Raul Cutait: médicos não podem adotar achismo contra a covid-19

Raul Cutait, médico atuante do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo

Cloroquina contra a covid-19 “não ajuda nada” porque, ao menos por ora, tratamento precoce para a doença é “sonho de uma noite de verão”. A proclamada autonomia do médico, preconizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), não o autoriza a seguir procedimentos em desacordo com “a medicina baseada em evidências”. O Brasil enfrenta “dificuldade maior” no enfrentamento da pandemia por não ter feito, como outras nações, uma política nacional e centralizada de controle do SARS-CoV-2.

Sempre cuidadoso com o que declara, Cutait observa que não é especialista da área, mais afeta a médicos infectologistas. Mas fala com a autoridade de quem conheceu a doença de três perspectivas diferentes. Primeiro, como médico atuante do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, onde se tornou um dos mais reconhecidos cirurgiões gástricos do país. Segundo, como pesquisador obsessivo, com vários livros e mais de uma centena de trabalhos científicos publicados no Brasil e no exterior, além de professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Terceiro, como paciente grave de covid.

Raul Cutait infectou-se há mais de um ano, nas primeiras semanas da epidemia no país, e diz se lembrar de pouca coisa do tempo em que permaneceu internado, tão grave era o seu quadro infeccioso. Mas se recorda do momento fundamental em que teve a nítida sensação de que iria morrer e se recusou a jogar a toalha. “Não posso morrer”, disse a si mesmo, concentrando o pensamento na família, nos amigos, em seus projetos profissionais e nos “pequenos prazeres” que ainda pretende desfrutar em vida. Além dos cuidados dos colegas e funcionários do Sírio, ele credita a essa sua reação e à “sorte” o fato de ter se recuperado plenamente, sem nenhuma sequela da doença.

Na entrevista, ele enfrenta alguns mitos bastante populares no Brasil, inclusive entre médicos. Afirma que o tratamento precoce “não tem o aval da grande literatura médica”. “Nada disso funciona”, resume. “E o grande problema é as pessoas acharem que estão protegidas e não tomarem as corretas medidas de proteção”, acrescenta, referindo-se ao uso de máscaras, à limpeza constante das mãos e à necessidade de evitar aglomerações e de ter cuidados redobrados nos contatos interpessoais, entre outros procedimentos.

Também relativiza a “autonomia do médico”, invocada pelo CFM e pelos conselhos regionais para permitirem a livre prescrição de medicamentos, incluindo o famigerado tratamento precoce. “A autoridade do médico não é bem ampla, como se poderia pensar”, esclarece.

“O que os médicos não podem” – prossegue – “é falar ‘eu acho que’. ‘Eu acho que’ é coisa do passado, é coisa de meados do século 20. Essa é a medicina que se fazia antigamente. Hoje não. Hoje, você tem que usar a medicina baseada em evidências”.

Apesar de reconhecer que ainda se sabe “muito pouco” sobre a covid-19, observa que o conhecimento científico disponível não pode ser desprezado: “As pessoas precisam acreditar que o achismo não funciona. Tem que seguir o que a ciência já descobriu”.

Lamenta ainda que o Brasil não tenha planejado e executado uma política nacional para enfrentar a SARS-CoV-2, nome científico do vírus causador da covid-19: “A grande maioria dos países seguiu políticas centralizadas, nacionais. No Brasil, tivemos uma dificuldade maior, que foi a falta de uma coordenação central que interagisse com os governadores, os prefeitos e tomasse as decisões que permitissem entender que o país tem que se comportar como um país”.

Congresso em Foco

 

Transporte coletivo é o forte vetor do vírus da covid-19, dizem especialistas

  • Com a pandemia vigente há mais de um ano, governo e prefeitura de São Paulo ainda não têm solução
  • Ônibus e vagões lotados são potentes vetores para o novo coronavírus, dizem especialistas
  • Sugestões vão da ampliação de frotas e horários à diminuição de intervalo de espera

No período mais letal da pandemia e com maior número de internados por covid-19 em leitos de UTI no Estado, o transporte público de São Paulo continuou registrando aglomerações mesmo durante a fase emergencial do Plano SP. Com pouco mais de um ano de quarentena decretada, o governo estadual e a prefeitura paulistana ainda não encontraram um meio de impedir a superlotação nos ônibus e nos vagões da CPTM e do Metrô.

A fase mais restritiva, em vigência desde 15 de março, não foi o bastante para barrar a alta concentração de pessoas no transporte coletivo, um dos mais potentes vetores para o vírus sobretudo em regiões populosas como a Grande São Paulo, com mais de 20 milhões de habitantes e média de 10,9 milhões de passageiros por dia antes da pandemia e 4 milhões nas últimas semanas.

Profissionais da epidemiologia, infectologia e saúde pública avaliaram ao R7 a gravidade do problema até hoje não resolvido e apontaram possíveis medidas para amenizá-lo enquanto não há vacinação em massa para a população.

O epidemiologista Paulo Petry, professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), explica que a aglomeração de muitas pessoas num pequeno espaço e com pouca ventilação é um fator de risco excessivo para a proliferação do vírus.

“Com a grande quantidade de pessoas que usam o transporte público, como em São Paulo o risco de contaminação é altíssimo. E pior: essas pessoas quase com certeza vão espalhar o vírus para quem vive com elas em casa”, diz.

Um estudo de especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e das universidades da Flórida e de Guanghzou, na China, aponta na mesma direção da fala de Petry: a chance de infecção pelo novo coronavírus é de 2,4% quando as pessoas envolvidas vivem em locais diferentes, e sete vezes superior (17%) quando moram na mesma residência.

Médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Gonzalo Vecina Neto, considera o transporte coletivo como a questão mais complexa para se resolver na pandemia. “Parece que se trata pouco do assunto porque achamos que não tem jeito. Como se, já que se pensa que não há o que fazer, fosse melhor nem falar sobre”, comenta Vecina, o fundador da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Uso incorreto da máscara aumenta a chance de proliferação do vírus

A unanimidade entre os especialistas para impedir de fato as aglomerações – no transporte público ou outros locais – é o endurecimento das restrições às atividades econômicas na pandemia, inclusive com a adoção do regime de lockdown em determinados casos.

Além das medidas restritivas, outra sugestão apontada por eles é o aumento da frota de ônibus, trens e metrôs – atualmente, os dois últimos operam na capacidade padrão e os ônibus com 88% da capacidade. Apesar da demanda reduzida alegada pelos governos, as aglomerações não foram evitadas.

“Não somente aumentar a frota, mas também diminuir o intervalo entre um carro e outro e ampliar os horários de funcionamento”, comenta Marcos Vinícius da Silva, médico especialista em Saúde Pública e doutor em doenças infecciosas e parasitárias.

Em relação à sugestão do médico, no entanto, a realidade é a oposta: segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo sobre mobilidade urbana, 49% dos usuários de ônibus afirmam que a lotação aumentou nos carros e 33% consideram que está igual. Em relação ao tempo de espera nos pontos ou terminais, 53% viram aumento e 33% apontaram que permaneceu o mesmo.

A respeito do escalonamento de horários para cada setor de atividades essenciais, sugestão da secretaria estadual de transportes, os especialistas se dividem: Gonzalo Vecina Neto e Marcelo Burattini, professor e infectologista da Universidade Federal de São Paulo, se mostram de acordo. “Assim quebramos o horário de pico e reduzimos as aglomerações”, considera Burattini.

Da Silva se põe contra: “seria como aquele rodízio maluco que fizeram no ano passado. Tem uma série de setores que têm turnos que não tem como mudar. Tinham é que ampliar horários dos locais de atendimento que funcionam, assim como de metrôs e ônibus. Com isso, haveria o espaçamento entre as pessoas, evitando as aglomerações em horários de pico”.

Fonte: R7

 

Mãe de Henry tirou selfie na delegacia ao depor sobre morte do filho

Monique Medeiros depois do sepultamento do filho foi ao salão de beleza. Ele escolheu look luxuoso para ir depor na delegacia. Em momento algum deixou transparecer que estivesse sendo pressionada pelo médico, vereador e companheiro dr. Jairinho, o que complica ainda mais a sua situação de participação no crime do próprio filho.

A mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, tirou uma selfie na 16ª DP (Barra da Tijuca), no dia do  primeiro depoimento à polícia sobre a morte do filho, que ocorreu nove dias depois do ocorrido.

Na foto, Monique aparece com as pernas em cima de uma cadeira e um leve sorriso. Na ocasião, Monique não revelou aos agentes que sabia das torturas que a criança sofria por parte do padrasto, o vereador Dr. Jairinho.

As investigações apontaram que a mãe de Henry foi avisada por meio de mensagens pela babá do menino, em fevereiro, sobre agressões praticadas pelo padrasto, quando o menino reclamou de dores na cabeça e joelho.

Segundo informações da Record TV, Monique foi a um salão de beleza no dia seguinte ao enterro do filho, onde teria feito o serviço de pés, mãos e cabelo, gastando cerca de R$ 240 nos procedimentos.

Monique e Jairinho foram presos temporariamente nesta quinta (8), sob acusação de atrapalharem as investigações da morte de Henry.

Para o delegado Henrique Damasceno, responsável pelo caso, ‘não resta a menor dúvida’ que a mãe e o padrasto da criança causaram a morte do menino. Segundo ele, o casal será indiciado por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chances de defesa da vítima.

Após a prisão, ela foi exonerada do cargo no TCM (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), que assumiu após começar a namorar Jairinho, no qual recebia cerca de R$ 12 mil. Antes de se relacionar com o vereador, Monique era diretora de uma escola municipal, função que lhe rendia o salário de R$ 4.400.

A mãe de Henry Borel está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, onde passou a madrugada desta sexta-feira (9).

Fonte: R7

 

Onde há mais aglomerações? Nas missas e cultos religiosos ou na superlotação dos coletivos?

Com a decisão do STF de permitir governadores e prefeitos exercerem o poder de proibição de celebrações presenciais em templos católicos e evangélicos, mesmo protegidos por medidas de distanciamento e outras regras estabelecidas pelas autoridades sanitárias, surge mais uma vez a questão da omissão das autoridades para a superlotação nos transportes coletivos de São Luís e da região metropolitana.

As aglomerações permanecem em todos os terminais e os coletivos trafegam geralmente superlotados, o que caracteriza que a frota não atende a demanda, o que não é de agora que o Serviço de Transporte Coletivo é deficiente e se tornou pior depois da farsa da concorrência pública. As empresas que dominam todo o sistema detêm suporte com coletivos para atender a prestação de serviços eficientes à população da capital, mas se acostumaram a serem movidas com vantagens, muitas das quais intermediadas por políticos.

Enquanto são apontadas às Igrejas Católicas e Evangélicas como riscos para avanços da pandemia, mesmo com toda a transparência às restrições estabelecidas, as superlotações de todos os dias dos coletivos permanecem ignoradas.  As desinfecções em terminais e em alguns coletivos podem ter as suas ações preventivas, mas as aglomerações continuam e nas paradas também não são diferentes. Infelizmente, o maior perigo para o avanço do vírus é dentro dos coletivos, que basta uma pessoa assintomática infectada para levar a doença para milhares de outras, numa espécie efeito dominó.

O deputado estadual Duarte Junior, quando candidato a prefeito fez uma viagem em um transporte coletivo superlotado (foto acima), para mostrar a realidade de ontem e que continua hoje. A sua intenção então de critica, desapareceu depois que foi derrotado nas eleições. Se ele tivesse pelo menos um mínimo de responsabilidade e respeito para com o povo, poderia permanecer na cobrança no parlamento, mas sabe que tem impedimentos por causa da MOB e da Fiscalização Sanitária, instituições ligadas ao Governo do Estado, e que ele não deve e nem pode criticar, para não ser repreendido pelo seu chefe e mentor político.

Fonte: AFD

 

 

Senador Clovis Viana: “É Hora de darmos o primeiro impeachment de um ministro do STF”

O senador Carlos Viana (PSD), subiu o tom contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

Segundo o parlamentar, as autoridades devem “ajudar o país a vencer esse momento”, não tomar decisões que piorem o Brasil.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, a decisão de Barroso que determinou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal, será para investigar o próprio Governo Federal.

Carlos Viana, visivelmente irritado com a situação, disparou:

“Sou a favor que essa decisão do ministro Barroso seja alvo de uma investigação pelo Senado, que nós questionemos a Casa se, de fato, ela tem vigência legal. Se chegarmos a conclusão que não embasamento da constituição, ao meu ver, é hora de darmos, quem sabe, o primeiro impeachment de um ministro do Supremo. Está na hora da gente começar a encarar.”

E prosseguiu:

“O Supremo não pode ir além do que está escrito na Lei. Então, que o parlamento comece a exercer o seu papel.”

O parlamentar afirmou que o processo de impeachment do ministro começa com o recolhimento de assinaturas para posterior apresentação ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que pode ou não colocar o tema em pauta.

Jornal da Cidade Online

 

Bolsonaro detona Barroso: “Falta coragem moral e sobra militância política; Conhecemos seu passado!”

Na manhã desta sexta-feira, 09, o presidente Jair Bolsonaro rompeu o silêncio sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente, a decisão monocrática de Barroso, determinou que o Senado Federal instale uma CPI da Covid contra o presidente Jair Bolsonaro.

Em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro detonou:

“Ao que parece, falta coragem moral para o Barroso e sobra ativismo judicial! […] Um ministro do STF faz politicalha!”

E disse mais:

“Barroso, nos conhecemos o teu passado e a tua vida e o que você sempre defende, inclusive, como chegou no Supremo: defendendo o terrorista Cesare Battisti. […] Se tiver um pingo de moral, mande abrir o processo de impeachment contra alguns de seus colegas do STF.”

Nas redes sociais, o presidente ainda disse mais:

“Barroso se omite ao não determinar ao Senado a instalação de processos de impeachment contra ministro do Supremo, mesmo a pedido de mais de 03 milhões de brasileiros.”

“Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política.”

 Jornal da Cidade Online

 

O menino Henry também foi vítima de um sistema podre

Estamos todos devastados com a morte do menino Henry Borel Medeiros, assassinado pelo vereador carioca Dr. Jairinho — mais um nome de fantasia ridículo –, com a cumplicidade da sua namorada, Monique Medeiros, mãe do menino.

A violência de que Henry foi vítima parece não caber em vidinha tão curta, de apenas 4 anos. Quatro anos, meu Deus… Ele vinha sendo espancado seguidamente por Dr. Jairinho, que tem um histórico de agressões contra filhos de namoradas. Morreu chorando de dor, com lesões internas dilacerantes, depois de uma sessão de brutalidades. A imagem do menino chegando em casa, após passar o dia com o pai, é pungente: o seu choro já antecipava outra sessão de tortura.

Henry foi vítima de um monstro sádico, de um covarde, de um ser abjeto. Henry foi também um menino sem mãe que o defendesse. Sem mãe que o protegesse do torturador de crianças. Nos trechos das mensagens que Monique trocou com a babá,  está claro que ela sabia das sevícias a que o seu filho, o seu bebê, era vítima. E, no entanto, ela nada fez. E, no entanto, ela acobertou o monstro sádico, o covarde, o ser abjeto — que, consumada a morte de Henry, ainda tentou obter um atestado de óbito falso para o “corpinho” do menino (a expressão é do assassino) com um empresário da área da saúde e até com o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, para quem telefonou pedindo ajuda, fato só revelado hoje. Para o influente Dr. Jairinho, Henry era apenas isso: um corpinho a ser espancado, seviciado e descartado quando já não tinha mais vida.

Por que Monique Medeiros não protegeu o filho? Pelas mensagens trocadas com a babá, ela sabia que havia algo errado quando Dr. Jairinho trancava-se no quarto do casal com Henry. Monique Medeiros até pensou em instalar uma câmera no quarto. E, no entanto, nada fez. E, no entanto, acobertou o monstro, o covarde, o ser abjeto, até o último momento. Monique Medeiros nada fez para salvar o seu filho, arrisco dizer, porque Dr. Jairinho lhe proporcionava um padrão de vida muito acima do permitido pelo salário de um vereador. Vereador em quinto mandato, filho de um ex-deputado estadual preso na Operação Furna da Onça, que investigava um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos no Rio de Janeiro. Monique Medeiros nada fez para salvar o seu filho, arrisco dizer, porque Dr. Jairinho lhe arrumou um sinecura no Tribunal de Contas do Município, com salários de 12 mil reais, quase o triplo do que ganhava como diretora de uma escola municipal. Monique Medeiros, arrisco dizer, nada fez para salvar o seu filho porque Dr. Jairinho comprou dela, com dinheiro público, o direito de trucidar Henry. Nada disso atenua a sua culpa. Para completar o espetáculo sórdido, ela fez  selfie na delegacia onde prestou o depoimento mentiroso, enquanto o corpo de Henry era examinado no Instituto Médico Legal. No dia seguinte ao da morte do filho, assassinado pelo namorado, ela foi a um salão de cabeleireiro. Que tipo de gente é essa? Isso é gente?

Henry foi vítima de um monstro sádico, de um covarde, de um ser abjeto. Foi vítima de uma mãe desnaturada (e nunca um adjetivo foi tão exato). Foi vítima também de um sistema político podre que putrefaz as relações sociais, familiares e afetivas. Um sistema que é produzido por monstros e os replica sem cessar. Estamos devastados num país cuja paisagem geral é também de devastação.

O Antagonista

 

Decreto de prefeito não pode valer mais que a Constituição

O Supremo transformou-se numa perturbadora fonte de insegurança jurídica

O Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira que governadores e prefeitos podem suspender por decreto a vigência de direitos constitucionais irrevogáveis. Basta informar que a decisão é indispensável à estratégia da guerra travada contra o vírus chinês para, por exemplo,
abolir por semanas ou meses a liberdade religiosa — e proibir celebrações presenciais mesmo em templos protegidos por medidas de distanciamento social.

Ao intrometer-se com o habitual desembaraço em questões sanitárias e assuntos espirituais, a maioria dos ministros sucumbiu — de novo — à tentação de legislar sobre temas que não pertencem à esfera de atuação da corte. Alguém precisa sugerir aos juízes que se concentrem nas principais atribuições do STF.

São três. Primeira: assegurar a obediência à Constituição. Segunda: dirimir dúvidas sobre trechos da Carta Magna. Terceira: garantir a segurança jurídica. Ao atropelar um texto cuja clareza torna dispensáveis quaisquer interpretações, o Supremo não se limitou a descumprir seus deveres. Confirmou que vai se transformando na mais perturbadora fonte de insegurança jurídica.

Fonte: Jornalista Augusto Nunes

 

“A gente está em um Estado de Direito destruído,” afirma Mestre em Direito Público

Em entrevista à TV Jornal da Cidade Online, o deputado estadual por São Paulo, Gil Diniz, e o advogado, mestre em Direito Público, Renato Gomes, abordaram diversos temas, como a constitucionalidade do fechamento de Igrejas e as ações arbitrárias de João Doria, governador de São Paulo, enquanto o Estado agoniza economicamente.

Gil Diniz afirmou que somos governados por pessoas declaradamente anticristãs e parabenizou o ministro Kassio Nunes pela decisão de manter os templos abertos:

“Parabéns ao Kassio Nunes que foi coerente. Seguiu o que a Constituição prevê. Liberdade religiosa”, destacou.

De acordo com Diniz, em 2020 ele protocolou o Projeto de Lei 299/2020, tornando o serviço religioso como essencial, indo de acordo com o decreto do presidente da República.

“Eu consegui convencer os deputados a pautarem e aprovarem o serviço religioso como atividade essencial, visto que a Igreja, neste momento de pandemia e crise, chega onde o Estado não chega. Nós conseguimos aprovar por unanimidade e João Doria deixou para o último dia de prazo regimental e vetou o meu projeto dizendo que era inconstitucional.

Ele mentiu em parecer jurídico. Tanto mente que logo depois ele fez um decreto colocando a atividade religiosa como essencial e prometeu para a Frente Parlamentar Evangélica que no dia seguinte enviaria um Projeto de Lei de igual teor [ao decreto], tornando o serviço religioso como atividade essencial. Ele não cumpriu e traiu a bancada evangélica e não mandou o Projeto de Lei e o decreto que ele fez, ele rasgou e jogou no lixo”, desabafou o deputado.

O advogado Renato Gomes, ao ser questionado se há previsão legal na Constituição para o fechamento das Igrejas, ironizou:

“Que Constituição? Eu desconheço Constituição. Estamos em um Estado de Direito destruído, vivendo na ditadura da toga onde o braço armado são governadores usando a banda podre das polícias militares e prefeitos usando a banda podre das guardas municipais. Esse é o estado de coisa que a gente vive. Eu diria que é um estado de coisa tão tenebroso que você tem três opções: ou viver chorando, ou viver irritado e angustiado sem saber como lidar com essas emoções negativas ou viver em paz de espírito, sorrindo, sabendo que isso não se sustenta por muito tempo e que algo terá que acontecer”, ressaltou.

Gomes alertou para o fato de a Constituição estar sendo usurpada com a anuência do STF e estarem usando uma pseudociência para controlar o povo.

“Por decreto de prefeito você está destruindo a Constituição com o aval da toga. O que esses caras estão fazendo hoje? Eles criaram a própria ciência e seu próprio conceito de saúde. É da cabeça deles. Tudo o que contraria a ideologia deles, travestida com esse conceito de saúde e de ciência, eles invalidam”, destacou.

Em relação aos blogueiros de crachá do João Doria, o deputado Gil Diniz afirmou que pedirá a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), pois há indícios fortes de superfaturamento e lavagem de dinheiro.

Jornal da Cidade Online

 

Depois da “Cobiça Fatal” a PF pega Lula Fylho na “Tempo Real” em roubalheiras de dinheiro da covid-19

Lula Fylho, o todo poderoso ex-secretário municipal de saúde da administração do ex-prefeito Edivaldo Holanda Junior, que já estava no radar da Polícia Federal como indiciado na operação “Cobiça Fatal”, que como dirigente da pasta municipal da saúde efetuou compras de 100 mil máscaras cirúrgicas, com superfaturamento de R$ 2,90 para R$ 9,90, desviando em parceria com alguns empresários integrantes da quadrilha mais de R$ 2,3 milhões, recursos do governo federal para a aplicação no enfrentamento a covid-19. Por duas vezes a Polícia Federal realizou buscas e apreensões na sede da Semus e chegou a deter algumas pessoas para depoimentos, mas Lula Fylho chegou a continuar no cargo, mas temendo a prisão dele no exercício do cargo e outras investigações que estavam em andamento, o prefeito foi aconselhado a exonera-lo e retirá-lo definitivamente da administração municipal. Quando Secretário de Governo, Lula Fylho esteve envolvido em questão de recursos com a Secretaria Municipal de Fazenda, o que lhe rendeu a exoneração e como prêmio de consolação foi guindado pelo prefeito Edivaldo Holanda Jr à titularidade da Secretaria Municipal de Saúde.

               Operação “Tempo Real” e buscas e apreensões na casa de Lula Fylho

A grande surpresa de hoje é que a Polícia Federal anunciou que se tratava da operação “Tempo Real” e não mais um desdobramento da “Cobiça Fatal.” Hoje os agentes da Polícia Federal acordaram bem cedo o Lula Fylho e outro empresário integrante da roubalheira, que ainda não teve o nome revelado. Eles efetuaram buscas e apreensões e seguindo mandado judicial levaram dinheiro encontrado em poder dos dois, joias e veículos e uma farta documentação. Os envolvidos ainda saíram no lucro por não terem prisão decretada, mas isso não implica que não possa haver em outro desdobramento.

A operação “Tempo Real” é originada por desvios de dinheiro público destinado para ações de enfrentamento a pandemia da covid-19 e que foram desviados criminosamente. A roubalheira envolveu novamente compras de máscaras cirúrgicas, ocorridas em abril do ano passado no governo Edivaldo Holanda Jr. A compra de 21 mil unidades do material de proteção foi efetuada por R$ 718 mil, com um superfaturamento superior a R$ 478 mil, o que deu origem a investigação e determinação da Justiça Federal para a realização da operação de hoje que poderá ter outros desdobramentos. Foram 04 mandados de buscas e apreensões.

A situação de Lula Fylho é bastante complicada, uma vez que está indiciado em dois processos e todos por roubalheiras de recursos destinados para a covid-19. A Polícia Federal fez um esclarecimento importante em que esclareceu que o ex-prefeito Edivaldo Holanda Junior, nada tem a ver com as investigações e que todas as duas operações realizadas envolvem diretamente o ex-secretário Lula Filho e não tem nada a ver com a gestão atual.

Fonte: AFD