AGU vai recorrer ao STF para tentar reverter derrota no Congresso para aumentar impostos. Parlamentares da Oposição criticaram a decisão do governo Lula (PT) de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto legislativo que derrubou o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para o líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), a gestão petista “tirou a máscara!! E mostrou o rosto da crueldade tributária”. “O governo tirou a máscara!! E mostrou o rosto da crueldade tributária. Agora é a própria AGU que vai ao STF para defender aumento de imposto! Nem disfarça mais. Lula 3 não governa: caça o bolso do povo. Não confia mais nem no PSOL pra fazer o serviço sujo — assumiu que o objetivo é um só: tirar até o que o pobre não tem”, criticou o parlamentar.
Já o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), destacou que o governo Lula é “inimigo do povo”. “Um governo fraco, sem apoio popular, que quebra as finanças públicas é o único inimigo do povo. Como não consegue convencer o Congresso a aumentar ainda mais os impostos, sobra apenas atacar os que não vão prejudicar o povo com mais taxas”, destacou.
Como mostrou o Diário do Poder, o líder da Oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), classificou a decisão como um “grave atentado à democracia”. Veja abaixo a nota completa do parlamentar:
“A decisão da Advocacia-Geral da União (AGU) de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a deliberação soberana da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que sustou o aumento do IOF, é uma afronta inaceitável ao Poder Legislativo e um grave atentado à democracia.
Trata-se de mais uma tentativa autoritária do governo Lula de judicializar um tema eminentemente político, tentando impor pela força do Judiciário aquilo que perdeu no voto, de forma ampla e transparente, dentro da Casa do Povo. Ao fazer isso, o governo declara guerra ao Congresso Nacional.
O Projeto de Decreto Legislativo aprovado é absolutamente constitucional. Ele susta os efeitos de um decreto presidencial flagrantemente inconstitucional. O IOF é um tributo de natureza regulatória, e não arrecadatória. O governo utilizou esse instrumento de forma abusiva, com o único objetivo de aumentar a arrecadação para cobrir o rombo fiscal que ele mesmo causou, sem qualquer medida real de controle de gastos. Isso é ilegal e inaceitável.
A oposição reitera: o ajuste fiscal que o Brasil precisa não será feito em cima dos trabalhadores e dos empreendedores. Esse ajuste deve vir com corte de despesas supérfluas, redução de ministérios, contenção de viagens, eliminação de cargos e fim do uso eleitoral da máquina pública. Mas esse governo se recusa a cortar na própria carne.
A resposta será firme. O Congresso saberá reagir à altura. O povo brasileiro não aguenta mais ser punido com mais impostos enquanto o governo insiste em dividir o país, governar na base do confronto e mentir para a população. A democracia exige respeito entre os Poderes – e é isso que o presidente Lula e sua equipe estão, mais uma vez, violando deliberadamente.”
Diário do Poder








