Os ministros da Primeira Turma afirmam que há indícios mínimos dos crimes nas denúncias apresentadas pela PGR. Parlamentares de oposição repercutiram a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou réus nesta quarta-feira (26) o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados pela participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) manifestou sua indignação nas redes sociais. Para o deputado todo o processo foi baseado em “narrativas frágeis e conversas de terceiros”, sem provas concretas que vinculem o ex-presidente a qualquer crime.
“É revoltante ver Jair Bolsonaro se tornar réu em uma denúncia baseada apenas em narrativas frágeis e conversas de terceiros! Não há uma única prova que o vincule a qualquer crime, e mesmo assim insistem em persegui-lo para excluí-lo das eleições de 2026. O que está acontecendo é um ataque explícito à democracia, à justiça e a todos os brasileiros que acreditam em um país livre.”, escreveu.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) se referiu ao ex-presidente como vítima e afirmou que a história o inocentará.
“A história não é escrita pelo presente, mas pelo ontem, o hoje e o amanhã. Reservará a Jair Bolsonaro a visão desapaixonada de sua importância para a democracia e sua condição de vítima de uma vereda histórica que a história o inocentará.”, declarou.
O líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN), criticou a atuação do ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, e o acusou de perseguição política.
“Como alertamos desde o início de 2023, a investigação conduzida pelo ministro relator, investigador, vítima e julgador trata-se de evidente perseguição política para retirar Bolsonaro e todo um relevante espectro político das eleições gerais de 2026. Temos hoje no Brasil o mais importante processo penal de sua história, posto que mesmo contaminado desde o seu início por ilegalidades, abuso de autoridade e pesca probatória, não há nenhuma prova que indique que Jair Bolsonaro tenha praticado qualquer dos crimes que lhe são imputados.”, disse em nota divulgada.
Para o vereador e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o Brasil “é uma Venezuela piorada” e que em um país de verdade “todo esse circo não teria substância nem para ser um esboço de novela de quinta categoria”.
“Em um país de verdade, todo esse circo não teria substância nem para ser um esboço de novela de quinta categoria, muito menos por um processo jurídico, mas isso aqui é uma Venezuela piorada. A escória acabou com o país em menos de três anos e precisa, diariamente, encobrir as trapaças da criatura que alçaram ao poder para manter o que sempre usufruíram, alimentando ódio e um objetivo mortal contra quem ousou fazer diferente, mesmo sozinho e com todas as adversidades.”, afirmou.
O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) disse que o espetáculo chegou ao seu ápice e que “tornaram réu, injustamente, um inocente”.
“Era só questão de tempo, o roteiro já estava escrito, o teatro estava montado e os atores estavam ali posicionados. E hoje, o espetáculo chegou ao seu ápice. Bolsonaro se tornou réu”, disse em vídeo.
Carol De Toni, Líder da Minoria na Câmara dos Deputados, afirmou em nota que “isso não é Justiça, é um tribunal de exceção”.
“O resultado não nos surpreende, mas nos revolta. O julgamento de Jair Bolsonaro é a consolidação de um ambiente de perseguição política no Brasil. E não se enganem: quem está no banco dos réus hoje não é apenas Bolsonaro, mas o Estado de Direito e a própria democracia.”, declarou.
Jornal da Cidade Online