Ministro Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A determinação ocorreu após o filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), colocar nas redes sociais uma declaração de Bolsonaro, no domingo (3).  Bolsonaro já cumpria medidas cautelares, como a proibição de ficar fora do domicílio após as 19h, a proibição de usar redes sociais, afastamento de representações diplomáticas, além de não poder manter contato com embaixadores. O contato com o filho Eduardo Bolsonaro também foi proibido.

As visitas ao ex-presidente também foram vedadas pelo magistrado. Moraes ainda determinou que todos os celulares disponíveis onde Bolsonaro vá cumprir a prisão domiciliar sejam recolhidos. O ministro afirma na decisão que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

No despacho, Moraes ainda destaca que o descumprimento de qualquer uma das restrições implicará na imediata revogação da prisão domiciliar e conversão em prisão preventiva.

Diário do Poder

Jornalista americano publicou dossiê de Alexandre de Moraes na articulação e prisão das vítimas do 8 de janeiro

O jornalista americano Michael Shellenberger publicou nesta segunda-feira (4) um dossiê que acusa diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ter articulado uma estrutura paralela e supostamente ilegal para prender manifestantes envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O material foi divulgado com o apoio dos jornalistas brasileiros David Ágape e Eli Vieira.

Segundo a reportagem, o dossiê traz documentos e mensagens que indicariam a existência de um protocolo criado internamente por Moraes para monitorar redes sociais dos envolvidos, com o objetivo de justificar as prisões preventivas. A operação teria sido coordenada por meio de um grupo de WhatsApp que incluía servidores do STF e do TSE, entre eles o ex-assessor Eduardo Tagliaferro, atualmente investigado por vazamentos de dados sigilosos.

Prints de conversas atribuídas a Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Moraes, e a Tagliaferro, reforçam a acusação. Em uma das trocas, Cristina menciona que a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou liberdade provisória a presos preventivos, mas que o ministro não autorizaria a liberação antes de analisar o conteúdo das redes sociais dos detidos. O grupo de WhatsApp que supostamente articulava essas decisões teria sido encerrado em 1º de março de 2023, com uma mensagem do juiz Airton Vieira se despedindo e fazendo alusão à atuação nas audiências de custódia. Vieira, segundo o dossiê, também teria participado da operação enquanto assessor judicial de Moraes no STF.

O dossiê é uma verdadeira “bomba” contra Alexandre de Moraes.

Jornal da Cidade Online

Judiciário não tem que ser via de acesso à saúde, diz conselheira do CNJ

Integrante do Conselho Nacional de Justiça e supervisora do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), Daiane Nogueira de Lira defende que a busca por mecanismos de resoluções de conflitos alternativos seja mais estimulada. Ela argumenta que, quando o assunto é saúde, além de solucionar a desavença, a mediação garante que o consumidor tenha acesso mais rápido ao serviço que necessita.

“Será que a via natural para a gente resolver o acesso à saúde, tanto na saúde pública quanto na saúde privada, tem que ser o Judiciário? Eu acredito que não. A gente precisa, por meio de mecanismos de mediação, fortalecer as políticas públicas, colocar os consumidores e os planos de saúde para dialogarem e encontrar a solução e o Judiciário ser aquela ultima ratio”, disse em conversa durante o XIII Fórum de Lisboa, promovido neste mês na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). “Por que a mediação? Na mediação a gente não resolve só o conflito, a gente dá garantia ao direito à saúde de forma célere, com menos custos, tanto para o plano de saúde quanto para o próprio consumidor, porque não necessariamente ele vai precisar de atuação por meio de advogado ou defensoria pública.”

A conselheira falou sobre o assunto em entrevista à série Grandes Temas, Grandes Nomes do Direito, em que a revista eletrônica Consultor Jurídico ouve alguns dos nomes mais importantes do Direito e do empresariado sobre as questões mais relevantes da atualidade. Lira lembrou que o CNJ tem incentivado a mediação como principal via para demandas do tipo desde novembro de 2023, com a aprovação da Resolução 530/2023. O texto instituiu a Política Judiciária de Resolução Adequada das Demandas de Assistência à Saúde.

“O que a gente tem buscado fortalecer em todo o poder Judiciário? A atuação dos Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas relacionadas à saúde (Cejuscs-Saúde), para que todo o Judiciário tenha um Cejusc que atue especificamente nessa parte dos planos de saúde”, explicou. Segundo levantamento exclusivo feito pela plataforma de inteligência jurídica Jusbrasil a pedido da Conjur, o setor de planos de saúde foi o oitavo maior réu em ações consumeristas entre janeiro de 2023 e maio de 2025 nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

Fonte: CONUR

Daniela Lima, Eliane Cantanhêde e Mauro Paulino, jornalistas demitidos da Globo News

A GloboNews anunciou oficialmente nesta segunda-feira (4) a demissão de três jornalistas de destaque de sua equipe: a apresentadora Daniela Lima, a jornalista Eliane Cantanhêde e, agora, o também jornalista Mauro Paulino.  A informação foi confirmada pela própria emissora em comunicado divulgado à imprensa, conforme noticiado pela Folha de São Paulo.

 “Como parte do movimento permanente de renovação do quadro do canal, Eliane Cantanhêde, Daniela Lima e Mauro Paulino não integram mais o time da GloboNews. A GloboNews agradece a eles a valiosa parceria na apresentação e análise dos importantes acontecimentos políticos do Brasil e do mundo”, diz a nota oficial do canal.

A saída simultânea dos três jornalistas marca uma das mudanças mais significativas na composição editorial da GloboNews nos últimos anos. Apesar da manifestação da empresa de agradecimento aos demitidos, na realidade, eles estariam dentro do grupo de profissionais bajuladores do Governo Lula, o que causou uma grande perda de audiência da emissora. Outras demissões não estão descartadas.

Jornal da Cidade Online

 

Partido União Brasil formaliza abandono ao governo Lula e ameaça expulsão de ministro

A cúpula do União Brasil decidiu formalizar seu desligamento do governo Lula a partir de setembro e anunciou que devolverá dois dos três ministérios atualmente sob sua influência. A decisão ocorre em meio a críticas públicas do presidente nacional da sigla, Antonio Rueda, à administração petista, intensificando o distanciamento político entre o partido e o Planalto. Atualmente, o União Brasil comanda os ministérios do Turismo, das Comunicações e da Integração Nacional. Destes, apenas o titular do Turismo, Celso Sabino, é filiado ao partido. A direção da legenda já sinalizou que, caso Sabino decida permanecer no cargo como escolha pessoal do presidente Lula, será expulso da sigla.

No Ministério das Comunicações, o atual chefe da pasta, Frederico Siqueira, também deve ser substituído. Apesar de não ser filiado a nenhum partido, Siqueira chegou ao cargo por indicação direta do União Brasil — relação que a legenda agora deseja encerrar como parte do rompimento com o governo. Já o ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, deve continuar no cargo. Filiado ao PDT, sua permanência é atribuída à forte articulação do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), figura de grande peso dentro do partido. A liderança nacional optou por não confrontar a influência de Alcolumbre neste momento.

Com 59 deputados federais, o União Brasil é a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados, ficando atrás apenas de PL e PT. A saída do partido da base aliada representa um revés considerável para o governo, que já enfrenta dificuldades para formar maioria no Congresso e aprovar suas pautas prioritárias. A saída do União vinha sendo cogitada desde abril, quando o partido se uniu ao PP — sigla de oposição ao Planalto — em uma federação partidária. Essa aliança obriga ambas as legendas a apoiar o mesmo candidato à Presidência em 2026, o que inviabiliza a permanência do União no governo federal.

Jornal da Cidade Online

“Ministro Alexandre de Moraes, você não é um juiz, você é um criminoso”, afirma desembargador

Durante o ato “Reaja Brasil”, realizado neste domingo (3/8) em Brasília, o desembargador aposentado Sebastião Coelho fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em uma fala contundente, ele declarou:

“Alexandre de Moraes, você não é um juiz, você é um criminoso”, inflamando a multidão concentrada no Eixo Rodoviário Sul, nas imediações do Banco Central. Além de Coelho, o protesto contou com a presença de diversos parlamentares, como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), uma das organizadoras do evento na capital. Ela criticou a decisão que impôs o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente e afirmou:

“Bolsonaro não é bandido para usar tornozeleira. Bandido é o Lula”.

Em cima de um carro de som, Kicis também fez um apelo em favor dos manifestantes presos ou monitorados após os atos do 8 de janeiro: “Essas mulheres e esses homens perseguidos estão sofrendo, e muitos ainda presos. Hoje é dia de mostrarmos nossa força, nosso patriotismo e nossa solidariedade”. A deputada Caroline de Toni (PL-SC), por sua vez, defendeu a inocência de Bolsonaro e prometeu que a oposição no Congresso vai trabalhar pela anistia dos réus e pela abertura de um processo de impeachment contra Moraes.

“Que crime Bolsonaro cometeu?”, questionou.

O evento em Brasília também reuniu outras lideranças políticas, como o senador Izalci Lucas (PL-DF) e os deputados distritais Thiago Manzoni (PL) e Pastor Daniel de Castro (PP). A mobilização tem como um de seus principais articuladores o pastor Silas Malafaia, que batizou o movimento como “Reaja Brasil”.

Jornal da Cidade Online

Anvisa manda recolher polpas, molhos, conservas e azeite fora dos padrões sanitários

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes de polpa de morango, champignon em conserva e molho de alho de três marcas diferentes, além da apreensão total de um azeite extravirgem de origem desconhecida. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (7) no Diário Oficial da União.

A medida atinge:

  • Polpa de Morango De Marchi – lote 09437-181, validade até 01/11/2026, recolhido por presença de matérias estranhas, conforme análise do Lacen-SC.
  • Champignon Inteiro em Conserva Imperador – lote 241023CHI, validade 10/2026, fabricado pela Indústria e Comércio Nobre. O laudo do Lacen-DF apontou dióxido de enxofre acima do limite permitido.
  • Molho de Alho Qualitá – lote 29, validade 01/2026, fabricado pela Sakura Nakaya Alimentos. Também apresentou excesso de dióxido de enxofre, segundo o Lacen-DF.

Já o azeite extravirgem Vale dos Vinhedos teve comercialização, distribuição, fabricação e propaganda proibidas. O produto tem origem desconhecida e laudo físico-químico em desacordo com as normas. A distribuidora Intralogística Concept está com CNPJ suspenso por inconsistências cadastrais na Receita Federal. A Anvisa, protege a saúde do consumidor e garante padrões sanitários do Brasil.

Jornal do Agro Online

 

Sede da COP30, o Estado do Pará tem sério apagão na segurança: ‘situação alarmante’

Policiais Civis do Pará, que vai sediar a COP30 este ano, enviaram ao governador Helder Barbalho (MDB) relatório que adverte para a “situação alarmante” no interior. A coluna teve acesso ao material deixando claro que nada é novidade e que o ex-delegado-geral Walter Resende, que deixou o posto em abril passado, recebeu ao menos quatro ofícios do sindicato da categoria (Sindpol-PA), desde 2023, com alertas que envolvem até violação dos direitos humanos. Pouco mudou.

Só piora

Nas delegacias, denuncia o documento, carros velhos e estragados viraram depósito para dengue, leptospirose e Chikungunya.

Esquecida

Em Novo Progresso, por exemplo, uma presa estava há uma semana com homens, algemada no corredor da carceragem.

Levaram o cano

“Nada até a presente data foi feito para minimizar as condições”, é o que diz o documento, que expõe até calote em diárias e abonos extras.

Bico fechado

O governo Helder Barbalho foi procurado para se pronunciar sobre a situação crítica no Estado sede da COP30. O espaço segue aberto.

Coluna do Claudio Humberto

Na Globo, a cantora Alcione Nazareth solidária a Alexandre de Moraes diz: Fará “macumbinha” contra Trump

A cantora Alcione Nazareth que é do grupão que mama na Lei Rouanet e figurinha de primeira linha de defesa das bandalheiras do PT e roubalheiras do governo Lula, vem sendo massacrada nas redes sociais pelas declarações e exposição de macumbeira para o país. Durante sua participação no programa “É De Casa”, exibido na manhã deste sábado (2) na TV Globo, a cantora Alcione surpreendeu o público ao declarar que pretende fazer uma “macumbinha” direcionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A artista explicou que o gesto simbólico teria como objetivo afastar qualquer influência negativa sobre o Brasil e proteger o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Gostaria de mandar um recado ao Trump. Ele precisa deixar o Brasil em paz, largar o Alexandre de Moraes, nosso ministro maravilhoso. E hoje, quando sair daqui, vou fazer uma macumbinha para o Trump”, disse Alcione, arrancando aplausos dos apresentadores do programa. A cantora seguiu com comentários descontraídos sobre práticas espirituais brasileiras: “Nessa terra [Brasil] tem uma coisa que não tem lá, que é macumba. Será que a macumba de lá é boa?”, perguntou. Ao ouvir uma das jornalistas responder “Acredito que não”, Alcione concluiu: “Eu vou fazer uma macumba para ele deixar o Brasil em paz.”

A TV Globo não se manifestou oficialmente sobre o comentário da cantora. A emissora vive dias de terror… Sua queda de audiência e crise sem fim é o retrato do jornalismo militante e da lacração que dominou a Globo.

Jornal da Cidade Online

O último texto da brilhante carreira do jornalista J.R. Guzzo: “A briga do boçal-raiz”

O mundo perdeu neste sábado, dia 2 de agosto, um dos mais brilhantes jornalistas da história, José Roberto Guzzo. Competente, sério, era admirado por sua habilidade de transformar um texto enfadonho em algo agradável de ler apenas com retoques pontuais, por isso ganhou o apelido de “mão peluda” na redação da Revista Veja, que dirigiu de 1976 a 1991, tirando a publicação do vermelho e levando sua circulação de 175 mil exemplares para quase 1 milhão, o que a levou ao quarto lugar no ranking das maiores revistas semanais de informação do mundo.

O último texto de sua carreira foi publicado neste sábado (2) pela Revista Oeste. Transcrevemos:

‘A briga do boçal-raiz’ – Lula teve outras ideias tão fixas e tão estúpidas como essa, mas possivelmente nenhuma delas foi tão irresponsável quanto seu rugido de rato diante dos americanos

O presidente da República, sem jamais ter perguntado aos brasileiros, ou sequer a si próprio, se achavam uma boa ideia provocar uma briga no mano a mano com os Estados Unidos, começou seu terceiro mandato com a ideia fixa de se exibir como o grande inimigo mundial da potência econômica, militar e política número 1 do planeta. Teve outras ideias tão fixas e tão estúpidas como essa, mas possivelmente nenhuma delas foi tão irresponsável quanto seu rugido de rato diante dos americanos — nem está prometendo um final tão humilhante.

Como o motorista bêbado que sobe com o carro na calçada, entra na contramão e queima o sinal vermelho, e depois diz que não sabia direito o que estava fazendo, Lula só parou quando bateu de frente com o muro — neste caso, com as realidades da vida como ela é. Até ser obrigado a parar, conseguiu não acertar uma. Insistiu, em primeiro lugar, em entrar na briga sem saber o que queria dela. Jamais teve sequer um arremedo de plano para enfrentar a pauleira — e muito menos para ganhar. Desafiou o Mike Tyson, e só percebeu que era o Tyson quando levou o primeiro gancho no fígado.

Lula não sabe, até agora, o que dizer aos Estados Unidos — certo, temos de fazer uma proposta qualquer, mas qual é mesmo a nossa proposta? Fala, como vem repetindo nos últimos 40 anos, que “tem de negociar”, mas não tem nada para oferecer. Não tem nem mesmo o negociador. A embaixadora do Brasil em Washington é uma nulidade que nem sequer foi recebida quando tentou falar com alguém importante. Descobriu-se, por sinal, que há dois anos e meio nosso governo simplesmente não tem nenhum contato efetivo com o maior país do planeta.

Quer dizer: dois anos e meio de governo Lula-STF levaram o Brasil a estar com o maior cartaz na Tanzânia ou na “Palestina”, por exemplo, e ser um zé-mané na capital do mundo. Como arrumar, agora, alguém que saiba do que está falando para desenrolar a porcaria que Lula arrumou com os Estados Unidos? Também não sabem. Têm falado, acredite se quiser, em Geraldo Alckmin, que não tem condições para negociar um contrato de aluguel em Pindamonhangaba. Será que num país de 200 milhões de habitantes não existe ninguém melhor para esse serviço?

É um passeio ao acaso — uma coisa amadora, subdesenvolvida e desconexa. E se os negociadores americanos, caso Alckmin consiga passar do sub do sub, descobrirem que ele disse que o seu chefe, em cujo nome está negociando, queria ser presidente para voltar “à cena do crime”? Eis aí o exato grau de seriedade do governo Lula nessa história: criou uma briga na qual não tinha nada a ganhar, que não tem nenhuma possibilidade de levar adiante e da qual agora não sabe sair. Está como o pobre orgulhoso que não tem dinheiro para brigar nem na Justiça gratuita, mas “exige” os seus “direitos”. Acaba pedindo acordo.

Lula começou com a sua palhaçada de sempre — a idade, infelizmente, não tem melhorado sua criatividade. A taxação de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, anunciada por Donald Trump em reação ao linchamento legal do ex-presidente Bolsonaro, foi recebida com furiosos juramentos em favor da “soberania do Brasil”. O tarifaço era “inaceitável” — como se tivesse cacife para aceitar ou não alguma coisa. Disse que o Brasil iria “retaliar”.

Garantiu que “não abria mão da reciprocidade”. Exigiu que Trump falasse “manso” com ele. Lula proclamou mais uma vez sua total “solidariedade” à perseguição do STF a Bolsonaro. Falou em “traição à pátria”. Denunciou de novo o “fascismo” de Trump. “Vou vender os nossos produtos em outros lugares”, ameaçou, como se ele fosse capaz de vender alguma coisa ou houvesse uma lista de clientes à espera das suas ofertas.

Fez reuniões. Veio com umas ameaças moles de anular patentes americanas, como um país pirata, ou aumentar a taxação sobre as remessas de lucros das empresas americanas que operam no Brasil. Daí não passou. Seria a mais notável realização de Lula em seus três governos — fazer empresas americanas saírem do Brasil, em vez de entrarem. É pura e simples criação de problema onde há solução.

Operam hoje no Brasil cerca de 4,5 mil empresas americanas, com investimento aproximado de US$ 350 bilhões e empregos para 500 mil brasileiros — em geral, nas faixas mais altas da escala de remuneração. É esse o inimigo a ser hostilizado? Onde Lula vai arrumar investimentos de US$ 350 bi para substituir os americanos? Na Venezuela da Refinaria Abreu e Lima?

Não há nenhum problema no Brasil, de nenhuma natureza, que seja causado pela presença de empresas americanas em nossa economia. É exatamente o contrário — até no PT há gente que entende que é bom haver empresas dos Estados Unidos investindo, criando empregos e pagando impostos no Brasil. O que se ganha então mexendo com isso? É o que um país arruma com brigas em que não deveria se meter: resultados que ninguém queria e nunca foram um objetivo do governo. Lula e Janja querem o fim do capitalismo, é claro. Mas não hoje, certo?

Naturalmente, nada disso foi feito; na verdade, toda a reação do Brasil a Trump, no mundo dos fatos concretos, foi até agora um zero absoluto. Falaram, falaram e falaram, mas fazer alguma coisa, que é bom, nada. Lula diz, como se ele fosse o procurador-geral do Universo, que não aconteceu nada até agora porque ele, Lula, ainda não fez nada. Na hora em que fizer, segundo garante, as coisas passarão a existir. Só a mídia engole isso. Diz que ele joga uma partida de xadrez altamente complexa — tão complexa que ninguém entendeu.

Não há xadrez nenhum; não há nem o dominó da quebrada. O que há mesmo é o boçal-raiz que foi procurar briga na boate, encontrou e agora foge para trás do leão de chácara gritando “me segura, me segura que eu sou capaz de fazer alguma loucura”. Que coisas vão “começar a acontecer”, como diz Lula? Coisas nenhumas. Não há um único e escasso parafuso que o Brasil tenha e de que os Estados Unidos realmente precisem; em compensação, sem os americanos o Brasil está num mato sem cachorro. Lula e a gatarrada gorda de Brasília, na sua ignorância terminal, não têm ideia de quanto os Estados Unidos podem machucar a todos nós.

O único lugar em que Lula está fazendo sucesso é na Globo e no resto da mídia oficial, embora não se saiba ainda por quanto tempo. A visão, ali, é de que nada poderia ter acontecido de tão bom para o governo e o STF quanto as tarifas de 50% impostas por Trump. O Brasil, que vinha detestando Lula, o seu filme-catástrofe e o desvario totalitário do Supremo, passou a amar — o povo brasileiro, pelo veredito da imprensa, obviamente se uniu contra Trump, a “intervenção estrangeira” e a ameaça à soberania nacional. Lula é o favorito para 2026. Bolsonaro, os golpistas e a direita são traidores.

Nem o PT, possivelmente, acredita nessas miragens, mas até agora a mídia é tudo o que Lula conseguiu em sua Terceira Guerra Mundial. Nenhuma democracia se deu até agora o trabalho de ficar a favor do Brasil — não para valer. Não houve uma única manifestação de rua, tipo “fora ianques”, em nenhum lugar do território nacional. Num país em que não controla nem 20% do Congresso, o governo não tem bala para escolher a maior potência mundial como inimiga.

Nem o precioso Brics de Lula, salvo a ladroagem sul-africana, se animou a ajudar. Ao contrário, a Rússia disse que não foi ela quem veio com a ideia do fim do dólar. Nem eu, disse a China. Ambas apontaram para Lula. Também não é do STF que o governo pode esperar ajuda — justo agora, quando mais precisa. Alexandre de Moraes, a quem se deve toda essa situação intragável, faz o oposto do que se espera para quem gostaria de acalmar as coisas. Acalmar como, se ele não perde nenhuma oportunidade de agredir cada vez mais os americanos?

Em seu surto de tolerância zero com qualquer risco de pacificação, Moraes acaba de algemar o ex-presidente com uma tornozeleira de criminoso. Bolsonaro está proibido de se mover. Tem de ficar trancado em casa durante a noite. Não pode chegar perto de nenhuma autoridade estrangeira.

Também está proibido de usar as redes sociais, ou mesmo de aparecer nelas. Está proibido de dar entrevistas. O Maníaco do Parque pode dar; ele, não. Está proibido de falar com o próprio filho. Ficamos assim, então. Os Estados Unidos justificam sua punição tarifária ao Brasil com a perseguição judicial a Bolsonaro; aí vem o ministro Moraes e faz questão de dizer: “Vou perseguir mais ainda. Vai encarar?” Com essas, outras e as que ainda virão, Lula fica mais vendido que pastel de feira na hora em que cai no óleo de fritar.

Foi ele quem começou, com suas ideias de liderar o mundo contra os Estados Unidos e, neste ano, contra Donald Trump? Foi. Ele permitiu que navios do governo terrorista do Irã atracassem no Rio de Janeiro. Quer romper com Israel, a quem acusa de “genocídio”. Insulta os americanos. Propõe acabar com o dólar como moeda líder do comércio. É o amigo número 1 de todas as ditaduras. Mas nunca foi levado a sério a ponto de criar uma crise. Alexandre de Moraes, não. Ele deformou o Estado brasileiro a tal ponto que chamou, enfim, a atenção dos Estados Unidos.

O governo está condenado, ou condenou a si próprio, a dar apoio integral a Moraes e ao STF — façam o que fizerem, tem de ficar a favor. Que “negociação”, como Lula diz, pode sair de uma charada dessas? Moraes prende Bolsonaro na hora que quiser; pode prender o Arcanjo Gabriel, se lhe der na telha. Se quiser romper relações com os Estados Unidos, ele faz o governo romper. Se quiser guerra, vai jogar o Brasil na guerra. É o preço que Lula está pagando por ter vendido a alma ao STF.”

Fonte: Jornal da Cidade Online