no Projeto da Censura (projeto de lei 2630/20), que acabou fracassando na Câmara dos Deputados, esta semana, e foi apresentada como a solução do governo Lula e de membros do Judiciário para supostamente “combater as fake news”.

Ainda não há data para o julgamento, mas a decisão desta quinta acontece menos de dois dias depois do fracasso do Projeto da Censura.

A ação (recurso extraordinário 1037396) é relatada por Dias Toffoli, que decidiu também alterar uma série de decisões que havia proferido em 2019, e incluiu como “amicus-curae” (‘amigos da corte”) novos nomes que vão contribuir com a ação que será julgada no plenário:

  • Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo);
  • Abert (Associação Brasieira de Emissoras de Rádio e Televisão);
  • ByteDance Brasil, representante do aplicativo chinês TikTok no Brasil;
  • Educafro Brasil (ONG);
  • Internetlab e o Centro de Pesquisa e Inovação da Escola de Direito de São Paulo (CEPI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV):
    Instituto Brasileiro de Direito Civil (IBDCivil);
  • ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro);
  • Mercado Livre;
  • NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR):
  • Wikimedia, fundação dona do Wikipédia.

Diário do Poder